Provavelmente quando leres isto já não estarei aqui,
provavelmente fugi, enlouqueci ou talvez morri.
Mas lembra-te: estava sóbrio quando escrevi esta carta,
não me esquecerei daquilo que contigo passei,
daquilo que tu me deste e daquilo que te dei.
Não me despeço. Isso não é comigo
mas assim te peço que lembres-te que fui mais que teu amigo.
Estarei sempre contigo aconteça o que acontecer,
até depois do meu coração deixar de bater.
Sei que terás muitos felizes momentos
e sei que os ventos levam consigo memórias para os esquecimentos.
Não te peço que fiques agarrada a mim
apenas que nunca te esqueças de mim.
Peço-te apenas que me deixes viver
numa pequena parte do teu coração
e numa pequena parte da tua mente.
Não chores que eu não chorei,
não te arrependas que eu também não me arrependi.
A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.
A minha inocência foi esta:
Francisco Sarmento
Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/
quinta-feira, 15 de julho de 2010
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Facadas Em Terceira Pessoa
Quando te conheci parecias bacano,
mas alguém me avisou, adivinha lá, era um teu mano.
Ajudei-te com os teus amigos,
algo que não tinha nada haver comigo,
mas mesmo assim fiz mais do que faria um amigo.
Foi então que te pedi ajuda,
a pensar que podia contar contigo,
avisaram-me para ter cuidado,
porque estava a andar em campo minado.
Assim fiquei preparado,
mas na esperança que não ias falhar
comecei a andar.
Quase pisei duas minas,
vi-as e tinham a tua assinatura,
pensei que não era tua porque iria ser uma facada muito dura.
Terceira mina, igual à que já me tinham mostrado.
Por isso estou aqui para te dizer:
aconteça o que te acontecer
eu não quero saber.
mas alguém me avisou, adivinha lá, era um teu mano.
Ajudei-te com os teus amigos,
algo que não tinha nada haver comigo,
mas mesmo assim fiz mais do que faria um amigo.
Foi então que te pedi ajuda,
a pensar que podia contar contigo,
avisaram-me para ter cuidado,
porque estava a andar em campo minado.
Assim fiquei preparado,
mas na esperança que não ias falhar
comecei a andar.
Quase pisei duas minas,
vi-as e tinham a tua assinatura,
pensei que não era tua porque iria ser uma facada muito dura.
Terceira mina, igual à que já me tinham mostrado.
Por isso estou aqui para te dizer:
aconteça o que te acontecer
eu não quero saber.
domingo, 4 de julho de 2010
Meras Vontades
Tenho fome mas não tenho vontade de comer,
Tenho sede mas não tenho vontade de beber,
Tenho lágrimas mas não tenho vontade de chorar,
Tenho feridas mas não tenho vontade de as curar,
Tenho uma arma mas não tenho vontade de me matar,
Tenho pernas mas não tenho vontade de andar,
Tenho amor mas não tenho vontade de amar,
Tenho cansaço mas não tenho vontade de descansar,
Tenho ouvidos mas não tenho vontade de ouvir,
Tenho amigos mas não tenho vontade de sorrir,
Tenho um poema para finalizar mas não tenho vontade de acabar.
Tenho sede mas não tenho vontade de beber,
Tenho lágrimas mas não tenho vontade de chorar,
Tenho feridas mas não tenho vontade de as curar,
Tenho uma arma mas não tenho vontade de me matar,
Tenho pernas mas não tenho vontade de andar,
Tenho amor mas não tenho vontade de amar,
Tenho cansaço mas não tenho vontade de descansar,
Tenho ouvidos mas não tenho vontade de ouvir,
Tenho amigos mas não tenho vontade de sorrir,
Tenho um poema para finalizar mas não tenho vontade de acabar.
À Conversa Com A Morte E Com A Vida
Quem eu sou?
A Morte diz que já fui lhe fui igual,
a Vida diz que aprendi muito com ela.
Não preciso de dizer mais nada...
A Morte diz que já fui lhe fui igual,
a Vida diz que aprendi muito com ela.
Não preciso de dizer mais nada...
Para Ti, Amor Platónico
Não sei se te amo,
nem se te deva amar.
