Desconfio das minhas mãos,
olhando para trás,
para os poemas escritos por mim.
Que outrora escrevera como se fosse eu próprio esse poema.
Ou esse mesmo poema fora minha alma.
E agora estão enterrados, esquecidos.
Agora, deixaram de ser poemas vivos
para se transformarem em fósseis de outros tempos.
Abandonados.
Assim como este que escrevo agora.
Com lágrimas emotivas quase visíveis.
Quando chegar ao último ponto final deixar de ser meu.
Deixa de ser eu.
E passa a ser mais um para a colecção vazia.
Que por muitos poemas que tenha será sempre vazia.
Faltas-me tu. Ou algo. Ou alguém.
A colecção de poemas que já só serve para mostrar aos outros.
Principalmente para os que não querem ver.
Ou nunca viram.
Podre de mim, que bem tento.
E no meio destas tentativas falhadas
constato um ciclo vicioso, irónico, ridículo e absurdo.
(E tudo o que é absurdo nunca existe.)
Talvez me espera a máxima ironia de poemas meus conhecidos
aquando de mim morto.
Ou talvez tudo isto seja uma ilusão.
Uma fase passageira.
Como uma nuvem que se ergue no céu.
Uma nuvem passageira que por chorar incomoda a pequenez das gentes.
Eu sou uma nuvem passageira e o céu é o meu mar.
Tenho de me ter mais para chegar mais além do céu.
Mais universal por dentro. Dissolver no ar o que sou.
E ser o que está à minha volta:
o céu e tudo o que ele contém.
O oceano que por baixo de mim está é espelho distorcido.
E tento ver o que está para além dele:
a Realidade.
Os peixes, as plantas marinhas, os mamíferos, as mais pequenas células...
Infinita possibilidade de vidas...
O Possível e o Impossível.
O que aconteceu e o que está para acontecer.
A Vida.
A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.
A minha inocência foi esta:
Francisco Sarmento
Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/
segunda-feira, 21 de maio de 2012
sexta-feira, 18 de maio de 2012
À Parte Do Mundo
Não conheço mundo algum.
Só conheço o meu que tanto desconfio.
O meu mundo confuso e desarrumado.
Não sei se isto são cacos do meu mundo.
Ou se cada caco é um mundo.
Sim, acho que tenho mais que um.
Nem sei qual deles é o verdadeiro.
Não sei se estes lençóis são feitos de sonhos.
Não sei se é de mim que desconfio quando desconfio dos outros.
Não sei olhar o mundo senão a janela que ninguém vê.
E passam sempre por ela.
Tanta gente que no comboio vai.
Como eu.
Não sei se pensam.
Mas eu penso.
Pergunto-me se são máquinas...
Tão rotineiras.
Até o repouso delas é rotineiro.
O meu mundo é preto da escuridão.
E o sol aquece o planeta com luz branca.
O preto da escuridão e o branco do sol aglomeram-se no que está fora de mim.
Na realidade.
E vejo o que vejo à minha volta a preto e branco.
Completamente sem sabor...
Metade do que vejo é meu.
A outra metade é do mundo.
Do mundo que é o mesmo mundo dos outros mundos.
É um mundo que ninguém lhe dá cor.
Não somos pintores.
Não somos criadores.
Somos repetições que trabalham oficiosamente repetidamente.
Somos cada um uma tela.
Telas com tintas permeáveis.
Quando a realidade chove essas tintas desaparecem.
E florescem cores originais aos poucos nessas telas.
Mas primeiro tornam-se pretos.
Por causa da humidade da tristeza.
E entendem o mundo no ponto de vista totalmente diferente.
Mais real. Mais original. Mais incomum.
Sim. Tornam-se telas pretas.
E vêem de maneira diferente.
Porque a tela nasceu branca, sem nada.
Um nada com tudo.
Um nada que pode ser tudo - até o impossível.
Um tudo que se converge nalgo.
Mas somos todos iguais.
Ninguém tem a sua própria cor.
Eu tento pintar a minha tela.
Mas a minha palete de madeira só tem madeira.
Eu sei que não tenho as minhas próprias cores.
A ilusão mostra cores invisíveis.
Talvez porque só eu as conheço.
Porque só eu é que me conheço.
E tento pintar a tela.
Ferindo-a. Esburacando-a. Destruindo-a.
Tentando desesperadamente acreditar que vejo.
Mas tudo o que vejo é nada.
Um tudo que é nada porque o mundo que sonhei não aconteceu.
Mas o mundo que sonho é um mundo que não existe.
Um mundo que sinto falta.
Por isso o sonho.
Nem sei porque o sonho.
Nem sei porque estou vivo.
Estou aqui.
Já aconchegado ao meu próprio desespero.
Um desespero sem palavras.
Desespero a saudade de algo que não tenho.
Nem nunca tive.
E por isso não há palavras para isto.
Porque não sei quais são.
Nunca tiveram na minha alma.
É um buraco. Um vazio que arrasto.
No entanto não sou pessimista.
Apenas não conquisto quando acredito que não conseguirei.
Que é quase sempre.
E mesmo que conquiste nunca vale uma festa.
Porque eu fico feliz com as mais pequenas coisas da vida.
Aquele minuto. Aquele milésimo de segundo.
Um sorriso. Nada mais me apraz que um sorriso.
Porque não o tenho.
Tu tens o meu quando sorris.
Não é egoísmo.
É amor e partilha.
Só conheço o meu que tanto desconfio.
O meu mundo confuso e desarrumado.
Não sei se isto são cacos do meu mundo.
Ou se cada caco é um mundo.
Sim, acho que tenho mais que um.
Nem sei qual deles é o verdadeiro.
Não sei se estes lençóis são feitos de sonhos.
Não sei se é de mim que desconfio quando desconfio dos outros.
Não sei olhar o mundo senão a janela que ninguém vê.
E passam sempre por ela.
Tanta gente que no comboio vai.
Como eu.
Não sei se pensam.
Mas eu penso.
Pergunto-me se são máquinas...
Tão rotineiras.
Até o repouso delas é rotineiro.
O meu mundo é preto da escuridão.
E o sol aquece o planeta com luz branca.
O preto da escuridão e o branco do sol aglomeram-se no que está fora de mim.
Na realidade.
E vejo o que vejo à minha volta a preto e branco.
Completamente sem sabor...
Metade do que vejo é meu.
A outra metade é do mundo.
Do mundo que é o mesmo mundo dos outros mundos.
É um mundo que ninguém lhe dá cor.
Não somos pintores.
Não somos criadores.
Somos repetições que trabalham oficiosamente repetidamente.
Somos cada um uma tela.
Telas com tintas permeáveis.
Quando a realidade chove essas tintas desaparecem.
E florescem cores originais aos poucos nessas telas.
Mas primeiro tornam-se pretos.
Por causa da humidade da tristeza.
E entendem o mundo no ponto de vista totalmente diferente.
Mais real. Mais original. Mais incomum.
Sim. Tornam-se telas pretas.
E vêem de maneira diferente.
Porque a tela nasceu branca, sem nada.
Um nada com tudo.
Um nada que pode ser tudo - até o impossível.
Um tudo que se converge nalgo.
Mas somos todos iguais.
Ninguém tem a sua própria cor.
Eu tento pintar a minha tela.
Mas a minha palete de madeira só tem madeira.
Eu sei que não tenho as minhas próprias cores.
A ilusão mostra cores invisíveis.
Talvez porque só eu as conheço.
Porque só eu é que me conheço.
E tento pintar a tela.
Ferindo-a. Esburacando-a. Destruindo-a.
Tentando desesperadamente acreditar que vejo.
Mas tudo o que vejo é nada.
Um tudo que é nada porque o mundo que sonhei não aconteceu.
Mas o mundo que sonho é um mundo que não existe.
Um mundo que sinto falta.
Por isso o sonho.
Nem sei porque o sonho.
Nem sei porque estou vivo.
Estou aqui.
Já aconchegado ao meu próprio desespero.
Um desespero sem palavras.
Desespero a saudade de algo que não tenho.
Nem nunca tive.
E por isso não há palavras para isto.
Porque não sei quais são.
Nunca tiveram na minha alma.
É um buraco. Um vazio que arrasto.
No entanto não sou pessimista.
Apenas não conquisto quando acredito que não conseguirei.
Que é quase sempre.
E mesmo que conquiste nunca vale uma festa.
Porque eu fico feliz com as mais pequenas coisas da vida.
Aquele minuto. Aquele milésimo de segundo.
Um sorriso. Nada mais me apraz que um sorriso.
Porque não o tenho.
Tu tens o meu quando sorris.
Não é egoísmo.
É amor e partilha.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Estou cansado.
Já nada me interessa.
Cansa-me os olhos.
Tudo isto.
Tudo o que está à minha volta.
Mentiras, mentiras e mentiras.
Mentiras que eu vejo.
Mentiras que eu vejo mas mesmo assim continuam a ser mentiras.
A realidade, ao defini-la concluo sempre que é uma mentira.
Na perversidade, no desejo que se tornaram objectivos sociais.
É mentira.
É mentira ser poderoso, é mentira ser alguém para alguém, é mentira o tentar e o dizer.
É tudo mentira.
Uma enfadonha mentira que estou sempre a ver quando não sonho.
E canso-me. Porque já não sonho.
Acabou-se-me a irrealidade feliz e pacífica.
Até estas duas palavras são mentira.
Não estão ao nosso alcance.
Somos mortais.
Só a morte e o passado são reais.
A morte que mata a mentira.
O passado que mentiu e ocultou.
O passado real e aldrabão.
Porque o interpretámos como mal o sabemos fazer.
Até a interpretação dos sentidos é uma mentira.
Uma ilusão de factos baseado em detalhes.
Que massada.
A massada que se queixa e se massa com as massas.
Até a massada é hipócrita.
E a hipocrisia é apenas um jogos de aparências.
Ou por outras palavras, uma mentira.
Só sei que é real os objectos.
E nunca os electrónicos que até esses nos mentem.
Apenas cigarros.
Cigarros que não falam.
Cigarros que no acaso ou sem acaso nos levam ou não à morte.
Os cigarros, que tanto apraz ao fumador.
O fumador, que tem o poder de expelir fumo pela boca.
Um poder sobre-humano.
Imortal.
Sem se lembrar que poderá morrer com o cigarro.
Ou não.
Ou morrerá desafectado pelas toxinas do tabaco.
Que amanhã poderá morrer atropelado.
Ou esfaqueado por um louco.
Ou num acidente de comboio.
Ou numa queda partir o pescoço.
Ou morrer electrocutado.
Ou as infinitas possibilidades para determinar num fim: a morte.
Mas durante esse tempo o fumador fuma.
E quando fuma deixa de ser ser humano.
Passa a ser o fumador.
O fumador que fuma.
Um produto numa prateleira qualquer.
Muito bem categorizado por um acto:
o de fumar, que o torna fumador.
E para mais um fumador de ganzas.
O cabrão do fumador de ganzas.
Que por fumar ganzas deve ser preso,
sem nunca ter feito mal a ninguém.
Porque o fumador de ganzas é carocho.
E os carochos são nojentos e atrofiados.
E portanto devem ser posto atrás das grades ao lado de assassinos profissionais comprados pelo Estado.
Ou então devem ser desprezados e abandonados.
Os carochos.
Mas o que será pior?
O carocho ou o carente?
O carente, que nunca existe em pessoa por sermos todos nós.
Carentes.
Carentes escondidos.
Carentes não assumidos.
Carentes que agradam os outros.
Carentes falsos e mentirosos.
Que vivem na ilusão do ser que o outro pensa desses carentes.
E a ilusão é mentira.
Também é mentira a paixão que não é eterna.
A língua portuguesa morreu.
E por isso vício, paixão, sexo, amor, gula, obsessão... é tudo igual.
E quem pensa correctamente é diferente.
Ou quem simplesmente pensa.
Ou quem usa os sentidos.
Os sentidos que absorvem factos.
Factos que não se argumentam.
Factos que se alteram.
E eu vejo os factos.
Os implícitos e os explícitos.
Mesmo que não os veja.
E critico os cegos, os surdos e os que falam.
Enraiveço-me.
Por o serem.
(Por terem boca.
Mas eu também tenho boca.
Uma boca que fala.
E que fala. E que fala.
E que fala. E que fala.
E que fala. E que fala.)
Que o são porque assim foram ensinados.
Ensinados como humanos personalizáveis que somos.
E eu sou hipócrita.
Porque critico.
E também porque não faço.
Mas tenho consciência.
E por isso sou o dobro da hipocrisia.
Sou um mentiroso que acusa e critica as mentiras que o mundo se tornou.
Sou um mentiroso diferente.
Porque acusa a mentira social.
E tenho razão.
Talvez mais quando me chamo mentiroso.
Porque espero.
Sem saber o que esperar.
Mas ironicamente espero.
Mas também vagueio.
Na dúvida e na desconfiança.
A pisar o chão muito cuidadosamente.
Não quero perturbar ninguém que não perturbe o sistema.
Como todos os intelectuais que passam as tardes em conversas e críticas sobre o País.
Mas quando piso com firmeza é sempre na altura em que vou falhar.
Porque não há chão, há ilusão.
Há a miragem.
E eu sei.
Mas agora tenho a certeza.
Porque caí.
E só me apercebi quando me aleijei.
Apesar disto já sabia da ilusão.
Mesmo exactamente antes de pisar.
Aqui.
No meu sub-consciente.
Mas é quase involuntário.
Não me consigo controlar.
Como se já estivesse a cair antes de pisar o buraco iludido de chão.
E digo que é previsível.
Mas continuo. E queixo-me.
E não consigo controlar.
Isto sim é sobre-humano.
E natural também.
Ou nada. Ou relativo.
Tão relativo que mais vale fumar.
Um cigarro.
Ou beber água.
Ou ir à casa-de-banho.
Ou qualquer outra coisa qualquer.
Já nada me interessa.
Cansa-me os olhos.
Tudo isto.
Tudo o que está à minha volta.
Mentiras, mentiras e mentiras.
Mentiras que eu vejo.
Mentiras que eu vejo mas mesmo assim continuam a ser mentiras.
A realidade, ao defini-la concluo sempre que é uma mentira.
Na perversidade, no desejo que se tornaram objectivos sociais.
É mentira.
É mentira ser poderoso, é mentira ser alguém para alguém, é mentira o tentar e o dizer.
É tudo mentira.
Uma enfadonha mentira que estou sempre a ver quando não sonho.
E canso-me. Porque já não sonho.
Acabou-se-me a irrealidade feliz e pacífica.
Até estas duas palavras são mentira.
Não estão ao nosso alcance.
Somos mortais.
Só a morte e o passado são reais.
A morte que mata a mentira.
O passado que mentiu e ocultou.
O passado real e aldrabão.
Porque o interpretámos como mal o sabemos fazer.
Até a interpretação dos sentidos é uma mentira.
Uma ilusão de factos baseado em detalhes.
Que massada.
A massada que se queixa e se massa com as massas.
Até a massada é hipócrita.
E a hipocrisia é apenas um jogos de aparências.
Ou por outras palavras, uma mentira.
Só sei que é real os objectos.
E nunca os electrónicos que até esses nos mentem.
Apenas cigarros.
Cigarros que não falam.
Cigarros que no acaso ou sem acaso nos levam ou não à morte.
Os cigarros, que tanto apraz ao fumador.
O fumador, que tem o poder de expelir fumo pela boca.
Um poder sobre-humano.
Imortal.
Sem se lembrar que poderá morrer com o cigarro.
Ou não.
Ou morrerá desafectado pelas toxinas do tabaco.
Que amanhã poderá morrer atropelado.
Ou esfaqueado por um louco.
Ou num acidente de comboio.
Ou numa queda partir o pescoço.
Ou morrer electrocutado.
Ou as infinitas possibilidades para determinar num fim: a morte.
Mas durante esse tempo o fumador fuma.
E quando fuma deixa de ser ser humano.
Passa a ser o fumador.
O fumador que fuma.
Um produto numa prateleira qualquer.
Muito bem categorizado por um acto:
o de fumar, que o torna fumador.
E para mais um fumador de ganzas.
O cabrão do fumador de ganzas.
Que por fumar ganzas deve ser preso,
sem nunca ter feito mal a ninguém.
Porque o fumador de ganzas é carocho.
E os carochos são nojentos e atrofiados.
E portanto devem ser posto atrás das grades ao lado de assassinos profissionais comprados pelo Estado.
Ou então devem ser desprezados e abandonados.
Os carochos.
Mas o que será pior?
O carocho ou o carente?
O carente, que nunca existe em pessoa por sermos todos nós.
Carentes.
Carentes escondidos.
Carentes não assumidos.
Carentes que agradam os outros.
Carentes falsos e mentirosos.
Que vivem na ilusão do ser que o outro pensa desses carentes.
E a ilusão é mentira.
Também é mentira a paixão que não é eterna.
A língua portuguesa morreu.
E por isso vício, paixão, sexo, amor, gula, obsessão... é tudo igual.
E quem pensa correctamente é diferente.
Ou quem simplesmente pensa.
Ou quem usa os sentidos.
Os sentidos que absorvem factos.
Factos que não se argumentam.
Factos que se alteram.
E eu vejo os factos.
Os implícitos e os explícitos.
Mesmo que não os veja.
E critico os cegos, os surdos e os que falam.
Enraiveço-me.
Por o serem.
(Por terem boca.
Mas eu também tenho boca.
Uma boca que fala.
E que fala. E que fala.
E que fala. E que fala.
E que fala. E que fala.)
Que o são porque assim foram ensinados.
Ensinados como humanos personalizáveis que somos.
E eu sou hipócrita.
Porque critico.
E também porque não faço.
Mas tenho consciência.
E por isso sou o dobro da hipocrisia.
Sou um mentiroso que acusa e critica as mentiras que o mundo se tornou.
Sou um mentiroso diferente.
Porque acusa a mentira social.
E tenho razão.
Talvez mais quando me chamo mentiroso.
Porque espero.
Sem saber o que esperar.
Mas ironicamente espero.
Mas também vagueio.
Na dúvida e na desconfiança.
A pisar o chão muito cuidadosamente.
Não quero perturbar ninguém que não perturbe o sistema.
Como todos os intelectuais que passam as tardes em conversas e críticas sobre o País.
Mas quando piso com firmeza é sempre na altura em que vou falhar.
Porque não há chão, há ilusão.
Há a miragem.
E eu sei.
Mas agora tenho a certeza.
Porque caí.
E só me apercebi quando me aleijei.
Apesar disto já sabia da ilusão.
Mesmo exactamente antes de pisar.
Aqui.
No meu sub-consciente.
Mas é quase involuntário.
Não me consigo controlar.
Como se já estivesse a cair antes de pisar o buraco iludido de chão.
E digo que é previsível.
Mas continuo. E queixo-me.
E não consigo controlar.
Isto sim é sobre-humano.
E natural também.
Ou nada. Ou relativo.
Tão relativo que mais vale fumar.
Um cigarro.
Ou beber água.
Ou ir à casa-de-banho.
