A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.
A minha inocência foi esta:
Francisco Sarmento
Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Ofensiva Feminina
Ele acreditou, ele lutou,
mas não sabia ele que era ilusão,
uma mentira proposta ao coração,
ela não pensou, e no final foi ele quem se magoou.
Magoado, triste, desacreditado,
traído, aldrabado, coração defraudado,
algo que o fez brilhar
hoje é o motivo para chorar.
O que foi amor-próprio
tornou-se ódio de estimação,
amar é mentira, só o sexo é a razão
da existência de qualquer relação.
Maldita rapariga, fê-lo assim,
um rapaz honesto, apaixonado,
viril, transformou-se em fútil,
inútil para ser namorado,
ilude as raparigas, rapaz vil,
fingindo ser príncipe encantado
e magoa, magoa-as todas,
metendo-se em relações
para as destruir,
e quando elas dizem amá-lo
ele começa-se a rir
dizendo que nunca
lhes prometeu nada,
e o mundo desaba,
é por ele que uma relação longa acaba
e uma semana depois ele caga,
desprezando-as como objectos
de usar e deitar fora,
é o amor que ele decora
sem nunca sentir afectos ou acreditar,
porque houve um dia
que ele prometeu nunca mais chorar.
mas não sabia ele que era ilusão,
uma mentira proposta ao coração,
ela não pensou, e no final foi ele quem se magoou.
Magoado, triste, desacreditado,
traído, aldrabado, coração defraudado,
algo que o fez brilhar
hoje é o motivo para chorar.
O que foi amor-próprio
tornou-se ódio de estimação,
amar é mentira, só o sexo é a razão
da existência de qualquer relação.
Maldita rapariga, fê-lo assim,
um rapaz honesto, apaixonado,
viril, transformou-se em fútil,
inútil para ser namorado,
ilude as raparigas, rapaz vil,
fingindo ser príncipe encantado
e magoa, magoa-as todas,
metendo-se em relações
para as destruir,
e quando elas dizem amá-lo
ele começa-se a rir
dizendo que nunca
lhes prometeu nada,
e o mundo desaba,
é por ele que uma relação longa acaba
e uma semana depois ele caga,
desprezando-as como objectos
de usar e deitar fora,
é o amor que ele decora
sem nunca sentir afectos ou acreditar,
porque houve um dia
que ele prometeu nunca mais chorar.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Começo a aperceber-me que a, digamos próxima geração, é a geração do histerismo, do grito histérico do querer ser, e ser livre, mas não estão ensinados que para conquistar a liberdade têm de ter honestidade no ser, honestidade para com eles próprios. Com isto quero dizer que entre o ser e o ter há a diferença da imortalidade. E aqueles que gritam histericamente a liberdade ao mundo, estão no fundo a gritar para eles próprios porque não se conseguem libertar deles próprios, porque se incomodam no facto de serem vazios, daí vestir o parecer. Daí importância da aparência, de aparentar. Estou no caminho certo do meu raciocínio?
À Nossa Geração
Gritam histericamente a liberdade
e sangram as cordas vocais por nada,
porque gritam liberdade mas não há honestidade,
e quem fala verdade não precisa da sua voz aumentada,
nem necessita de afirmação porque afirmou para si,
para seu próprio entendimento, calmamente,
chegando mais longe no pensamento,
consequentemente, mais livre.
Gritam histericamente os que não estão em paz,
nem encontram harmonia,
os espelhos estilhaçam a visão
de um homem só fugindo da solidão.
e sangram as cordas vocais por nada,
porque gritam liberdade mas não há honestidade,
e quem fala verdade não precisa da sua voz aumentada,
nem necessita de afirmação porque afirmou para si,
para seu próprio entendimento, calmamente,
chegando mais longe no pensamento,
consequentemente, mais livre.
Gritam histericamente os que não estão em paz,
nem encontram harmonia,
os espelhos estilhaçam a visão
de um homem só fugindo da solidão.
Observação à Instrução Moral
Basicamente...
Sou basicamente vítima do mundo,
porque basicamente é tudo opressão,
mas lá no fundo, sou basicamente vítima de mim,
porque basicamente não me permiti libertar-me,
porque basicamente ensinaram-me a ser assim,
porque basicamente é essa a nossa cultura,
porque basicamente pensa-se demais no que está a mais,
porque basicamente passámos da aparência do conservadorismo
para passarmos basicamente para a aparência do histerismo,
porque basicamente é tudo aparência... aparentemente.
Porque aparentemente só sabemos ter,
porque aparentemente o ser está no parecer,
porque aparentemente não estamos sós
se formos basicamente iguais a quem usa a voz
para basicamente gritar histericamente a liberdade,
para gritar histericamente em roupas de grupos sem significado,
para gritar histericamente que também pertence à prateleira
para gritar histericamente que é amado e idolatrado
para gritar histericamente até rasgar as cordas vocais,
porque basicamente grita por nada
nesse nada que basicamente é,
porque aparentemente aparenta parecer,
daí ser histericamente vazio no seu ser
e sangrar as cordas vocais
porque o silêncio basicamente incomoda
porque basicamente convida o pensamento
que aparentemente leva a verdade,
o que sou basicamente nesta sociedade?
Basicamente...
Basicamente sou vítima do...
Basicamente é tudo da mente
ensinada a ser normalmente demente,
em modos, maneiras e formas
que formalmente encaixam bem
nesta sociedade formal,
mas será que alguém
se questionou se me encaixo bem ou mal,
numa sociedade que parece mas não tem moral?
Sou basicamente vítima do mundo,
porque basicamente é tudo opressão,
mas lá no fundo, sou basicamente vítima de mim,
porque basicamente não me permiti libertar-me,
porque basicamente ensinaram-me a ser assim,
porque basicamente é essa a nossa cultura,
porque basicamente pensa-se demais no que está a mais,
porque basicamente passámos da aparência do conservadorismo
para passarmos basicamente para a aparência do histerismo,
porque basicamente é tudo aparência... aparentemente.
Porque aparentemente só sabemos ter,
porque aparentemente o ser está no parecer,
porque aparentemente não estamos sós
se formos basicamente iguais a quem usa a voz
para basicamente gritar histericamente a liberdade,
para gritar histericamente em roupas de grupos sem significado,
para gritar histericamente que também pertence à prateleira
para gritar histericamente que é amado e idolatrado
para gritar histericamente até rasgar as cordas vocais,
porque basicamente grita por nada
nesse nada que basicamente é,
porque aparentemente aparenta parecer,
daí ser histericamente vazio no seu ser
e sangrar as cordas vocais
porque o silêncio basicamente incomoda
porque basicamente convida o pensamento
que aparentemente leva a verdade,
o que sou basicamente nesta sociedade?
Basicamente...
Basicamente sou vítima do...
Basicamente é tudo da mente
ensinada a ser normalmente demente,
em modos, maneiras e formas
que formalmente encaixam bem
nesta sociedade formal,
mas será que alguém
se questionou se me encaixo bem ou mal,
numa sociedade que parece mas não tem moral?
Crítica Mental
A libertinagem destes políticos é a nossa prisão,
vendem as nossas necessidades básicas
para apostarem no prazer da prostituição,
que liberdade temos se a nossa electricidade
pertence a outra Nação? Somos básicos.
Não, se fôssemos básicos não venderíamos
o que é básico, muito menos a um País ditatorial.
Calma, qual de nós é o patrocínio?
Somos patrocinados pela ditadura da China
ou é a nossa democracia que os patrocina?
O que realmente está declínio?
A mentalidade é directamente proporcional
à dívida nacional, negativa,
também devemos inteligência
mas somos democraticamente pela abstinência.
Somos democraticamente gente
que sabe falar abertamente
para o povo com muitas poucas palavras:
"Os políticos são todos iguais!",
e aí concordamos, e aí tu vais ao café,
o outro vai chular dinheiro aos pais
e amanhã continuamos no mesmo tripé,
sem perna nem pé, sem ponta que se lhe pegue,
mas na boa, vou rezando para que esta gente se enxergue.
vendem as nossas necessidades básicas
para apostarem no prazer da prostituição,
que liberdade temos se a nossa electricidade
pertence a outra Nação? Somos básicos.
Não, se fôssemos básicos não venderíamos
o que é básico, muito menos a um País ditatorial.
Calma, qual de nós é o patrocínio?
Somos patrocinados pela ditadura da China
ou é a nossa democracia que os patrocina?
O que realmente está declínio?
A mentalidade é directamente proporcional
à dívida nacional, negativa,
também devemos inteligência
mas somos democraticamente pela abstinência.
Somos democraticamente gente
que sabe falar abertamente
para o povo com muitas poucas palavras:
"Os políticos são todos iguais!",
e aí concordamos, e aí tu vais ao café,
o outro vai chular dinheiro aos pais
e amanhã continuamos no mesmo tripé,
sem perna nem pé, sem ponta que se lhe pegue,
mas na boa, vou rezando para que esta gente se enxergue.
Conversas Destrutivas
Não quero conversar contigo,
os teus ouvidos têm dentes caninos,
devoradores enraivecidos,
sem consciência de seres teu inimigo
envenenas as palavras
nessa incapacidade de distinguir
o acessório do essencial,
são inférteis as terras que lavras
nessa tentativa de me calar
com ofensas subliminares,
passeias em terras salgadas,
nada cresce nesses lugares
morrendo antes de nascer.
Entre nós há uma grande diferença,
tu queres ser, eu quero crescer.
Ser, já sou à nascença,
converso não para ter razão
mas para a construção,
é pensar em conjunto
mas a ti só queres ser,
não te interessa o assunto.
Toma uma pá e escava a tua cova,
pessoas como tu não são especiais,
são bastante previsíveis
nas suas atitudes maquinais,
deita-te no caixão e adormece para sempre,
ninguém dará falta, porque como tu,
há muita gente.
os teus ouvidos têm dentes caninos,
devoradores enraivecidos,
sem consciência de seres teu inimigo
envenenas as palavras
nessa incapacidade de distinguir
o acessório do essencial,
são inférteis as terras que lavras
nessa tentativa de me calar
com ofensas subliminares,
passeias em terras salgadas,
nada cresce nesses lugares
morrendo antes de nascer.
Entre nós há uma grande diferença,
tu queres ser, eu quero crescer.
Ser, já sou à nascença,
converso não para ter razão
mas para a construção,
é pensar em conjunto
mas a ti só queres ser,
não te interessa o assunto.
Toma uma pá e escava a tua cova,
pessoas como tu não são especiais,
são bastante previsíveis
nas suas atitudes maquinais,
deita-te no caixão e adormece para sempre,
ninguém dará falta, porque como tu,
há muita gente.
De bicicleta ando livremente por aí,
com a minha coluna às costas
espalhando música e marcando ritmo.
Faço uma paragem,
num banco qualquer em espaço aberto
sento-me, sorrio à paisagem,
enrolo um cigarro, baixo o som
para ouvir a relva, as árvores e o vento,
e escrevo.
Escrevo por me apetecer,
o mundo olha-me e continua,
eu olho o mundo e não o esqueço,
pintando-o com palavras,
dissolvendo-o na minha alma,
delineando-o pelo meu estado espiritual,
enfim, sendo o que mais me apraz,
fazendo tudo em gerúndio
pois é por gosto, numa boa,
sempre na minha paz.
com a minha coluna às costas
espalhando música e marcando ritmo.
Faço uma paragem,
num banco qualquer em espaço aberto
sento-me, sorrio à paisagem,
enrolo um cigarro, baixo o som
para ouvir a relva, as árvores e o vento,
e escrevo.
Escrevo por me apetecer,
o mundo olha-me e continua,
eu olho o mundo e não o esqueço,
pintando-o com palavras,
dissolvendo-o na minha alma,
delineando-o pelo meu estado espiritual,
enfim, sendo o que mais me apraz,
fazendo tudo em gerúndio
pois é por gosto, numa boa,
sempre na minha paz.
Insignificâncias
Esqueci-me de quem me esqueceu,
não tenho nada a ver contigo,
estou livre, não há pinga de sangue teu
a ser bombeado pelo meu coração,
já não te vejo quando não te vejo
e não me interessa ver-te quando te vejo.
Usei carvão para riscar as palavras
mas a marca delas tinha-se mantido,
arranquei essa página do meu livro
sem me ter fendido.
Páginas a mais não são da minha posse
nem influenciam a minha pose na vida,
porque se não será amanhã,
não é hoje que vou te conquistar,
prefiro acontecer a alguém
que realmente queira partilhar.
Hoje não estou, hoje não quero
o que não me quer, faca inexistente
não me fere porque me tornei sincero,
assumi a sua inexistência, por consequência,
as suas facadas são-me indiferente.
Porque não amamos quem não nos ama,
damos, mas não partilhamos porque não recebemos,
não recebemos, não temos...
porque calhau acende mas não possui chama.
não tenho nada a ver contigo,
estou livre, não há pinga de sangue teu
a ser bombeado pelo meu coração,
já não te vejo quando não te vejo
e não me interessa ver-te quando te vejo.
Usei carvão para riscar as palavras
mas a marca delas tinha-se mantido,
arranquei essa página do meu livro
sem me ter fendido.