Vejo-te e nunca te falei,
mas falaram-me e agora já não sei.
Se és ou não,
se crio expectativas e caia na desilusão.
Mas sinto e tenho vontade de apostar,
mas não sei se me hás-de amar.
Ansioso, espero pela tua resposta,
saber se estás desposta.
Quem és? Será que é apenas o amor platónico?
Correspondes ou dás barra?
Mas responde, que é em ti que o meu coração se amarra.
Eu sei, meu amigo,
sei disso, mas prefiro que não o digas,
deixa-me sonhar mais um bocadinho.
Que este é de bom vinho,
e sei, meu amigo, que se beber demais deste fico viciado,
mas repara bem como estou ressacado.
Também sei que esse vinho pode não aparecer ou pode acabar,
mas como é vício, dá-nos felicidade por uns momentos.
E porque o sonho é esperança, a esperança é vida e vivo por uns tempos.
Pode ser que o vinho acabe
ou pode ser que seja eterno
ou pode ser que seja bom,
mas como cá dizem, o que é bom não dura sempre,
e se não durar, então que chore neste caderno
e a esperança assim há-de mudar.
A ressaca é grande e a minha cabeça está cansada,
por isso vou apostar cegamente nesta minha última rodada...
deixa-me sonhar...
deixa-me sonhar...
nem se te deva amar.
Vejo-te e nunca te falei,
mas falaram-me e agora já não sei.
Se és ou não,
se crio expectativas e caia na desilusão.
Mas sinto e tenho vontade de apostar,
mas não sei se me hás-de amar.
Ansioso, espero pela tua resposta,
saber se estás desposta.
Quem és? Será que é apenas o amor platónico?
Correspondes ou dás barra?
Mas responde, que é em ti que o meu coração se amarra.
Eu sei, meu amigo,
sei disso, mas prefiro que não o digas,
deixa-me sonhar mais um bocadinho.
Que este é de bom vinho,
e sei, meu amigo, que se beber demais deste fico viciado,
mas repara bem como estou ressacado.
Também sei que esse vinho pode não aparecer ou pode acabar,
mas como é vício, dá-nos felicidade por uns momentos.
E porque o sonho é esperança, a esperança é vida e vivo por uns tempos.
Pode ser que o vinho acabe
ou pode ser que seja eterno
ou pode ser que seja bom,
mas como cá dizem, o que é bom não dura sempre,
e se não durar, então que chore neste caderno
e a esperança assim há-de mudar.
A ressaca é grande e a minha cabeça está cansada,
por isso vou apostar cegamente nesta minha última rodada...
deixa-me sonhar...
deixa-me sonhar...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Carta Dentro da Garrafa
Onde começa a minha liberdade é onde acaba a maré.
Onde começa a minha imaginação é onde eu não tenho pé.
Vejo-te, estás perto e longe de mim ao mesmo tempo.
Avanço, sinto algo diferente nos pés,
toda a minha sensibilidade muda quando estou dentro de ti.
Humilde, rastejas a meus pés.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Agora, apensa sinto dos joelhos para baixo,
tudo o resto deixa de existir.
Ouço-te, tu falas sabiamente e ninguém te pode calar.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Dividiste o meu corpo a metade,
a que sente e a que não sente.
Chamam-te nomes: oceano, mar, rio, vapor...
mas ninguém se esquece que és sempre a mesma: a água.
Podes ser verde, transparente, potável, não potável, salgada, doce, grande, pequena,
mas todos sabem que és tu e só tu: água.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Sinto o meu peito, diferente, confortável.
Sinto as tuas carícias, o teu amor, a tua vontade.
Vais em todas as direcções menos na minha
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Entras na minha boca.
Beijas-me, beijas-me sem parar.
Sinto as tuas festinhas.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Estou totalmente dentro de água.
Os meus pulmões pedem ajuda mas eu sinto-me confortável,
sinto silêncio, sinto paz...
O meu coração bate com mais força,
nervoso, com as minhas pernas cansadas,
mas tu reconfortas-me, aqui quero ficar,
dentro de ti, com a morte a vir buscar-me.
Tens tudo aquilo que eu não tenho.
já não avanço mais, sinto-me esquisito...