Ou qualquer outra coisa qualquer.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Confusões
Palavras cheias de nada,
por aqui e ali ainda se ouvem críticas,
todos falamos e comentamos
o que se anda a passar,
sentados criticando
que ninguém faz por mudar.
Acendo um cigarro,
penso para os meu botões
o que hei-de fazer pelos outros
mas primeiro tenho de me fazer
apesar de não encontrar razões
para ajudar estes loucos
e que mais valia deixá-los apodrecer.
Mas tudo bem,
não façamos por quem não mereça,
mas também eu sou quem,
na verdade só sei de mim
e mesmo assim
não sei quando devo sentença
porque o ponto de vista
é a falha de quem se apela altruísta.
Estou numa confusão tal
que pensar no suicídio
considera-se algo normal
em circunstância
de martírio.
Mas à contradição
me acrescento
por crer que há sempre solução
e é por isto que não comento.
Nunca chego a conclusão alguma
encontro sempre mais uma
excepção perdendo-me num labirinto
tão grande que em termos de memória
tem o mesmo efeito que muito vinho tinto.
Acendo mais um cigarro
enquanto o comboio dá sinal de entrada,
estou sentado na estação
à espera dele, à espera do quê?
Porquê? E tudo começa a desenvolver
para me perder e obrigar-me na relatividade
que se torna a tudo o que chamam de viver.
Mas que pachorra tenho em pensar
é como andar de comboio,
no final acabo por morrer
por ser esquecido e desaparecer,
ridículo sou eu que estou aqui sem prazer
para ser levado por um comboio cheio de anormais
que me julgam um ser estranho,
que me avaliam e fazem apostas
para adivinhar de onde venho.
Mas que paciência eu tenho,
mais vale acender um cigarro
que tanto me apraz
para ter de acender outro
depois porque o tempo passou
e o que ficou, ficou para trás.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
A Esperança Espera
As pedras do riacho
que ali estão
são feitiços que acho
na solidão.
Onde passa a água
passa o tempo
na pedra parada
que o vento trespassa
como um sentimento
que à pedra ultrapassa
com esperança de ter sorte
nas próximas vazas.
"Talvez ganhe um par de asas
sem ser entregue pela morte",
pensa a pedra esperançada
admirando o céu
enquanto tudo o que faz...
é rigorosamente nada.
E a pedra
deixa-se dissolver
pela água que passa
como o tempo...
deixa-se corroer
pelo vento que trespassa
como um sentimento...
É assim que se desgasta
a pedra da pobre casta
que à esperança se entrega
num nada feito que assossega
para que a espera não a desespere
tornando relativo todos os sonhos
que ela tiver.
Aonde estás, acção?
O que não é preciso ter é esperança
mas sim determinação
porque o tempo avança
acumulando à pedra
sonhos e sonhos por realizar
enquanto o peixe
não reza, aliás, até despreza
desprendendo-se de sonhos
porque sabe que fazer é completar.
Acreditar é para quem duvida,
quem concretiza é quem está certo.
E o peixe contra a corrente nada
e nada encontra na sua frente
senão mais um arrastão
mas enquanto avança
vai ganhando mais razão,
nada tanto que se cansa
mas a força está no coração
e substitui qualquer músculo.
Concretizar a acção
é retirar o sonho dum crepúsculo,
nesse quadro onde o horizonte
inalcançável é pintado pela esperança.
A mesma esperança
que se alimenta de sonhos
por concretizar...
O peixe tem de lutar
porque...
o que é gratuito
é para a alma prostituta
que assim desfruta
com o intuito
de agradar,
mas isso é uma fruta
que apodrece
quando descobre o que é amar.
que ali estão
são feitiços que acho
na solidão.
Onde passa a água
passa o tempo
na pedra parada
que o vento trespassa
como um sentimento
que à pedra ultrapassa
com esperança de ter sorte
nas próximas vazas.
"Talvez ganhe um par de asas
sem ser entregue pela morte",
pensa a pedra esperançada
admirando o céu
enquanto tudo o que faz...
é rigorosamente nada.
E a pedra
deixa-se dissolver
pela água que passa
como o tempo...
deixa-se corroer
pelo vento que trespassa
como um sentimento...
É assim que se desgasta
a pedra da pobre casta
que à esperança se entrega
num nada feito que assossega
para que a espera não a desespere
tornando relativo todos os sonhos
que ela tiver.
Aonde estás, acção?
O que não é preciso ter é esperança
mas sim determinação
porque o tempo avança
acumulando à pedra
sonhos e sonhos por realizar
enquanto o peixe
não reza, aliás, até despreza
desprendendo-se de sonhos
porque sabe que fazer é completar.
Acreditar é para quem duvida,
quem concretiza é quem está certo.
E o peixe contra a corrente nada
e nada encontra na sua frente
senão mais um arrastão
mas enquanto avança
vai ganhando mais razão,
nada tanto que se cansa
mas a força está no coração
e substitui qualquer músculo.
Concretizar a acção
é retirar o sonho dum crepúsculo,
nesse quadro onde o horizonte
inalcançável é pintado pela esperança.
A mesma esperança
que se alimenta de sonhos
por concretizar...
O peixe tem de lutar
porque...
o que é gratuito
é para a alma prostituta
que assim desfruta
com o intuito
de agradar,
mas isso é uma fruta
que apodrece
quando descobre o que é amar.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
terça-feira, 8 de maio de 2012
Eles são vampiros,
sugam-nos o sangue
e a vontade de viver.
O Povo observa a lua
em esperança e por sonhos
mas a lua é mentirosa
e os políticos vão enchendo as estrelas
com ilusões e fantasias
e muitos de nós desistem,
cabis-baixos, sem mais olhar para o céu
enquanto eles lutam pelo réu,
mas a lua está a ficar cheia
e os nossos lobisomens
já não querem ser mais homens,
transformaram-se em lobos
para vingar as lágrimas desesperadas
e vagueiam nas sombras das ruas
com vontade de devorar a carne,
com sede de sangue
vão-se descontrolar.
Os vampiros transformam-se
quando querem
mas os lobisomens
são mais fortes
porque têm de serem exitados
e quando se transformam
só param depois de várias mortes
desses filhos-da-puta
que os apelidam de cães do inferno
mas a verdade é que eles vão trazer
o que conquistámos em tempo
e vão assinar e assassinar
por cada momento
em que a tristeza e a apatia
veio para festejar a hipocrisia
de trinta e oito anos de democracia
de uma ditadura mascarada
com várias caras
alimentadas pela corrupção,
alimentada pela ignorância.
Um dia a guerra será declarada,
o Povo ouvirá a sirene
e vai como foi a armada,
nenhuma bala
cala a voz de um Povo
que fala e ergue voz.
Dispostos a morrerem
por tudo porque nada têm,
sem sangue nas veias
entrarão e entranhar-se-ão
enquanto os políticos
mais uma vez se vêem
ao tratarem o Povo
abaixo de cão.
Cairá sobre nós uma guerra civil
para trazer o sangue
que não houve
no falhanço do 25 de Abril.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Não consigo dormir
porque sonhos não me deixam a sorrir,
com medo que ele entre
a qualquer momento,
porque eu sei,
sinto-o a chegar...
Nem dou pelo tempo passar
quem quis ser, onde quis estar,
não sei quê viver,
porque estou a pensar
somente escrevendo por escrever
apenas por rimar.
E não consigo parar,
porque não tenho tema
e assim degrada-se a merda do poema.
Mas eu estava a escrever?
Epá, esqueci-me...
também já não quero saber...
porque sonhos não me deixam a sorrir,
com medo que ele entre
a qualquer momento,
porque eu sei,
sinto-o a chegar...
Nem dou pelo tempo passar
quem quis ser, onde quis estar,
não sei quê viver,
porque estou a pensar
somente escrevendo por escrever
apenas por rimar.
E não consigo parar,
porque não tenho tema
e assim degrada-se a merda do poema.
Mas eu estava a escrever?
Epá, esqueci-me...
também já não quero saber...
Foda-se, estou me a cagar,
é só rabiscos e rabiscos por acabar
tudo porque me ponho a vaguear
na confusão que se tornou a reflexão
quando bombeado pelo coração,
porque o sentimento não sente a razão,
e fico na ilusão que a escuridão oferece
mas nem assim há imaginação que me preze
e sento-me na canto da solidão
à espera mas a minha alma não esquece...
é só rabiscos e rabiscos por acabar
tudo porque me ponho a vaguear
na confusão que se tornou a reflexão
quando bombeado pelo coração,
porque o sentimento não sente a razão,
e fico na ilusão que a escuridão oferece
mas nem assim há imaginação que me preze
e sento-me na canto da solidão
à espera mas a minha alma não esquece...
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Não quero mas falho
e no auge da pressão
ponho as mãos na cabeça
e berro gritando "tudo pó cara***"
porque o coração não pensa
apenas sente e é influente
na ilusão da avença
de um mundo que em frente
torna o cérebro dormente
pois nada tem parecença
com o que imaginei
mas eu sei.
Mas não é por saber
que consiga entender
porque vivo o que sinto
mas mesmo assim não consinto
que o que é real
seja real quando está tudo mal.
Talvez porque não é como se queira
mas o facto é que pratiquei o acto
a que devo chamar asneira
porque o resultado
não foi o que quis
e o fado torna-se fardo
que não é feliz.
e no auge da pressão
ponho as mãos na cabeça
e berro gritando "tudo pó cara***"
porque o coração não pensa
apenas sente e é influente
na ilusão da avença
de um mundo que em frente
torna o cérebro dormente
pois nada tem parecença
com o que imaginei
mas eu sei.
Mas não é por saber
que consiga entender
porque vivo o que sinto
mas mesmo assim não consinto
que o que é real
seja real quando está tudo mal.
Talvez porque não é como se queira
mas o facto é que pratiquei o acto
a que devo chamar asneira
porque o resultado
não foi o que quis
e o fado torna-se fardo
que não é feliz.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
O Mistério Da Aranha
Vou-vos contar uma história. Uma história real, minha. Teria eu entre os meus quatro, cinco anos. E acordava todas as manhãs mais cedo. Ainda todos dormiam. Já o sol se erguera. Muitas vezes acordava a sangrar do nariz. Mas sempre com vontade de ir à casa-de-banho. E era o que eu fazia quando acordava: ir à casa-de-banho e voltar para a cama. No quarto onde eu dormia dormia também a minha irmã, noutra cama. Tínhamos a varanda nesse quarto, na parede contrária à porta que dava para o hall, que por sua vez era o núcleo das divisões da casa. As portas de vidro que separavam a varanda do quarto estavam tapadas por uma longa cortina laranja, com padrões de flores num estilo antigo. Um laranja vivo. Um laranja que me parecia deixar o quarto harmoniosamente quente. Ainda me lembro de estar deitado, numa manhã tardia, na cama da minha irmã - a cama mais próxima da varanda e consequentemente a mais afastada da porta para o hall - de olhos acordados, virado para essa cortina e a reflectir, nesses meus quatro, cinco anos de vida, sobre os padrões da cortina, a mesma cortina que eu olhei quando acordei de um pesadelo que voltei a ter anos mais tarde. Mas esta não é a história que vos quero contar.
Tal como escrevi, nesse quarto, nessa idade, entre esses acontecimentos de me levantar mais cedo, num sol já acordado, os da casa ainda a dormir, eu acordava. Muitas vezes a sangrar do nariz mas sempre com vontade de ir à casa-de-banho para depois voltar para a cama. Não sei quando, estou certo de que não fora no início, mas sei que algures foi nessas tantas vezes. Uma vez, acordei, como sempre fizera, para ir à casa-de-banho. E eis que, quando chego à porta do meu quarto, do outro lado está uma simples aranha, no hall, frente à porta da casa-de-banho. No início não lhe dei atenção. Mas o mistério tem nome porque acabamos, mais tarde ou mais cedo, de nos apercebermos da sua presença. E já eram manhãs demais, seguidas, que aranha estava no mesmo sítio, ali no chão, à frente da porta, no meio do nada e, de alguma forma, pressentia o seu olhar fixo em mim quando a via. E comecei aperceber-me que ela estava sempre lá, como que à minha espera, para desaparecer na casa-de-banho. Quando finalmente achara muito estranho tais acontecimentos repetidos, decidi tentar apanhá-la. Das primeiras vezes que tentei, tentei a correr, porque a andar ela ia para a casa-de-banho consoante o meu passo. E consoante o passo da minha corrida, ela escapava-se sempre para a casa-de-banho para desaparecer. Depois de algumas tentativas de apanhá-la correndo tentei de outra forma: indo ao seu encontro em passos muito lentos e silenciosos mas obtivera o mesmo resultado que das outras vezes. Até que me fartei de tentar caçá-la e num dia, naquele dia que iria ser o último dia que haveria de vê-la, fui a correr irritado ao seu alcance, mas ela voltou a desaparecer na casa-de-banho e nesse dia, irritado, decidi procurá-la em todos os cantos da casa-de-banho, até por baixo do tapete procurei, mas não a vi. Nunca mais a vi. Sabia, naquela altura, que ninguém haveria de testemunhar que o mistério da vida iria surgir em nevoeiros na minha vida tão cedo, na ingénua idade. De facto, apercebo-me agora que esse mistério surgiu na etapa das idades em que estamos a construir a nossa concepção do mundo, nos meus quatro anos... Não acredito em coincidências. Acredito na lógica, na consequência, no efeito, no resultado e naquilo que não consigo ver: o mistério. Por isto vos conto esta minha história que ainda hoje me deixa pensativo. Porque é algo que não consigo resolver e sinto que é um aviso. Uma premonição. O que é que a aranha significava? E porque é que ela estava ali? E porque é que ela fugia sempre que eu me aproximava? Fugia ou escapava? E porquê para a casa-de-banho? A casa-de-banho... era o meu objectivo... porque ia ela para o meu objectivo? Porque é que ela desaparecia sempre que eu atingia o meu objectivo? Porque não iria ela para outro lado? E se fosse para outro lado, eu iria? Desviar-me-ia do meu caminho? Mas o meu principal objectivo não deixara de ser a casa-de-banho para ser a aranha? Então já seria um desvio de pensamento? A minha irmã... estava atrás das minhas costas a dormir... uma pessoa que amo... será que seria esse o meu desvio? O desprezo aos que amo?
São tudo perguntas que só poderei responder quando a morte me vier buscar... até lá, vou vivendo.
Tal como escrevi, nesse quarto, nessa idade, entre esses acontecimentos de me levantar mais cedo, num sol já acordado, os da casa ainda a dormir, eu acordava. Muitas vezes a sangrar do nariz mas sempre com vontade de ir à casa-de-banho para depois voltar para a cama. Não sei quando, estou certo de que não fora no início, mas sei que algures foi nessas tantas vezes. Uma vez, acordei, como sempre fizera, para ir à casa-de-banho. E eis que, quando chego à porta do meu quarto, do outro lado está uma simples aranha, no hall, frente à porta da casa-de-banho. No início não lhe dei atenção. Mas o mistério tem nome porque acabamos, mais tarde ou mais cedo, de nos apercebermos da sua presença. E já eram manhãs demais, seguidas, que aranha estava no mesmo sítio, ali no chão, à frente da porta, no meio do nada e, de alguma forma, pressentia o seu olhar fixo em mim quando a via. E comecei aperceber-me que ela estava sempre lá, como que à minha espera, para desaparecer na casa-de-banho. Quando finalmente achara muito estranho tais acontecimentos repetidos, decidi tentar apanhá-la. Das primeiras vezes que tentei, tentei a correr, porque a andar ela ia para a casa-de-banho consoante o meu passo. E consoante o passo da minha corrida, ela escapava-se sempre para a casa-de-banho para desaparecer. Depois de algumas tentativas de apanhá-la correndo tentei de outra forma: indo ao seu encontro em passos muito lentos e silenciosos mas obtivera o mesmo resultado que das outras vezes. Até que me fartei de tentar caçá-la e num dia, naquele dia que iria ser o último dia que haveria de vê-la, fui a correr irritado ao seu alcance, mas ela voltou a desaparecer na casa-de-banho e nesse dia, irritado, decidi procurá-la em todos os cantos da casa-de-banho, até por baixo do tapete procurei, mas não a vi. Nunca mais a vi. Sabia, naquela altura, que ninguém haveria de testemunhar que o mistério da vida iria surgir em nevoeiros na minha vida tão cedo, na ingénua idade. De facto, apercebo-me agora que esse mistério surgiu na etapa das idades em que estamos a construir a nossa concepção do mundo, nos meus quatro anos... Não acredito em coincidências. Acredito na lógica, na consequência, no efeito, no resultado e naquilo que não consigo ver: o mistério. Por isto vos conto esta minha história que ainda hoje me deixa pensativo. Porque é algo que não consigo resolver e sinto que é um aviso. Uma premonição. O que é que a aranha significava? E porque é que ela estava ali? E porque é que ela fugia sempre que eu me aproximava? Fugia ou escapava? E porquê para a casa-de-banho? A casa-de-banho... era o meu objectivo... porque ia ela para o meu objectivo? Porque é que ela desaparecia sempre que eu atingia o meu objectivo? Porque não iria ela para outro lado? E se fosse para outro lado, eu iria? Desviar-me-ia do meu caminho? Mas o meu principal objectivo não deixara de ser a casa-de-banho para ser a aranha? Então já seria um desvio de pensamento? A minha irmã... estava atrás das minhas costas a dormir... uma pessoa que amo... será que seria esse o meu desvio? O desprezo aos que amo?