Páginas a mais não são da minha posse
nem influenciam a minha pose na vida,
porque se não será amanhã,
não é hoje que vou te conquistar,
prefiro acontecer a alguém
que realmente queira partilhar.
Hoje não estou, hoje não quero
o que não me quer, faca inexistente
não me fere porque me tornei sincero,
assumi a sua inexistência, por consequência,
as suas facadas são-me indiferente.
Porque não amamos quem não nos ama,
damos, mas não partilhamos porque não recebemos,
não recebemos, não temos...
porque calhau acende mas não possui chama.
domingo, 21 de abril de 2013
Os nossos destinos foram descruzados,
separados pelas nossas condições...
e eu lutaria, garanto-te que lutaria,
não fiz, pois foram essas as tuas razões
de tudo o que não aconteceu,
tudo o que eu quis...
Agora vejo-te vaguear,
o tempo passa e só te estás a desgraçar,
enquanto te vejo prevejo
a tua queda, e afunda-me o coração
testemunhar isso, por isso vou
com a última razão...
separados pelas nossas condições...
e eu lutaria, garanto-te que lutaria,
não fiz, pois foram essas as tuas razões
de tudo o que não aconteceu,
tudo o que eu quis...
Agora vejo-te vaguear,
o tempo passa e só te estás a desgraçar,
enquanto te vejo prevejo
a tua queda, e afunda-me o coração
testemunhar isso, por isso vou
com a última razão...
sábado, 20 de abril de 2013
Agora que posso correr,
corro livremente,
sem destino,
com destino é destino
mas vou mesma,
com ou sem gente.
Norte, Sul, Este, Oeste,
isso é tudo para a frente,
independência mental conquistei-a,
não foste tu que me deste,
nem me ensinaste,
sou quem sou felizmente,
não sou a frustração do que tu quiseste.
Corro, devagar, para lavar as vistas,
não por ninguém, ninguém me pára,
a não ser que alguém pare comigo,
e pararei, mas só se for amigo,
então aproveito para descansar.
Continuarei a correr, devagar,
sem pressa, espalhando música
e um sorriso de prazer.
corro livremente,
sem destino,
com destino é destino
mas vou mesma,
com ou sem gente.
Norte, Sul, Este, Oeste,
isso é tudo para a frente,
independência mental conquistei-a,
não foste tu que me deste,
nem me ensinaste,
sou quem sou felizmente,
não sou a frustração do que tu quiseste.
Corro, devagar, para lavar as vistas,
não por ninguém, ninguém me pára,
a não ser que alguém pare comigo,
e pararei, mas só se for amigo,
então aproveito para descansar.
Continuarei a correr, devagar,
sem pressa, espalhando música
e um sorriso de prazer.
Não estás a lutar
quando pensas em mim,
acredita, também já estive no teu lugar
e apesar de não sentires, isso tem fim.
Eu fui, eu segui em frente,
tu também deves seguir,
porque não estou no teu coração
apenas na tua mente,
e ambos não estamos a sorrir
como te sorri essa ilusão.
Começa por me esquecer,
parar de pensar, de te perguntares,
não é a mim que tens de agradar.
Tens de perceber, essa pessoa,
que queres amar, não existe,
porque não te amo,
sei que te magoa, mas só uma vez,
assim não há ilusões nem desilusão.
A realidade só é dura
quando não se encontra o que se procura,
mas será que é mim que procuras?
Tu só me imaginas, não me conheces,
amor puramente platónico,
toma controlo sobre ti
e deixa-te de preces.
Não percas tempo com porquês,
só o desperdiças enquanto oportunidades
a passam por ti e tu não vês.
E ficarias melhor servida, acredita.
quando pensas em mim,
acredita, também já estive no teu lugar
e apesar de não sentires, isso tem fim.
Eu fui, eu segui em frente,
tu também deves seguir,
porque não estou no teu coração
apenas na tua mente,
e ambos não estamos a sorrir
como te sorri essa ilusão.
Começa por me esquecer,
parar de pensar, de te perguntares,
não é a mim que tens de agradar.
Tens de perceber, essa pessoa,
que queres amar, não existe,
porque não te amo,
sei que te magoa, mas só uma vez,
assim não há ilusões nem desilusão.
A realidade só é dura
quando não se encontra o que se procura,
mas será que é mim que procuras?
Tu só me imaginas, não me conheces,
amor puramente platónico,
toma controlo sobre ti
e deixa-te de preces.
Não percas tempo com porquês,
só o desperdiças enquanto oportunidades
a passam por ti e tu não vês.
E ficarias melhor servida, acredita.
Feitios Estancados
Nada se destrói,
tudo se transforma.
Está feito o teu feitio,
afirmas impossível mudar
pois seria ser outra pessoa,
ou outra justificação
é porque és assim
e quem não gosta
não fica ao pé de ti.
Defendes-te
- palavra de guerra,
mas não é uma batalha,
é só uma questão de mudança
na instrução da tua elevação
para a tua visão se tornar maior
do que já alcança.
Vê se entendes que só te prendes,
achas-te livre ao teres essa escolha
mas só fazes com que a liberdade se encolha
porque não queres nem aprendes.
Seres maior é seres igual,
pois nesta co-existência mortal
são os outros que te elevam
amando-te pelo que és,
sendo tu quem és, és por ti.
E por ti, instrói-te,
porque tu és a tua vida,
e a tua vida a tua lição,
se a vida destrói-te
é sua causa a tua personalidade
em auto-corrosão.
E depois culpas a vida,
como se fosse outra pessoa,
chamando-lhe injusta,
mas foi esta a tua decisão.
Porque feitios estancados
são destinos traçados.
tudo se transforma.
Está feito o teu feitio,
afirmas impossível mudar
pois seria ser outra pessoa,
ou outra justificação
é porque és assim
e quem não gosta
não fica ao pé de ti.
Defendes-te
- palavra de guerra,
mas não é uma batalha,
é só uma questão de mudança
na instrução da tua elevação
para a tua visão se tornar maior
do que já alcança.
Vê se entendes que só te prendes,
achas-te livre ao teres essa escolha
mas só fazes com que a liberdade se encolha
porque não queres nem aprendes.
Seres maior é seres igual,
pois nesta co-existência mortal
são os outros que te elevam
amando-te pelo que és,
sendo tu quem és, és por ti.
E por ti, instrói-te,
porque tu és a tua vida,
e a tua vida a tua lição,
se a vida destrói-te
é sua causa a tua personalidade
em auto-corrosão.
E depois culpas a vida,
como se fosse outra pessoa,
chamando-lhe injusta,
mas foi esta a tua decisão.
Porque feitios estancados
são destinos traçados.
Momentos de Pura Amizade
Vamos rir o silêncio que nos faz sorrir,
porque ninguém quer falar para todos,
cada um fala para dentro estando atento
a quem será o primeiro a explodir.
E a história desenvolve-se em conjunto
dando mais vontade de rir sobre o assunto,
em cumplicidade sobre nenhum crime,
o silêncio intercala o desejo que não fala
mas se expressa em explodir o riso depressa.
Olhamo-nos já cansados e cheio de dores
de tanto rir sem fim, mas só dá vontade
de criar mais vontade de rir até chorar
e já temos alguém a implorar para parar.
Mas não dá, não dá,
porque rir é o melhor remédio
contra a tristeza, contra o tédio,
porque rir desmascara o que é sério.
porque ninguém quer falar para todos,
cada um fala para dentro estando atento
a quem será o primeiro a explodir.
E a história desenvolve-se em conjunto
dando mais vontade de rir sobre o assunto,
em cumplicidade sobre nenhum crime,
o silêncio intercala o desejo que não fala
mas se expressa em explodir o riso depressa.
Olhamo-nos já cansados e cheio de dores
de tanto rir sem fim, mas só dá vontade
de criar mais vontade de rir até chorar
e já temos alguém a implorar para parar.
Mas não dá, não dá,
porque rir é o melhor remédio
contra a tristeza, contra o tédio,
porque rir desmascara o que é sério.
Cachimbo da Paz
Hoje mantenho-me assim,
harmoniosamente pacífico,
tão pacificamente assim
que não me apetece expandir
a palavra assim...
Não estou aqui, estou só assim,
simplesmente assim,
poderiam-me descrever
pormenorizadamente as minhas humilhações,
passaria por mim como se eu não existisse,
ou não existem elas neste assim...
assim, sem princípios ou fins,
sem matéria física...
venham os inimigos, os rivais,
os malditos, os falsos,
hoje, sentar-me-ia na mesa
do inferno com eles todos
partilhando o meu cachimbo da paz...
ah... venha lá tudo que eu transformo em nada,
estou livre de responsabilidades,
livre de escolhas de possíveis erros,
porque estou assim,
muito bem assim...
Nada me ilumina
ou me abandona no escuro
porque não é luz que se trata,
venha o barulho ou o silêncio incomodativo,
nada disso chega ao meu cérebro,
não passa pelos meus ouvidos,
infiltrável....
a minha alma flutua,
dentro do meu corpo
há apenas a estufa do cachimbo da paz,
não há coração, nem cérebro nem sentidos...
ah... exclamação mais profundo
que qualquer orgasmo deste mundo,
não sou tudo, não sou nada,
nem um bocado, apenas assim,
tão simples, tão simplesmente fora de mim...
harmoniosamente pacífico,
tão pacificamente assim
que não me apetece expandir
a palavra assim...
Não estou aqui, estou só assim,
simplesmente assim,
poderiam-me descrever
pormenorizadamente as minhas humilhações,
passaria por mim como se eu não existisse,
ou não existem elas neste assim...
assim, sem princípios ou fins,
sem matéria física...
venham os inimigos, os rivais,
os malditos, os falsos,
hoje, sentar-me-ia na mesa
do inferno com eles todos
partilhando o meu cachimbo da paz...
ah... venha lá tudo que eu transformo em nada,
estou livre de responsabilidades,
livre de escolhas de possíveis erros,
porque estou assim,
muito bem assim...
Nada me ilumina
ou me abandona no escuro
porque não é luz que se trata,
venha o barulho ou o silêncio incomodativo,
nada disso chega ao meu cérebro,
não passa pelos meus ouvidos,
infiltrável....
a minha alma flutua,
dentro do meu corpo
há apenas a estufa do cachimbo da paz,
não há coração, nem cérebro nem sentidos...
ah... exclamação mais profundo
que qualquer orgasmo deste mundo,
não sou tudo, não sou nada,
nem um bocado, apenas assim,
tão simples, tão simplesmente fora de mim...
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Toda a arte universal liga-nos espiritualmente às condições básicas do ser humano, intensificando a co-existência entre o nosso mundo interior com o mundo exterior, descobrindo-nos iguais, enquanto humanos e mortais.
E o Teatro é o espelho da Vida, tudo o que se mexe e não se mexe faz parte dela. Quando digo espelho, digo ver um reflexo de mim ou do que vejo ao ver um espectáculo de Teatro. É o laboratório da existência humana. E por isso, uma ciência tanto para o actor como para o espectador. Não estou a dizer nada de novo, apenas para os que não sabem.
E o Teatro é o espelho da Vida, tudo o que se mexe e não se mexe faz parte dela. Quando digo espelho, digo ver um reflexo de mim ou do que vejo ao ver um espectáculo de Teatro. É o laboratório da existência humana. E por isso, uma ciência tanto para o actor como para o espectador. Não estou a dizer nada de novo, apenas para os que não sabem.
Nada a dizer,
tudo numa boa,
depois da limpeza à alma,
nada tenho a dizer.
Está uma boa tarde de sol,
um bom momento para passear
sem destino ouvindo música
sem usar auscultadores,
apenas andar, e ver pessoas,
e sentir a brisa que vagueia
no labirinto da cidade
misturando-se com o calor
do meu corpo.
E sentar num sítio qualquer,
observar e ouvir,
tudo o que a harmonia quiser.
e sentir a brisa que vagueia
no labirinto da cidade
misturando-se com o calor
do meu corpo.
E sentar num sítio qualquer,
observar e ouvir,
tudo o que a harmonia quiser.
Desabo Desabafos e Violas ao Luar
Pronto. É disto que quero falar.
Falar de fazeres sexo com um gajo sem personalidade.
Sou a desgraça de não ser muito confiante em mim mesmo
e tenho a trapalhice de uma criança persistente que não sabe o que faz,
é porque amo, e por amar não tenho paz,
mas sei sorrir com vontade e faço por isso,
porque a minha harmonia vive do meu sorriso.
Mas já fugi do assunto, fugi.
A sério... ao menos poderias escolher um ser humano,
não um rato. Esse monte de esterco que se deve gabar,
nas tuas costas, de te ter como se fosses um objecto.
Vamos falar dessa aberração.
Não sabe definir amor porque só se gaba da traição.
E por isso sou bem maior que ele.
Sou mais humano que ele.
Existo mais que ele.
Caga dinheiro mas não tem onde cair morto
porque as suas amizades estão todas traídas,
se é que podemos chamar amizades.
Só sabe falar de droga,
cérebro pequeno não alcança horizontes.
Esse animal não te quer, amanhã troca-te por outra vagina.
E se ao menos tivesses apaixonada por ele,
mas não estás...
