Num sonho te poderia contar
que mais foram aqueles perdidos
por uma seta e ficaram sentidos
numa sentença mais dolorosa que a morte.
Numa perdição que nem a sorte,
nem o arrependimento, mas sim o tempo
vos livra de qualquer vento,
de qualquer tempestade.
Nunca ninguém me avisou,
uns evitavam, uns gostavam...
outros choravam
durante os meses que passavam.
Uns, diziam que era muito cedo,
se calhar, esses, escondiam o medo
de uma outra vez.
Tu estás possuído,
tu não vês,
vais ouvir o ruído,
que te mói,
vais fazer os teus porquê's,
de um passado que te rói
no presente que te dói.
Não,
faz tudo por essa pessoa,
faz tudo o que há de bom
e vais sentir-te tão bem
que te bem soa.
A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.
A minha inocência foi esta:
Francisco Sarmento
Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/
sábado, 25 de julho de 2009
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Alma Vadia
Alma,
que é morte inacabada,
que sabe, mas não entende,
que a solidão lhe invade,
que sofre um ardor quente.
Alma,
que não se responsabiliza,
que não quer nem prefer,
que está parada no nada,
que vive escondida,
que todo o dia
perguntam o que é da sua vida.
Alma,
que finge ser calma,
que mente com medo,
que se sente incompreendida.
que, nas costas, leva um penedo,
de penas e lágrimas
descritas em páginas.
Alma,
que cai e não se levanta,
que só luta por sobrevivência,
oh Morte, que me estás na iminência...
que é morte inacabada,
que sabe, mas não entende,
que a solidão lhe invade,
que sofre um ardor quente.
Alma,
que não se responsabiliza,
que não quer nem prefer,
que está parada no nada,
que vive escondida,
que todo o dia
perguntam o que é da sua vida.
Alma,
que finge ser calma,
que mente com medo,
que se sente incompreendida.
que, nas costas, leva um penedo,
de penas e lágrimas
descritas em páginas.
Alma,
que cai e não se levanta,
que só luta por sobrevivência,
oh Morte, que me estás na iminência...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Não
Não,
não posso,
não faço,
não quero,
não deixo.
Não,
para quê?
Porquê?
Não sei,
não quero saber.
Estou farto,
irritei-me!
Não,
enganei-me,
que faço?
Parei,
Pensei
Para quê?
O quê?
Não sei,
Deixei,
não dei.
Não,
não digo,
não faço,
não quero
não preciso,
não...
não posso,
não faço,
não quero,
não deixo.
Não,
para quê?
Porquê?
Não sei,
não quero saber.
Estou farto,
irritei-me!
Não,
enganei-me,
que faço?
Parei,
Pensei
Para quê?
O quê?
Não sei,
Deixei,
não dei.
Não,
não digo,
não faço,
não quero
não preciso,
não...
domingo, 23 de março de 2008
Lisboa de palavra a palavra
Pedra a pedra, sobre calçada
Lisboa antiga, Lisboa moderna,
Minha Lisboa amada.
Colina a colina, sobre Lisboa,
Que primeiro se fez à toa
Mas depois com o terramoto
E com Marquês de Pombal
Melhor se fez a capital de Portugal.
Geração a geração, sobre tradição,
Que permanece em Lisboa, que é coisa boa.
Chiu! Que o galo canta o fado,
De marca lisboeta e em bom estado.
Lisboa antiga, Lisboa moderna,
Minha Lisboa amada.
Colina a colina, sobre Lisboa,
Que primeiro se fez à toa
Mas depois com o terramoto
E com Marquês de Pombal
Melhor se fez a capital de Portugal.
Geração a geração, sobre tradição,
Que permanece em Lisboa, que é coisa boa.
Chiu! Que o galo canta o fado,
De marca lisboeta e em bom estado.
sábado, 8 de dezembro de 2007
A Rosa Humana da Vida
A vida é uma rosa
implantada no teu coração,
(de vez em quando rima,
de vez em quando não)
das pétolas a tua glória,
beleza (outrora de Helena de Tróia),
intelegência, os teus bons momentos
numa palavra te digo: virtudes.