São tudo perguntas que só poderei responder quando a morte me vier buscar... até lá, vou vivendo.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
A Última Carta - A Morte No Natal
que se foda...
para ser sempre
um mundo que nao gira
a minha alma está vazia...
eu nunca voltei ao início porque eu nunca sai de la
afinal, o planeta roda e gira mas nada mudou
nada de nada
mas ainda me pergunto se mereço
porque a unica conquista que tive foi a taça dos fracassos
mas fui esquecido e abandonado num beco qualquer que fecharam sem terem reparado que eu estava lá
e fiquei lá, preso, no escuro, sem saída, num sufoco e nem eu me consigo abraçar
e o meu peito encolhe... encolhe de dor
e agacho me como se fosse uma planta a murchar porque a dor consome-nos o coraçao
e morremos ali... apodrecidos... para desaparecermos lentamente, entre invernos e veroes, acabando por sermos absorvidos pela terra gelada e crua
e nem temos sequer direito a uma campa
e no entanto, o mundo continua a girar...
e nós rodamos parados
mas para quê tar de pé,? que os outros se elevem, se erguam... eu afundo-os todos com as minhas lágrimas
a minha dor tira-lhes o ar e eles deixam de respirar...
a minha dor é velha...
uma velha bruxa...
amaldiçoada...
um virus..
um parasita..
nao da para fugir
so ha uma escaporia que ando a tentar evitar, enquanto nao atravessar a porta vou correndo
mas ela acaba sempre por me apanhar
e quando eu penso que a deixei para tras...
ela surge mais forte e mais aguda...
a minha dor... eu nasci com o coraçao dorido...
sao tudo ilusoes
sonhos que se tornam em desilusoes
facadas, cada sonho esfaqueia o meu coraçao
e o meu coraçao bombeia esburacado espirrando sangue por todo o lado
e é em dias de folga que me maravilho com o mundo...
mas nao sao esses dias que sustem
porque a dor trata logo de me afundar...
até la vou fingindo que a dor nao me afeta
para ninguem se afastar de mim
mas mais tarde ou mais cedo o mundo fica chocado
achando que conhece a realidade
mas a realidade nunca é o que queremos
nem o que sonhamos
quem me dera ser uma personagem e encenar o meu próprio fim...
mas o tempo passa e eu vou ficando para tras
deixando os outros me pisarem
porque até o meu corpo se tornou pesado
e quanto mais cansado mais pesado fica
os sonhos... os sonhos...
nada mais
estou cansado...
a minha vida está a esgotar se
mas quem se interessa também
o mundo continuara a rodar
sempre rodou quando a desgraça me esfaqueava
haveria agora de parar de girar?
claro que nao
nao houve nem uma alma
foi tudo contra
como se uma conspiraçao se tratasse
mas ela aproxima se...
mais uma vez falha
o sol nao devia erguer-se
por respeito
mas o mundo gira
e fico para tras
um dia nao sera faca
um dia sera a ceifa
e ai..
o impacto chocará e chorará e a culpa vai se abater sobre aqueles que se perguntarem porque
ironias de vida
estou abraçado à desgraça e agora afundo-me
esperando que o sufoco me mate
sozinho
sempre sozinho
no mar de lagrimas so necessito de nao me mexer
ela trata do resto...
do que falta
é só esperar que atinja o pico
que tudo se torna automatico
um tudo do nada
e de repente explode destribuindo a dor que guardei sobre os que me rodeiam...
eles nao me ouvem porque esperam o acto
mas nao quero saber
a dor que me devore
e depois quando chegar... chegou
e que o tempo dissolva as minhas palavras...
cansado... so desejava dormir eternamente e viver um mundo bem diferente
mas sonhos são sonhos...
Morte
Estou à espera da tua chegada,
enquanto desespero o mundo
mas eu agora percebo a tentativa falhada
de completar a nossa própria morte,
será esperar como eu que ela me venha buscar
porque essa é a esperança que me mantém
de olhos abertos, ja nada me
contém na flor da vida...
Foi um crime ter sido parido
foi um crime terem deixado me viver...
Egoístas, mas eu não ganhei nada...
fartei-me, cansei-me
o tempo toca mas nada aparece
para satisfazer o resto da voz
para uma última prece...
enquanto desespero o mundo
mas eu agora percebo a tentativa falhada
de completar a nossa própria morte,
será esperar como eu que ela me venha buscar
porque essa é a esperança que me mantém
de olhos abertos, ja nada me
contém na flor da vida...
Foi um crime ter sido parido
foi um crime terem deixado me viver...
Egoístas, mas eu não ganhei nada...
fartei-me, cansei-me
o tempo toca mas nada aparece
para satisfazer o resto da voz
para uma última prece...
Resignação
O tempo passa
e eu passo o tempo sem
pensar, sem achar o tempo
em cada momento que passa.
E sinto-me paralisado,
não sei se o meu corpo fracassa
ou o tempo é que está parado,
de facto, nem reparo que passa por mim,
porque eu estou sentado no sofá,
sem perceber se tudo é assim,
de uma maneira pouco satisfatória
e pergunto-me se sou capaz
de avançar porque a minha memória
diz que é sempre a mesma história.
E espero ser apanhado
por alguém que decida subir o meu prédio,
alguém que me faça sentir amado
e que me mostre que a vida não é um tédio.
Porque eu fartei de procurar
e encontrar mais motivos
para me sentar
em vez de andar a suar
e são mais pingas de lágrimas
do que suor
porque tentar
só me leva para pior
e estou farto de chorar.
Que se foda,
se o tempo me quer levar
eu também já me tou a cagar pa esta merda toda,
que o mundo avance sem mim
ou que eu recue sozinho
bebam eles a vida
que eu afogo-me em vinho,
que se foda.
Vão à merda
não me enxerguem a cabeça
não me fodam o resto da minha calma,
eu não estou resignado
apenas tento segurar a alma
para que não fuja deste corpo cansado,
saiam de ao pé de mim,
não vos quero ver nem ouvir
não tenho culpa,
vocês é que andam a parir
e não anseio mais sorrir...
e eu passo o tempo sem
pensar, sem achar o tempo
em cada momento que passa.
E sinto-me paralisado,
não sei se o meu corpo fracassa
ou o tempo é que está parado,
de facto, nem reparo que passa por mim,
porque eu estou sentado no sofá,
sem perceber se tudo é assim,
de uma maneira pouco satisfatória
e pergunto-me se sou capaz
de avançar porque a minha memória
diz que é sempre a mesma história.
E espero ser apanhado
por alguém que decida subir o meu prédio,
alguém que me faça sentir amado
e que me mostre que a vida não é um tédio.
Porque eu fartei de procurar
e encontrar mais motivos
para me sentar
em vez de andar a suar
e são mais pingas de lágrimas
do que suor
porque tentar
só me leva para pior
e estou farto de chorar.
Que se foda,
se o tempo me quer levar
eu também já me tou a cagar pa esta merda toda,
que o mundo avance sem mim
ou que eu recue sozinho
bebam eles a vida
que eu afogo-me em vinho,
que se foda.
Vão à merda
não me enxerguem a cabeça
não me fodam o resto da minha calma,
eu não estou resignado
apenas tento segurar a alma
para que não fuja deste corpo cansado,
saiam de ao pé de mim,
não vos quero ver nem ouvir
não tenho culpa,
vocês é que andam a parir
e não anseio mais sorrir...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Essa gente diz que a minha geração é mimada. É? É que se nós somos a desgraça, vocês são a vergonha. Vocês não souberam usar a democracia e acima de tudo, para além de vocês terem deixado levarem-se pela decadência da democracia da nossa Nação, vocês ensinaram-nos a levar-mo-nos pela decadência. A vossa geração não é nenhuma geração lutadora, a revolução 25 de Abril aconteceu por causa do Ultramar, e não foram vocês que o criaram, foi o Salgueiro Maia e os seus companheiros mais próximos. E não venham com merdas e engulam este sapo ao pontapé, sabem porquê? Porque vocês nunca souberam pensar, nunca souberam usufruir da liberdade de expressão, DE FACTO, É A SEGUNDA VEZ QUE A TRÍADE DO FMI VEM CÁ, E QUEM ESTÁ VIVO PARA TESTEMUNHAR ISSO? VOCÊS! Vocês é que não deram pevas para a corrupção! A culpa da merda da pobreza e da desgraça está unicamente em vocês! É exclusivamente de vossa culpa de não sabermos usar a liberdade de expressão, sabem porquê? Porque vocês também nunca a souberam usar! E a pergunta é... SE VOCÊS NUNCA A SOUBERAM DESDE O 25 DE ABRIL, COMO É QUE NÓS SABERÍAMOS USAR? Vocês que criticam a minha geração dizendo que ela é mimada, mas isso é tudo MERDA! É só desculpas, porque vocês é que nos pariram! Falam da opressão? Eu vos digo o que é a opressão de hoje, a opressão de hoje é bem pior, porque ela existe, só que não a vemos e como não a vemos, não conseguimos lutar contra ela! Porque se diz estarmos em democracia mas vocês é que deixaram que se criasse este ambiente de terror, de opressão, a minha geração fala-vos dos abusos de autoridade e quem se preocupou com isso? Agora não é? Agora é que se preocupam com isso? Agora que já vos atinge porque saíram à rua não é? Agora que passou a estar directamente relacionado convosco não é? Como sempre foi não é verdade? Como sempre foi! Mas deixem que vos diga: é a minha geração que vocês apelam de mimada que vai fazer a diferença, porque nós é que estamos a comer com os vossos erros, NÓS É QUE VAMOS CÁ FICAR, nós é que estamos a lutar contra o governo por nós próprios, nós é que vamos comer a merda que vocês e os vossos políticos cagaram! Nós somos os mimados!? Mas vamos ser nós que iremos ser os glóbulos brancos contra a corrupção! Miséria? Falam da miséria antes do 25 de Abril? Não me admira, faz parte de uma ditadura. MAS NÃO NUMA DEMOCRACIA. 25 DE ABRIL? SERÁ A GERAÇÃO MIMADA QUE LHE DARÁ SIGNIFICADO! HATERS GONNA HATE! .|. Eu tenho 18 anos, mas pelos vistos sei muito mais que muita gente e tenho mais colhões que muita gente! Tomem, fiquem com esta música da geração mimada: http://www.youtube.com/watch?v=3Xaj-5RFwfw
domingo, 22 de abril de 2012
A Primeira Vez
Poemas? Vocês não entendem
quantas lágrimas dissolvidas
em sangue se compreendem...
Escrevo palavras belas...
belas? Se soubesses
quantas telas de guerra
onde estive colocado,
fardado e armado,
mas eu era criança
não um soldado
e o chapéu era demasiado largo
tapava-me a cara,
e tinha ninguém a cargo
na escuridão para me orientar,
por cada som alto
eu dava um salto
e começava a chorar,
mas ninguém me abraçava
ninguém me pegava
estava ali sozinho
ainda mais criança que menino,
tremia de nervos
de quatro anos servos
por ter sido capturado
por um amor mal-tratado
começara a deixar de sorrir
porque a sociedade
tinha-me aldrabado,
farto do que andava a ouvir,
que a verdade é um pai que ama
e não era isso que eu estava a sentir
por cada vez que era espancado
e ainda era obrigado a sorrir,
sem saber o que dizer na rotina
porque tinha medo de o ver tresloucado
e não percebia o que o deixava irritado
por isso comecei a ficar calado
ficando aliviado de não estarmos perto
um do outro e já estava a ficar louco
porque a opressão era um sufoco
e o ódio e amor eram insolúveis...
esta foi a primeira tentativa
de tentar descobrir se a minha alma ainda estava viva...
sábado, 21 de abril de 2012
Condenado À Vingança Falhada
Eu prometi que um dia
cada lágrima chorada
seria o sangue que se derramaria
nos corpos desse bando
de filhos-da-puta,
enquanto vou tentando
ser alguém e fazer algum bem
a quem mal me fez e mal tem
e talvez saia daqui sem ganhar
não quero saber eu vou morrer
a lutar, a gritar, a espernear,
mesmo abafado, sufocado
com tanta dor,
desprezado pelo amor,
eu vou avançar
nem que seja a rastejar
apedrejado, insultado,
que o mundo caia em cima de mim
eu é que sou dono do meu fado,
que eu tombe, não cairei calado
eu vou fazer um frenesim.
Não, eu não sou o melhor,
de facto até fico bem pior
por cada acto mas eu tento
a cura que o tempo
não traz, talvez eu seja incapaz,
mas eu já desgastei trinta sofás
longe de estar em paz
com promessas de vingança
de uma criança sem esperança
mas o tempo não se cansa...
e tudo o que eu represento
não passam de memórias horríveis,
sem sentido e falho,
porque o que vivo
é o que tenho vivido
e só me apetece mandar pó caralho
mas não posso
porque o meu coração vai também
porque não tenho nada meu,
é tudo nosso, e se o amor vai
então a minha alma morreu...
cada lágrima chorada
seria o sangue que se derramaria
nos corpos desse bando
de filhos-da-puta,
enquanto vou tentando
ser alguém e fazer algum bem
a quem mal me fez e mal tem
e talvez saia daqui sem ganhar
não quero saber eu vou morrer
a lutar, a gritar, a espernear,
mesmo abafado, sufocado
com tanta dor,
desprezado pelo amor,
eu vou avançar
nem que seja a rastejar
apedrejado, insultado,
que o mundo caia em cima de mim
eu é que sou dono do meu fado,
que eu tombe, não cairei calado
eu vou fazer um frenesim.
Não, eu não sou o melhor,
de facto até fico bem pior
por cada acto mas eu tento
a cura que o tempo
não traz, talvez eu seja incapaz,
mas eu já desgastei trinta sofás
longe de estar em paz
com promessas de vingança
de uma criança sem esperança
mas o tempo não se cansa...
e tudo o que eu represento
não passam de memórias horríveis,
sem sentido e falho,
porque o que vivo
é o que tenho vivido
e só me apetece mandar pó caralho
mas não posso
porque o meu coração vai também
porque não tenho nada meu,
é tudo nosso, e se o amor vai
então a minha alma morreu...
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Saltos e Decisões
Talvez não te mereça, tens razão,
mas é porque o meu cérebro pensa com o coração.
Eu engano-me a falar,
mas tu é que estás enganada ao julgares a minha intenção.
Porque eu penso sete vezes
à espera enquanto o tempo passa
e a minha alma só desespera
sem saber o que fazer ou dizer
e fico calado à espera de algo
mas a sorte não surge
e o coração urge na pulsação
enquanto cavalgo na ilusão
à espera de inspiração.
Penso no que pensei
no que disse e por que é que disse
e eu já nem sei, se eu dissesse
algo com que ela se risse.
Estou equilibrado por um fio,
não sei se hei-de saltar
porque posso falhar o desafio
e cair na escuridão de um chiu,
ou acertar na corda e ganhar balanço
para saltar cada vez mais alto
mas não há descanso ainda não me decidi.
Será que é agora que dou o salto?
Porque estar aqui só causa ânsia
quando poderia estar noutra estância.
Finalmente escolhi
embora não tivesse cosido
com conversas e outras coisas que talvez possa
não me deixar cair abaixo do chão, numa fossa
deixando-me desfeito e partido.
Não seria
um corda suficientemente grossa,
por ironia era um laço escasso
mas para uma paixão chega pouco espaço.
E a cegueira é o primeiro sintoma
para uma relação entrar em coma
ainda falta a soma
de ter vivido uma ilusão
com mais de irreal
do que razão.
Mas quando é nossa a visão
não fazemos distinção
entre a realidade
e a nossa vontade.
Eu é que fui estúpido,
essa é que é a verdade,
é que não saltei na corda
saltei na irrealidade.
E caí, ainda estou a cair
até tenho tempo para reflectir
e já sei de cor o que a queda vai parir,
é a dor de não querer sorrir...
mas é porque o meu cérebro pensa com o coração.
Eu engano-me a falar,
mas tu é que estás enganada ao julgares a minha intenção.
Porque eu penso sete vezes
à espera enquanto o tempo passa
e a minha alma só desespera
sem saber o que fazer ou dizer
e fico calado à espera de algo
mas a sorte não surge
e o coração urge na pulsação
enquanto cavalgo na ilusão
à espera de inspiração.
Penso no que pensei
no que disse e por que é que disse
e eu já nem sei, se eu dissesse
algo com que ela se risse.
Estou equilibrado por um fio,
não sei se hei-de saltar
porque posso falhar o desafio
e cair na escuridão de um chiu,
ou acertar na corda e ganhar balanço
para saltar cada vez mais alto
mas não há descanso ainda não me decidi.
Será que é agora que dou o salto?
Porque estar aqui só causa ânsia
quando poderia estar noutra estância.
Finalmente escolhi
embora não tivesse cosido
com conversas e outras coisas que talvez possa
não me deixar cair abaixo do chão, numa fossa
deixando-me desfeito e partido.
Não seria
um corda suficientemente grossa,
por ironia era um laço escasso
mas para uma paixão chega pouco espaço.
E a cegueira é o primeiro sintoma
para uma relação entrar em coma
ainda falta a soma
de ter vivido uma ilusão
com mais de irreal
do que razão.
Mas quando é nossa a visão
não fazemos distinção
entre a realidade
e a nossa vontade.
Eu é que fui estúpido,
essa é que é a verdade,
é que não saltei na corda
saltei na irrealidade.
E caí, ainda estou a cair
até tenho tempo para reflectir
e já sei de cor o que a queda vai parir,
é a dor de não querer sorrir...
terça-feira, 17 de abril de 2012
Não me digam que fazer sacrifícios é pôr em causa as necessidades básicas. Não me digam que é preciso merecer para ter comida. Não me digam que é necessário destabilizar uma família por causa de um trabalho que só consegue pagar a renda. Não me fodam a cabeça com anúncios de liberdade expressão quando é a vossa ignorância que alimenta corrupção. Sim, nada é convosco, só pensam quando a comida não existe, até lá vive-se no paraíso, mesmo que o bairro à nossa volta viva na merda. Não me lixem dizendo que têm mais que fazer. São tudo erros e enganos, nunca crimes. Sociedade portuguesa é uma piada do caralho, mas só os preveligiados é que podem rir-se dela, o resto anda nas esquinas das ruas a reproduzirem-se e a verem futebol. E o resto do resto é que se fode totalmente.
segunda-feira, 16 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
Estado d'Alma
O que têm eles para dizer?
Sempre em busca de palavras
mas ecoam vazias no corpo
numa nova definição de morto
que é um corpo sem alma, vazio...
E faz tanto, mas tanto frio cá dentro...
E eu não sei quem sou
porque a minha alma nada é
senão um nada sem fé...
E que sorriso posso garantir
se as facas que me andam a ferir
são ilusões invisíveis sem realidade
por onde pegar...
Será que sou eu que me estou a castigar?
Ou sou o castigo daquele que anda
a fazer sofrer e obriga gentes a chorar?
Sorrio ironicamente, já não vejo nada de real,
tudo o que vejo são desilusões
em dimensões irreais onde vive o mal...
E perco-me em lembrar a última vez que sorri,
mas sei que foi algures por aqui
a olhar para ti... ainda me vou lembrando da razão
que agora não justifica sorrisos no meu coração...
Para quê tanta guerra comigo?
Ainda tento-me abraçar
para acalmar-me... meu inimigo...
Mas quem está a chorar?
Eu...? Eu...? Eu...? Ou eu?
Ou... um qualquer eu que já morreu
e que ressuscitou para me atormentar?
Quero fugir da irrealidade
porque só consigo fingir na realidade...
Não consigo viver,
o tempo passa e eu não consigo perceber
qual de nós está a falecer,
se sou eu ou se é o espelho à minha frente...
E tudo o que vai vem voltando
cada vez mais distorcido e doente....
Sempre em busca de palavras
mas ecoam vazias no corpo
numa nova definição de morto
que é um corpo sem alma, vazio...
E faz tanto, mas tanto frio cá dentro...
E eu não sei quem sou
porque a minha alma nada é
senão um nada sem fé...
E que sorriso posso garantir
se as facas que me andam a ferir
são ilusões invisíveis sem realidade
por onde pegar...
Será que sou eu que me estou a castigar?
Ou sou o castigo daquele que anda
a fazer sofrer e obriga gentes a chorar?
Sorrio ironicamente, já não vejo nada de real,
tudo o que vejo são desilusões
em dimensões irreais onde vive o mal...
E perco-me em lembrar a última vez que sorri,
mas sei que foi algures por aqui
a olhar para ti... ainda me vou lembrando da razão
que agora não justifica sorrisos no meu coração...