Só sei amor,
do início ao fim da minha vida,
e por isso acompanha-me também alguma dor.
É por isto que escrevo, e nunca lerás.
Mas é um desabafo.
Estou magoado.
Um rato que só sabe comer ratas.
Um coiso sem nome que o dinheiro transformou em objecto.
Sei que tudo isto é uma espécie de ciúme,
seria ciúme se esse paspalho fosse humano
mas a humanidade dele perdeu-se.
Ele não te beija como eu sei beijar
porque não te tem amor,
ele não sabe possuir-te
porque despreza a tua alma.
Como podes pôr-te nua à frente dele?
Essa confiança e honestidade para alguém que não te quer...
Sim, porque ele não te quer, ele só se quer,
a ele próprio, bicho só.
Ele pode arrancar-te orgasmos,
mas não te arranca sorrisos honestos e reais.
Eu posso, porque sei.
E orgasmos, orgasmos virão e irão,
mas momentos intensos e apaixonantes não te irá ele dar.
Momentos que são lembrados sorrindo.
Momentos com finais felizes, porque no final
temos a saudade e satisfação de não termos desperdiçado.
Que tudo valeu a realidade que valeu,
que acreditamos que vale o que vale no momento
e no final transforma-se em certeza.
Até momentos com orgasmos espiritualmente orgásmicos.
Ele não sabe isto.
Ele não sabe nada da vida.
Não sabe viver.
E não me disponho a falar da sua última relação,
que se viu o que se viu, a gaja das incertezas,
ele nem soube segurar-lhe a mão.
Porque não sabe amar outra pessoa.
Porque não sabe o significado da vida.
Porque não sabe viver.
Porque ele só tem dinheiro.
Nada mais.
Não tem amigos verdadeiros.
Só tem o seu amor, amor falso,
porque é amor só, sozinho,
sem partilha, porque ele não se entrega
aos outros, e os outros não querem partilhar
com ele. Alma moribunda.
E sinto-me insultado, completamente esmagado,
porque sei como reages quando existo,
apesar de me teres negado,
só não sei qual é o porquê que tem resposta,
o porquê de tu reagires como reages quando surjo
mas não me amas, ou o porquê de negares
que me amas se reages como reages quando existo.
E estou quase certo que nunca saberei resposta
a nenhuma destas perguntas.
Porque também negaste ler a minha poesia.
Já disse tudo.
quinta-feira, 18 de abril de 2013
A vida é tão simples quanto isto: vivemos o tempo a pensar de um modo, logo, não estamos a viver esse mesmo tempo da nossa vida a pensar de outro modo, parece tão óbvio que me sinto estúpido a escrever isto. Mas será que estamos conscientes disto quando a vida não nos corre como queremos? Sem falar de preconceitos que nos prendem. Já estou tão cheio desta palavra que já me sinto um clássico a falar disto, mas, pelo menos em Portugal, os preconceitos também são um clássico.
Slogan de preconceito: afirmar antes de questionar o desconhecido.
Slogan de preconceito: afirmar antes de questionar o desconhecido.
À Porta Do Filho
Noutros tempos, quando eu era mais novo, havia sempre alguém que abria a porta de casa, e eu ficava atrás, à espera. Mais tarde, mais idade, ganhei o direito de ter eu uma chave e abrir a porta de casa sozinho, sem esperar por ninguém. Passei a ter um voto na minha casa, e também responsabilidade sobre ela. Mas às vezes não é fácil, às vezes erramos sem querer, ou erramos sem querer magoar alguém, umas vezes queremos trancar a porta pelo lado de dentro, revoltados ou tristes com o mundo exterior, outras temos vontade de trancar a porta do lado de fora deixando a chave na fechadura para fugir dos nossos problemas interiores e esquecê-los. Há momentos que temos de entregar a chave a quem confiamos para nos ajudarem a abrir a porta, porque as nossas mãos estão ocupadas ou a nossa mente deturpada. A chave é a nossa conquista da liberdade, mas o que nos iremos lembrar será da casa. E quem diz casa diz família, diz Pátria, diz a minha vida.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Não É Amor Mas Também Sabe Amar
Ela é minha felicidade,
dispõe-me inteira liberdade
de poder ser e estar,
no fundo viver,
tal e qual a minha poesia
me consegue libertar.
Amo-a em cumplicidade,
sem compromissos nem promessas
entre os nossos risos.
Sem preconceitos
num beijo sem amor
mas que sabe amar
e deseja abraçar.
Caminhamos juntos,
sem ciúmes ou discussão,
cruzados dois mundos
tecendo uma relação
sem sentimentos
mas com sentimentos profundos
e no fim continuamos amigos
porque só criámos bons momentos.
Momentos de partilha máxima.
Obrigado, amiga.
Tu não ouças o que eles dizem,
porque não é a tua vida que eles vivem,
eles não vêem o que tu vês
nem sentem a falta das respostas aos teus porquês.
Eles não questionam nem tentam perceber
para que lado está o lado errado da questão,
vão pela razão mas usam a imaginação,
porque há uma série de detalhes por descrever.
E não é fácil, na tentativa desse discurso
desistes a meio do percurso
porque não interessa explicar,
interessa é preencher esse lugar.
A vida é tua, és tu quem tem de lutar,
não sejas vencido a reclamar injustiça,
ou aquele que só aclama com preguiça,
sê lutador e reclama a vitória.
Mas cuidado, não sejas egocêntrico,
a vida somos todos, não tu no centro.
porque não é a tua vida que eles vivem,
eles não vêem o que tu vês
nem sentem a falta das respostas aos teus porquês.
Eles não questionam nem tentam perceber
para que lado está o lado errado da questão,
vão pela razão mas usam a imaginação,
porque há uma série de detalhes por descrever.
E não é fácil, na tentativa desse discurso
desistes a meio do percurso
porque não interessa explicar,
interessa é preencher esse lugar.
A vida é tua, és tu quem tem de lutar,
não sejas vencido a reclamar injustiça,
ou aquele que só aclama com preguiça,
sê lutador e reclama a vitória.
Mas cuidado, não sejas egocêntrico,
a vida somos todos, não tu no centro.
Sente Isto
Não me encontro.
Vivo à minha procura no Passado.
Vejo tudo escuro no meu Futuro
por estar ausente no Presente
porque me procuro no Passado.
E por isso não me encontro.
Quem procura não tenta encontrar,
procurar procura-se no lugar errado
sem nunca tentar um novo lugar.
Porque para se descobrir tem de se ir,
e para sentir temos de nos deixar levar.
Mas para que haja essa liberdade
há que haver a responsabilidade
de conheceres o teu próprio ser,
para saber estar com o teu coração
na tão difamada solidão,
porque se não consegues estar sozinho,
contigo próprio, de que te serve a educação
senão para esconder essa podridão?
Tornas-te uma farsa que se disfarça
pela ilusão do que os outros são,
e querem que sejas,
não te amam pelo que és
- egoístas que não partilham, não te amam.
Realmente os desejas?
Amar é sentir saudade,
e tu sentes falta de ser amado de verdade,
fazendo o que os outros querem
na total prostituição da desonestidade.
Vivo à minha procura no Passado.
Vejo tudo escuro no meu Futuro
por estar ausente no Presente
porque me procuro no Passado.
E por isso não me encontro.
Quem procura não tenta encontrar,
procurar procura-se no lugar errado
sem nunca tentar um novo lugar.
Porque para se descobrir tem de se ir,
e para sentir temos de nos deixar levar.
Mas para que haja essa liberdade
há que haver a responsabilidade
de conheceres o teu próprio ser,
para saber estar com o teu coração
na tão difamada solidão,
porque se não consegues estar sozinho,
contigo próprio, de que te serve a educação
senão para esconder essa podridão?
Tornas-te uma farsa que se disfarça
pela ilusão do que os outros são,
e querem que sejas,
não te amam pelo que és
- egoístas que não partilham, não te amam.
Realmente os desejas?
Amar é sentir saudade,
e tu sentes falta de ser amado de verdade,
fazendo o que os outros querem
na total prostituição da desonestidade.
A Vida (Reggie Style)
Mano, sorri calmamente,
com vontade e longamente,
porque a vida são dois dias
e sete mil noites de sonhos.
A vida é feita de partículas
de magias invisíveis,
são sensações inesquecíveis,
tão intensas, tão familiares e desconhecidas,
e não são objectos que as guardam,
são as almas, o nosso ser.
Somos nós, nossos seres, as nossas vidas
e tudo o que nela há-de aparecer.
A vida é conquistar a morte,
por isso sorri honestamente,
faz para que seja, sem rezar
no que te traz a sorte.
A vida é tudo e somos todos,
por isso ama, porque amar é partilhar
e não existe mais nada que seja partilha.
A vida não tem relógio, porque agora
será memória de outros tempos intemporais,
onde só o sol e a noite contam o tempo,
além disso não existe hora quando existe momento.
A vida não é um fim com finais,
é uma jornada de aventuras à descoberta,
livre por Natureza, sem esquemas,
tão livre no seu ser que planear
detalhadamente é criar problemas.
Vida. Amor é honestidade,
honestidade é liberdade concreta,
prova disso são os meus poemas.
com vontade e longamente,
porque a vida são dois dias
e sete mil noites de sonhos.
A vida é feita de partículas
de magias invisíveis,
são sensações inesquecíveis,
tão intensas, tão familiares e desconhecidas,
e não são objectos que as guardam,
são as almas, o nosso ser.
Somos nós, nossos seres, as nossas vidas
e tudo o que nela há-de aparecer.
A vida é conquistar a morte,
por isso sorri honestamente,
faz para que seja, sem rezar
no que te traz a sorte.
A vida é tudo e somos todos,
por isso ama, porque amar é partilhar
e não existe mais nada que seja partilha.
A vida não tem relógio, porque agora
será memória de outros tempos intemporais,
onde só o sol e a noite contam o tempo,
além disso não existe hora quando existe momento.
A vida não é um fim com finais,
é uma jornada de aventuras à descoberta,
livre por Natureza, sem esquemas,
tão livre no seu ser que planear
detalhadamente é criar problemas.
Vida. Amor é honestidade,
honestidade é liberdade concreta,
prova disso são os meus poemas.
domingo, 14 de abril de 2013
Nunca estive apaixonado por ti,
não és a pessoa que conheci,
não passas de uma pessoa reles,
um demónio entre peles,
que me enganou e iludiu.
Se eu soubesse... se ao menos pudesse...
realmente acreditei... vendi-me,
acreditei que fosses humana
mas afinal não passas de um objecto
sexual dessa gente ratazana.
Ainda me fazes continência
prometendo nada mais que amizade,
com ar ingénuo e inocente
tentas confundir a minha realidade.
Mas no entanto não queres nada,
e gozas, gozas, gozas,
quando tento apagar a chama
fazes questão que arda
prosas que ninguém declama,
só imaginação.
Porque não me deixas em paz?
Dizes nada de especial
mas no entanto não reages
como um tanto faz,
mas também não ages
para haver algo inicial.
E eu estou farto,
estou tão farto desse jogo demoníaco,
onde quero a minha partida,
mas quando o faço,
os teus olhos anseiam
uma promessa para a vida
sem que haja em ti espaço para mim.
sábado, 13 de abril de 2013
Fama
A fama firme não está no que se tem,
ou no que nos tem,
está em quem és ou no que se faz,
se és cobiçado, és atraiçoado
e esquecido quando descansares em paz.
Não és eterno, és um reles mortal,
uma piada do inferno
que mais uma vez acaba mal.
Acaba só, como tantos outros iludidos,
ignorantes na diferença entre serem amados
e serem ídolos vendidos.
Quem te idolatra?
Sacrificar-se-ia por ti?
Ou inveja apenas tua fama?
Pode te dar tudo agora, aqui,
mas encontrarás amor na sua cama?
Porque amanhã segue a sua vida
e terá mais que fazer
enquanto continuarás a tentar vencer
uma causa perdida.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Sim, porque não quero começar com não.
Sim, porque há mais vontade assim.
Sim, não porque sim mas sim por outra razão.
Sim, não por senões, mas por se sins.
Sim, porque se aprende, se errar,
ou por felicidade e comemorar.
Sim, para novos passos neste tempo que passa.
Sim, por consciência, para melhor.
Sim, uma porta aberta.
Sim, porque há mais vontade assim.
Sim, não porque sim mas sim por outra razão.
Sim, não por senões, mas por se sins.
Sim, porque se aprende, se errar,
ou por felicidade e comemorar.
Sim, para novos passos neste tempo que passa.
Sim, por consciência, para melhor.
Sim, uma porta aberta.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Não me esqueci,
trio de palavras infligidas
na pele dos meus olhos fechados
marcadas por lágrimas caídas.
Não é dor, é desilusão,
a dor é para quem ama
embora tenha amor próprio,
talvez seja ele a frustração.
Escrevo para te esquecer
e dizer o que tiver para dizer,
porque reages como esta folha,
indiferente a esta minha escolha.
Outrora foste razão do meu sorriso,
agora sorris e eu choro por isso,
nesse teu desprezo onde me vejo engolido
enquanto a superfície tem-me desiludido.
Agora, és tu que constróis
a tua fama entre cowboys
numa cama procurando heróis.
