Poemas de sentir,
poemas de amar.
Poemas sem sentido
e poemas que dão muito que falar.
Poemas simples,
poemas complexos.
Poemas comuns
e poemas que nos deixam perplexos.
Poemas acabados,
poemas incompletos.
Poemas falsos
e poemas honestos.
Poemas de vomitar,
poemas de silenciar.
Poemas de qualidade
e poemas sem verdade.
Poemas,
poemas,
poemas...
A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.
A minha inocência foi esta:
Francisco Sarmento
Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
domingo, 26 de setembro de 2010
Definições - Personalidade
No passado o futuro vejo
e nele o presente re-vejo.
Assim que possa compreender o desejo
de ver, sentir, ouvir e falar,
é na história que entendo o meu lugar.
Se não souber, irei vaguear e perguntar
onde, no meio de tanta gente, possa ficar.
Para me perceber,
as minhas origens tenho de ver.
E comparo com o meu passado privado
(ele muda-nos e isso já está traçado).
Concluo que em diferentes circunstâncias
o meu corpo expele mais umas do que outras fragrâncias.
Sou humano,
então sou todos os adjectivos,
sou mentiroso e honesto, sou menos e soberano.
Mudar para melhor nós podemos
quando tudo isto sabemos.
Mas, antes de mudar temos de entender,
que a perfeição está na imperfeição de ser.
e nele o presente re-vejo.
Assim que possa compreender o desejo
de ver, sentir, ouvir e falar,
é na história que entendo o meu lugar.
Se não souber, irei vaguear e perguntar
onde, no meio de tanta gente, possa ficar.
Para me perceber,
as minhas origens tenho de ver.
E comparo com o meu passado privado
(ele muda-nos e isso já está traçado).
Concluo que em diferentes circunstâncias
o meu corpo expele mais umas do que outras fragrâncias.
Sou humano,
então sou todos os adjectivos,
sou mentiroso e honesto, sou menos e soberano.
Mudar para melhor nós podemos
quando tudo isto sabemos.
Mas, antes de mudar temos de entender,
que a perfeição está na imperfeição de ser.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Procuro Aquilo Que Não Encontro
Escavo a minha cova à...
Procura de uma solução para os meus problemas.
Procura de um paraíso onde haja paz.
Procura de um silêncio para acabar com a confusão.
Procura de uma almofada para chorar.
Procura de um ar para poder respirar.
Procura de uma morte para acabar com as minhas vidas.
Procura de uma cura para as minhas feridas.
Procura de uma pessoa que não existe.
Procura da chave da liberdade para me tirar da prisão.
Mas nada disto encontrei.
Agora já não sei,
enterro o rei da capa cortada,
na minha lapa revive-se a minha vida mais privada,
"Procuro aquilo que não encontro".
Procura de uma solução para os meus problemas.
Procura de um paraíso onde haja paz.
Procura de um silêncio para acabar com a confusão.
Procura de uma almofada para chorar.
Procura de um ar para poder respirar.
Procura de uma morte para acabar com as minhas vidas.
Procura de uma cura para as minhas feridas.
Procura de uma pessoa que não existe.
Procura da chave da liberdade para me tirar da prisão.
Mas nada disto encontrei.
Agora já não sei,
enterro o rei da capa cortada,
na minha lapa revive-se a minha vida mais privada,
"Procuro aquilo que não encontro".
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Eu, o Cognome e Eu. (v.s.a.)
Eu, o Desvio do Vento
e o Movimento Contrário ao Tempo.
Eu, Alguém que é Ninguém
e o Boneco Pousado na Prateleira dos "Sem".
Eu, o Poema Nunca Lido
e o Rio Mais Poluído.
Eu, o Dente Substituído por Baixo da Almofada
e o Mais do Menos do Nada.
Eu, a Pessoa que já Morreu
e o Minuto que já Desapareceu.
Eu, a Comida Fora da Validade
e a Desprezada Realidade.
Eu, o Sangue Derramado
e o Coração Apertado.
Eu, o Grito Abafado
e o Nó da Garganta Apertado.
Eu, a Sombra mais Escura da Negra Solidão
e os Olhos que Nunca mais Abrirão.
Eu, a Morte da Calma.
Eu, o Despedaço d'Alma.
Eu, Apenas Eu.
e o Movimento Contrário ao Tempo.
Eu, Alguém que é Ninguém
e o Boneco Pousado na Prateleira dos "Sem".
Eu, o Poema Nunca Lido
e o Rio Mais Poluído.
Eu, o Dente Substituído por Baixo da Almofada
e o Mais do Menos do Nada.
Eu, a Pessoa que já Morreu
e o Minuto que já Desapareceu.
Eu, a Comida Fora da Validade
e a Desprezada Realidade.