Para quê tanta guerra comigo?
Ainda tento-me abraçar
para acalmar-me... meu inimigo...
Mas quem está a chorar?
Eu...? Eu...? Eu...? Ou eu?
Ou... um qualquer eu que já morreu
e que ressuscitou para me atormentar?
Quero fugir da irrealidade
porque só consigo fingir na realidade...
Não consigo viver,
o tempo passa e eu não consigo perceber
qual de nós está a falecer,
se sou eu ou se é o espelho à minha frente...
E tudo o que vai vem voltando
cada vez mais distorcido e doente....
sábado, 14 de abril de 2012
Nem sabes as vezes que estive para contar
e prometer que um dia tudo vai mudar
mas eu também não tenho certezas
e perco a coragem pois não sei de proezas
para fugir desse mundo a auto-destruir
em guerra que eu prevejo vir
e eu não consigo mentir
e depois ficar a sorrir
por isso toma uma realidade fria,
os teus irmãos e pais não lutaram
e deixaram-se ir e por ironia
tu é que vais sofrer e arcar
com problemas que te vão fazer chorar
hã? Quem diria...
e prometer que um dia tudo vai mudar
mas eu também não tenho certezas
e perco a coragem pois não sei de proezas
para fugir desse mundo a auto-destruir
em guerra que eu prevejo vir
e eu não consigo mentir
e depois ficar a sorrir
por isso toma uma realidade fria,
os teus irmãos e pais não lutaram
e deixaram-se ir e por ironia
tu é que vais sofrer e arcar
com problemas que te vão fazer chorar
hã? Quem diria...
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Amor, Real, Puro e Verdadeiro
Deixas-me todo maluco com esse olhar
e o tempo fica lento para o resto do mundo
porque o nosso sentimento é tão focado e profundo
que a nossa cumplicidade só consegue avançar.
Porque tu sabes. E eu sei e nós sabemos,
que somos o sonho que se está a realizar
da juventude aos mais pequenos
e a Humanidade vai-se completar
na parte em que nos começamos a beijar.
Nós não somos um só, nada a ver,
nós somos a razão
pela qual o ser humano continua a viver
e o mito da paixão que ainda está por escrever,
por isso dá-me a tua mão,
vamos desaparecer
como desaparece a realidade
quando te estou a ver.
Não, não, vocês não estão a entender,
isto é mais que matemático
isto é mais que automático,
isto é pôr a natureza de joelhos
e nós os dois ficarmos de pé.
Isto é incomparável
isto é inimaginável,
nós tornámos o Amor
completamente palpável.
Vocês ficam no último céu
porque fomos nós que o criámos
no dia em que nos apaixonámos.
Este Amor não é cliché,
é demasiado puro, ninguém vê,
mata filosofia porque responde
a qualquer porquê.
Felicidade!?
Lê os meus lábios: nunca!
Não é um sonho para mim
porque já nasceu na realidade,
isto é simples, é mesmo assim.
Mas qual último desejo!?
Quando a toda a hora eu...
mais do que vejo.
Nós metemos qualquer
ódio a cantar de manso.
É esta a rotina da qual
nunca me canso.
É tudo tão secundário
quando nos aproximamos,
tão intenso que ninguém
consegue fazer comentário.
Com o nosso olhar nós calamos
e matamos quem
vier anunciar amor.
Nós somos os únicos
que sabemos o segredo
da sua verdadeira cor.
Nós já sabemos de cor
e olhamos e fazemos
pela calada.
As nebulosas são belas?
Nem queiras saber a origem delas
porque são sequelas
de um género de novelas
que ainda estás por descobrir.
Enquanto as elogias eu parto-me a rir
da tua inocência,
esta dica é difícil de descobrir
é preciso inteligência.
Esta é a parte censurada
que não aparece nos contos de fada,
só digo que a minha alma está pasmada
mas deixo a cena fluir
e já não digo mais nada
mas não se preocupem
porque no final vamos ficar sorrir...
e o tempo fica lento para o resto do mundo
porque o nosso sentimento é tão focado e profundo
que a nossa cumplicidade só consegue avançar.
Porque tu sabes. E eu sei e nós sabemos,
que somos o sonho que se está a realizar
da juventude aos mais pequenos
e a Humanidade vai-se completar
na parte em que nos começamos a beijar.
Nós não somos um só, nada a ver,
nós somos a razão
pela qual o ser humano continua a viver
e o mito da paixão que ainda está por escrever,
por isso dá-me a tua mão,
vamos desaparecer
como desaparece a realidade
quando te estou a ver.
Não, não, vocês não estão a entender,
isto é mais que matemático
isto é mais que automático,
isto é pôr a natureza de joelhos
e nós os dois ficarmos de pé.
Isto é incomparável
isto é inimaginável,
nós tornámos o Amor
completamente palpável.
Vocês ficam no último céu
porque fomos nós que o criámos
no dia em que nos apaixonámos.
Este Amor não é cliché,
é demasiado puro, ninguém vê,
mata filosofia porque responde
a qualquer porquê.
Felicidade!?
Lê os meus lábios: nunca!
Não é um sonho para mim
porque já nasceu na realidade,
isto é simples, é mesmo assim.
Mas qual último desejo!?
Quando a toda a hora eu...
mais do que vejo.
Nós metemos qualquer
ódio a cantar de manso.
É esta a rotina da qual
nunca me canso.
É tudo tão secundário
quando nos aproximamos,
tão intenso que ninguém
consegue fazer comentário.
Com o nosso olhar nós calamos
e matamos quem
vier anunciar amor.
Nós somos os únicos
que sabemos o segredo
da sua verdadeira cor.
Nós já sabemos de cor
e olhamos e fazemos
pela calada.
As nebulosas são belas?
Nem queiras saber a origem delas
porque são sequelas
de um género de novelas
que ainda estás por descobrir.
Enquanto as elogias eu parto-me a rir
da tua inocência,
esta dica é difícil de descobrir
é preciso inteligência.
Esta é a parte censurada
que não aparece nos contos de fada,
só digo que a minha alma está pasmada
mas deixo a cena fluir
e já não digo mais nada
mas não se preocupem
porque no final vamos ficar sorrir...
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Aonde Não Sabes
Não sei o que dizer,
pensava estar prevenido
mas agora que te estou a ver
sinto-me falhado e vencido.
Não sei o que fazer,
sinto-me perdido e confuso.
Mas porque raio tinhas de aparecer
no meu mundo inconcluso?
Viver na dúvida de amar e amor
é viver a vida ansiando o teu sabor.
É esperar desesperando por nada,
um nada quase tão pouco
devorado pela felicidade
de algo ter acontecido
que entre o quase nada
e o quase tão pouco
vive da mentira do mito
de um sonho vivido
nas páginas de um amor não escrito.
pensava estar prevenido
mas agora que te estou a ver
sinto-me falhado e vencido.
Não sei o que fazer,
sinto-me perdido e confuso.
Mas porque raio tinhas de aparecer
no meu mundo inconcluso?
Viver na dúvida de amar e amor
é viver a vida ansiando o teu sabor.
É esperar desesperando por nada,
um nada quase tão pouco
devorado pela felicidade
de algo ter acontecido
que entre o quase nada
e o quase tão pouco
vive da mentira do mito
de um sonho vivido
nas páginas de um amor não escrito.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Tentar Ser
Ser. Tentar ser. Tentar ser não existe, apesar de ter noção de que estou a exagerar usando uma frase/falácia pseudo-infalível (mas achei melhor prevenir-me de quem não ouve e exagerando entende-mo-nos mais facilmente). Mas vamos ao que interessa: tentar ser não existe, em alguns casos e em nenhum caso, veremos mais à frente. Falemos de Hoje e do Agora, porque agora assistimos em directo à decadência de determinadas personalidades que tentam ser algo*, não falo de uma profissão, até talvez esteja a falar de uma certa confusão do ser e ter, a diferença entre, por exemplo, ser famoso e ter fama, que é dos objectivos mais débeis que assistimos actualmente. Voltando outra vez à frase inicial, << tentar ser >> não existe, pois alguém que tente ser famoso, num grupo de amigos usará o acto, fazer, para atingir o tal ser. Neste caso, entenderemos que a intenção não corresponde ao fazer pois o acto é um meio e não uma recta final. Assim, no final da história, o acto não terá importância nem para o actuante nem para o destinatário, mesmo que influencie este último, porque acredito que esse acto, como algo secundário, acabará por se dissolver quando o praticante se revelar, pela atitude. E é essa a queda do praticante, pois a atitude - sem que eu saiba das escrituras do significado e étimo dessa palavra, mas que tenho observado ao longo do meu percurso de vida - deriva do pensamento e da crença, do qual ninguém escapa e do qual nos torna humanos - por defeito -, revelando à pessoa-objectivo mensagens sublimes e surpreendentemente honestas de personalidade para a mesma, o que tornará o resultado contrário e pior, talvez.
Antes de continuarmos, é devido ao senhor leitor ou senhora leitora a informação de que acredito que tudo é possível em nome da minha extrema ignorância, sobre a junção de todo o conhecimento adquirido pelo ser humano e mesmo assim - que também acredito- é necessitado de conexões e contextualizações que me parece faltar na categorização, filtração e separação do conhecimento mundial.
Cuidado, é preciso que se tenha atenção à linha ténue que diferencia << ser >> de << tentar ser >>. Nós já nascemos sendo alguém, eu até podia dizer que nascermos já é uma acção que nos torna ser, nem que seja sermos amados ou desprezados ou odiados já dentro do ventre pois já estaremos a influenciar vidas, onde há uma relação mútua e ganhamos nome, como por exemplo, bebé ou filho ou neto que já irá influenciar frases que constituam verbos que nos implicam. E é muito relevante isto das frases, pois é a comunicação que um ser humano tem para com o outro e que surge de pensamentos e sentimentos. Mas continuemos...
Tentar ser é um objectivo, então pensemos como objectivo. A pessoa quer ser famosa, desconhecendo ou tendo uma noção meramente teórica e nada mais do que isso. Essa pessoa atinge o objectivo e torna-se famosa. Transforma-se em famosa. E o que acontecerá depois? Terá sido essa idealização, que por o ser já está longe da realidade, uma conquista? Ou melhor, terá essa idealização transformado em realidade como a pessoa se transformou noutro ser**? É de entender que o objectivo principal, ser, é muito limitado porque se desgasta como objectivo final, com que se vive em presente contínuo. Assim, teríamos de aplicar o "estar" emocional dessa pessoa, pois esta meta deixa de o ser depois de ultrapassada.
Mas o tentar ser poderá ser irreal? Qual será a grande influência? Será para ela, pois esse é o, ou seria, o objectivo dela? Então este tentar ser é egoísta. E o ser como estado principal é que cria o fazer matando o acto. O acto, o fazer, é algo concreto, é tornado um facto, apesar de o acto ser influenciado pelo pensamento ou talvez na maior parte das vezes. O tentar ser é algo muito abstracto de tal modo que pode ser um segredo e muito inventado por terceiros. Para se querer tentar ser é preciso haver uma interpretação da realidade e pelo facto de haver uma interpretação já se foge da realidade, porque vemos de maneira diferente, concordando com a interpretação do nosso passado ou história ou os dois juntamente com as bases da nossa personalidade, assim, o nosso tentar ser pode-se tornar uma ambição completamente irreal, sabendo que sem ser amado o ser humano não sobrevive. E é este um dos pontos ao qual eu queria chegar, a nossa educação que, como todos nós sabemos, tem de haver pelo menos amostras de amor nem que sejam as mais pequeninas, os afectos. Mas e o que acontece se a nossa infância e adolescência tiver uma grande deficiência de amor e de atenção? Já que é natural o ser humano precisar de ser amado, então esse ser humano deficiente de amor tentará - o como dependerá da sua cultura e da sociedade em que está inserido - de alguma forma conseguir ter atenção. Mas a atenção que lhe faltara só poderá ser totalmente satisfeita pelos que lha deviam ter dado. Daí o tentar ser substituir o tentar fazer. Acho que por hoje é tudo.
--- //---
* "(...) que tentam ser algo, (...)": reparem bem na palavra algo, que é de "o quê", não do "quem" nem outra palavra do género. É necessário ressuscitar a língua portuguesa que morreu de tanto ser banalizada.
** é de entender que o ser da pessoa, o ser das bases originárias não se transforma, apenas se molda e/ou adapta.
O Olhar Simples da Billy
A minha gata Billy. É jovem e brincalhona. É simples, de uma vida simplória. Quando quer pede, sem medos, sem vergonhas e sem receios. Seja o que for... também não há-de pedir muito, não é? É puramente a simplicidade de umas festinhas ou de uma tigela a necessitar de ser preenchida... Quando quer festinhas, roça-se a nós ou fica a olhar para nós a miar à espera de atenção, um miar doce e humilde. Quando quer comer da nossa comida, simplesmente fica a olhar, a olhar, a olhar... quase eternamente a olhar. Às vezes até fico invejoso com ela, como é que ela consegue ser simples? Assim, sem grandes códigos? Eu de vez em quando fico parado a observar os olhos dela, a tentar descobrir algum segredo, mas ela não tem nada a esconder. Os olhos dela não são especiais, não têm nada de especial, muito sinceramente. Mas isso é devido ao facto de não ter nenhuma história paralela senão o Presente. A Billy é o que faz por isso é que os olhos dela não são nada de especial. Sortuda.
Eles alimentam-se do sangue derramado,
eles devoram a nossa própria carne,
eles bebem as nossas lágrimas,
são anjos caídos e disfarçados
que gozam a vida em banquetes envenenados
sem sairem dos seus castelos
por isso acham outros mundos
quase tão belos como os deles.
Eles vivem numa ilusão tal
nem se apercebem
que no outro lado da janela
surge uma nova forma de mal,
são demónios irados criados,
alimentados pelos desgraçados
apelidados de heróis pelas gentes
que agora estão nas frentes
para assinar novas carnificinas,
tenham cuidado,
a vossa vida foi uma mentira
porque os mortos do passado
vieram recrutar novas vitimas
para lutar com toda a ira...
confessem-se, tenham medo,
porque o ódio vai apoderar-se
mais tarde ou mais cedo...
eles devoram a nossa própria carne,
eles bebem as nossas lágrimas,
são anjos caídos e disfarçados
que gozam a vida em banquetes envenenados
sem sairem dos seus castelos
por isso acham outros mundos
quase tão belos como os deles.
Eles vivem numa ilusão tal
nem se apercebem
que no outro lado da janela
surge uma nova forma de mal,
são demónios irados criados,
alimentados pelos desgraçados
apelidados de heróis pelas gentes
que agora estão nas frentes
para assinar novas carnificinas,
tenham cuidado,
a vossa vida foi uma mentira
porque os mortos do passado
vieram recrutar novas vitimas
para lutar com toda a ira...
confessem-se, tenham medo,
porque o ódio vai apoderar-se
mais tarde ou mais cedo...
Encantos Do Amor
Baaaa,
eu corro para ver se te apanho
à volta pelo mundo,
eu já nem sei de onde venho
ou se são cores as cores que confundo,
quando estou perto de agarrar
é certo que me vais escapar,
e eu tento outra vez
até me cansar,
burro sou eu
ao pensar que um dia te vou apanhar,
neste planeta onde só há tu e eu,
se te vi se te vejo na luz que apareceu
é tudo irreal nestes tipos de ilusões
onde nadam a voar trezentos mil corações,
onde estás?
Se são falas de boca cheia
e intenções de gentes más,
ou se são tão verdadeiras
com que como como ceia
que vomita parteiras.
Eu ando atrás de ti
tu andas atrás de outro
e eu não sei se falho
ou se estou louco.
Mas continuo o meu trabalho
embora o batimento seja pouco,
Platão disse para continuar
mas eu já me estou a borrifar,
no entanto se me vieres falar
não faço tensões de te fazer esperar.
Ponho-me com pensamentos
a perguntar-me o que tu desejas
criando momentos
sem que tu os vejas.
Estou tão incerto e inseguro
se queres um começo nosso
para o futuro.
Eu não sei,
não tenho certezas
é porque eu reinei
sem ter visto belezas.
Não me preocupa
se eu disser merda
assumo logo a culpa
e talvez até plante sementes
na tua terra.
Não tentes
desviar a conversa,
estás a rir-te?
Ainda bem,
que eu fico especado
a sorrir-te.
Não posso pensar
porque neste jogo
quem pensa não é ninguém,
onde palavras de amar
podem não calhar muito bem,
São actos e atitudes sem pressa
mas o meu coração está a cem
vezes cem bem depressa
que o meu cérebro fica esgotado
sem efeito para continuar a conversa.
O que se diz agora para o final?
Tem um bom dia,
é esta a despedida onde eu fico a bater mal.
eu corro para ver se te apanho
à volta pelo mundo,
eu já nem sei de onde venho
ou se são cores as cores que confundo,
quando estou perto de agarrar
é certo que me vais escapar,
e eu tento outra vez
até me cansar,
burro sou eu
ao pensar que um dia te vou apanhar,
neste planeta onde só há tu e eu,
se te vi se te vejo na luz que apareceu
é tudo irreal nestes tipos de ilusões
onde nadam a voar trezentos mil corações,
onde estás?
Se são falas de boca cheia
e intenções de gentes más,
ou se são tão verdadeiras
com que como como ceia
que vomita parteiras.
Eu ando atrás de ti
tu andas atrás de outro
e eu não sei se falho
ou se estou louco.
Mas continuo o meu trabalho
embora o batimento seja pouco,
Platão disse para continuar
mas eu já me estou a borrifar,
no entanto se me vieres falar
não faço tensões de te fazer esperar.
Ponho-me com pensamentos
a perguntar-me o que tu desejas
criando momentos
sem que tu os vejas.
Estou tão incerto e inseguro
se queres um começo nosso
para o futuro.
Eu não sei,
não tenho certezas
é porque eu reinei
sem ter visto belezas.
Não me preocupa
se eu disser merda
assumo logo a culpa
e talvez até plante sementes
na tua terra.
Não tentes
desviar a conversa,
estás a rir-te?
Ainda bem,
que eu fico especado
a sorrir-te.
Não posso pensar
porque neste jogo
quem pensa não é ninguém,
onde palavras de amar
podem não calhar muito bem,
São actos e atitudes sem pressa
mas o meu coração está a cem
vezes cem bem depressa
que o meu cérebro fica esgotado
sem efeito para continuar a conversa.
O que se diz agora para o final?
Tem um bom dia,
é esta a despedida onde eu fico a bater mal.
domingo, 8 de abril de 2012
Anda lá,
nós sabemos
desde o momento em que nos conhecemos
que vivemos a pensar o quanto nos queremos.
Minha inspiração
deusa santa divina do meu coração,
adrenalina da minha pulsação,
quando estou contigo engasgo-me
e perco a razão
porque o meu cérebro fica numa paralisação tal
que no final sou eu que fico a bater mal.
O teu belo olhar é de arrepiar
como a medusa te fico a observar
parado no tempo sem saber o que pensar
senão nos teus lábios que tanto quero beijar.