Só te estragas, miúda,
abusas da libertinagem...
trio de palavras infligidas
na pele dos meus olhos fechados
marcadas por lágrimas caídas.
Não é dor, é desilusão,
a dor é para quem ama
embora tenha amor próprio,
talvez seja ele a frustração.
Escrevo para te esquecer
e dizer o que tiver para dizer,
porque reages como esta folha,
indiferente a esta minha escolha.
Outrora foste razão do meu sorriso,
agora sorris e eu choro por isso,
nesse teu desprezo onde me vejo engolido
enquanto a superfície tem-me desiludido.
Agora, és tu que constróis
a tua fama entre cowboys
numa cama procurando heróis.
Só te estragas, miúda,
abusas da libertinagem...
domingo, 7 de abril de 2013
Palpites Do Coração
Se o meu coração andasse
cairia no primeiro passo,
pensasse antes de andar
mas só sabe palpitar.
Mas não é sobre isto que quero escrever,
só me apetece escrever que não esqueci,
tento e faço por isso, tento viver sem ti,
quero seguir em frente mas algo se está a prender.
O que me fizeste tu?
cairia no primeiro passo,
pensasse antes de andar
mas só sabe palpitar.
Mas não é sobre isto que quero escrever,
só me apetece escrever que não esqueci,
tento e faço por isso, tento viver sem ti,
quero seguir em frente mas algo se está a prender.
O que me fizeste tu?
sábado, 6 de abril de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
quinta-feira, 4 de abril de 2013
terça-feira, 2 de abril de 2013
Descobri
Vamos ganhar a guerra,
já muitos amigos se feriram,
porque eu fugi dessa terra,
fugi de mim, porque há uma voz que me diz assim:
Tu és uma vergonha,
ninguém te quer,
fugirás de onde estarás,
nunca estarás em paz,
nem sequer me vencerás,
até a tua morte tem pena,
deixa-a ela abraçar-te,
matará qualquer problema,
estará sempre aqui para amar-te.
Mas eu não preciso da morte
para me ajudar.
Por isso é que tentaste a sua sorte
três vezes e mesmo assim conseguiste falhar!
Não, porque pensei na pessoa que me estou a tornar.
Que pessoa? Tu és a definição de tentar,
porque só tentas, nunca consegues ganhar!
Isso é porque atrasei-me na adolescência
ao dar-me por falhado, mas agora é diferente.
É diferente? Onde? Continuas sozinho,
continuas com os mesmo pensamentos!
Mentira. Tenho sido vencido,
mas os erros têm me trazido conhecimentos.
Ai sim? Continuas na mesma! Burro da merda!
Sim, porque faz parte de mim,
não me integro numa sociedade fútil.
Tu falhas porque estou aqui,
porque ao contrário de ti, eu sou útil!
Ri, filho-da-puta, que eu mantenho-me puro.
Vê-se, quando estás sozinho no escuro.
Isso é porque procuro algo que eu não sei.
És rei! E satisfazes-te pela ilusão
em vez de fazeres-te à realidade!
Estou farto de magoar o coração,
se não existisses conseguia com mais facilidade.
Mas tu nem consegues mesmo sem a minha existência,
agora mesmo, sou tua influência!
Cala a boca, filho-da-puta, desaparece e vamos ver,
ganha corpo e veremos quem vai ser o primeiro a morrer!
Ah! Estás amaldiçoado! Eu sou teu espelho,
sou olhar de toda a gente, estou em todo o lado!
Posso não passar de um fedelho
mas quem manda em mim sou eu!
Ah! Para me matares tens de te matar,
esquece isso, deixa eu te mastigar!
Queres apostar, cabrão?
É tudo da mente, matei-te mais que uma vez,
porque pensas que há-de ser agora diferente?
Porque tu tens o ódio de todos os homens
centrado em mim, e não te apercebes que tais desordens
são em ti, mas não queres assumir,
que é contra ti que se está a insurgir,
o ódio não é contra mim, é contra ti,
porque eu sou o teu ódio!
Porque tu és o meu ódio
não assumido que me odeia,
e quanto mais raiva tenho ao meu ódio
mais a coisa fica feia.
Agora é que me apercebi.
Acho que me venci.
Foram precisos 655 poemas
para me aperceber do que me apercebi.
já muitos amigos se feriram,
porque eu fugi dessa terra,
fugi de mim, porque há uma voz que me diz assim:
Tu és uma vergonha,
ninguém te quer,
fugirás de onde estarás,
nunca estarás em paz,
nem sequer me vencerás,
até a tua morte tem pena,
deixa-a ela abraçar-te,
matará qualquer problema,
estará sempre aqui para amar-te.
Mas eu não preciso da morte
para me ajudar.
Por isso é que tentaste a sua sorte
três vezes e mesmo assim conseguiste falhar!
Não, porque pensei na pessoa que me estou a tornar.
Que pessoa? Tu és a definição de tentar,
porque só tentas, nunca consegues ganhar!
Isso é porque atrasei-me na adolescência
ao dar-me por falhado, mas agora é diferente.
É diferente? Onde? Continuas sozinho,
continuas com os mesmo pensamentos!
Mentira. Tenho sido vencido,
mas os erros têm me trazido conhecimentos.
Ai sim? Continuas na mesma! Burro da merda!
Sim, porque faz parte de mim,
não me integro numa sociedade fútil.
Tu falhas porque estou aqui,
porque ao contrário de ti, eu sou útil!
Ri, filho-da-puta, que eu mantenho-me puro.
Vê-se, quando estás sozinho no escuro.
Isso é porque procuro algo que eu não sei.
És rei! E satisfazes-te pela ilusão
em vez de fazeres-te à realidade!
Estou farto de magoar o coração,
se não existisses conseguia com mais facilidade.
Mas tu nem consegues mesmo sem a minha existência,
agora mesmo, sou tua influência!
Cala a boca, filho-da-puta, desaparece e vamos ver,
ganha corpo e veremos quem vai ser o primeiro a morrer!
Ah! Estás amaldiçoado! Eu sou teu espelho,
sou olhar de toda a gente, estou em todo o lado!
Posso não passar de um fedelho
mas quem manda em mim sou eu!
Ah! Para me matares tens de te matar,
esquece isso, deixa eu te mastigar!
Queres apostar, cabrão?
É tudo da mente, matei-te mais que uma vez,
porque pensas que há-de ser agora diferente?
Porque tu tens o ódio de todos os homens
centrado em mim, e não te apercebes que tais desordens
são em ti, mas não queres assumir,
que é contra ti que se está a insurgir,
o ódio não é contra mim, é contra ti,
porque eu sou o teu ódio!
Porque tu és o meu ódio
não assumido que me odeia,
e quanto mais raiva tenho ao meu ódio
mais a coisa fica feia.
Agora é que me apercebi.
Acho que me venci.
Foram precisos 655 poemas
para me aperceber do que me apercebi.
Calem-me essas vozes,
essa bocas sugam-me o sangue,
os seus olhares absorvem toda a minha luz,
é tudo da minha cabeça.
Tenho lutado contra elas,
mas estou demasiado envenenado
e tenho falhado em resistir
a pensar que o mal dessa gente
é o porquê de me estar a sorrir
e tento seguir em frente
mas a raiva tem-me consumido
e a vingança surge para me manter caído.
Tento e sou dono da minha cabeça,
tenho consciência embora nem sempre
estou consciente, ficando ciente
que é falso o que me passa na mente.
Amor, tragam-me amor,
para me acalmar.
essa bocas sugam-me o sangue,
os seus olhares absorvem toda a minha luz,
é tudo da minha cabeça.
Tenho lutado contra elas,
mas estou demasiado envenenado
e tenho falhado em resistir
a pensar que o mal dessa gente
é o porquê de me estar a sorrir
e tento seguir em frente
mas a raiva tem-me consumido
e a vingança surge para me manter caído.
Tento e sou dono da minha cabeça,
tenho consciência embora nem sempre
estou consciente, ficando ciente
que é falso o que me passa na mente.
Amor, tragam-me amor,
para me acalmar.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
É o teste do fogo que faz o verdadeiro aço,
o fogo que me testa é infernal e não fracasso,
embora às vezes se carbonize mais um pedaço de carne,
mas vou-me tornando mais rijo, insensível,
e não quero, não quero não conseguir dizer que te amo
e ser demasiado tarde, sendo impossível
chamar-te quando no meu olhar te chamo,
não quero ser a pessoa que não deu,
que sem amar alguém, que sem se amar, viveu,
ou antes sobreviveu, porque assim não se pode estar bem,
que por isso, se perdeu no meio de muitos,
corrompido no seu próprio laço
porque a desconfiança da partilha tomou os meus intuitos
sem sequer dar qualquer oportunidade
nem espaço para tal possibilidade,
e choro as minhas feridas para as lavar,
tentando desesperadamente desinfectar
mas o vírus vai-se apoderando,
alastrando-se até à minha visão,
tornando-me cego na escuridão
enquanto numa questão de quando
é que o meu coração vai bater cada vez menos
até morrer, ou antes, até a minha alma desaparecer
até não mais sermos.
o fogo que me testa é infernal e não fracasso,
embora às vezes se carbonize mais um pedaço de carne,
mas vou-me tornando mais rijo, insensível,
e não quero, não quero não conseguir dizer que te amo
e ser demasiado tarde, sendo impossível
chamar-te quando no meu olhar te chamo,
não quero ser a pessoa que não deu,
que sem amar alguém, que sem se amar, viveu,
ou antes sobreviveu, porque assim não se pode estar bem,
que por isso, se perdeu no meio de muitos,
corrompido no seu próprio laço
porque a desconfiança da partilha tomou os meus intuitos
sem sequer dar qualquer oportunidade
nem espaço para tal possibilidade,
e choro as minhas feridas para as lavar,
tentando desesperadamente desinfectar
mas o vírus vai-se apoderando,
alastrando-se até à minha visão,
tornando-me cego na escuridão
enquanto numa questão de quando
é que o meu coração vai bater cada vez menos
até morrer, ou antes, até a minha alma desaparecer
até não mais sermos.
domingo, 31 de março de 2013
É impossível ser possível,
se dou tudo, dou tudo errado,
se vou com tudo, vou errado,
não há possibilidade de ser,
sou barreira intransitável de mim mesmo,
contra-argumentação à razão.
Espero na esperança desesperada,
e conduzo em curvas sem atenção,
em velocidade descontrolada.
Sou acidente de reacção
do sonho entre a realidade com a ilusão,
impotente de ser melhor,
mesmo com a melhor intenção,
tentando voar, salto dum precipício
e vou em queda, sempre para pior.
E sinto que me engano,
porque também sou humano,
só me esqueço da facilidade
que é ser feliz, ou antes uma realidade
que anseio alcançar, fora do que mereço,
sem nunca saber se o seu preço
é de não merecer ou de não ser merecido.
Cada vez mais acredito na tinta
que espalho, enquanto me espalho
e faço figura de paspalho.
No final escrevo,
sem nunca saber se é a poesia que me serve
ou se sou eu que sou seu servo.
Sou nudez de um objecto
que procuras mas não vês
nessa tua falta de afecto,
que te torna infantil
ao procurares uma acção viril.
Mas tudo bem,
há sempre mais alguém
diferente, talvez mais à frente
do que és, mais evoluído
e mais parecido com o que queres ser,
por dias destes, a chuva cai,
e as janelas são fechadas,
mas há sempre alguém que sai
de costas voltadas.
É a metáfora da vida,
porque a água pode incomodar,
e a sua vinda pode ser mal recebida
se for caso para a alma se lavar.
que procuras mas não vês
nessa tua falta de afecto,
que te torna infantil
ao procurares uma acção viril.
Mas tudo bem,
há sempre mais alguém
diferente, talvez mais à frente
do que és, mais evoluído
e mais parecido com o que queres ser,
por dias destes, a chuva cai,
e as janelas são fechadas,
mas há sempre alguém que sai
de costas voltadas.
É a metáfora da vida,
porque a água pode incomodar,
e a sua vinda pode ser mal recebida
se for caso para a alma se lavar.
Desilusões e Curas
Corri atrás de uma ilusão
com os braços abertos,
certo de que estavas parada
à minha espera,
mas quanto mais corria para a frente
mais andava para trás,
como um tapete rolante
mais rápido que eu,
e tu, inanimada, afastando-te
enquanto me sorrias.
A vida tem as suas ironias,
e eu tenho certezas falidas.
Finalmente te alcancei,
antes soubesse o que agora sei,
porque quando fui para te abraçar,
desvaneceste, e os meus braços
trancaram-se no meu corpo,
abraçando-me, só.
O tempo avança,
e os sonhos vão morrendo,
no final mantém-se a esperança
do último sonho,
a poesia,
porque não sou traído
por mim mesmo.
Por cada poema que tenho escrito
o coração volta a bater,
os olhos a brilhar,
como uma fénix,
a minha alma renova
e mantenho o sorriso
neste final como prova.