Onde começa a minha imaginação é onde eu não tenho pé.
Vejo-te, estás perto e longe de mim ao mesmo tempo.
Avanço, sinto algo diferente nos pés,
toda a minha sensibilidade muda quando estou dentro de ti.
Humilde, rastejas a meus pés.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Agora, apensa sinto dos joelhos para baixo,
tudo o resto deixa de existir.
Ouço-te, tu falas sabiamente e ninguém te pode calar.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Dividiste o meu corpo a metade,
a que sente e a que não sente.
Chamam-te nomes: oceano, mar, rio, vapor...
mas ninguém se esquece que és sempre a mesma: a água.
Podes ser verde, transparente, potável, não potável, salgada, doce, grande, pequena,
mas todos sabem que és tu e só tu: água.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Sinto o meu peito, diferente, confortável.
Sinto as tuas carícias, o teu amor, a tua vontade.
Vais em todas as direcções menos na minha
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Entras na minha boca.
Beijas-me, beijas-me sem parar.
Sinto as tuas festinhas.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Estou totalmente dentro de água.
Os meus pulmões pedem ajuda mas eu sinto-me confortável,
sinto silêncio, sinto paz...
O meu coração bate com mais força,
nervoso, com as minhas pernas cansadas,
mas tu reconfortas-me, aqui quero ficar,
dentro de ti, com a morte a vir buscar-me.
Tens tudo aquilo que eu não tenho.
já não avanço mais, sinto-me esquisito...
sábado, 6 de março de 2010
Rotina Interior Submersa
Falo falo e nunca me calo,
quando me apercebo já eles se foram embora,
eu pergunto porquê,
eles dizem que já está na hora.
Estão sempre a dizer
que eu estou sempre a falar!
Isso é mentira!
Até parece que nunca me vou calar!
Só de pensar nisto fico logo com ira!
Por isso modemos de assunto.
Ontem comi presunto!
Foi num restaurante, ao jantar.
Só havia um problema,
estava lá um chato sempre a falar!
Percebi logo que não se ía calar,
por isso fui-me embora,
ele perguntou porquê
e eu disse que estava na hora.
quando me apercebo já eles se foram embora,
eu pergunto porquê,
eles dizem que já está na hora.
Estão sempre a dizer
que eu estou sempre a falar!
Isso é mentira!
Até parece que nunca me vou calar!
Só de pensar nisto fico logo com ira!
Por isso modemos de assunto.
Ontem comi presunto!
Foi num restaurante, ao jantar.
Só havia um problema,
estava lá um chato sempre a falar!
Percebi logo que não se ía calar,
por isso fui-me embora,
ele perguntou porquê
e eu disse que estava na hora.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A Essência
Todos os dias que a vejo,
vejo-a diferente.
Se calhar porque acordei diferente,
se calhar ela acordou diferente.
Mas há algo que nunca é diferente quando a vejo.
É ela que me deixa assim: diferente.
É assim que gosto de estar,
prefiro não lhe falar,
prefiro ficar aqui a observar.
Prefiro não lhe provar,
prefiro ficar aqui a sonhar.
Li Poetas que Lhe dizem mal,
com todo o repeito, mas agora que o sinto,
não O vejo como tal.
Eles dizem que é sal,
eu digo que é vinho tinto.
Eles dizem que é o Fruto Proibido,
eu digo que, com Ele, me tenho rido.
Eles dizem que não tem remédio,
eu digo que nunca me provocou tédio.
Eles são mais e melhores que eu,
mas Eles morreram e o Amor não morreu.
Nota do autor: a palavra "Amor" começa com letra maiúscula pois é o amor no geral: amizade, família, namoro... assim como quando falamos do ser humano usamos a palavra "Homem" a começar com letra maiúscula.
vejo-a diferente.
Se calhar porque acordei diferente,
se calhar ela acordou diferente.
Mas há algo que nunca é diferente quando a vejo.
É ela que me deixa assim: diferente.
É assim que gosto de estar,
prefiro não lhe falar,
prefiro ficar aqui a observar.
Prefiro não lhe provar,
prefiro ficar aqui a sonhar.