Mas ainda não aprendeste
que o Mundo cinzento veste-se de cor-de-rosa
parecendo feliz, mas está cheia de segredos,
que fazem renascer os teus medos.
Ah, caule! Como estás tão crescida!
Os teus olhos continuam belos!
Mudaste de visual? Mudaste de vida?
Caule tua, de que te rodeia,
juntou-se e fez-te crescer,
ser quem és e que semeia.
Agradece aos teus amados,
que te põem água para viveres.
Agradece à Terra,
que te oferece oportunidades
para poderes crescer.
Os picos da tua rosa,
são feios dos teus maus momentos.
Dos teus inimigos, agradece-lhes,
porque sem eles, não poderias crescer
e seres a pessoa que és...
Tu,
Vida,
Rosa...
implantada no teu coração,
(de vez em quando rima,
de vez em quando não)
das pétolas a tua glória,
beleza (outrora de Helena de Tróia),
intelegência, os teus bons momentos
numa palavra te digo: virtudes.
Mas ainda não aprendeste
que o Mundo cinzento veste-se de cor-de-rosa
parecendo feliz, mas está cheia de segredos,
que fazem renascer os teus medos.
Ah, caule! Como estás tão crescida!
Os teus olhos continuam belos!
Mudaste de visual? Mudaste de vida?
Caule tua, de que te rodeia,
juntou-se e fez-te crescer,
ser quem és e que semeia.
Agradece aos teus amados,
que te põem água para viveres.
Agradece à Terra,
que te oferece oportunidades
para poderes crescer.
Os picos da tua rosa,
são feios dos teus maus momentos.
Dos teus inimigos, agradece-lhes,
porque sem eles, não poderias crescer
e seres a pessoa que és...
Tu,
Vida,
Rosa...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
A (minha) Cidade
Oh campestres terrenos
das estradas escuras
que é cor que me rodeia,
ruas empregnadas do preto
da poluição, lá no ar, como aqui no chão.
Árvores cinzentas, despidas, torturadas,
das suas folhas rasgadas, perdidas,
são coitadas as apodrecidas.
Amor que não é eterno,
feio, mas moderno e materno
da alma que faz palma da tua mão...
Oh feliz a escuridão que à noite aparecia
morreu, em vão, com luz em demasia
desvendando a cortina escura brilhante
e tornando-a como parte da luz do dia...
Oh formigas com sentimento de rebeldia
essa é a infeliz escuridão
no beco sem saída.
das estradas escuras
que é cor que me rodeia,
ruas empregnadas do preto
da poluição, lá no ar, como aqui no chão.
Árvores cinzentas, despidas, torturadas,
das suas folhas rasgadas, perdidas,
são coitadas as apodrecidas.
Amor que não é eterno,
feio, mas moderno e materno
da alma que faz palma da tua mão...
Oh feliz a escuridão que à noite aparecia
morreu, em vão, com luz em demasia
desvendando a cortina escura brilhante
e tornando-a como parte da luz do dia...
Oh formigas com sentimento de rebeldia
essa é a infeliz escuridão
no beco sem saída.
Castelo de Ilusão
Construí este Castelo e chamei-lhe Ilusão,
da desilusão, talvez fosse da minha imaginação.
Deixei-o na mesinha de cabeceira
ao pé do cão de madeira
(que é um grande amigão)
e arrangei uma maneira
de o pôr mais bonitão.
Peguei num cartão
que estava à beira de ir para o papelão.
Cortei e arrangei de forma
a cobrir o meu Castelão.
Pintei-o de preto, côr da solidão
(mas que pensamento horrível que vai no meu coração).
da desilusão, talvez fosse da minha imaginação.
Deixei-o na mesinha de cabeceira
ao pé do cão de madeira
(que é um grande amigão)
e arrangei uma maneira
de o pôr mais bonitão.
Peguei num cartão
que estava à beira de ir para o papelão.
Cortei e arrangei de forma
a cobrir o meu Castelão.
Pintei-o de preto, côr da solidão
(mas que pensamento horrível que vai no meu coração).
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