Porque escrevi sem que ninguém me diga como fazer,
com regras, proibições, obrigações,
ou qualquer outro tipo de castrações,
porque escrevo para mim, para renascer.
com os braços abertos,
certo de que estavas parada
à minha espera,
mas quanto mais corria para a frente
mais andava para trás,
como um tapete rolante
mais rápido que eu,
e tu, inanimada, afastando-te
enquanto me sorrias.
A vida tem as suas ironias,
e eu tenho certezas falidas.
Finalmente te alcancei,
antes soubesse o que agora sei,
porque quando fui para te abraçar,
desvaneceste, e os meus braços
trancaram-se no meu corpo,
abraçando-me, só.
O tempo avança,
e os sonhos vão morrendo,
no final mantém-se a esperança
do último sonho,
a poesia,
porque não sou traído
por mim mesmo.
Por cada poema que tenho escrito
o coração volta a bater,
os olhos a brilhar,
como uma fénix,
a minha alma renova
e mantenho o sorriso
neste final como prova.
Porque escrevi sem que ninguém me diga como fazer,
com regras, proibições, obrigações,
ou qualquer outro tipo de castrações,
porque escrevo para mim, para renascer.
sábado, 30 de março de 2013
sabes tio, cada vez mais sinto que estas consequências todas têm origem numa só palavra: mentalidade. Mas já do tempo da monarquia, porque mudaram o regime, serviram ideais mas não mudaram a mentalidade do povo nem o serviram. Porque a ignorância vive de um ou poucos pastores, acho que o mesmo aconteceu com o início da democracia. Falam de números em vez de pessoas, falam de investimentos em vez da qualidade dos serviços estaduais, criticam preconceitos com preconceitos. ensina-nos o esqueleto da democracia na escola, como se fosse um fóssil encontrado, e não como um organismo. na primária, o lápis cor de rosa/beije é chamado cor-de-pele, em cascais, a amadora é anarquismo selvagem e absoluto sem remédio, uma pergunta que comece com "porquê" dirigida a um professor é recebida com outra pergunta "porque é que tu te chamas assim?". dizem que o primeiro-ministro enganou-se três anos, três vezes seguidas (se não estou em erro) mas não dizem que esses erros fazem uma mãe chorar à frente do filho de sete anos. Todos falam a palavra erro sobre o primeiro-ministro, mas um primeiro-ministro não erra, porque um primeiro-ministro tem um conjunto de elites a trabalhar para ele, porque um primeiro-ministro salva ou destrói vidas, mas não se fala disso porque os media são controlados pelas mafias que são mais parolas do que eu. Porque o primeiro-ministro não se enganou mas enganou-nos a todos. E já está provada a corrupção, começando pelas promessas e mentiras do Senhor Passos Coelho. Na Constituição que uma minoria lutou, podemos individualmente acusar esse cidadão, Passos Coelho, e assim se fez, mas o Ministério Público afirmou ser desfundamentado e arquivou. O artigo 21º Direito à Resistência, afirma que todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública. Mas se eu sentir-me no direito de resistir a um agente da polícia, mesmo tendo eu razão, vou para a esquadra na mesma à força por meio de vários agentes da polícia, e se não me souber defender politicamente, corro o risco de ser espancado lá, ou no mínimo humilhado, mas isto acontece porque se defende primeiro o orgulho e depois os cidadãos, isto acontece porque o salário de um agente da polícia faz os filhos dele passarem fome, e entre escolher uma vida honrada, ver os filhos passarem fome, arriscar a morte todos os dias, defender uma constituição corrupta que não desagrada a ninguém o suficiente para uma revolta séria e receber um salário por baixo da mesa como os colegas e conseguir alimentar os filhos, a segunda opção é humanamente mais solidária. E não censuro por isso. Numa ditadura, é fundamental que o povo passe fome, para que a inteligência se foque num pedaço de pão. Mas todos nos acomodámos. O orgulho português é o de ficar em Portugal enquanto são estúpidos o suficiente para pagarem os impostos ao Governo e assim darem razão ao Governo. A mim, tio, a pobreza e a miséria fez-me ver para lá das coisas, fez-me duvidar das histórias tão constantemente repetidas. E porque é anti-natural nascer para sofrer numa democracia, comecei-me a perguntar porquê, e das lágrimas de uma foz, foi subindo a montanha até descobrir a sua fonte, a sua origem. Ao fim e ao cabo, descobri que a vida humana é política, passou a ser política antes de vida, deixou de ser vida, ou de ter qualquer ideal que seja servidor de todos, mas antes tudo seria uma fantochada, uma ilusão capitalista fácil de desmantelar mas a ignorância não tem voz, ou se a tem, é isso só, uma voz, sem acção. E a voz que tenta espalhar-se é barrada por gente que vive uma fantasia egocentrica e/ou qu e sofre muito mas não o bastante para se revoltar. Porque na escola, não nos ensinam a ser originais, não nos ensinam a criar, não nos ensinam a instruir-nos, mas ensinam-nos o sistema, ensinam-nos a viver nos esgotos que nunca têm um fim, que andam sempre às voltas, que só os que reflectem chegam a um beco sem saída e olham para cima, para o céu e começam uma jornada de descoberta infinita. Ratos, não passamos de ratos, centrados no sexo, fantasiando sermos pavões, que por não encontrarmos o fim nos canos, achamo-nos não infinitos, mas imortais. Continuamos ratos, porque comemos merda, a merda que há nos esgotos, porque os que são maiores que nós, na superfície, cagam-nos em cima. Continuamos ratos, porque procuramos ratas em vez de mulheres. Ratos, feitos de pêlo e nada mais, sem interior, completamente vazios, e por isso procuram o físico, o físico do pêlo, o físico da rata, o físico da espelunca das lojas, o físico do ser, uma ilusão deste capitalismo que se desmancha facilmente porque não existe tal coisa, não existe o físico do ser, apenas o espiritual, e então como prostitutas abstractas, vendem-se ao comprar uma entrada num grupo qualquer social desfundamentada, que só tem o "como" diferente dos "como's" de outros grupos, mas todos têm o mesmo porquê: o físico cheio para substituir o vazio espiritual, e são trágicos, sem opinião própria sobre o mais pequeno tema, e são cómicos, porque a reclamação que fazem do sistema alimenta o sistema. E não existem amanhã, porque foram iguais, iguais como os FPS's de um jogo virtual, que torna os frames iguais por um frame, por isso não existem. Deixam de ser crianças, deixam de ser alguém, porque fizeram uma escolha sem sequer terem escolhido: serem ratos.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Gosto de ti,
meu encanto,
estando tu aqui
nunca desejei tanto,
e recebi mais do que quis,
és o tudo, tudo do meu ser feliz.
Minha loucura, a minha poesia procura
encontrar-se com a tua magia inimaginável,
tento e atento da tua inspiração,
mas quanto mais te beijo, mais te desejo,
é impensável....
Não sei o que quero mais,
vivo contigo e assim sigo
porque nós somos os tais,
inspiração dos demais.
Amo-te, há que inventar uma nova palavra
porque não há teoria tão forte como o nosso amor,
é que nem a morte mas essa só provoca pavor,
nós somos terra onde cada um de nós lavra.
É demasiada inteligência para o século em que estamos,
amor, façamos novas palavras...
meu encanto,
estando tu aqui
nunca desejei tanto,
e recebi mais do que quis,
és o tudo, tudo do meu ser feliz.
Minha loucura, a minha poesia procura
encontrar-se com a tua magia inimaginável,
tento e atento da tua inspiração,
mas quanto mais te beijo, mais te desejo,
é impensável....
Não sei o que quero mais,
vivo contigo e assim sigo
porque nós somos os tais,
inspiração dos demais.
Amo-te, há que inventar uma nova palavra
porque não há teoria tão forte como o nosso amor,
é que nem a morte mas essa só provoca pavor,
nós somos terra onde cada um de nós lavra.
É demasiada inteligência para o século em que estamos,
amor, façamos novas palavras...
Um beijo, uma paixão,
uma loucura sem razão
com uma pitada de desejo
sentida quando te vejo
e uma picada forte no coração.
Não sei mais ser
senão o que sou
quando sinto que te posso ter
e mais aquilo que te dou.
Porque paixão é sorriso
e amor é viver,
amo-te com paixão,
que mais te posso dizer?
Não há poesia que faça o que fiz,
estar contigo é ser feliz.
uma loucura sem razão
com uma pitada de desejo
sentida quando te vejo
e uma picada forte no coração.
Não sei mais ser
senão o que sou
quando sinto que te posso ter
e mais aquilo que te dou.
Porque paixão é sorriso
e amor é viver,
amo-te com paixão,
que mais te posso dizer?
Não há poesia que faça o que fiz,
estar contigo é ser feliz.
Rapariga, sabes que gosto, sabes que amo,
sabes que me encosto à vida e teimo
em lhe chamar vida como lhe chamo
quando sinto e posso amar o teu cheiro.
O teu sorriso provoca o meu,
o meu sorriso provoca o teu,
a nossa conversa sincera de improviso,
o nosso sorriso o nosso paraíso.
Tu e eu, aglomeração do amor,
vejo tudo diferente, na nossa mente
surge uma nova cor, um novo sabor
que se renova eternamente.
Rapariga, eu e tu, nós.
Mantém o olho aberto,
o ouvido alerta,
a boca fechada,
deixa-os falar,
deixa-os fazer,
eles vão apostar
e eu aposto que eles vão perder.
Palavras correm o mundo
o planeta é redondo,
dão a volta e voltam,
no fundo, elas se revoltam
e viram-se contra o monge.
Cuidado, más intenções
encontram mil razões
para criticar,
más intenções, más pessoas,
desprezam opções e fazem escolhas
para o prazer e sem pensar.
Escória, andam às manadas
desde que tenho memória,
canibais e facadas,
é sempre a mesma história.
Nunca se amam,
é apenas o interesse,
solidões que andam
juntas pelo mesmo preço.
E vendem-se,
e vendem os amigos,
em menos de nada
tornam-se inimigos
numa grande cagada
para salvar os seus umbigos.
Não confies nem te fies
se ouvires alguém falar mal abertamente,
fecha os ouvidos e ainda mais a tua mente.
o ouvido alerta,
a boca fechada,
deixa-os falar,
deixa-os fazer,
eles vão apostar
e eu aposto que eles vão perder.
Palavras correm o mundo
o planeta é redondo,
dão a volta e voltam,
no fundo, elas se revoltam
e viram-se contra o monge.
Cuidado, más intenções
encontram mil razões
para criticar,
más intenções, más pessoas,
desprezam opções e fazem escolhas
para o prazer e sem pensar.
Escória, andam às manadas
desde que tenho memória,
canibais e facadas,
é sempre a mesma história.
Nunca se amam,
é apenas o interesse,
solidões que andam
juntas pelo mesmo preço.
E vendem-se,
e vendem os amigos,
em menos de nada
tornam-se inimigos
numa grande cagada
para salvar os seus umbigos.
Não confies nem te fies
se ouvires alguém falar mal abertamente,
fecha os ouvidos e ainda mais a tua mente.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Poesia da Vida
Este é o eco infinito,
uma memória presente
de uma lembrança ausente,
uma voz tornada mito.
Como uma brisa arrepiante,
arrepia-me a alma só de pensar em ti
e uma lágrima anseia ir avante
pela certeza de não te ter aqui.
Não soube, algures, viver a vida
nessa imensa paz
duma última despedida
que nem isso a morte me traz.
Morreu, e só consegui ir à janela,
o meu lar tornou-se pesado,
tornara-se irrespirável como uma cela
onde se pressente o final de algo.
Pela primeira vez conheci a vida
e o que ela nos dá e tira,
sou pobre, sou feliz,
porque dinheiro não me dá o que sempre quis.
São os amigos verdadeiros,
as mulheres que nos amam,
os desconhecidos que sorriem e se espantam
e os meus poemas inteiros.
É a Poesia da vida.
Da gente que chora e sorri honestamente,
que se entrega com amor sem pedir nada em troca,
que nós queremos e amamos verdadeiramente,
que com desprezo e desprezo o dinheiro se invoca,
porque é um dos meios, não um fim,
que sem prostituição, entregam-se a mim
com toda a verdade, e vivemos um momento,
sem haver ilusão, somos nós realidade
mesmo que vá com o tempo.
O dinheiro poderia vingar a minha vida,
poderia dar-me poder e prazer tocável infinito,
poderia comprar a admiração dos outros pelos objectos,
tanto poderia ser que haveria de ser passado esquecido
baseado em ilusões, no fundo nada seria certo
nem sequer o meu próprio afecto,
talvez me tornasse uma personalidade desinteressante
rodeado de gente interesseira agarrada à minha carteira
a alimentar a minha angústia constante.
Nasci a querer antes o amor da amizade,
que cria prazos às minhas tristezas,
que faz-me rir de verdade
e são momentos feitos de certezas,
são eles que me tornam mais forte
como comida para o organismo,
com eles não preciso da sorte
e isto é apenas um eufemismo
porque em questões de fatalidade
são eles que me ajudam a moldar
a minha própria personalidade,
antes que eu soubesse amar
já eles me amam,
conseguem-me interpretar
e nunca se cansam,
nunca desistem de me ver sorrir,
se eu chorar, eles sabem fazer-me rir,
e não tenho nada mais do que amor para lhes dar,
e nunca me sinto a mais porque é essa amizade
que eles querem, a que só tem verdade,
e eu não sei ter outro tipo de amigos
que se possa chamar amigos,
senão aqueles que me fizeram crescer,
viver, são meus abrigos,
unidos sem dimensão de espaço nem tempo,
a qualquer hora são bem-vindos
nas minhas mãos largas para os amar,
mãos sem dinheiro, têm espaço para os abraçar.
