Provavelmente quando leres isto já não estarei aqui,
provavelmente fugi, enlouqueci ou talvez morri.
Mas lembra-te: estava sóbrio quando escrevi esta carta,
não me esquecerei daquilo que contigo passei,
daquilo que tu me deste e daquilo que te dei.
Não me despeço. Isso não é comigo
mas assim te peço que lembres-te que fui mais que teu amigo.
Estarei sempre contigo aconteça o que acontecer,
até depois do meu coração deixar de bater.
Sei que terás muitos felizes momentos
e sei que os ventos levam consigo memórias para os esquecimentos.
Não te peço que fiques agarrada a mim
apenas que nunca te esqueças de mim.
Peço-te apenas que me deixes viver
numa pequena parte do teu coração
e numa pequena parte da tua mente.
Não chores que eu não chorei,
não te arrependas que eu também não me arrependi.
A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.
A minha inocência foi esta:
Francisco Sarmento
Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Para Ti, Amor Platónico
Não sei se te amo,
nem se te deva amar.
Vejo-te e nunca te falei,
mas falaram-me e agora já não sei.
Se és ou não,
se crio expectativas e caia na desilusão.
Mas sinto e tenho vontade de apostar,
mas não sei se me hás-de amar.
Ansioso, espero pela tua resposta,
saber se estás desposta.
Quem és? Será que é apenas o amor platónico?
Correspondes ou dás barra?
Mas responde, que é em ti que o meu coração se amarra.
Eu sei, meu amigo,
sei disso, mas prefiro que não o digas,
deixa-me sonhar mais um bocadinho.
Que este é de bom vinho,
e sei, meu amigo, que se beber demais deste fico viciado,
mas repara bem como estou ressacado.
Também sei que esse vinho pode não aparecer ou pode acabar,
mas como é vício, dá-nos felicidade por uns momentos.
E porque o sonho é esperança, a esperança é vida e vivo por uns tempos.
Pode ser que o vinho acabe
ou pode ser que seja eterno
ou pode ser que seja bom,
mas como cá dizem, o que é bom não dura sempre,
e se não durar, então que chore neste caderno
e a esperança assim há-de mudar.
A ressaca é grande e a minha cabeça está cansada,
por isso vou apostar cegamente nesta minha última rodada...
deixa-me sonhar...
deixa-me sonhar...
nem se te deva amar.
Vejo-te e nunca te falei,
mas falaram-me e agora já não sei.
Se és ou não,
se crio expectativas e caia na desilusão.
Mas sinto e tenho vontade de apostar,
mas não sei se me hás-de amar.
Ansioso, espero pela tua resposta,
saber se estás desposta.
Quem és? Será que é apenas o amor platónico?
Correspondes ou dás barra?
Mas responde, que é em ti que o meu coração se amarra.
Eu sei, meu amigo,
sei disso, mas prefiro que não o digas,
deixa-me sonhar mais um bocadinho.
Que este é de bom vinho,
e sei, meu amigo, que se beber demais deste fico viciado,
mas repara bem como estou ressacado.
Também sei que esse vinho pode não aparecer ou pode acabar,
mas como é vício, dá-nos felicidade por uns momentos.
E porque o sonho é esperança, a esperança é vida e vivo por uns tempos.
Pode ser que o vinho acabe
ou pode ser que seja eterno
ou pode ser que seja bom,
mas como cá dizem, o que é bom não dura sempre,
e se não durar, então que chore neste caderno
e a esperança assim há-de mudar.
A ressaca é grande e a minha cabeça está cansada,
por isso vou apostar cegamente nesta minha última rodada...
deixa-me sonhar...
deixa-me sonhar...
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A Essência
Todos os dias que a vejo,
vejo-a diferente.
Se calhar porque acordei diferente,
se calhar ela acordou diferente.
Mas há algo que nunca é diferente quando a vejo.
É ela que me deixa assim: diferente.
É assim que gosto de estar,
prefiro não lhe falar,
prefiro ficar aqui a observar.
Prefiro não lhe provar,
prefiro ficar aqui a sonhar.
Li Poetas que Lhe dizem mal,
com todo o repeito, mas agora que o sinto,
não O vejo como tal.
Eles dizem que é sal,
eu digo que é vinho tinto.
Eles dizem que é o Fruto Proibido,
eu digo que, com Ele, me tenho rido.
Eles dizem que não tem remédio,
eu digo que nunca me provocou tédio.
Eles são mais e melhores que eu,
mas Eles morreram e o Amor não morreu.
Nota do autor: a palavra "Amor" começa com letra maiúscula pois é o amor no geral: amizade, família, namoro... assim como quando falamos do ser humano usamos a palavra "Homem" a começar com letra maiúscula.
vejo-a diferente.
Se calhar porque acordei diferente,
se calhar ela acordou diferente.
Mas há algo que nunca é diferente quando a vejo.
É ela que me deixa assim: diferente.
É assim que gosto de estar,
prefiro não lhe falar,
prefiro ficar aqui a observar.
Prefiro não lhe provar,
prefiro ficar aqui a sonhar.
Li Poetas que Lhe dizem mal,
com todo o repeito, mas agora que o sinto,
não O vejo como tal.
Eles dizem que é sal,
eu digo que é vinho tinto.
Eles dizem que é o Fruto Proibido,
eu digo que, com Ele, me tenho rido.
Eles dizem que não tem remédio,
eu digo que nunca me provocou tédio.
Eles são mais e melhores que eu,
mas Eles morreram e o Amor não morreu.
Nota do autor: a palavra "Amor" começa com letra maiúscula pois é o amor no geral: amizade, família, namoro... assim como quando falamos do ser humano usamos a palavra "Homem" a começar com letra maiúscula.
sábado, 25 de julho de 2009
Migalhas de um amor
Num sonho te poderia contar
que mais foram aqueles perdidos
por uma seta e ficaram sentidos
numa sentença mais dolorosa que a morte.
Numa perdição que nem a sorte,
nem o arrependimento, mas sim o tempo
vos livra de qualquer vento,
de qualquer tempestade.
Nunca ninguém me avisou,
uns evitavam, uns gostavam...
outros choravam
durante os meses que passavam.
Uns, diziam que era muito cedo,
se calhar, esses, escondiam o medo
de uma outra vez.
Tu estás possuído,
tu não vês,
vais ouvir o ruído,
que te mói,
vais fazer os teus porquê's,
de um passado que te rói
no presente que te dói.
Não,
faz tudo por essa pessoa,
faz tudo o que há de bom
e vais sentir-te tão bem
que te bem soa.
que mais foram aqueles perdidos
por uma seta e ficaram sentidos
numa sentença mais dolorosa que a morte.
Numa perdição que nem a sorte,
nem o arrependimento, mas sim o tempo
vos livra de qualquer vento,
de qualquer tempestade.
Nunca ninguém me avisou,
uns evitavam, uns gostavam...
outros choravam
durante os meses que passavam.
Uns, diziam que era muito cedo,
se calhar, esses, escondiam o medo
de uma outra vez.
Tu estás possuído,
tu não vês,
vais ouvir o ruído,
que te mói,
vais fazer os teus porquê's,
de um passado que te rói
no presente que te dói.
Não,
faz tudo por essa pessoa,
faz tudo o que há de bom
e vais sentir-te tão bem
que te bem soa.
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