Li Poetas que Lhe dizem mal,
com todo o repeito, mas agora que o sinto,
não O vejo como tal.
Eles dizem que é sal,
eu digo que é vinho tinto.
Eles dizem que é o Fruto Proibido,
eu digo que, com Ele, me tenho rido.
Eles dizem que não tem remédio,
eu digo que nunca me provocou tédio.
Eles são mais e melhores que eu,
mas Eles morreram e o Amor não morreu.
Nota do autor: a palavra "Amor" começa com letra maiúscula pois é o amor no geral: amizade, família, namoro... assim como quando falamos do ser humano usamos a palavra "Homem" a começar com letra maiúscula.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Eu também (ensinamentos de vida)
Eu sou alguém para alguém
quando me diz eu lhe sôo bem,
quando aquele que me diz mal.
Eu sou alguém pois contribuo bem a Portugal.
Sou demasiado quando passo despercebido,
só passo a ser ninguém quando me acho convencido.
Não ouses dar-me por vencido
nem te iludas ao chamar-me vencedor,
não sou ninguém, mas sou lutador.
Sou alguém para alguém que me trata com amor.
Sou alguém quando alguém me dá valor.
Não tenho defenição,
sou inconstante como o tempo,
este, é mais do que Outono ou Verão.
quando me diz eu lhe sôo bem,
quando aquele que me diz mal.
Eu sou alguém pois contribuo bem a Portugal.
Sou demasiado quando passo despercebido,
só passo a ser ninguém quando me acho convencido.
Não ouses dar-me por vencido
nem te iludas ao chamar-me vencedor,
não sou ninguém, mas sou lutador.
Sou alguém para alguém que me trata com amor.
Sou alguém quando alguém me dá valor.
Não tenho defenição,
sou inconstante como o tempo,
este, é mais do que Outono ou Verão.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Definições - Amizade
Definição de amizade
atracção para a traição,
Eu contigo confio
e vejo-me no caminho da solidão.
Tão depressa vejo-te um amigo
e no agora passaste a mais um risco.
sozinho não consigo,
mas em ti me arrisco.
Entrego-te o meu coração
e ferido na morte o confisco.
Como uma criança chora depois de um pesadelo.
choro lágrimas de solidão.
No início anjo da guarda,
No final mal tratado como na rua é um cão.
atracção para a traição,
Eu contigo confio
e vejo-me no caminho da solidão.
Tão depressa vejo-te um amigo
e no agora passaste a mais um risco.
sozinho não consigo,
mas em ti me arrisco.
Entrego-te o meu coração
e ferido na morte o confisco.
Como uma criança chora depois de um pesadelo.
choro lágrimas de solidão.
No início anjo da guarda,
No final mal tratado como na rua é um cão.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Algo Que Eu Não Sei
Não sei como é com os outros, não sei se é igual, não sei se é diferente. Passei por muito, por tanto, que nem sei quem sou, não sei o meu futuro, penso que o que faço é uma porcaria, tenho medo que me apontem o dedo, que me gozem, que me critiquem. Sou um falço moralista, digo filosofias que não as aplico para mim. Estou farta de não saber quem está à frente de Deus. Fico confuso quando vejo sorrisos, porque a minha vida ensinou-me que não existem sorrisos, que não há felicidade. Vi o lado negro da Vida. Ditei a minha Vida a muitos, esses, que disserem para esquecer isso e seguir em frente, outros dizem que sou fraco, outros que foi mesmo mau. Não procuro palavras, procuro alguém que me abrace, alguem que me cale ternuramente. Alguem que me ajude. Ser amado, é algo que eu não sei...
sábado, 25 de julho de 2009
Migalhas de um amor
Num sonho te poderia contar
que mais foram aqueles perdidos
por uma seta e ficaram sentidos
numa sentença mais dolorosa que a morte.
Numa perdição que nem a sorte,
nem o arrependimento, mas sim o tempo
vos livra de qualquer vento,
de qualquer tempestade.
Nunca ninguém me avisou,
uns evitavam, uns gostavam...
outros choravam
durante os meses que passavam.
Uns, diziam que era muito cedo,
se calhar, esses, escondiam o medo
de uma outra vez.