Quem tem dinheiro tem tudo,
menos o que é importante,
aquilo que a vida se baseia,
o amor real, certo e autónomo,
isso conquista-se pelo que somos,
e quem não é, vive um incómodo,
uma comichão que quanto mais se coça
mais se alastra pelo corpo,
que se disfarça fazendo troça,
porque a pergunta é:
quando estiver morto
alguém chora?
Alguém fará luto?
Outrora,
esse tornou-se dinheiro,
e o dinheiro vai,
e o dinheiro vem,
deixou de ser pessoa
para ser um investimento.
Na amizade, sou parte de um sentimento,
é partilhado, criando-se cumplicidade.
Tu tens carro, eu tenho pernas,
vais rápido, eu vou lento
e vou conhecendo
gente de outras terras,
vou lento, lentamente,
mas vou vivendo intensamente,
com gente que me vai aparecendo pela frente.
Porque a humildade faz-me honesto
e vou sorrindo honestamente,
porque o dinheiro não me faz falta,
o que me faz feliz é a minha poesia e a minha malta.
uma memória presente
de uma lembrança ausente,
uma voz tornada mito.
Como uma brisa arrepiante,
arrepia-me a alma só de pensar em ti
e uma lágrima anseia ir avante
pela certeza de não te ter aqui.
Não soube, algures, viver a vida
nessa imensa paz
duma última despedida
que nem isso a morte me traz.
Morreu, e só consegui ir à janela,
o meu lar tornou-se pesado,
tornara-se irrespirável como uma cela
onde se pressente o final de algo.
Pela primeira vez conheci a vida
e o que ela nos dá e tira,
sou pobre, sou feliz,
porque dinheiro não me dá o que sempre quis.
São os amigos verdadeiros,
as mulheres que nos amam,
os desconhecidos que sorriem e se espantam
e os meus poemas inteiros.
É a Poesia da vida.
Da gente que chora e sorri honestamente,
que se entrega com amor sem pedir nada em troca,
que nós queremos e amamos verdadeiramente,
que com desprezo e desprezo o dinheiro se invoca,
porque é um dos meios, não um fim,
que sem prostituição, entregam-se a mim
com toda a verdade, e vivemos um momento,
sem haver ilusão, somos nós realidade
mesmo que vá com o tempo.
O dinheiro poderia vingar a minha vida,
poderia dar-me poder e prazer tocável infinito,
poderia comprar a admiração dos outros pelos objectos,
tanto poderia ser que haveria de ser passado esquecido
baseado em ilusões, no fundo nada seria certo
nem sequer o meu próprio afecto,
talvez me tornasse uma personalidade desinteressante
rodeado de gente interesseira agarrada à minha carteira
a alimentar a minha angústia constante.
Nasci a querer antes o amor da amizade,
que cria prazos às minhas tristezas,
que faz-me rir de verdade
e são momentos feitos de certezas,
são eles que me tornam mais forte
como comida para o organismo,
com eles não preciso da sorte
e isto é apenas um eufemismo
porque em questões de fatalidade
são eles que me ajudam a moldar
a minha própria personalidade,
antes que eu soubesse amar
já eles me amam,
conseguem-me interpretar
e nunca se cansam,
nunca desistem de me ver sorrir,
se eu chorar, eles sabem fazer-me rir,
e não tenho nada mais do que amor para lhes dar,
e nunca me sinto a mais porque é essa amizade
que eles querem, a que só tem verdade,
e eu não sei ter outro tipo de amigos
que se possa chamar amigos,
senão aqueles que me fizeram crescer,
viver, são meus abrigos,
unidos sem dimensão de espaço nem tempo,
a qualquer hora são bem-vindos
nas minhas mãos largas para os amar,
mãos sem dinheiro, têm espaço para os abraçar.
Quem tem dinheiro tem tudo,
menos o que é importante,
aquilo que a vida se baseia,
o amor real, certo e autónomo,
isso conquista-se pelo que somos,
e quem não é, vive um incómodo,
uma comichão que quanto mais se coça
mais se alastra pelo corpo,
que se disfarça fazendo troça,
porque a pergunta é:
quando estiver morto
alguém chora?
Alguém fará luto?
Outrora,
esse tornou-se dinheiro,
e o dinheiro vai,
e o dinheiro vem,
deixou de ser pessoa
para ser um investimento.
Na amizade, sou parte de um sentimento,
é partilhado, criando-se cumplicidade.
Tu tens carro, eu tenho pernas,
vais rápido, eu vou lento
e vou conhecendo
gente de outras terras,
vou lento, lentamente,
mas vou vivendo intensamente,
com gente que me vai aparecendo pela frente.
Porque a humildade faz-me honesto
e vou sorrindo honestamente,
porque o dinheiro não me faz falta,
o que me faz feliz é a minha poesia e a minha malta.
terça-feira, 26 de março de 2013
Tantas descrições sobre amor e paixão,
tantos sorrisos, cumplicidade, discussão
chorar por quem nos tem do coração,
nunca tinham sido da minha compreensão.
Estando longe estive perto
de ter alguém como certo
para partilhar tanto afecto
e ser completamente aberto.
Finalmente entendi,
quem me dera não ter entendido,
desde o dia que a conheci
não a tenho esquecido.
Não tenho parado de pensar
e re-pensar o quanto mudou
e o quanto a idade faz-nos mudar,
nesta história não sei quem sou
mas sei o que quero,
quero-te, sonho-te, desejo-te,
enquanto desespero
porque não vejo-te,
nem ao meu lado
nem na minha vida.
Amor Ímpar
A única coisa que tenho de ti
são poemas escritos por mim...
são histórias de fachada sobre amor
para remediar momentos de dor,
uma charada cada vez mais complexa
em matemáticas de divisão
quando deveria ser uma soma
de dois igual a um,
mas o meu coração entra em coma
por não haver resultado nenhum.
são poemas escritos por mim...
são histórias de fachada sobre amor
para remediar momentos de dor,
uma charada cada vez mais complexa
em matemáticas de divisão
quando deveria ser uma soma
de dois igual a um,
mas o meu coração entra em coma
por não haver resultado nenhum.
sábado, 23 de março de 2013
(.......)
Essa tentativa de construção
de brilho artificial só dá estrilho trivial
que adjectiva prostituição profissional.
Não tenho nada para te dar senão amor,
a única coisa completamente honesta,
tão honesta que provoca dor e pavor
que nos presta mesmo prestando gente desta.
Gente que age como quem nos detesta,
mas sigo em frente, só quando a vejo
é que sinto o quanto a desejo
e pressinto estar doente
por me tornar cego no Presente.
Essa tentativa de construção
de brilho artificial só dá estrilho trivial
que adjectiva prostituição profissional.
Não tenho nada para te dar senão amor,
a única coisa completamente honesta,
tão honesta que provoca dor e pavor
que nos presta mesmo prestando gente desta.
Gente que age como quem nos detesta,
mas sigo em frente, só quando a vejo
é que sinto o quanto a desejo
e pressinto estar doente
por me tornar cego no Presente.
sexta-feira, 22 de março de 2013
domingo, 17 de março de 2013
sábado, 16 de março de 2013
Promessas Subtis
E esperei que olhasses para trás na despedida,
e olhaste, e fiquei feliz e brilhante,
esperando especado, com medo
de perder a oportunidade,
e esperei... e esperei... e esperei...
na eterna ânsia pela tua promessa subtil,
esperei que voltasses, que me amasses
tal como vi o teu olhar desejar os meus lábios,
tal como as tuas palavras faladas sobre amar,
fiquei, no meio da estrada, a olhar, a olhar,
vendo-te ir, cada vez mais longe,
cada vez mais afastada, cada vez mais distante,
como um ponto, que esperei ser uma estrela,
até desapareceres, passando semanas
desfazendo o meu sorriso,
até depois disso esperei,
por uma justificação, por uma resposta,
por um fim, um fim qualquer,
um sinal, um explosão, um grito ao longe
como quem está a acordar!
Algo! Uma coisa ínfima!
E o tempo passou...
e eu fiz luto ao meu sorriso...
e tanto tempo depois,
apareceste dizendo
que a morte pariu o amor
antes de existir entre nós os dois.
e olhaste, e fiquei feliz e brilhante,
esperando especado, com medo
de perder a oportunidade,
e esperei... e esperei... e esperei...
na eterna ânsia pela tua promessa subtil,
esperei que voltasses, que me amasses
tal como vi o teu olhar desejar os meus lábios,
tal como as tuas palavras faladas sobre amar,
fiquei, no meio da estrada, a olhar, a olhar,
vendo-te ir, cada vez mais longe,
cada vez mais afastada, cada vez mais distante,
como um ponto, que esperei ser uma estrela,
até desapareceres, passando semanas
desfazendo o meu sorriso,
até depois disso esperei,
por uma justificação, por uma resposta,
por um fim, um fim qualquer,
um sinal, um explosão, um grito ao longe
como quem está a acordar!
Algo! Uma coisa ínfima!
E o tempo passou...
e eu fiz luto ao meu sorriso...
e tanto tempo depois,
apareceste dizendo
que a morte pariu o amor
antes de existir entre nós os dois.
terça-feira, 12 de março de 2013
Nós e o Amor
Neste momento,
não há espaço nem tempo,
apenas um momento momentaneamente infinito,
naturalmente mais natural do que tenho escrito,
mais sincero, mais igual ao que sinto,
é acção, tornando real o quão real são
as palavras do meu coração
completando-me ao realizar a minha paixão.
Honestidade máxima, acção sem prática,
sem meios nem metades, sem ciência,
apenas eu e tu, e a nossa existência.
não há espaço nem tempo,
apenas um momento momentaneamente infinito,
naturalmente mais natural do que tenho escrito,
mais sincero, mais igual ao que sinto,
é acção, tornando real o quão real são
as palavras do meu coração
completando-me ao realizar a minha paixão.
Honestidade máxima, acção sem prática,
sem meios nem metades, sem ciência,
apenas eu e tu, e a nossa existência.
segunda-feira, 11 de março de 2013
Canibais Democráticos
Não sei ser inocente
desde o momento
em que o tempo não pára,
indo sempre em frente,
entre um pedido de desculpa
e não ter essa cara
está algures uma culpa,
desde o meu silêncio nas tuas atitudes
às críticas sobre ti feitas a alguém,
o que interessa não é que mudes
mas quando falo me sinta bem.
Porque falo, logo existo,
em voz democrática
num pensamento implacável
com a minha ignorância
sobre atitudes de terceiros.
Não quero ser amigável,
não tem importância
ser amigo de amigos verdadeiros,
apenas é carência de afecto
construindo o meu ego.
desde o momento
em que o tempo não pára,
indo sempre em frente,
entre um pedido de desculpa
e não ter essa cara
está algures uma culpa,
desde o meu silêncio nas tuas atitudes
às críticas sobre ti feitas a alguém,
o que interessa não é que mudes
mas quando falo me sinta bem.
Porque falo, logo existo,
em voz democrática
num pensamento implacável
com a minha ignorância
sobre atitudes de terceiros.
Não quero ser amigável,
não tem importância
ser amigo de amigos verdadeiros,
apenas é carência de afecto
construindo o meu ego.
terça-feira, 5 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
Sou
Rio-me. Rio-me por nada.
Para não chorar por tudo.
Apelidam-me de maluco,
parvo, estúpido, em meios-elogios,
mas o que sinto tem de ser mudo
berrando forçosamente pensamentos frios,
porque o silêncio germina reflexão
e o olhar desvia-se do coração,
dos olhos de outrém, em direcção ao além,
para que a lágrima caia para o lado,
como quem cospe, espirra ou tosse,
porque se a lágrima se mantém,
reflectirá o que tenho pensado,
fosse como fosse,
tristeza nunca convém
à desonestidade e a quem
não quer ver a realidade.
Para não chorar por tudo.
Apelidam-me de maluco,
parvo, estúpido, em meios-elogios,
mas o que sinto tem de ser mudo
berrando forçosamente pensamentos frios,
porque o silêncio germina reflexão
e o olhar desvia-se do coração,
dos olhos de outrém, em direcção ao além,
para que a lágrima caia para o lado,
como quem cospe, espirra ou tosse,
porque se a lágrima se mantém,
reflectirá o que tenho pensado,
fosse como fosse,
tristeza nunca convém
à desonestidade e a quem
não quer ver a realidade.
Rir por nada para não chorar por tudo.
Tenho uma chama
a chamar por ti,
em sonhos a murmurar
como se estivesses aqui.
É fogo posto, sua incendiária,
era suposto ser livre de tocar no teu rosto
e não ser uma história imaginária.
Alimentada a chama
pelo teu nariz de Pinóquio,
mas também era ilusório,
a matéria dele
não era madeira verdadeira.