Estás no topo das minhas prioridades
que não difere os sonhos das realidades
e eu já nem sei o que escrever,
já me estou a perder
porque acho que te estou a ver.
Mas o que é que me está acontecer?
Será? Não é? Mas haverá?
Acompanhas-me aonde quer que eu vá,
olha que bem que se está.
nós sabemos
desde o momento em que nos conhecemos
que vivemos a pensar o quanto nos queremos.
Minha inspiração
deusa santa divina do meu coração,
adrenalina da minha pulsação,
quando estou contigo engasgo-me
e perco a razão
porque o meu cérebro fica numa paralisação tal
que no final sou eu que fico a bater mal.
O teu belo olhar é de arrepiar
como a medusa te fico a observar
parado no tempo sem saber o que pensar
senão nos teus lábios que tanto quero beijar.
Estás no topo das minhas prioridades
que não difere os sonhos das realidades
e eu já nem sei o que escrever,
já me estou a perder
porque acho que te estou a ver.
Mas o que é que me está acontecer?
Será? Não é? Mas haverá?
Acompanhas-me aonde quer que eu vá,
olha que bem que se está.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Sonhos de criança
são promessas no vazio
quando tudo o que vimos foi nada
e viver torna-se um desafio
entre a falta de esperança
e a vida por um fio.
Ela espera-me em cada
ruela que ainda não passei,
está em todo o lado
quando o mundo escurece,
ri-se tão alto quando me desgraço
e o seu abraço é tão irresistível
mas não posso cair no seu fracasso
a minha mente tem de ser flexível.
Tenho de continuar a andar,
eu sei que estou a sangrar
mas tenho de provar
quem sou,
não posso parar
mas a ferida aumentou,
quanto mais caminho
mais o buraco no meu corpo aprofunda
tornando-se tão doloroso,
com tanto sangue a minha alma já se afunda
mas eu tenho de ser corajoso,
tenho de conseguir,
quando olho para o horizonte
vejo-me vitorioso e a sorrir,
mas estou exausto, já ando a cair...
paro, à minha volta
tanta dor, tanta confusão
tenho de sair,
não posso fugir
é em frente
que tenho de ir,
já me arrasto,
ainda longe,
está ali,
hoje...
vencer...
conse...
herói...
herói...
herói...
Esse olhar me mata
e atrofia-me a linha de pensamento.
Só de te ver
já é um grande momento.
O que tens para dizer,
diz tudo pois é tudo que eu quero saber.
É muito?
Não faz mal quando estou contigo
o meu tempo torna-se infinito.
Desculpa não estar a prestar-te atenção
é que estava aqui a magicar
como é que és tão bela?
Tanta tentação
que eu não acredito
que haja príncipe que te dê total satisfação.
Sinceramente é melhor
não falares comigo,
porque senão não vou conseguir
resistir a criar um caminho para onde ir
para que no final tu ficares a sentir
um sorriso tão especial
que tudo vai acontecer
de modo tão natural.
e atrofia-me a linha de pensamento.
Só de te ver
já é um grande momento.
O que tens para dizer,
diz tudo pois é tudo que eu quero saber.
É muito?
Não faz mal quando estou contigo
o meu tempo torna-se infinito.
Desculpa não estar a prestar-te atenção
é que estava aqui a magicar
como é que és tão bela?
Tanta tentação
que eu não acredito
que haja príncipe que te dê total satisfação.
Sinceramente é melhor
não falares comigo,
porque senão não vou conseguir
resistir a criar um caminho para onde ir
para que no final tu ficares a sentir
um sorriso tão especial
que tudo vai acontecer
de modo tão natural.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Não, não me amas,
as palavras a mim
nunca me disseram nada
quando a acção
só pode ser inversamente comparada.
Tu não estás comigo,
essas palavras fazem-me rir,
nem que chorasses
eu haveria de crer
nessas frases,
eu não te estou a ouvir
porque quando é forte a dor
que estamos sofrer
ficamos surdos
entre gritos mudos.
Deixa-me da mão,
tu a mim não me levas o coração
e nem vale a pena
vires com a razão,
porque a razão
ainda não me mostrou
a justificação
ou a solução
para o facto
de quem me está
a levar para o suicídio
chama-se emoção.
Blábláblá,
são meras palavras fáceis
mas comigo nunca serão ágeis
porque eu conheço a práctica
tão bem que mal abres a boca
já te faço sentires-te ninguém.
Vem-me criticar,
eu rio-me na tua cara
porque eu sou o primeiro
a odiar-me.
Estou calado
a observar
o interesse
de haver trezentas horas
sem ter falado,
a ouvir essa merda de gente
que diz saber muito
mas falar é o seu único intuito.
Falai vós,
nossas senhorias da vida.
O meu único desconhecimento
é não saber como é que ainda têm voz.
Eu falo pouco
e o que te digo deixa-te louco,
mas até tem piada ouvir
essa gente faladora
que já começa a mentir
porque em termos de vida
é tudo alma amadora.
Antes fosse o que não fora
que eu já perdi o juízo
de ajuizar o teu sorriso
que me parece maldoso
neste mal mundano
que aos poucos me vai
tornando desumano.
Eu adivinho o teu passado
de tanto observar o planeta a girar,
porque enquanto tiveste a falar
eu tenho-te observado.
Esses tiques revelam
que os teus pais te fizeram
aquilo que a sociedade
considera errado.
Continua a falar,
eu estou a gostar
de ver as figuras
que estás a fazer
enquanto pensas
que estás a ganhar
essa guerra contigo
no teu umbigo
e nem te apercebes que a tens
nessa tua auto-exaltação
que tão necessitas
que já nem te conténs.
as palavras a mim
nunca me disseram nada
quando a acção
só pode ser inversamente comparada.
Tu não estás comigo,
essas palavras fazem-me rir,
nem que chorasses
eu haveria de crer
nessas frases,
eu não te estou a ouvir
porque quando é forte a dor
que estamos sofrer
ficamos surdos
entre gritos mudos.
Deixa-me da mão,
tu a mim não me levas o coração
e nem vale a pena
vires com a razão,
porque a razão
ainda não me mostrou
a justificação
ou a solução
para o facto
de quem me está
a levar para o suicídio
chama-se emoção.
Blábláblá,
são meras palavras fáceis
mas comigo nunca serão ágeis
porque eu conheço a práctica
tão bem que mal abres a boca
já te faço sentires-te ninguém.
Vem-me criticar,
eu rio-me na tua cara
porque eu sou o primeiro
a odiar-me.
Estou calado
a observar
o interesse
de haver trezentas horas
sem ter falado,
a ouvir essa merda de gente
que diz saber muito
mas falar é o seu único intuito.
Falai vós,
nossas senhorias da vida.
O meu único desconhecimento
é não saber como é que ainda têm voz.
Eu falo pouco
e o que te digo deixa-te louco,
mas até tem piada ouvir
essa gente faladora
que já começa a mentir
porque em termos de vida
é tudo alma amadora.
Antes fosse o que não fora
que eu já perdi o juízo
de ajuizar o teu sorriso
que me parece maldoso
neste mal mundano
que aos poucos me vai
tornando desumano.
Eu adivinho o teu passado
de tanto observar o planeta a girar,
porque enquanto tiveste a falar
eu tenho-te observado.
Esses tiques revelam
que os teus pais te fizeram
aquilo que a sociedade
considera errado.
Continua a falar,
eu estou a gostar
de ver as figuras
que estás a fazer
enquanto pensas
que estás a ganhar
essa guerra contigo
no teu umbigo
e nem te apercebes que a tens
nessa tua auto-exaltação
que tão necessitas
que já nem te conténs.
Deuses, bora lá ter uma conversa.
Digam-me lá que merda vem a ser esta?
O que é que vocês ganham com isto?
Vocês andam a fazer apostas
nas vidas que andam a sofrer
para ver quem é que mais depressa
irá morrer.
Apostam quem é que irá pegar na faca
para matar por já estar morto,
vocês andam a rir-se sobre
aquelas as gentes que se consideram aborto
porque a vida virou tanto para o torto
e já nem têm a força
de ter vivido vinte anos
nas desgraças reservadas,
nas torturas sem procuras
de luzes suficientemente fortes
para iluminar a escuridão
e assim afugentar
quaisquer mortes.
Ainda para mais gozar
roubam-lhes a mais pequenina das sortes
que poderiam exclamar na alma um momento feliz.
Digam-me lá que merda vem a ser esta?
O que é que vocês ganham com isto?
Vocês andam a fazer apostas
nas vidas que andam a sofrer
para ver quem é que mais depressa
irá morrer.
Apostam quem é que irá pegar na faca
para matar por já estar morto,
vocês andam a rir-se sobre
aquelas as gentes que se consideram aborto
porque a vida virou tanto para o torto
e já nem têm a força
de ter vivido vinte anos
nas desgraças reservadas,
nas torturas sem procuras
de luzes suficientemente fortes
para iluminar a escuridão
e assim afugentar
quaisquer mortes.
Ainda para mais gozar
roubam-lhes a mais pequenina das sortes
que poderiam exclamar na alma um momento feliz.
Será que fugimos
num mundo em que fingimos
sem buracos ou pausas no tempo para desabafar,
a pressão é tanta que nem consigo pensar
como gente normal
que tudo o que é mau e errado
já se apela de natural.
Oxalá pudesse eu conhecer um paraíso
mas nem forças tenho para um sorriso
e canso-me porque não encontro
um ponto anti-loucura
e já nem demonstro
qualquer espécie
de adjectivo
em que ressuscito.
Gostava tanto
mas eu não sou a vitória
apenas um cancro
de memória,
mas as palavras
já me fogem
à procura
de outras para acolher,
outras mais amáveis
outras mais suportáveis
com sorriso
em que me deixe viver
sem que tenha de pensar
em cima de um improviso.
num mundo em que fingimos
sem buracos ou pausas no tempo para desabafar,
a pressão é tanta que nem consigo pensar
como gente normal
que tudo o que é mau e errado
já se apela de natural.
Oxalá pudesse eu conhecer um paraíso
mas nem forças tenho para um sorriso
e canso-me porque não encontro
um ponto anti-loucura
e já nem demonstro
qualquer espécie
de adjectivo
em que ressuscito.
Gostava tanto
mas eu não sou a vitória
apenas um cancro
de memória,
mas as palavras
já me fogem
à procura
de outras para acolher,
outras mais amáveis
outras mais suportáveis
com sorriso
em que me deixe viver
sem que tenha de pensar
em cima de um improviso.
Rafeirice
Rafeiros,
têm nariz apenas para farejar
as rachas públicas por abrir,
só têm olhos para apreciar
peitos e rabos para sentir
aonde é que a cabecinha
poderá cuspir.
Quanto o corpo tem mais músculo
mais o cérebro fica minúsculo.
Cheiram a quem não se lava
foram feitos uns para os outros
e que seja a doença a fava
a engolir à medida
que se servem no buffet
é esta a vitória e a conquista
da peste e da sida,
daqueles que não usam o porquê.
Olhem para este mundo,
sexo trausente e nauseabundo,
fora da validade, a apodrecer
vai-se chupando para se poder viver.
É a isto que devemos brindar
a este mundo cão que deixa
a cama a saltitar,
esta é a evolução que se desleixa,
apodrecida antes de nascer,
de racha e pila desfeita,
de masturbanços
onde ninguém se respeita,
mas mesmo assim há alguém
que anda de cabeça direita
entre caminhos
que a sociedade rejeita.
Rafeiros e rafeiras.
Até onde vai o sexo?
O que se sacrifica por
horas e minutos sem nexo
que nem sequer vão ter
nas memórias qualquer anexo?
têm nariz apenas para farejar
as rachas públicas por abrir,
só têm olhos para apreciar
peitos e rabos para sentir
aonde é que a cabecinha
poderá cuspir.
Quanto o corpo tem mais músculo
mais o cérebro fica minúsculo.
Cheiram a quem não se lava
foram feitos uns para os outros
e que seja a doença a fava
a engolir à medida
que se servem no buffet
é esta a vitória e a conquista
da peste e da sida,
daqueles que não usam o porquê.
Olhem para este mundo,
sexo trausente e nauseabundo,
fora da validade, a apodrecer
vai-se chupando para se poder viver.
É a isto que devemos brindar
a este mundo cão que deixa
a cama a saltitar,
esta é a evolução que se desleixa,
apodrecida antes de nascer,
de racha e pila desfeita,
de masturbanços
onde ninguém se respeita,
mas mesmo assim há alguém
que anda de cabeça direita
entre caminhos
que a sociedade rejeita.
Rafeiros e rafeiras.
Até onde vai o sexo?
O que se sacrifica por
horas e minutos sem nexo
que nem sequer vão ter
nas memórias qualquer anexo?
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Sinto-me sozinho,
de pés gastos à procura dum caminho,
de joelhos no chão,
num cansaço enorme a tentar encontrar uma saída,
mas ceguei na solidão
para falhar continuamente na vida
mas sou obrigado a continuar
sem onde ir e nem consigo voltar.
Mas que fiz eu?
Isto é um pesadelo
e eu vou acordar no dia em que a dor morreu.
A felicidade acontece
sem que se ouça a minha prece
num mundo que diz não desprezar
a vida de um vagabundo,
mas eu ando a vaguear,
a suspirar, a suportar,
sem amor nenhum.
De mãos à cabeça
a ver se não sou mais um
que pensa porque sente
sobre uns órgãos que funcionam
de alma ausente.
de pés gastos à procura dum caminho,
de joelhos no chão,
num cansaço enorme a tentar encontrar uma saída,
mas ceguei na solidão
para falhar continuamente na vida
mas sou obrigado a continuar
sem onde ir e nem consigo voltar.
Mas que fiz eu?
Isto é um pesadelo
e eu vou acordar no dia em que a dor morreu.
A felicidade acontece
sem que se ouça a minha prece
num mundo que diz não desprezar
a vida de um vagabundo,
mas eu ando a vaguear,
a suspirar, a suportar,
sem amor nenhum.
De mãos à cabeça
a ver se não sou mais um
que pensa porque sente
sobre uns órgãos que funcionam
de alma ausente.
Caímos num abismo
enquanto o tempo passa,
tão lentamente
que parece uma queda no Universo
e ainda vemos tudo
passar por nós
com uma rapidez
que só no final
é que vês
o que te passou
ao lado,
porque enquanto
estavas preocupado
não deste atenção
ao quanto
o mundo te
quis dar a mão.
Esta é mais uma
razão...
O mundo cai
e vai sem nós,
distraídos,
só falamos
verdadeiramente
quando estamos sem voz.
Nascer foi o suficiente
para sermos lembrados
e esquecidos para dar
lugar a outros passados.
enquanto o tempo passa,
tão lentamente
que parece uma queda no Universo
e ainda vemos tudo
passar por nós
com uma rapidez
que só no final
é que vês
o que te passou
ao lado,
porque enquanto
estavas preocupado
não deste atenção
ao quanto
o mundo te
quis dar a mão.
Esta é mais uma
razão...
O mundo cai
e vai sem nós,
distraídos,
só falamos
verdadeiramente
quando estamos sem voz.
Nascer foi o suficiente
para sermos lembrados
e esquecidos para dar
lugar a outros passados.
domingo, 1 de abril de 2012
Às vezes dá-me para isto,
pensar que já a tinha visto
em sonhos que não resisto.
Acaba por se tornar uma ilusão,
uma realidade falsa
que se torna confusa
até ser uma desilusão.
Eu sei a razão
mas não encontro soluções
e penso nas minhas limitações
sentindo-me o cúmulo da humildade,
caindo na irrealidade
de sonhos sem percepção.
Bem que não queria ser
preferia não nem sequer saber
mas esta é a minha vida
e sou que a estou a viver.
Nem se à morte
devo-lhe chamar bandida
ou se a minha alma devia estar agradecida.
pensar que já a tinha visto
em sonhos que não resisto.
Acaba por se tornar uma ilusão,
uma realidade falsa
que se torna confusa
até ser uma desilusão.
Eu sei a razão
mas não encontro soluções
e penso nas minhas limitações
sentindo-me o cúmulo da humildade,
caindo na irrealidade
de sonhos sem percepção.
Bem que não queria ser
preferia não nem sequer saber
mas esta é a minha vida
e sou que a estou a viver.
Nem se à morte
devo-lhe chamar bandida
ou se a minha alma devia estar agradecida.
sábado, 31 de março de 2012
Reflexos da Realidade
São tudo ideias
tão longe da realidade,
são ilusões
do outro lado da paisagem,
sonhos sem coragem,
histórias abstractas
de passar o tempo,
invenções paralelas,
de alma agarrada a trelas
a viver uma falsa vida
de falsidades
convivendo
somente com falsos,
a sofrer várias modulações
que alteram a maneira de ver
sem que se veja todo o jogo,
nunca somos justos e verdadeiros
mas vamos contribuindo
sem crédito a terceiros,
somos reais
porque o sangue é pesado,
cheio de memórias por contar,
prendendo-nos à terra,
não pesa a alma
mas dá-lhe peso
suficiente para se perder
nos laços do universo
sem que fuja do que se pode ver,
de verdades absolutas
onde se agarrar
com a morte por desvendar
vai tudo se apagar
ou se calhar
entrar em choque
porque nada mais foi real
que a própria morte.
São anos assim
até me perder
sem saber
quem mente a quem,
se sou eu à vida,
se é ela a mim.
E vivo à suspeita
de que haja algo de real
à espreita.
Magoam-se as crenças
porque as certezas gozam
e criam desavenças.
No entanto
as crenças
mandam matar,
torturar e desgraçar
os seus contrários
enquanto as certezas
deixam-nos a rir
e a sentir de como
os outros são otários.
E eu sou o otário
à procura de um barco
para poder ver um céu
com sol e luar.
Mas quanto mais certos estão
mais eu fico a desconfiar
e investigo falhas,
qualquer perturbação
ao esquema da Natureza.
Eu sei que estou vivo,
se estiver num sonho
não importa,
a morte há-de dizer-me
qual é a real porta.
Estou debaixo d'água
afogado numa tempestade irreal
na minha própria banheira,
a afogar a minha mágoa,
talvez a água substitua
este vazio espiritual.
Não posso dizer certezas
mas estou certo das reacções
previsíveis da sociedade.
Porque o que sinto
sobre as minhas interpretações
é mais real que a realidade
que a altera e luto
por ela mesmo se amanhã já era.
Tão certo como a morte
são os acontecimentos do passado
apesar de não ter a sorte
de descobrir como resolver
o que hoje me deixa calado:
a verdade dos factos
que me transformou
e me levou a este fado.
Sem me aperceber
já cheguei aqui,
nunca pensei em viver
mas a verdade
esconde-se no que sou
pelas ruelas das memórias que vivi.
E ninguém melhor que eu
pode contá-las,
não as viveu não pode analisá-las
ou a personalidade já morreu.
Hoje em dia nem há o Fogo de Prometeu,
as lágrimas invadiram a terra
sobre a Humanidade que já morreu
à espera de que a vida não fosse a guerra.