Tu estás possuído,
tu não vês,
vais ouvir o ruído,
que te mói,
vais fazer os teus porquê's,
de um passado que te rói
no presente que te dói.
Não,
faz tudo por essa pessoa,
faz tudo o que há de bom
e vais sentir-te tão bem
que te bem soa.
que mais foram aqueles perdidos
por uma seta e ficaram sentidos
numa sentença mais dolorosa que a morte.
Numa perdição que nem a sorte,
nem o arrependimento, mas sim o tempo
vos livra de qualquer vento,
de qualquer tempestade.
Nunca ninguém me avisou,
uns evitavam, uns gostavam...
outros choravam
durante os meses que passavam.
Uns, diziam que era muito cedo,
se calhar, esses, escondiam o medo
de uma outra vez.
Tu estás possuído,
tu não vês,
vais ouvir o ruído,
que te mói,
vais fazer os teus porquê's,
de um passado que te rói
no presente que te dói.
Não,
faz tudo por essa pessoa,
faz tudo o que há de bom
e vais sentir-te tão bem
que te bem soa.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Alma Vadia
Alma,
que é morte inacabada,
que sabe, mas não entende,
que a solidão lhe invade,
que sofre um ardor quente.
Alma,
que não se responsabiliza,
que não quer nem prefer,
que está parada no nada,
que vive escondida,
que todo o dia
perguntam o que é da sua vida.
Alma,
que finge ser calma,
que mente com medo,
que se sente incompreendida.
que, nas costas, leva um penedo,
de penas e lágrimas
descritas em páginas.
Alma,
que cai e não se levanta,
que só luta por sobrevivência,
oh Morte, que me estás na iminência...
que é morte inacabada,
que sabe, mas não entende,
que a solidão lhe invade,
que sofre um ardor quente.
Alma,
que não se responsabiliza,
que não quer nem prefer,
que está parada no nada,
que vive escondida,
que todo o dia
perguntam o que é da sua vida.
Alma,
que finge ser calma,
que mente com medo,
que se sente incompreendida.
que, nas costas, leva um penedo,
de penas e lágrimas
descritas em páginas.
Alma,
que cai e não se levanta,
que só luta por sobrevivência,
oh Morte, que me estás na iminência...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Não
Não,
não posso,
não faço,
não quero,
não deixo.
Não,
para quê?
Porquê?
Não sei,
não quero saber.
Estou farto,
irritei-me!
Não,
enganei-me,
que faço?
Parei,
Pensei
Para quê?
O quê?
Não sei,
Deixei,
não dei.
Não,
não digo,
não faço,
não quero
não preciso,
não...
não posso,
não faço,
não quero,
não deixo.
Não,
para quê?
Porquê?
Não sei,
não quero saber.
Estou farto,
irritei-me!
Não,
enganei-me,
que faço?
Parei,
Pensei
Para quê?
O quê?
Não sei,
Deixei,
não dei.
Não,
não digo,
não faço,
não quero
não preciso,
não...
domingo, 23 de março de 2008
Lisboa de palavra a palavra
Pedra a pedra, sobre calçada
Lisboa antiga, Lisboa moderna,
Minha Lisboa amada.
Colina a colina, sobre Lisboa,
Que primeiro se fez à toa
Mas depois com o terramoto
E com Marquês de Pombal
Melhor se fez a capital de Portugal.
Geração a geração, sobre tradição,
Que permanece em Lisboa, que é coisa boa.
Chiu! Que o galo canta o fado,
De marca lisboeta e em bom estado.
Lisboa antiga, Lisboa moderna,
Minha Lisboa amada.
Colina a colina, sobre Lisboa,
Que primeiro se fez à toa
Mas depois com o terramoto
E com Marquês de Pombal
Melhor se fez a capital de Portugal.
Geração a geração, sobre tradição,
Que permanece em Lisboa, que é coisa boa.
Chiu! Que o galo canta o fado,
De marca lisboeta e em bom estado.
sábado, 8 de dezembro de 2007
A Rosa Humana da Vida
A vida é uma rosa
implantada no teu coração,
(de vez em quando rima,
de vez em quando não)
das pétolas a tua glória,
beleza (outrora de Helena de Tróia),
intelegência, os teus bons momentos
numa palavra te digo: virtudes.