Este meu amo-te
não era mais que uma
faca espetada por mim
no meu próprio coração.
Consumiste a minha alma,
infértil e salgada num caldeirão,
mas ainda antes de morrer
quis te dar uma festa na cara
para um último prazer.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Nós Separados
Vontade insatisfeita
a de apareceres na próxima esquina,
mas estas ruas são labirintos,
são a história da nossa cidade
que não nos respeita,
essas mesmas linhas
desencontradas encontram-se
no desencontro das nossas sinas.
Desta vez fiz, fiz com a mesma
vontade que te desejei e quis,
se calhar fiz mal em fazer,
sendo assim,
fiz mal em te querer
tão perto de mim.
Mas porra, nunca os meus olhos
viram tamanha realidade,
beleza além-horizonte,
talvez fosse mera publicidade,
mas desta vez fui até ao monte
tentar encontrar o teu céu,
desta vez atentei a oportunidade
e agora vejo-me no lugar do réu
a discutir comigo próprio
quem é o culpado
desta história de reticências...
Burro...
a de apareceres na próxima esquina,
mas estas ruas são labirintos,
são a história da nossa cidade
que não nos respeita,
essas mesmas linhas
desencontradas encontram-se
no desencontro das nossas sinas.
Desta vez fiz, fiz com a mesma
vontade que te desejei e quis,
se calhar fiz mal em fazer,
sendo assim,
fiz mal em te querer
tão perto de mim.
Mas porra, nunca os meus olhos
viram tamanha realidade,
beleza além-horizonte,
talvez fosse mera publicidade,
mas desta vez fui até ao monte
tentar encontrar o teu céu,
desta vez atentei a oportunidade
e agora vejo-me no lugar do réu
a discutir comigo próprio
quem é o culpado
desta história de reticências...
Burro...
Em Vão
Sentei-me a olhar para o em vão,
e em vão pensei em me suicidar,
mas não, pensei em vão, porque
ao fim e ao cabo, é para lá que todos vão,
em vão, sempre em vão...
vão os segundos, os minutos, as horas,
as pressas, as demoras, e toda a acção.
Em vão, o tempo é nossa mentira,
mas sim a memória de cada momento
é que se mantém e fica.
Em vão, no metro, no trabalho,
os óculos escuros escondendo os olhos,
em vão todo o sofrimento repetitivo,
em vão as palavras mal tratadas.
Tudo vai, e vão as estátuas,
as representações, os esforços
e o legado, em vão.
No final de contas,
ainda antes do início
da matemática,
havia o Karma.
Mas em vão,
como se não existisse,
vão vão, sempre em movimento,
sem eu nunca saber se tem fim
ou se muda, se assisto às mudanças,
vão vão vão, sempre no ir
tal como os segundos imparáveis
e as células e partículas
que o ditam.
Vão... para onde?
O que ficou?
Sim, o que interessa
é o que ficou,
a acção transformativa da razão.
Afinal os que vão, não vão em vão,
mas o que somos hoje,
será no futuro a justificação.
e em vão pensei em me suicidar,
mas não, pensei em vão, porque
ao fim e ao cabo, é para lá que todos vão,
em vão, sempre em vão...
vão os segundos, os minutos, as horas,
as pressas, as demoras, e toda a acção.
Em vão, o tempo é nossa mentira,
mas sim a memória de cada momento
é que se mantém e fica.
Em vão, no metro, no trabalho,
os óculos escuros escondendo os olhos,
em vão todo o sofrimento repetitivo,
em vão as palavras mal tratadas.
Tudo vai, e vão as estátuas,
as representações, os esforços
e o legado, em vão.
No final de contas,
ainda antes do início
da matemática,
havia o Karma.
Mas em vão,
como se não existisse,
vão vão, sempre em movimento,
sem eu nunca saber se tem fim
ou se muda, se assisto às mudanças,
vão vão vão, sempre no ir
tal como os segundos imparáveis
e as células e partículas
que o ditam.
Vão... para onde?
O que ficou?
Sim, o que interessa
é o que ficou,
a acção transformativa da razão.
Afinal os que vão, não vão em vão,
mas o que somos hoje,
será no futuro a justificação.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Faz o que quiseres,
faz-me mal,
continuo a sorrir,
é isso que preferes,
para mim é igual,
continuo a sorrir.
Inflige-me dor,
descarrega a frustração,
é indestrutível o meu amor
mesmo não possuindo o teu coração.
Vês, é que não sinto corpo nem alma,
sou célula dum sentimento
cujo o único movimento é abanar,
por isso sou indolor, diferente de amar.
Talvez ultrapassou o amor,
talvez seja obsessão,
mas já não me afectas
no final desta oração.
Música.
faz-me mal,
continuo a sorrir,
é isso que preferes,
para mim é igual,
continuo a sorrir.
Inflige-me dor,
descarrega a frustração,
é indestrutível o meu amor
mesmo não possuindo o teu coração.
Vês, é que não sinto corpo nem alma,
sou célula dum sentimento
cujo o único movimento é abanar,
por isso sou indolor, diferente de amar.
Talvez ultrapassou o amor,
talvez seja obsessão,
mas já não me afectas
no final desta oração.
Música.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Noites Urbanas
À noite,
as luzes da cidade são estrelas
iluminando as ruas e ruelas,
onde, do outro lado dos estores e janelas,
sonhos se realizam durante sono.
Lá ao longe,
são imagem da paisagem,
mostrando caminhos
de contos de fadas adormecidos,
escondidos entre prédios.
Algures, nuns estores iluminados,
alguém cruzar-se-à comigo
em troca de olhares,
com aplausos no coração.
Espero então,
à noite, na minha humilde janela,
fumando o cigarro sozinho,
sinto-me irradiar magia
enquanto os meus olhos
procuram o seu caminho.
as luzes da cidade são estrelas
iluminando as ruas e ruelas,
onde, do outro lado dos estores e janelas,
sonhos se realizam durante sono.
Lá ao longe,
são imagem da paisagem,
mostrando caminhos
de contos de fadas adormecidos,
escondidos entre prédios.
Algures, nuns estores iluminados,
alguém cruzar-se-à comigo
em troca de olhares,
com aplausos no coração.
Espero então,
à noite, na minha humilde janela,
fumando o cigarro sozinho,
sinto-me irradiar magia
enquanto os meus olhos
procuram o seu caminho.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
É engraçado, senti que algo em mim estava a mais, era o vazio de sentir que algo estava a faltar em mim.
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Irmão
Sinto a tua falta.
Nos remoinhos das tempestades,
naufragando às voltas
até me afundar nas escuridões
profundas do oceano
lembro-me de ti,
de me teres ensinado
que chorar é de ser humano
mas o mar que me afogo
é das minhas lágrimas
e são elas criadoras
do buraco negro do remoinho,
do mesmo buraco negro
que me suga até ao esqueleto.
Este é o abraço que te quero dar,
meu irmão, e nele compensar
o nosso tempo de separação.
É o conforto que a saudade sauda,
reconhecendo-o como a maior vitória
de tudo o que é nossa memória
e o desejo do que não é, ser a nossa causa.
Transformados pela vida,
ou antes ao que a ela sucedeu,
separados tu e eu,
mais uma vez, alguém de partida.
Somos nós assim, movidos pela fé,
na luta sem fim à margem da maré.
Brindemos juntos.
Nos remoinhos das tempestades,
naufragando às voltas
até me afundar nas escuridões
profundas do oceano
lembro-me de ti,
de me teres ensinado
que chorar é de ser humano
mas o mar que me afogo
é das minhas lágrimas
e são elas criadoras
do buraco negro do remoinho,
do mesmo buraco negro
que me suga até ao esqueleto.
Este é o abraço que te quero dar,
meu irmão, e nele compensar
o nosso tempo de separação.
É o conforto que a saudade sauda,
reconhecendo-o como a maior vitória
de tudo o que é nossa memória
e o desejo do que não é, ser a nossa causa.
Transformados pela vida,
ou antes ao que a ela sucedeu,
separados tu e eu,
mais uma vez, alguém de partida.
Somos nós assim, movidos pela fé,
na luta sem fim à margem da maré.
Brindemos juntos.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Quando Te Vejo
Eu já nem te olho nos olhos
para não me apaixonar outra vez,
a magia do teu olhar hipnotiza-me
fazendo-me acreditar que me queres.
Baixo a cabeça, olho de relance,
cumprimento rapidamente
e não me lembro de o ter feito,
só de te ter visto e não te ver.
Demónia.
E sorrio,
quase rindo de cumplicidade...
para não me apaixonar outra vez,
a magia do teu olhar hipnotiza-me
fazendo-me acreditar que me queres.
Baixo a cabeça, olho de relance,
cumprimento rapidamente
e não me lembro de o ter feito,
só de te ter visto e não te ver.
Demónia.
E sorrio,
quase rindo de cumplicidade...
Pois morram, morram todos,
com esse vírus sugador de almas!
Morram bêbados, durante o sexo,
de pança cheia! Morram neste século
para não destruírem o próximo!
Pois falem! Falem!
Que os dentes se partam
a falar das vidas de ninguém
como quem trinca pedras!
Se não chorassem,
haveria o vosso sangue
solidificar por não fazerem nada
pelo Povo e pela Pátria!
Deixem os mortos viver
que eles fariam alguma coisa!
Não houve sangue,
afirmaram com orgulho,
o que não disseram eles
foi a causa: não havia carne viva,
carne ardente e corajosa
que estivesse, não atrás,
mas à frente, à frente dos canos
das armas! Homens fracos
e cobardes, ovelhas cor-de-rosa
cheias de curiosidades!
Homens fingidos!
com esse vírus sugador de almas!
Morram bêbados, durante o sexo,
de pança cheia! Morram neste século
para não destruírem o próximo!
Pois falem! Falem!
Que os dentes se partam
a falar das vidas de ninguém
como quem trinca pedras!
Se não chorassem,
haveria o vosso sangue
solidificar por não fazerem nada
pelo Povo e pela Pátria!
Deixem os mortos viver
que eles fariam alguma coisa!
Não houve sangue,
afirmaram com orgulho,
o que não disseram eles
foi a causa: não havia carne viva,
carne ardente e corajosa
que estivesse, não atrás,
mas à frente, à frente dos canos
das armas! Homens fracos
e cobardes, ovelhas cor-de-rosa
cheias de curiosidades!
Homens fingidos!
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Fazendo Nada
Cá estou eu,
depois de um dia nulo,
cheio de acções nulas,
sem interacções,
sem que o tempo
tivesse passado por mim.
Fazendo nada,
neste nada que nada
em sonhos sobre nada.
Nada, rigorosamente nada.
Não me lembrei de amigos,
de inimigos, de curiosidades.
Nada. Não tive triste nem alegre,
nem apático. Nada.
depois de um dia nulo,
cheio de acções nulas,
sem interacções,
sem que o tempo
tivesse passado por mim.
Fazendo nada,
neste nada que nada
em sonhos sobre nada.
Nada, rigorosamente nada.
Não me lembrei de amigos,
de inimigos, de curiosidades.
Nada. Não tive triste nem alegre,
nem apático. Nada.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Deambulações
Às vezes
evito olhá-la
porque me sinto
que me roubaram
algo irrecuperável,
algo que não existiu
mas deixou saudade.
Olho-me ao espelho
e imagino-me de ombros direitos,
como a vida se tornaria melhor,
como a primeira impressão
seria tão diferente,
como se outras coisas
pudessem acontecer inesperadamente.
Gostava de ter ombros endireitados,
até sorrio só de pensar nisso,
mas o peso que carrego
encurvou-me, como uma
flor murcha.
O que há para dizer?
Entre estes parágrafos
sinto estar guardado o segredo
da realidade.
A chave que torna as portas
em janelas para que eu possa
apreciar e conhecer antes de entrar.
Posso fugir? É que já não aguento fingir,
sinto-me a cair sem saber para que lado.
Morro à noite e ressuscito a cada manhã.
Ainda não houve quem salvasse
a minha alma de morrer durante a noite.
Onde está a porra da física
do que nos torna abstractos?
evito olhá-la
porque me sinto
que me roubaram
algo irrecuperável,
algo que não existiu
mas deixou saudade.
Olho-me ao espelho
e imagino-me de ombros direitos,
como a vida se tornaria melhor,
como a primeira impressão
seria tão diferente,
como se outras coisas
pudessem acontecer inesperadamente.
Gostava de ter ombros endireitados,
até sorrio só de pensar nisso,
mas o peso que carrego
encurvou-me, como uma
flor murcha.
O que há para dizer?
Entre estes parágrafos
sinto estar guardado o segredo
da realidade.
A chave que torna as portas
em janelas para que eu possa
apreciar e conhecer antes de entrar.
Posso fugir? É que já não aguento fingir,
sinto-me a cair sem saber para que lado.
Morro à noite e ressuscito a cada manhã.
Ainda não houve quem salvasse
a minha alma de morrer durante a noite.
Onde está a porra da física
do que nos torna abstractos?
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Dias Diários
O quão desnecessário
é armar discussão.
Quer dizer,
não temos certezas
de voltarmos a viver.
Para quê
criar incêndios
se ao fim e ao cabo
são nossas as lágrimas a apagá-los?