Rio-me lunaticamente
sobre o poder dos senhores,
são a sua própria desilusão
criam dores para ter dinheiro na mão,
mas a morte nunca lhes dará razão.
Estamos perdidos,
só se fala da corrupção
da solidão e da depressão,
agora que têm liberdade de expressão
perderam a razão.
Pensa-se sexualmente de famas
e falham o compromisso com eles mesmos
porque estão numa prateleira dos iguais num super-mercado
querem ser lembrados sendo mais uma folha em remos
para tirar fotocópias de sonhos iguais,
de tão banais que são que têm sempre os mesmo finais.
Tão falsos que quando se querem sobressair
percebem que estão a mais,
sem poderem sair começam a cair
e querem fugir com preguiça
porque acham que ainda estão a vencer
por terem conquistado algum tempo de atenção
enquanto as suas almas estão a morrer
e só ficam vivos por causa do coração.
Tudo o que quero é o amor,
acalma e conforta,
porque não há nada mais forte
que este sentimento,
mesmo que a vida esteja morta
conquista o Fogo por cada momento
em que o amor cicatriza a dor
e o resto conquista-se por consequência
porque amar tem sempre essa preferência.
tão longe da realidade,
são ilusões
do outro lado da paisagem,
sonhos sem coragem,
histórias abstractas
de passar o tempo,
invenções paralelas,
de alma agarrada a trelas
a viver uma falsa vida
de falsidades
convivendo
somente com falsos,
a sofrer várias modulações
que alteram a maneira de ver
sem que se veja todo o jogo,
nunca somos justos e verdadeiros
mas vamos contribuindo
sem crédito a terceiros,
somos reais
porque o sangue é pesado,
cheio de memórias por contar,
prendendo-nos à terra,
não pesa a alma
mas dá-lhe peso
suficiente para se perder
nos laços do universo
sem que fuja do que se pode ver,
de verdades absolutas
onde se agarrar
com a morte por desvendar
vai tudo se apagar
ou se calhar
entrar em choque
porque nada mais foi real
que a própria morte.
São anos assim
até me perder
sem saber
quem mente a quem,
se sou eu à vida,
se é ela a mim.
E vivo à suspeita
de que haja algo de real
à espreita.
Magoam-se as crenças
porque as certezas gozam
e criam desavenças.
No entanto
as crenças
mandam matar,
torturar e desgraçar
os seus contrários
enquanto as certezas
deixam-nos a rir
e a sentir de como
os outros são otários.
E eu sou o otário
à procura de um barco
para poder ver um céu
com sol e luar.
Mas quanto mais certos estão
mais eu fico a desconfiar
e investigo falhas,
qualquer perturbação
ao esquema da Natureza.
Eu sei que estou vivo,
se estiver num sonho
não importa,
a morte há-de dizer-me
qual é a real porta.
Estou debaixo d'água
afogado numa tempestade irreal
na minha própria banheira,
a afogar a minha mágoa,
talvez a água substitua
este vazio espiritual.
Não posso dizer certezas
mas estou certo das reacções
previsíveis da sociedade.
Porque o que sinto
sobre as minhas interpretações
é mais real que a realidade
que a altera e luto
por ela mesmo se amanhã já era.
Tão certo como a morte
são os acontecimentos do passado
apesar de não ter a sorte
de descobrir como resolver
o que hoje me deixa calado:
a verdade dos factos
que me transformou
e me levou a este fado.
Sem me aperceber
já cheguei aqui,
nunca pensei em viver
mas a verdade
esconde-se no que sou
pelas ruelas das memórias que vivi.
E ninguém melhor que eu
pode contá-las,
não as viveu não pode analisá-las
ou a personalidade já morreu.
Hoje em dia nem há o Fogo de Prometeu,
as lágrimas invadiram a terra
sobre a Humanidade que já morreu
à espera de que a vida não fosse a guerra.
Rio-me lunaticamente
sobre o poder dos senhores,
são a sua própria desilusão
criam dores para ter dinheiro na mão,
mas a morte nunca lhes dará razão.
Estamos perdidos,
só se fala da corrupção
da solidão e da depressão,
agora que têm liberdade de expressão
perderam a razão.
Pensa-se sexualmente de famas
e falham o compromisso com eles mesmos
porque estão numa prateleira dos iguais num super-mercado
querem ser lembrados sendo mais uma folha em remos
para tirar fotocópias de sonhos iguais,
de tão banais que são que têm sempre os mesmo finais.
Tão falsos que quando se querem sobressair
percebem que estão a mais,
sem poderem sair começam a cair
e querem fugir com preguiça
porque acham que ainda estão a vencer
por terem conquistado algum tempo de atenção
enquanto as suas almas estão a morrer
e só ficam vivos por causa do coração.
Tudo o que quero é o amor,
acalma e conforta,
porque não há nada mais forte
que este sentimento,
mesmo que a vida esteja morta
conquista o Fogo por cada momento
em que o amor cicatriza a dor
e o resto conquista-se por consequência
porque amar tem sempre essa preferência.
sexta-feira, 30 de março de 2012
É Porque Sinto
É tudo confuso,
não sei se estou
às voltas nos lençóis
se a minha cabeça
é que está a andar à roda,
ou se é o mundo a girar
à minha volta.
Há algo que me pica
e eu não consigo coçar,
está dentro de mim
tão profundo que não consigo chegar,
sei que é no meu peito,
tão intenso que me encolho
e não consigo pensar direito,
quem me dera poder escolher
mas não sou eu que escolho,
tentar esquecer talvez
mas não posso deixar
de ver os porquês,
talvez por serem irreais
ou se calhar por
fazerem parte de mim,
mas eu não posso fugir deles
porque há algo a mais,
não sei se sou eu, a minha visão,
talvez me esconda na escuridão
do tempo,
porque por cada momento
que vai passando
vai-me pesando
sem me deixar
ir pelos ponteiros,
vai-me arrastando
nos meus passos verdadeiros
que apenas vão andando...
não sei se estou
às voltas nos lençóis
se a minha cabeça
é que está a andar à roda,
ou se é o mundo a girar
à minha volta.
Há algo que me pica
e eu não consigo coçar,
está dentro de mim
tão profundo que não consigo chegar,
sei que é no meu peito,
tão intenso que me encolho
e não consigo pensar direito,
quem me dera poder escolher
mas não sou eu que escolho,
tentar esquecer talvez
mas não posso deixar
de ver os porquês,
talvez por serem irreais
ou se calhar por
fazerem parte de mim,
mas eu não posso fugir deles
porque há algo a mais,
não sei se sou eu, a minha visão,
talvez me esconda na escuridão
do tempo,
porque por cada momento
que vai passando
vai-me pesando
sem me deixar
ir pelos ponteiros,
vai-me arrastando
nos meus passos verdadeiros
que apenas vão andando...
quarta-feira, 28 de março de 2012
Eu, o Cognome e Eu.
Eu, o Desvio do Vento
e o Movimento Contrário ao Tempo.
Eu, Alguém que é Ninguém
e o Boneco Pousado na Prateleira dos "Sem".
Eu, a Roupa Fora de Moda
e a Mais Esquecida Foda.
Eu, o Poema Nunca Lido
e o Rio Mais Poluído.
Eu, o Dente Substituído por Baixo da Almofada
e o Mais do Menos do Nada.
Eu, a Pessoa que já Morreu
e o Minuto que já Desapareceu.
Eu, a Comida Fora da Validade
e a Desprezada Realidade.
Eu, o Sangue Derramado
e o Coração Parado.
Eu, o Grito Abafado
e o Nó da Garganta Apertado.
Eu, a Sombra mais Escura da Negra Solidão
e os Olhos que Nunca mais Abrirão.
Eu, a Morte da Calma.
Eu, o Despedaço d'Alma.
e o Movimento Contrário ao Tempo.
Eu, Alguém que é Ninguém
e o Boneco Pousado na Prateleira dos "Sem".
Eu, a Roupa Fora de Moda
e a Mais Esquecida Foda.
Eu, o Poema Nunca Lido
e o Rio Mais Poluído.
Eu, o Dente Substituído por Baixo da Almofada
e o Mais do Menos do Nada.
Eu, a Pessoa que já Morreu
e o Minuto que já Desapareceu.
Eu, a Comida Fora da Validade
e a Desprezada Realidade.
Eu, o Sangue Derramado
e o Coração Parado.
Eu, o Grito Abafado
e o Nó da Garganta Apertado.
Eu, a Sombra mais Escura da Negra Solidão
e os Olhos que Nunca mais Abrirão.
Eu, a Morte da Calma.
Eu, o Despedaço d'Alma.
terça-feira, 27 de março de 2012
Linha de Partida
E assim chegara o terceiro dia,
ainda estava com a mesma euforia
e veio um gajo com bué-da lábia e mania,
a pavonear-se como se fosse um gigante
a querer falar que eu era um grande ignorante.
Eu sabia que mal entrasse na escola do rap iria ser espancado,
que sem preparação e experiência sairia fracassado,
que precisava de ter atitude em cada rima,
mas nunca fui convencido e a humildade vence auto-estima.
Mas mesmo assim decidi entrar sem estar preparado,
completamente desembolsado,
passei vergonha, fui humilhado
e ainda fiquei calado, especado,
totalmente desinspirado,
mas é demasiado tarde, bazei ferido e triste,
totalmente desinspirado,
mas é demasiado tarde, bazei ferido e triste,
mais uma vez virei as costas à cobarde
e recriei o inferno no meu quarto,
entristecido, dei por mim mais uma vez farto
desta vida que não me deixa em paz,
foda-se, eu ando a ser perseguido
por um guião à espera de me ver agradecido
para me descarregar situações tão más.
Mas quem fui no passado para ter de levar
com tanta merda? Eu sou apenas um rapaz,
estou cansado de estar sempre em guerra.
Já me tinha apercebido que sempre que algo corre mal
a minha reacção é sempre igual, estar deprimido.
E fiquei cansado de estar cansado,
de me lamentar como um desgraçado
e como nunca antes me tinha acontecido,
tive uma conversa comigo que nunca tinha tido:
Não sejas cobarde, essa gente é traste,
e recriei o inferno no meu quarto,
entristecido, dei por mim mais uma vez farto
desta vida que não me deixa em paz,
foda-se, eu ando a ser perseguido
por um guião à espera de me ver agradecido
para me descarregar situações tão más.
Mas quem fui no passado para ter de levar
com tanta merda? Eu sou apenas um rapaz,
estou cansado de estar sempre em guerra.
Já me tinha apercebido que sempre que algo corre mal
a minha reacção é sempre igual, estar deprimido.
E fiquei cansado de estar cansado,
de me lamentar como um desgraçado
e como nunca antes me tinha acontecido,
tive uma conversa comigo que nunca tinha tido:
Não sejas cobarde, essa gente é traste,
sê forte e resiste, que venha a má sorte, persiste,
se parares mano aí é que vais ser falhado,
nepia, não vou ficar calado,
que seja esta a minha linha de partida
que seja esta a minha linha de partida
para uma nova fase da minha vida,
esse bacano tentou me abafar
esse bacano tentou me abafar
mas no final é ele quem vai ficar chorar,
é de mim que toda a gente vai falar
porque o meu rap vai ser a corda
com que ele se vai suicidar.
domingo, 25 de março de 2012
Infâncias
Figueira da Foz,
é onde está a minha voz,
é a foz e o início do Universo
e a origem do sonho sonhador
que suporta a insuportável dor.
Pedido subtil em cada verso
com que apelo em contrastes
quanto mais me afastas
mais o ódio se torna belo
sem nunca ter hastes castas.
É o mais doce doce lar
onde está a mais bela estrela a brilhar.
És inocência da minha infância,
quando enegreço tu és a discordância.
O sol que guardas ilumina a minha caminhada,
a lua que recordas liberta-me para ser mais conciso,
guardo-me ao teu desejo em cada hora desesperada
e aguardo a tua chegada enquanto improviso
na complicada vida que me desespera
até parar e observar o horizonte à tua espera.
é onde está a minha voz,
é a foz e o início do Universo
e a origem do sonho sonhador
que suporta a insuportável dor.
Pedido subtil em cada verso
com que apelo em contrastes
quanto mais me afastas
mais o ódio se torna belo
sem nunca ter hastes castas.
É o mais doce doce lar
onde está a mais bela estrela a brilhar.
És inocência da minha infância,
quando enegreço tu és a discordância.
O sol que guardas ilumina a minha caminhada,
a lua que recordas liberta-me para ser mais conciso,
guardo-me ao teu desejo em cada hora desesperada
e aguardo a tua chegada enquanto improviso
na complicada vida que me desespera
até parar e observar o horizonte à tua espera.
Merdicida (Egotripping)
Vêm sempre para o meu lado
para armar confusão
e ainda fazem questão
de me ver irritado.
Acham que eu não faço nada,
a minha paciência é quase ilimitada
mas a verdade é quando se ultrapassa
eu transformo-me num monstro
e torno-me na vossa desgraça.
Esta música chama-se merdicida,
é um repelente para calar essa merda de gente
que me quer ver casado com a SIDA.
Mas essas gentalhas nem sequer têm vida,
só têm neurónios cancerisnos,
por mais que os critiquemos
só podemos ficar pelos eufemismos.
Não têm onde serem enterrados
nem onde descarregar a testosterona
e ficam todos incomodados
porque não preciso de dar na hormona.
Ao contrário de ti
eu uso a inteligência,
com essa burrice única
nem dá para te fazer concorrência.
Foda-se, tu és a piada do milénio,
no dicionário de antónimos
está lá o teu nome como contrário de génio.
Põem-se a falar, a criticar, a aconselhar,
mas a hipocrisia global deixou África por alimentar.
Ainda se dão para espertos
com muita fé de que estão certos
mas o que é certo
é que ainda não vi nada vosso em concreto.
Eu não tenho culpa da vossa falta de afecto.
Eu defeco na vossa cara,
porque em termos de inteligência
o meu chão é o vosso tecto.
Bro, eu nem egotriping sei fazer
mas também nem é preciso saber
porque ainda estou na introdução
e essas unhas já te estão a desaparecer.
És uma identidade falsificada,
não sabes o que hás-de ser,
natural, também não vales nada.
Como é que tens lata de gozar com os homossexuais
quando tu é que és a desgraça dos teus pais?
Vens para aqui armado em T-Rex
mas os meus pensamentos são vortex
e deixam o teu cérebro às voltas numa rotunda,
és duas vezes maior mas eu dou-te tanta porrada
até ficares cento e oitenta graus corcunda.
Tens uma mentalidade tão quadrada
que só sabes falar de sexo
mas é dos vídeos pornográficos com que ficas perplexo.
Tens um grande complexo de inferioridade,
isso não é complexo man,
isso é a mais pura realidade.
Andas armado em macho,
manda mas é a parte de baixo para o abate,
só usas isso a solo, nunca terá outra utilidade,
já estás vermelho como um tomate,
se tens vergonha desta verdade
vai mas é virar para frade.
Sê então bem-vindo
à outra margem da paciência,
vens armado em bandido
mas para ti eu cago irreverência.
Mas quem és tu?
Foda-se, devias abrir o olho
como a tua mãe abre o cu
porque enquanto me tentas espicaçar
a tua mãe chama-me de xuxu.
Vieste-me atiçar, chega,
antes de começares a falar
devias saber que a tua mãe é uma grande pêga.
Sozinha faz concorrência
ao parque Eduardo VII,
estou a brincar,
ela é tão feia que a tendência
é deixar-me céptico
por ela ser mãe.
Quer dizer, se pensar bem,
o desespero dela para ter alguém
obrigou-a a vomitar uma filha,
mas foi a um banco de esperma
pois nem um cego lhe abriu a braguilha.
Vens com grandes conversas
mas não passas de um grande fake,
é tanta a merda que dizes
que nem dá para fazer re-make.
Não passas de um fedelho,
eu nem precisava de te bifar
porque o facto
é que bastava trazer-te um espelho
e fazia logo xeque-mate.
Acha que faz sempre o que quer,
mas sempre é o complemento circunstancial
para o estado fechado do seu fecho éclair.
Mas ainda estás aqui?
O Valete é trezentos milhões de anos-luz
mais forte que eu, assim como eu sou para ti.
Porque é que andas armado em Fidalgo?
Para que é que fazes isto?
Queres ganhar algo? O quê, respeito?
Não é preciso saber muito disto
para te levar direito ao prémio da desgraça:
parabéns, ganhaste a taça
por seres a maior vergonha da nossa raça.
E já agora, agradeço-te por te ter conhecido,
assim nunca na vida irei me sentir vencido.
Achavas que eu não fazia nada, não era?
Então agora fica aí de boca aberta a ingerir a minha fera.
para armar confusão
e ainda fazem questão
de me ver irritado.
Acham que eu não faço nada,
a minha paciência é quase ilimitada
mas a verdade é quando se ultrapassa
eu transformo-me num monstro
e torno-me na vossa desgraça.
Esta música chama-se merdicida,
é um repelente para calar essa merda de gente
que me quer ver casado com a SIDA.
Mas essas gentalhas nem sequer têm vida,
só têm neurónios cancerisnos,
por mais que os critiquemos
só podemos ficar pelos eufemismos.
Não têm onde serem enterrados
nem onde descarregar a testosterona
e ficam todos incomodados
porque não preciso de dar na hormona.
Ao contrário de ti
eu uso a inteligência,
com essa burrice única
nem dá para te fazer concorrência.
Foda-se, tu és a piada do milénio,
no dicionário de antónimos
está lá o teu nome como contrário de génio.
Põem-se a falar, a criticar, a aconselhar,
mas a hipocrisia global deixou África por alimentar.
Ainda se dão para espertos
com muita fé de que estão certos
mas o que é certo
é que ainda não vi nada vosso em concreto.
Eu não tenho culpa da vossa falta de afecto.
Eu defeco na vossa cara,
porque em termos de inteligência
o meu chão é o vosso tecto.
Bro, eu nem egotriping sei fazer
mas também nem é preciso saber
porque ainda estou na introdução
e essas unhas já te estão a desaparecer.
És uma identidade falsificada,
não sabes o que hás-de ser,
natural, também não vales nada.
Como é que tens lata de gozar com os homossexuais
quando tu é que és a desgraça dos teus pais?
Vens para aqui armado em T-Rex
mas os meus pensamentos são vortex
e deixam o teu cérebro às voltas numa rotunda,
és duas vezes maior mas eu dou-te tanta porrada
até ficares cento e oitenta graus corcunda.
Tens uma mentalidade tão quadrada
que só sabes falar de sexo
mas é dos vídeos pornográficos com que ficas perplexo.
Tens um grande complexo de inferioridade,
isso não é complexo man,
isso é a mais pura realidade.
Andas armado em macho,
manda mas é a parte de baixo para o abate,
só usas isso a solo, nunca terá outra utilidade,
já estás vermelho como um tomate,
se tens vergonha desta verdade
vai mas é virar para frade.
Sê então bem-vindo
à outra margem da paciência,
vens armado em bandido
mas para ti eu cago irreverência.
Mas quem és tu?