Mas ainda não aprendeste
que o Mundo cinzento veste-se de cor-de-rosa
parecendo feliz, mas está cheia de segredos,
que fazem renascer os teus medos.
Ah, caule! Como estás tão crescida!
Os teus olhos continuam belos!
Mudaste de visual? Mudaste de vida?
Caule tua, de que te rodeia,
juntou-se e fez-te crescer,
ser quem és e que semeia.
Agradece aos teus amados,
que te põem água para viveres.
Agradece à Terra,
que te oferece oportunidades
para poderes crescer.
Os picos da tua rosa,
são feios dos teus maus momentos.
Dos teus inimigos, agradece-lhes,
porque sem eles, não poderias crescer
e seres a pessoa que és...
Tu,
Vida,
Rosa...
implantada no teu coração,
(de vez em quando rima,
de vez em quando não)
das pétolas a tua glória,
beleza (outrora de Helena de Tróia),
intelegência, os teus bons momentos
numa palavra te digo: virtudes.
Mas ainda não aprendeste
que o Mundo cinzento veste-se de cor-de-rosa
parecendo feliz, mas está cheia de segredos,
que fazem renascer os teus medos.
Ah, caule! Como estás tão crescida!
Os teus olhos continuam belos!
Mudaste de visual? Mudaste de vida?
Caule tua, de que te rodeia,
juntou-se e fez-te crescer,
ser quem és e que semeia.
Agradece aos teus amados,
que te põem água para viveres.
Agradece à Terra,
que te oferece oportunidades
para poderes crescer.
Os picos da tua rosa,
são feios dos teus maus momentos.
Dos teus inimigos, agradece-lhes,
porque sem eles, não poderias crescer
e seres a pessoa que és...
Tu,
Vida,
Rosa...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
A (minha) Cidade
Oh campestres terrenos
das estradas escuras
que é cor que me rodeia,
ruas empregnadas do preto
da poluição, lá no ar, como aqui no chão.
Árvores cinzentas, despidas, torturadas,
das suas folhas rasgadas, perdidas,
são coitadas as apodrecidas.
Amor que não é eterno,
feio, mas moderno e materno
da alma que faz palma da tua mão...
Oh feliz a escuridão que à noite aparecia
morreu, em vão, com luz em demasia
desvendando a cortina escura brilhante
e tornando-a como parte da luz do dia...
Oh formigas com sentimento de rebeldia
essa é a infeliz escuridão
no beco sem saída.
das estradas escuras
que é cor que me rodeia,
ruas empregnadas do preto
da poluição, lá no ar, como aqui no chão.
Árvores cinzentas, despidas, torturadas,
das suas folhas rasgadas, perdidas,
são coitadas as apodrecidas.
Amor que não é eterno,
feio, mas moderno e materno
da alma que faz palma da tua mão...
Oh feliz a escuridão que à noite aparecia
morreu, em vão, com luz em demasia
desvendando a cortina escura brilhante
e tornando-a como parte da luz do dia...
Oh formigas com sentimento de rebeldia
essa é a infeliz escuridão
no beco sem saída.
Castelo de Ilusão
Construí este Castelo e chamei-lhe Ilusão,
da desilusão, talvez fosse da minha imaginação.
Deixei-o na mesinha de cabeceira
ao pé do cão de madeira
(que é um grande amigão)
e arrangei uma maneira
de o pôr mais bonitão.
Peguei num cartão
que estava à beira de ir para o papelão.
Cortei e arrangei de forma
a cobrir o meu Castelão.
Pintei-o de preto, côr da solidão
(mas que pensamento horrível que vai no meu coração).
da desilusão, talvez fosse da minha imaginação.
Deixei-o na mesinha de cabeceira
ao pé do cão de madeira
(que é um grande amigão)
e arrangei uma maneira
de o pôr mais bonitão.
Peguei num cartão
que estava à beira de ir para o papelão.
Cortei e arrangei de forma
a cobrir o meu Castelão.
Pintei-o de preto, côr da solidão
(mas que pensamento horrível que vai no meu coração).
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