Deixai-os falar,
se és honesto contigo próprio
não tens que te justificar.
Olho à minha volta
e só vejo beleza,
porque ela está
dentro de mim,
sentes-me?
Porque
se te sorrir
sorrirás,
que paraíso
precisarás
se tens quem
te provoque um sorriso?
Só há um ano para cada idade,
para quê esperar?
Conversa, move e mexe
sem vergonha, timidez,
sem orgulho ou a preguiça de um talvez,
quando deres por isso os dias foram iguais,
e não conseguirás lembrar-te de cada um,
torna-os especiais e quando forem demais
descansa em lugar nenhum...
Não me apetece escrever
acabar isto, tu e eu estamos a perder
o tempo a ler isto, deveríamos
era criar mais um momento.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
A Beleza da Tristeza
Poesia triste
é esperança
que resiste
e alcança
mais alto,
começando
na cova
dando
o salto
ao ar
que renova
o coração
e a alma
e sabe amar
a solidão
com calma
e harmonia,
essa sim,
é a Poesia
que canta
tristeza
assim
e encanta
a pureza
duma lágrima
a brilhar
fazendo
estancar
essa página.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Deambulações
Vejo-a.
Ao longe um mundo
que quase conheci.
Desejo-a.
Por um segundo
não correspondi.
Não é verdade,
uma festa na cara,
um olhar de ansiedade,
em lugar errado.
Não sou burro
mas mantenho a minha burrice,
por outro lado...
o tempo deu-me um murro...
burro... seria se eu caísse.
Atirei-me do pico de uma estrela
e a gravidade da terra puxou-me,
não queria tê-la
porque sou feito de deambulações
incríveis, condenadas pela sociedade,
não conhecendo as razões,
tornou-me em teorias impossíveis:
sonhos...
sonhos...
sonhos...
enquanto sonho,
sonho não sonhar,
sem mexer concretizar...
sou eu,
sonho que detesta sê-lo,
que sonha ser real.
Sou eu, metade inexistente,
de objectivos e momentos falsos,
sou eu, cujo o pé esquerdo
arrasta-se atrás do direito
como um bêbado
bêbado de sorrisos
e olhos fechados
enquanto olha o céu.
Sou eu, lúcido,
nestas linhas onde me perco
e escrevo sem escrever,
sem perceber a raíz do poema,
chego ao fim sem conclusão,
porque sou eu.
Fumo Que Me Sai
Já não choro ultimamente,
não é por falta de vontade
mas sim por não ter forças.
Caiem-me os olhos pesados,
derretem-se formando olheiras.
Oh vida cruel
eles sorriem e eu não.
Todos menos eu.
Demónios, essa gente,
riem de mim, da minha vida
e de tudo o que não é meu.
Como a minha felicidade.
A minha felicidade que não tenho.
Eles gozam com as minhas dívidas
para com a felicidade.
Oh inferno
devo a minha morte
para ser feliz.
Oh maldição,
ainda não fumei
cigarros suficientes
para que tal aconteça.
Ainda hoje encontrei
um prostituta pura,
cheia de cornos em casa,
a casa plurista, plural
do seu adjectivo.
Pedi-lhe um cigarro,
não parecia ela quem era,
mas senti-lhe o olhar
desejoso sobre o meu corpo,
que, por o ser,
tornou-a logo desejável.
Senti-me um prémio,
senti-me ser dinheiro,
e logo logo eu era poder.
Senti-me um objecto caro
que só serve para exibir o seu valor
financeiro e todo o poder
que ela podia comprar.
Puta subtil, não sabia ela
que o dinheiro ganha vida
e controla todos os gananciosos,
enquanto a morte se ri nas costas deles.
Gostei do que senti,
deixei de ser a minha pessoa
para ser um objecto de três pernas.
Imortal como um objecto.
Ilusório, essa era a minha magia.
Ah como a vida é bela.
Enquanto o inferno tem chamas
é divertido para quem as controla.
Ah prostituição louca
Não vendi a minha mente
e ela julga que sim,
inteligentemente
faço-me de parvo assim.
Mas ela não sabe que eu sei,
não vê ela que eu lhe vejo
e observo o mundo enquanto sonho.
Tenho-a na minha mão,
ninguém compreende
que não é solidão.
Faço dos meus neurónios
peças de xadrez,
pensam eles que a minha inteligência
defini-se pelo que digo, pelo que faço,
mas está na ciência
da quantidade de espaço
que o silêncio tem,
pois não há promessas
nem o tempo se define
em tal dimensão.
Sabem lá eles,
coitados,
pensam conhecer-me
mas pensam em voz alta,
ouço as suas reacções,
como se penetrasse
nos seus sonhos
criando as razões
para guiar a razão.
Ah ignorância
Como eu gosto de viver
e vivo sem o fazer.
Ah
Não sei o que digo,
naturalmente sou meu inimigo
e mato-me a cada segundo,
mas gosto de fumar,
o fumo é o meu mundo
ele se traduz pelos meus pulmões
e sai desenhando aquilo que sou:
fumo que sai da boca.
Dos outros.
Ah que harmonia
sinto a paz em mim,
parece que acertei o meu pensamento
com a hora real do planeta,
parece que cada momento
está bem arrumado em sua gaveta,
parece que tudo faz sentido
sem pensar duas vezes,
parece que tenho vivido
assim todos os meses,
parece que não há fim nem início
gozando ao máximo o meu vício...
Ah tão saboroso
tão saborosos
estes "ah's" que me saiem
enquanto o fumo me sai
pela boca.
Ah
não é por falta de vontade
mas sim por não ter forças.
Caiem-me os olhos pesados,
derretem-se formando olheiras.
Oh vida cruel
eles sorriem e eu não.
Todos menos eu.
Demónios, essa gente,
riem de mim, da minha vida
e de tudo o que não é meu.
Como a minha felicidade.
A minha felicidade que não tenho.
Eles gozam com as minhas dívidas
para com a felicidade.
Oh inferno
devo a minha morte
para ser feliz.
Oh maldição,
ainda não fumei
cigarros suficientes
para que tal aconteça.
Ainda hoje encontrei
um prostituta pura,
cheia de cornos em casa,
a casa plurista, plural
do seu adjectivo.
Pedi-lhe um cigarro,
não parecia ela quem era,
mas senti-lhe o olhar
desejoso sobre o meu corpo,
que, por o ser,
tornou-a logo desejável.
Senti-me um prémio,
senti-me ser dinheiro,
e logo logo eu era poder.
Senti-me um objecto caro
que só serve para exibir o seu valor
financeiro e todo o poder
que ela podia comprar.
Puta subtil, não sabia ela
que o dinheiro ganha vida
e controla todos os gananciosos,
enquanto a morte se ri nas costas deles.
Gostei do que senti,
deixei de ser a minha pessoa
para ser um objecto de três pernas.
Imortal como um objecto.
Ilusório, essa era a minha magia.
Ah como a vida é bela.
Enquanto o inferno tem chamas
é divertido para quem as controla.
Ah prostituição louca
Não vendi a minha mente
e ela julga que sim,
inteligentemente
faço-me de parvo assim.
Mas ela não sabe que eu sei,
não vê ela que eu lhe vejo
e observo o mundo enquanto sonho.
Tenho-a na minha mão,
ninguém compreende
que não é solidão.
Faço dos meus neurónios
peças de xadrez,
pensam eles que a minha inteligência
defini-se pelo que digo, pelo que faço,
mas está na ciência
da quantidade de espaço
que o silêncio tem,
pois não há promessas
nem o tempo se define
em tal dimensão.
Sabem lá eles,
coitados,
pensam conhecer-me
mas pensam em voz alta,
ouço as suas reacções,
como se penetrasse
nos seus sonhos
criando as razões
para guiar a razão.
Ah ignorância
Como eu gosto de viver
e vivo sem o fazer.
Ah
Não sei o que digo,
naturalmente sou meu inimigo
e mato-me a cada segundo,
mas gosto de fumar,
o fumo é o meu mundo
ele se traduz pelos meus pulmões
e sai desenhando aquilo que sou:
fumo que sai da boca.
Dos outros.
Ah que harmonia
sinto a paz em mim,
parece que acertei o meu pensamento
com a hora real do planeta,
parece que cada momento
está bem arrumado em sua gaveta,
parece que tudo faz sentido
sem pensar duas vezes,
parece que tenho vivido
assim todos os meses,
parece que não há fim nem início
gozando ao máximo o meu vício...
Ah tão saboroso
tão saborosos
estes "ah's" que me saiem
enquanto o fumo me sai
pela boca.
Ah
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Paixão - Despedida Desconcretizada Silenciada
Passo por ti,
os nossos olhos cruzam-se,
e se cruzam-se-me
factos interpretados por mim.
Desconheço a tua interpretação,
se jogaste com razão, com o coração
na nossa interacção, ou se foi tudo
ilusão fornecida pela solidão
de uma vida de um ruidosamente surdo.
Ainda me pergunto
o que terá acontecido,
e se aconteceu,
quem interrompeu
e o que terá corrompido.
Passas por mim,
apesar do meu fogo congelado,
ainda há calor sem fim
quando passas ao meu lado.
Meu ser, meu parecer,
meu espelho infinito,
caio em ti sem me perder
até o chão me tornar mito.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Há peixes que vivem num aquário minúsculo a vida inteira, sem fisionomia para se libertarem, tornam-se definição antónima à liberdade de viver.
Se não és um peixe desses, não reclames, faz pela vida.
Se não és um peixe desses, não reclames, faz pela vida.
Teus Olhos Belos
E às vezes olho-te nos olhos,
naqueles milésimos de segundos
quando passas por mim,
quando os nossos olhares cumprimentam-se
e só nós é que existimos,
pergunto-me o que aconteceu,
se tu exististe ou se foi só entre mim e eu?
Teus olhos belos,
minha ilusão.
Minha paixão em acapella.
naqueles milésimos de segundos
quando passas por mim,
quando os nossos olhares cumprimentam-se
e só nós é que existimos,
pergunto-me o que aconteceu,
se tu exististe ou se foi só entre mim e eu?
Teus olhos belos,
minha ilusão.
Minha paixão em acapella.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Quando sofremos
antes de nascermos
- a dor dos pais.
Quando sofremos
antes de escolhermos
- o medo.
Quando nos arrastamos
pela corrente da sociedade
- o pavor da solidão.
Quando prostituímos
as nossas morais
- a alma vazia.
Quando na luta sentimos
serem muitos mas fáceis
- certeza da vida.
Quando resistimos
à destruição do nosso mundo
- o fim dos opressores.
Quando choramos
em tempos de guerra
- o amor vivo.
Quando tudo isto acontece,
um herói nasceu.
pela corrente da sociedade
- o pavor da solidão.
Quando prostituímos
as nossas morais
- a alma vazia.
Quando na luta sentimos
serem muitos mas fáceis
- certeza da vida.
Quando resistimos
à destruição do nosso mundo
- o fim dos opressores.
Quando choramos
em tempos de guerra
- o amor vivo.
Quando tudo isto acontece,
um herói nasceu.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Tudo escuro.
Apagaram-se as luzes.
Não sei se é o fim,
não sei se é o início.
Se as luzes se fundiram
não sei onde buscá-las
nem para que lado caminhar.
Não há voz
neste mundo sem eco,
é sem fim, sem fim...
sem paredes....
algo dentro de mim
está a sugar-me,
a sugar o meu corpo.
O tempo passa
e passa sem mim...
estou encarcerado,
diminuto,
caído sobre mim próprio,
perdi a noção de mim mesmo,
sou um chão abstracto,
uma realidade onde
os sentidos se confundem,
e choro sem chorar,
numa respiração profunda,
aquela que tenta absorver energia
à sua volta, mas os pulmões enrugam-se
do seu próprio vazio...
tudo que é meu é tão próprio
que se torna na vida um ser impróprio,
e sei disso, choro só por causa disso.
Todas as noites me suicido
para matar todas as minhas tristezas.
Odeiem-me. Eu também me odeio.
Sou cabrão, tão merdoso
que mereço viver nesta porra de solidão.
Será que entendes as minhas feridas
de leão?
Apagaram-se as luzes.
Não sei se é o fim,
não sei se é o início.
Se as luzes se fundiram
não sei onde buscá-las
nem para que lado caminhar.
Não há voz
neste mundo sem eco,
é sem fim, sem fim...
sem paredes....
algo dentro de mim
está a sugar-me,
a sugar o meu corpo.
O tempo passa
e passa sem mim...
estou encarcerado,
diminuto,
caído sobre mim próprio,
perdi a noção de mim mesmo,
sou um chão abstracto,
uma realidade onde
os sentidos se confundem,
e choro sem chorar,
numa respiração profunda,
aquela que tenta absorver energia
à sua volta, mas os pulmões enrugam-se
do seu próprio vazio...
tudo que é meu é tão próprio
que se torna na vida um ser impróprio,
e sei disso, choro só por causa disso.
Todas as noites me suicido
para matar todas as minhas tristezas.
Odeiem-me. Eu também me odeio.
Sou cabrão, tão merdoso
que mereço viver nesta porra de solidão.
Será que entendes as minhas feridas
de leão?
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