Foda-se, devias abrir o olho
como a tua mãe abre o cu
porque enquanto me tentas espicaçar
a tua mãe chama-me de xuxu.
Vieste-me atiçar, chega,
antes de começares a falar
devias saber que a tua mãe é uma grande pêga.
Sozinha faz concorrência
ao parque Eduardo VII,
estou a brincar,
ela é tão feia que a tendência
é deixar-me céptico
por ela ser mãe.
Quer dizer, se pensar bem,
o desespero dela para ter alguém
obrigou-a a vomitar uma filha,
mas foi a um banco de esperma
pois nem um cego lhe abriu a braguilha.
Vens com grandes conversas
mas não passas de um grande fake,
é tanta a merda que dizes
que nem dá para fazer re-make.
Não passas de um fedelho,
eu nem precisava de te bifar
porque o facto
é que bastava trazer-te um espelho
e fazia logo xeque-mate.
Acha que faz sempre o que quer,
mas sempre é o complemento circunstancial
para o estado fechado do seu fecho éclair.
Mas ainda estás aqui?
O Valete é trezentos milhões de anos-luz
mais forte que eu, assim como eu sou para ti.
Porque é que andas armado em Fidalgo?
Para que é que fazes isto?
Queres ganhar algo? O quê, respeito?
Não é preciso saber muito disto
para te levar direito ao prémio da desgraça:
parabéns, ganhaste a taça
por seres a maior vergonha da nossa raça.
E já agora, agradeço-te por te ter conhecido,
assim nunca na vida irei me sentir vencido.
Achavas que eu não fazia nada, não era?
Então agora fica aí de boca aberta a ingerir a minha fera.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Palavras Para Quê?
A Humanidade descobriu o sol
e recriou-o no teu corpo,
se é mito talvez
mas no meu olhar torna-se um ritual,
quando surges eu derreto
para ser o oceano que reflecte
a perfeição do teu brilho,
nem branco nem preto,
não precisamos de ver
para saber o que o outro há-de querer,
não precisamos de crer,
já a temos a certeza
do que a Natureza requer,
é simples, eu sou o teu homem
e tu és a minha mulher,
és espelho re-criado
da obra do amor
e eu sou aquela parte
aparte da dor,
juntos fazemos rituais únicos
e torna-mo-los recordações,
por cada vez que nos juntamos
celebramos a cerimónia
bebendo o planeta num copo de champanhe
e reformulamos a teoria da relatividade
porque não há palavras,
só há olhares e momentos intensos,
entre nós não há razões,
como deuses activistas, tu e eu,
somos criadores da realidade,
somos sonhos realizados
e sem se saber,
alteramos toda e qualquer verdade,
criamos o efeito borbuleta
através de acções em pequenas proporções,
nós é que ditamos o que é treta,
hoje tornamos a ilusão, o sonho,
a miragem, o abstracto, o surreal,
em algo bem real,
tão real que quase considero
ser fatal,
o universo não passa de uma meia anedota
quando existe algo como isto entre nós
que a toda a hora torna a hora morta,
fomos feitos um para o outro,
para lá destas quatro paredes
está um resto de um mundo louco...
e recriou-o no teu corpo,
se é mito talvez
mas no meu olhar torna-se um ritual,
quando surges eu derreto
para ser o oceano que reflecte
a perfeição do teu brilho,
nem branco nem preto,
não precisamos de ver
para saber o que o outro há-de querer,
não precisamos de crer,
já a temos a certeza
do que a Natureza requer,
é simples, eu sou o teu homem
e tu és a minha mulher,
és espelho re-criado
da obra do amor
e eu sou aquela parte
aparte da dor,
juntos fazemos rituais únicos
e torna-mo-los recordações,
por cada vez que nos juntamos
celebramos a cerimónia
bebendo o planeta num copo de champanhe
e reformulamos a teoria da relatividade
porque não há palavras,
só há olhares e momentos intensos,
entre nós não há razões,
como deuses activistas, tu e eu,
somos criadores da realidade,
somos sonhos realizados
e sem se saber,
alteramos toda e qualquer verdade,
criamos o efeito borbuleta
através de acções em pequenas proporções,
nós é que ditamos o que é treta,
hoje tornamos a ilusão, o sonho,
a miragem, o abstracto, o surreal,
em algo bem real,
tão real que quase considero
ser fatal,
o universo não passa de uma meia anedota
quando existe algo como isto entre nós
que a toda a hora torna a hora morta,
fomos feitos um para o outro,
para lá destas quatro paredes
está um resto de um mundo louco...
sábado, 17 de março de 2012
Eu sempre quis ter o intelecto do Valete
e o afecto com que Sam pega no papel
mas nada me surgia em concreto
também não tinha instrumental
só queria cantar, 'tou-me a cagar
se cantar mal,
porque sinceramente,
é só mesmo para desabafar
mas o meu cérebro anda dormente
porque eu sofri bullying na escola da vida,
ela quase que me tornou suicida
mas depois da tristeza vem o ódio
que nos quer monstro e homicida,
não para ter poder por qualquer pódio
mas sim para fazer sofrer,
porque quando o mundo desaba
desaba em grande só para uma pessoa
e raiva torna-se uma voz que soa
constantemente no ser ignorante.
Vivi na escuridão,
no escuro não consigo ver o caminho,
bato e tropeço em tudo
e o que nos resta na solidão
é a imaginação
por isso ficava mudo,
aparte deste mundo.
É como cair no Universo,
as estrelas passam por mim
e eu não sei se a vida me mata ou o inverso
porque resumidamente é assim:
a morte anda a perseguir-me,
a vida não me quer,
a natureza tranquila esconde-se no horizonte
e entre mim e amar
está um mar imenso
com a ilusão de uma ponte,
a rua deixa-me sempre tenso
porque eu penso
com tanta merda que sucede
a morte está no outro lado da esquina
a pedir a uma alma para me vir chatear,
o que eu acho? É que na vida anterior fui Hitler
e agora vingam-se causando-me dor,
neste mundo eu não encaixo,
não há espaço para o meu corpo
já está demasiado abafado,
não consigo respirar,
já estou quase a chorar
eu quero gritar,
parem de me agarrar,
deixem-me andar,
deixem-me respirar
eu vou estoirar!
Tremo todo de nervosismo
e o mundo nem sequer reparou que eu explodi,
aqui, caído no chão,
mas esta canção é vigarice
porque o que eu disse é um eufemismo.
Estou farto, vou mas é dormir para o meu caixão,
ao menos lá estou sossegado,
se perguntarem se eu estou vivo digam que não,
eu estou cansado de estar cansado...
só quero dormir e achar-me achado...
e o afecto com que Sam pega no papel
mas nada me surgia em concreto
também não tinha instrumental
só queria cantar, 'tou-me a cagar
se cantar mal,
porque sinceramente,
é só mesmo para desabafar
mas o meu cérebro anda dormente
porque eu sofri bullying na escola da vida,
ela quase que me tornou suicida
mas depois da tristeza vem o ódio
que nos quer monstro e homicida,
não para ter poder por qualquer pódio
mas sim para fazer sofrer,
porque quando o mundo desaba
desaba em grande só para uma pessoa
e raiva torna-se uma voz que soa
constantemente no ser ignorante.
Vivi na escuridão,
no escuro não consigo ver o caminho,
bato e tropeço em tudo
e o que nos resta na solidão
é a imaginação
por isso ficava mudo,
aparte deste mundo.
É como cair no Universo,
as estrelas passam por mim
e eu não sei se a vida me mata ou o inverso
porque resumidamente é assim:
a morte anda a perseguir-me,
a vida não me quer,
a natureza tranquila esconde-se no horizonte
e entre mim e amar
está um mar imenso
com a ilusão de uma ponte,
a rua deixa-me sempre tenso
porque eu penso
com tanta merda que sucede
a morte está no outro lado da esquina
a pedir a uma alma para me vir chatear,
o que eu acho? É que na vida anterior fui Hitler
e agora vingam-se causando-me dor,
neste mundo eu não encaixo,
não há espaço para o meu corpo
já está demasiado abafado,
não consigo respirar,
já estou quase a chorar
eu quero gritar,
parem de me agarrar,
deixem-me andar,
deixem-me respirar
eu vou estoirar!
Tremo todo de nervosismo
e o mundo nem sequer reparou que eu explodi,
aqui, caído no chão,
mas esta canção é vigarice
porque o que eu disse é um eufemismo.
Estou farto, vou mas é dormir para o meu caixão,
ao menos lá estou sossegado,
se perguntarem se eu estou vivo digam que não,
eu estou cansado de estar cansado...
só quero dormir e achar-me achado...
quinta-feira, 15 de março de 2012
Eu conheci um rapaz
fraquinho e incapaz
de enfrentar situações más
apenas queria paz.
Era calado e tinha postura de cocado,
qualquer um metia-se com ele
todos lhe encostavam a roupa ao pêlo
até ao dia em que se virou
contra um pseudo-ganster
e espancou-o com tanta força
que passou a ser respeitado,
ficou tão mocado com a vitória,
a histeria fora tanta
que se virou contra uma faca
e foi conhecer Florbela Espanca.
fraquinho e incapaz
de enfrentar situações más
apenas queria paz.
Era calado e tinha postura de cocado,
qualquer um metia-se com ele
todos lhe encostavam a roupa ao pêlo
até ao dia em que se virou
contra um pseudo-ganster
e espancou-o com tanta força
que passou a ser respeitado,
ficou tão mocado com a vitória,
a histeria fora tanta
que se virou contra uma faca
e foi conhecer Florbela Espanca.
Pátria Fraqueja
Choro, ó minha Pátria,
choro o nosso Povo.
Que outrora fora rei com o mundo
e hoje está num declínio profundo.
De ignorantes nos fizeram
achar-mo-nos grandes.
Teve, o nosso triste Tejo, a premonição
da desgraça da entrega do nosso Povo à escravidão.
Mas acha-mo-nos inteligentes,
mas acha-mo-nos livres,
mas preguiçosamente desfazemos frentes
que tão orgulhosamente inspiraram livros.
Ó Povo, meu Povo,
que lágrimas te hei-de chorar?
Se quando te exalto
queres-me calar.
Continuamos analfabetos
iludidos do mar alto,
pois não se conhecem,
se à memória
se não conhece a nossa História.
O Tejo implica
as lágrimas dos marinheiros
cujos corpos estão
enterrados no esquecimento
que sem voz se complica
a escrita da nossa Nação.
Adivinhaste, Tejo,
que, por quantas palavras choraste,
nenhuma conquista veio para ficar
senão somente a escuridão no profundo mar
com que abrigaste a rotina
que ao turista se vai lembrar.
Já não te conheço, país,
mas sei onde ficas
e mais os restos
de conversa que o político diz.
Abandonámos D.Sebastião,
ao vendermos a nossa Pátria e Nação
para sermos tratados por País
na cobiça da globalização
engolidos pelas suas acções vis.
choro o nosso Povo.
Que outrora fora rei com o mundo
e hoje está num declínio profundo.
De ignorantes nos fizeram
achar-mo-nos grandes.
Teve, o nosso triste Tejo, a premonição
da desgraça da entrega do nosso Povo à escravidão.
Mas acha-mo-nos inteligentes,
mas acha-mo-nos livres,
mas preguiçosamente desfazemos frentes
que tão orgulhosamente inspiraram livros.
Ó Povo, meu Povo,
que lágrimas te hei-de chorar?
Se quando te exalto
queres-me calar.
Continuamos analfabetos
iludidos do mar alto,
pois não se conhecem,
se à memória
se não conhece a nossa História.
O Tejo implica
as lágrimas dos marinheiros
cujos corpos estão
enterrados no esquecimento
que sem voz se complica
a escrita da nossa Nação.
Adivinhaste, Tejo,
que, por quantas palavras choraste,
nenhuma conquista veio para ficar
senão somente a escuridão no profundo mar
com que abrigaste a rotina
que ao turista se vai lembrar.
Já não te conheço, país,
mas sei onde ficas
e mais os restos
de conversa que o político diz.
Abandonámos D.Sebastião,
ao vendermos a nossa Pátria e Nação
para sermos tratados por País
na cobiça da globalização
engolidos pelas suas acções vis.
terça-feira, 13 de março de 2012
Roupas d'Alma
Visto um casaco grande e forte
para esconder o que sinto falta
mesmo assim não escapo à má sorte
quando me encontro no meio da malta.
Para não me lembrar uso um gorro,
mas o tempo está a passar para ver se morro
e eu não quero andar
porque a felicidade nunca há-de chegar.
Ponho uns óculos para não chorar
porque a dor é tanta
e as lágrimas começam a fraquejar
e toda a gente se espanta.
E fazem perguntas sem parar
e puxam assuntos que eu não quero pensar
mas as memórias não me deixam sorrir
e eu escondo-me sem conseguir fugir.
Calço um par de sapatos
para conseguir andar direito
mas depois de uns desacatos
abraço e encolho com o meu peito.
para esconder o que sinto falta
mesmo assim não escapo à má sorte
quando me encontro no meio da malta.
Para não me lembrar uso um gorro,
mas o tempo está a passar para ver se morro
e eu não quero andar
porque a felicidade nunca há-de chegar.
Ponho uns óculos para não chorar
porque a dor é tanta
e as lágrimas começam a fraquejar
e toda a gente se espanta.
E fazem perguntas sem parar
e puxam assuntos que eu não quero pensar
mas as memórias não me deixam sorrir
e eu escondo-me sem conseguir fugir.
Calço um par de sapatos
para conseguir andar direito
mas depois de uns desacatos
abraço e encolho com o meu peito.
segunda-feira, 12 de março de 2012
Na estrada passa um comboio
que vagueia no paredão
à espera de algo,
talvez de ondas
ou de um pôr-de-sol perfeito,
um comboio que vai e volta,
sem saber para onde ir
passa, devagar ou depressa,
para a frente, para trás,
para a esquerda, para a direita,
um comboio sem direcçao perfeita,
vai e volta como um ciclo de uma ceita...
que vagueia no paredão
à espera de algo,
talvez de ondas
ou de um pôr-de-sol perfeito,
um comboio que vai e volta,
sem saber para onde ir
passa, devagar ou depressa,
para a frente, para trás,
para a esquerda, para a direita,
um comboio sem direcçao perfeita,
vai e volta como um ciclo de uma ceita...
domingo, 11 de março de 2012
Nos meus dedos estão os oprimidos
que outrora ousaram construir torre de Babel,
toda a vossa desgraça
está profetizada no meu papel.
A tinta que gasto são as feridas
com que deito heróis por terra,
por cada palavra que escrevo
crio nas vossas vidas uma nova guerra,
por cada ponto final
dito o fim das vossas vidas,
por cada ponto de exclamação
abraço uma nova catástrofe
da qual vocês não têm explicação,
no meu quarto fabricam-se
histórias macabras, insanas,
que fazem das vossas almas desumanas,
eu dou-vos um bocado de inteligência
para vos ver matar por poder
para fazerem o resto do mundo sofrer
e no final, quando morrerem,
vão-me conhecer,
e quando se aperceberem
vão sentir da minha força,
da minha frustração, da minha ira,
e vou-me rir da vossa desgraça
de toda a vossa vida ter sido
uma grande mentira!
que outrora ousaram construir torre de Babel,
toda a vossa desgraça
está profetizada no meu papel.
A tinta que gasto são as feridas
com que deito heróis por terra,
por cada palavra que escrevo
crio nas vossas vidas uma nova guerra,
por cada ponto final
dito o fim das vossas vidas,
por cada ponto de exclamação
abraço uma nova catástrofe
da qual vocês não têm explicação,
no meu quarto fabricam-se
histórias macabras, insanas,
que fazem das vossas almas desumanas,
eu dou-vos um bocado de inteligência
para vos ver matar por poder
para fazerem o resto do mundo sofrer
e no final, quando morrerem,
vão-me conhecer,
e quando se aperceberem
vão sentir da minha força,
da minha frustração, da minha ira,
e vou-me rir da vossa desgraça
de toda a vossa vida ter sido
uma grande mentira!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Rasgos No Caderno
Imaginei-te de longe,
um pesadelo fora
na realidade confusa
onde me encontro
sem me achar.
De facto, por cada acto
que sai de mim
pergunto-me se sou eu
ou consequência do que aconteceu.
É torturante quando sabemos
que o sub-consciente mente na sua percepção
e queremos do consciente o coração
mas nesta guerra solitária somos nós quem perdemos.
Criamos um passatempo por necessidade,
não pela carência mas pelo medo da sociedade,
entre as imitações, opiniões e o lazer
perdemos totalmente a nossa identidade,
passamos a ser mais uma marioneta
com tantas exigências esquecem-se
de que a morte é o único profeta.
É no início do fim ou no fim do início
quando já perdemos qualquer noção da realidade,
quando não nos apercebemos que não há nada de nós connosco,
quando o tempo conta-se em comboios que vão por vício,
tudo o que se repete em todo o lado torna-se verdade
e tudo o que não nos faz pensar é o nosso indiscutível encosto,
passamos a ser mais um entre muitos na vala comum
onde todo o mundo é da mesma cor, sem sabor e sem gosto.
A alma única perde-se dentro do seu próprio corpo
e o talento apodrece dentro do seu próprio ovo
porque a inteligência resume-se a um tanto faz,
festeja-se o que é bom e reclama-se das coisas más.
Mas há quem viva no razoável que é a vida reles,
eu torturo-me porque involuntariamente visto outras peles
e não consigo travar, será que devo falar ou calar?
"Olá o meu nome é anónimo
e eu dou-te a conhecer o meu heterónimo.
A cara verdadeira do meu marionetista é desfigurada,
ele vive nas sombras do universo,
talvez só de veres a minha atitude
julgas-me uma personagem rude
mas o meu criador é-me completamente adverso,
ele está a afogar-se em ódios de cadernos
nas suas linhas descrevem-se mil infernos,
nada de especial, ele cresceu entre três portões
e está a tentar divorciar-se das razões."
Vem, desconhecido, vem-me julgar, isso é tão normal
como a naturalidade com que julgo o mundo
julgar-me e atacar-me e sei que vejo mal
mas ainda continuo a sentir-me um moribundo.
As contas são de ser humano
e às contas do tempo não paro de me torturar
na dor de outros a quem devo amar,
poderia lutar, de facto, sei as razões e as soluções
mas fiquei frágil, cheio de rugas invisíveis
do esforço que fiz para sorrir,
agora estou fraco, já não aguento discussões tais
que me façam sofrer mais.
Apesar de tudo, tenho consciência que fugir e fingir
não existem em relação a estes fantasmas
porque eles comem-nos a vida, trincam-nos lentamente,
além disso, este é o século vinte e um,
não nos podemos falhar com este presente.
É tempo de deitar fora o que já morreu
e de entender o que fazer quando na minha vida
há mais que um protagonista (não sou só eu,
é também o sangue que o meu coração bombeia)
e se me for abaixo, que se foda,
alguém tem de estar acima desta merda toda,
alguém tem de empurrar o barco quando os ventos são desfavoráveis,
alguém tem de sacrificar a sua própria infelicidade
para contornar os problemas incontornáveis.
um pesadelo fora
na realidade confusa
onde me encontro
sem me achar.
De facto, por cada acto
que sai de mim
pergunto-me se sou eu
ou consequência do que aconteceu.
É torturante quando sabemos
que o sub-consciente mente na sua percepção
e queremos do consciente o coração
mas nesta guerra solitária somos nós quem perdemos.
Criamos um passatempo por necessidade,
não pela carência mas pelo medo da sociedade,
entre as imitações, opiniões e o lazer
perdemos totalmente a nossa identidade,
passamos a ser mais uma marioneta
com tantas exigências esquecem-se
de que a morte é o único profeta.
É no início do fim ou no fim do início
quando já perdemos qualquer noção da realidade,
quando não nos apercebemos que não há nada de nós connosco,
quando o tempo conta-se em comboios que vão por vício,
tudo o que se repete em todo o lado torna-se verdade
e tudo o que não nos faz pensar é o nosso indiscutível encosto,
passamos a ser mais um entre muitos na vala comum
onde todo o mundo é da mesma cor, sem sabor e sem gosto.
A alma única perde-se dentro do seu próprio corpo
e o talento apodrece dentro do seu próprio ovo
porque a inteligência resume-se a um tanto faz,
festeja-se o que é bom e reclama-se das coisas más.
Mas há quem viva no razoável que é a vida reles,
eu torturo-me porque involuntariamente visto outras peles
e não consigo travar, será que devo falar ou calar?
"Olá o meu nome é anónimo
e eu dou-te a conhecer o meu heterónimo.
A cara verdadeira do meu marionetista é desfigurada,
ele vive nas sombras do universo,
talvez só de veres a minha atitude
julgas-me uma personagem rude
mas o meu criador é-me completamente adverso,
ele está a afogar-se em ódios de cadernos
nas suas linhas descrevem-se mil infernos,
nada de especial, ele cresceu entre três portões
e está a tentar divorciar-se das razões."
Vem, desconhecido, vem-me julgar, isso é tão normal
como a naturalidade com que julgo o mundo
julgar-me e atacar-me e sei que vejo mal
mas ainda continuo a sentir-me um moribundo.
As contas são de ser humano
e às contas do tempo não paro de me torturar
na dor de outros a quem devo amar,
poderia lutar, de facto, sei as razões e as soluções
mas fiquei frágil, cheio de rugas invisíveis
do esforço que fiz para sorrir,
agora estou fraco, já não aguento discussões tais
que me façam sofrer mais.
Apesar de tudo, tenho consciência que fugir e fingir
não existem em relação a estes fantasmas
porque eles comem-nos a vida, trincam-nos lentamente,
além disso, este é o século vinte e um,
não nos podemos falhar com este presente.
É tempo de deitar fora o que já morreu
e de entender o que fazer quando na minha vida
há mais que um protagonista (não sou só eu,
é também o sangue que o meu coração bombeia)
e se me for abaixo, que se foda,
alguém tem de estar acima desta merda toda,
alguém tem de empurrar o barco quando os ventos são desfavoráveis,
alguém tem de sacrificar a sua própria infelicidade
para contornar os problemas incontornáveis.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Foder A Vida É Parir A Morte
O meu melhor amigo é perfeito
ele dá-me os parabéns em tudo o que faço,
mesmo que não o faça direito
ele aplaude sempre o meu fracasso.
Mesmo que eu seja palhaço,
tudo bem, ele gosta de mim,
vai comigo por aqui e além,
porque a verdade é que eu sou boa pessoa
mesmo que realmente não seja assim.
Porque eu sou um grande playboy
dou coro e conquisto qualquer fada,
pratico orgulhosamente a traição
enquanto não topo que ando a ser encornado
porque a minha namorada
gosta de ter mais do que um namorado.
Porque, tropas, eu sou da pior zona,
tenham cuidado, temam-me,
eu sou o vilão, eu roubo, eu espanco,
eu mato e já estive na prisão,
o que não contei é como matei o mano do meu bairro,
começou com uma discussão sobre um charro,
discussão puxa discussão e já eu tinha pistola na mão,
e ele disse: "Onde é que desencantaste essa merda?
Agora usas armas porque não aguentas uma guerra!
És grande playboy mas a tua dama já rodou o bairro inteiro,
dizes que és ganster mas todos te querem fora desta terra!
Falas muito mas na hora da verdade encolhes os colhões!"
e eu respondi-lhe: "Continuas a falar! Ainda cais tu primeiro!"
Ele veio contra mim e eu disparei sem razões,
com um tiro desfiz mil corações
e passei a ser totalmente respeitado
ninguém me falava, todos olhavam-me de lado.
Porque eu sou invencível,
abordei um magricelas
achando eu ser impossível responder-me,
perguntei-lhe as horas
e ele, sem demoras, partiu-me duas costelas,
mas só me venceu porque atacou mais cedo,
por isso continuem a ter medo.
Porque eu sou muito rico,
tenho dinheiro para nikes,
para saídas, noitadas e fumo muitos pipes,
através de extras como roubos
e muitas ganzas feitas.
Tem sido muito divertido viver,
a vida anda a fazer-me bicos
e eu tenho suspirado na boca dela
com satisfação desta vinda, a vida é bela,
eu estava quase a ter um orgasmo quando a vida parou,
e zangado reclamei: "O que estás a fazer!?",
três gajos tinham três caçadeiras
com três cartuchos apontadas a mim, sem eu me aperceber,
e disseram três palavras "Fizeste demasiadas asneiras.",
assustei-me e pensei que iria morrer,
olhei para eles e quando voltei-me para a vida
já se tinha transformado em morte, estava a sorrir,
e perguntou-me se ainda me queria vir,
desesperadamente tentei soltar-me mas não estava a conseguir,
não sei se isto é real ou a cabeça está toda fodida,
até os gajos começarem a disparar nas minhas costas
durante três minutos até me transformar em três bostas
E lá fiquei estendido no chão a apodrecer,
porque eu fui rei e ninguém quis saber.
ele dá-me os parabéns em tudo o que faço,
mesmo que não o faça direito
ele aplaude sempre o meu fracasso.
Mesmo que eu seja palhaço,
tudo bem, ele gosta de mim,
vai comigo por aqui e além,
porque a verdade é que eu sou boa pessoa
mesmo que realmente não seja assim.
Porque eu sou um grande playboy
dou coro e conquisto qualquer fada,
pratico orgulhosamente a traição
enquanto não topo que ando a ser encornado
porque a minha namorada
gosta de ter mais do que um namorado.
Porque, tropas, eu sou da pior zona,
tenham cuidado, temam-me,
eu sou o vilão, eu roubo, eu espanco,
eu mato e já estive na prisão,
o que não contei é como matei o mano do meu bairro,
começou com uma discussão sobre um charro,
discussão puxa discussão e já eu tinha pistola na mão,
e ele disse: "Onde é que desencantaste essa merda?
Agora usas armas porque não aguentas uma guerra!
És grande playboy mas a tua dama já rodou o bairro inteiro,
dizes que és ganster mas todos te querem fora desta terra!
Falas muito mas na hora da verdade encolhes os colhões!"
e eu respondi-lhe: "Continuas a falar! Ainda cais tu primeiro!"
Ele veio contra mim e eu disparei sem razões,
com um tiro desfiz mil corações
e passei a ser totalmente respeitado
ninguém me falava, todos olhavam-me de lado.
Porque eu sou invencível,
abordei um magricelas
achando eu ser impossível responder-me,
perguntei-lhe as horas
e ele, sem demoras, partiu-me duas costelas,
mas só me venceu porque atacou mais cedo,
por isso continuem a ter medo.
Porque eu sou muito rico,
tenho dinheiro para nikes,
para saídas, noitadas e fumo muitos pipes,
através de extras como roubos
e muitas ganzas feitas.
Tem sido muito divertido viver,
a vida anda a fazer-me bicos
e eu tenho suspirado na boca dela
com satisfação desta vinda, a vida é bela,
eu estava quase a ter um orgasmo quando a vida parou,
e zangado reclamei: "O que estás a fazer!?",
três gajos tinham três caçadeiras
com três cartuchos apontadas a mim, sem eu me aperceber,
e disseram três palavras "Fizeste demasiadas asneiras.",
assustei-me e pensei que iria morrer,
olhei para eles e quando voltei-me para a vida
já se tinha transformado em morte, estava a sorrir,
e perguntou-me se ainda me queria vir,
desesperadamente tentei soltar-me mas não estava a conseguir,
não sei se isto é real ou a cabeça está toda fodida,
até os gajos começarem a disparar nas minhas costas
durante três minutos até me transformar em três bostas
E lá fiquei estendido no chão a apodrecer,
porque eu fui rei e ninguém quis saber.
O sol a queimar à noite
é sonhar de olhos abertos
e se alcançar água na areia do deserto
prova então o erro do que é certo,
tornando a certeza incompleta
quando o coração aperta
a lutar para que tenha
o esforço uma barriga prenha
com vitória numa fotografia
para calar quem se opôs
com fofocas e histeria.
é sonhar de olhos abertos
e se alcançar água na areia do deserto
prova então o erro do que é certo,
tornando a certeza incompleta
quando o coração aperta
a lutar para que tenha
o esforço uma barriga prenha
com vitória numa fotografia
para calar quem se opôs
com fofocas e histeria.
terça-feira, 6 de março de 2012
Pátria, Nação, País e Pocilga
O que foi que não dissemos ao mundo?
Será que sou eu que sou louco
ou são eles, que louco me querem?
Será assim tão absurdo erguer-me
e gritar a quem não me quer ouvir
enquanto estão a dizer-me
que me estão a sentir?
Será assim tão patético espernear contra tudo e todos,
enquanto nos vendem um sonho de felicidade
que nunca haveremos de alcançar?
É assim tão pouco importante aonde trabalhar
desde que se consiga algum trabalho
para ter com que pôr os meus intestinos a funcionar,
desde que seja eu o bandalho
e tu estejas feliz a defecar
então tudo fica bem na nossa verdade.
Escravo nos escombros da cidade,
a limpar sapatos dos graxistas
que engraxam os sapatos dos oportunistas
que põem a brilhar os sapatos dos senhores materialistas,
que negoceiam sapatos com os senhores parlamentaristas,
que parleiam sapatos a seu gosto e batem palmas
e dão panos comerciais para o resto das almas
enquanto os meus pés feridos fedorentos
feios famintos falhados crescem e criam
nas honradas e benzidas terras dos tormentos,
desprezados e orgulhosos da Pátria saberiam
mas estão ocupados a improvisar uma sola de sapato
para não se esburacarem nesta espécie de quase chão
que os senhores, grandes doutores, dizem que é inacto
e nós abençoamos a sua opinião sem saber o fundamento,
sem inocentemente nos apercebemos que somos nós a razão,
mas desde que haja droga, sexo, vinho e muito contentamento,
quem precisará de comer sequer um pão?
Será que sou eu que sou louco
ou são eles, que louco me querem?
Será assim tão absurdo erguer-me
e gritar a quem não me quer ouvir
enquanto estão a dizer-me
que me estão a sentir?
Será assim tão patético espernear contra tudo e todos,
enquanto nos vendem um sonho de felicidade
que nunca haveremos de alcançar?
É assim tão pouco importante aonde trabalhar
desde que se consiga algum trabalho
para ter com que pôr os meus intestinos a funcionar,
desde que seja eu o bandalho
e tu estejas feliz a defecar
então tudo fica bem na nossa verdade.
Escravo nos escombros da cidade,
a limpar sapatos dos graxistas
que engraxam os sapatos dos oportunistas
que põem a brilhar os sapatos dos senhores materialistas,
que negoceiam sapatos com os senhores parlamentaristas,
que parleiam sapatos a seu gosto e batem palmas
e dão panos comerciais para o resto das almas
enquanto os meus pés feridos fedorentos
feios famintos falhados crescem e criam
nas honradas e benzidas terras dos tormentos,
desprezados e orgulhosos da Pátria saberiam
mas estão ocupados a improvisar uma sola de sapato
para não se esburacarem nesta espécie de quase chão
que os senhores, grandes doutores, dizem que é inacto
e nós abençoamos a sua opinião sem saber o fundamento,
sem inocentemente nos apercebemos que somos nós a razão,
mas desde que haja droga, sexo, vinho e muito contentamento,
quem precisará de comer sequer um pão?
sábado, 3 de março de 2012
Repudio tudo o que me ensinaste,
cuspo sobre tudo o que vivi,
trago nas minhas costas o peso do mundo,
se isto é o inferno então as chamas da minha mágoa
trazem o calor do sol à minha boca
e se é a desgraça que me espera,
então garanto-te que me vais ver em cada sombra,
em cada lágrima, em cada sorriso triste,
em cada grito, em cada choro,
e sem ninguém saber,
o meu nome vai ser aclamado
em cada ódio, em cada revolta.
Na mínima esperança que haja,
construir-se-á um mundo escondido,
um mundo amado e desprezado,
e nesse pequeno mundo,
verás soldados, verás a maior das guerras,
verás o sangue subvertido,
onde a morte mata por pena...
e aí, sentirás nos teus ossos
as almas nascidas e criadas pela desgraça,
chorarás por cada campa de porcos
onde nos deram de comer,
desconfiarás do que vês,
desacreditarás nas tuas crenças,
chorarás sobre a tua ignorância,
vomitarás, de nojo, o teu próprio coração,
quererás arrancar a tua língua
sobre os julgamentos com que fizeste sexo,
e morrerás louco, mergulhado na vergonha
de teres vivido no céu sem teres vindo à terra.
cuspo sobre tudo o que vivi,
trago nas minhas costas o peso do mundo,
se isto é o inferno então as chamas da minha mágoa
trazem o calor do sol à minha boca
e se é a desgraça que me espera,
então garanto-te que me vais ver em cada sombra,
em cada lágrima, em cada sorriso triste,
em cada grito, em cada choro,
e sem ninguém saber,
o meu nome vai ser aclamado
em cada ódio, em cada revolta.
Na mínima esperança que haja,
construir-se-á um mundo escondido,
um mundo amado e desprezado,
e nesse pequeno mundo,
verás soldados, verás a maior das guerras,
verás o sangue subvertido,
onde a morte mata por pena...
e aí, sentirás nos teus ossos
as almas nascidas e criadas pela desgraça,
chorarás por cada campa de porcos
onde nos deram de comer,
desconfiarás do que vês,
desacreditarás nas tuas crenças,
chorarás sobre a tua ignorância,
vomitarás, de nojo, o teu próprio coração,
quererás arrancar a tua língua
sobre os julgamentos com que fizeste sexo,
e morrerás louco, mergulhado na vergonha
de teres vivido no céu sem teres vindo à terra.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Estou farto de vos ver e ouvir falar da humildade
como se fosse característica de santos e divinos!
Vocês sabem lá o que é ser humilde!
Honras!? Prémios!? Melhor pessoa do mundo!?
Seus cães! Eu digo-vos o que é ser humilde!
Ser humilde é ser traidor!
É trair a vida e todos aqueles que nos amam!
É rir na cara dos que nos amam!
É cortar a nossa própria garganta
quando somos aplaudidos!
É ser escravo dos que amamos!
Não falem de humildade suas galinhas secas!
Ser humilde!? Ser humilde é deixar-mo-nos morrer,
morrer lenta e dolorosamente
prevendo as inesperadas desgraças
e mais aquelas que nunca irão acontecer!
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Volta para mim por favor...
quem foste nas minhas recordações
obriga-me a fugir do teu real por entre ilusões
acabando sempre por chocar contra a inevitável dor.
E como uma criança que chora a morte dos pais,
eu falho, eu fracasso, caio e deixo-me ficar
de olhar vazio no meio da confusão dos tempos
e das horas, a sangrar...
não sei se da queda, se do coração,
e espero, eternamente espero o teu regresso...
o meu corpo envelhece e morre
e o minha alma continua à espera,
à espera sem fim do fim da tua loucura
para que a minha possa finalmente começar...
quem foste nas minhas recordações
obriga-me a fugir do teu real por entre ilusões
acabando sempre por chocar contra a inevitável dor.
E como uma criança que chora a morte dos pais,
eu falho, eu fracasso, caio e deixo-me ficar
de olhar vazio no meio da confusão dos tempos
e das horas, a sangrar...
não sei se da queda, se do coração,
e espero, eternamente espero o teu regresso...
o meu corpo envelhece e morre
e o minha alma continua à espera,
à espera sem fim do fim da tua loucura
para que a minha possa finalmente começar...
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Sou um sonho incompleto
que a Natureza pariu,
um quadro talvez incerto
se ninguém me viu.
Sou um destino sem fim
com mãos cheias de ar,
de peito encolhido
sem braços para abraçar.
Sou um poema que escrevi,
sou vazio... sou cheio...
perdido no que vivi.
Sou uma paixão vazia
de um sorriso pesado.
Pesado pelas rugas tristes
de um passado.
Sou um passado no presente
e vivo vivendo ausente.
que a Natureza pariu,
um quadro talvez incerto
se ninguém me viu.
Sou um destino sem fim
com mãos cheias de ar,
de peito encolhido
sem braços para abraçar.
Sou um poema que escrevi,
sou vazio... sou cheio...
perdido no que vivi.
Sou uma paixão vazia
de um sorriso pesado.
Pesado pelas rugas tristes
de um passado.
Sou um passado no presente
e vivo vivendo ausente.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Somos nós Pátria, teus servos,
os culpados. Não sei o que viveste
minha velha Pátria mas escorres
no meu sangue. Minha Pátria,
como eu olho pela janela
chocado, magoado,
enquanto morres,
mas tenho esperança,
acredito, as minhas veias
contam as histórias
que estão para acontecer,
mas não estamos sós,
quero ver,
quando for a nossa vez,
se a Humanidade existe
ou é só um preconceito
sem porquês...
os culpados. Não sei o que viveste
minha velha Pátria mas escorres
no meu sangue. Minha Pátria,
como eu olho pela janela
chocado, magoado,
enquanto morres,
mas tenho esperança,
acredito, as minhas veias
contam as histórias
que estão para acontecer,
mas não estamos sós,
quero ver,
quando for a nossa vez,
se a Humanidade existe
ou é só um preconceito
sem porquês...
Amor
Quero encontrar-te
mas esqueci-me
aonde é que te perdi
e esforço-me
na procura,
mas tudo o que vem
vem vazio...
vazio... impalpável... invisível...
escapando-se das minhas mãos
como se alguma vez lhe tivesse tocado...
mas esqueci-me
aonde é que te perdi
e esforço-me
na procura,
mas tudo o que vem
vem vazio...
vazio... impalpável... invisível...
escapando-se das minhas mãos
como se alguma vez lhe tivesse tocado...
Ando numa rotunda,
ao contrário do tempo
para desfazê-lo já que não posso fugir,
além disso não sei por onde sair,
há tantos sinais de perigo em todo o lado,
mas também não posso ficar quieto,
tenho de me agarrar a algo,
às migalhas da desgraça,
às pegadas rotineiras...
quem me dera voar
mas sou humano...
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