Eu, o Sangue Derramado
e o Coração Apertado.
Eu, o Grito Abafado
e o Nó da Garganta Apertado.
Eu, a Sombra mais Escura da Negra Solidão
e os Olhos que Nunca mais Abrirão.
Eu, a Morte da Calma.
Eu, o Despedaço d'Alma.
Eu, Apenas Eu.
sábado, 18 de setembro de 2010
Necessidades. (ponto final)
Não preciso do dinheiro para comprar.
Não preciso da vida para viver.
Não preciso da morte para morrer.
Não preciso de pessoas para socializar.
Não preciso da roupa para me vestir.
Não preciso da boca para falar.
Não preciso do cérebro para pensar.
Não preciso do ar para respirar.
Não preciso da comida para comer.
Não preciso da água para viver.
Não preciso de não ter para sentir falta.
Apenas preciso do que não preciso.
Não preciso da vida para viver.
Não preciso da morte para morrer.
Não preciso de pessoas para socializar.
Não preciso da roupa para me vestir.
Não preciso da boca para falar.
Não preciso do cérebro para pensar.
Não preciso do ar para respirar.
Não preciso da comida para comer.
Não preciso da água para viver.
Não preciso de não ter para sentir falta.
Apenas preciso do que não preciso.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Tolerância - A Caminho da Desgraça
Acordo.
Desligo tudo o que deixei ligado.
Preparo-me para sair e ir trabalhar.
Saio.
Chego à estação.
Entro no comboio e sento-me.
Olho para a janela e vejo:
Vejo muitas casas,
vejo um rasto de plantas,
vejo muitas pedras.
Vejo uma criança a brincar na estrada,
vejo adolescentes a vandalizar a mente de uma criança,
vejo um acidente de carro,
Levanto-me e saio.
Trabalho.
Acabo o trabalho diário.
Vou-me embora.
Chego ao comboio.
Sento-me.
Olho para a janela e vejo:
vejo um roubo,
vejo um bêbado a gritar irritado com toda a gente,
vejo um homem a ser esfaqueado por adolescentes,
vejo um assalto a um banco,
vejo casas históricas com gatafunhos nas suas paredes.
Saio do comboio.
Chego a casa.
Deito-me no sofá.
Vejo televisão.
Vejo o primeiro-ministro a dizer que o país está num bom caminho.
Vejo televisão.
Adormeço.
Acordo.
Desligo tudo o que deixei ligado.
Preparo-me para sair e ir trabalhar.
Saio.
Chego à estação.
Entro no comboio e sento-me.
Olho para a janela e vejo:
Vejo uma briga,
vejo uma pessoa a chorar,
vejo alguém a suicidar-se,
vejo um prédio a desmoronar-se,
vejo um tiroteio entre gangs,
vejo brancos a espancarem um preto,
vejo alguém a morrer,
vejo um placar que diz:
"Estamos num bom caminho"
situado à frente de um bairro de lata.
Ouço o comboio a chiar intensamente.
Deixo de ver.
Não revoltar e morrer.
Desligo tudo o que deixei ligado.
Preparo-me para sair e ir trabalhar.
Saio.
Chego à estação.
Entro no comboio e sento-me.
Olho para a janela e vejo:
Vejo muitas casas,
vejo um rasto de plantas,
vejo muitas pedras.
Vejo uma criança a brincar na estrada,
vejo adolescentes a vandalizar a mente de uma criança,
vejo um acidente de carro,
Levanto-me e saio.
Trabalho.
Acabo o trabalho diário.
Vou-me embora.
Chego ao comboio.
Sento-me.
Olho para a janela e vejo:
vejo um roubo,
vejo um bêbado a gritar irritado com toda a gente,
vejo um homem a ser esfaqueado por adolescentes,
vejo um assalto a um banco,
vejo casas históricas com gatafunhos nas suas paredes.
Saio do comboio.
Chego a casa.
Deito-me no sofá.
Vejo televisão.
Vejo o primeiro-ministro a dizer que o país está num bom caminho.
Vejo televisão.
Adormeço.
Acordo.
Desligo tudo o que deixei ligado.
Preparo-me para sair e ir trabalhar.
Saio.
Chego à estação.
Entro no comboio e sento-me.
Olho para a janela e vejo:
Vejo uma briga,
vejo uma pessoa a chorar,
vejo alguém a suicidar-se,
vejo um prédio a desmoronar-se,
vejo um tiroteio entre gangs,
vejo brancos a espancarem um preto,
vejo alguém a morrer,
vejo um placar que diz:
"Estamos num bom caminho"
situado à frente de um bairro de lata.
Ouço o comboio a chiar intensamente.
Deixo de ver.
Não revoltar e morrer.
No Café Da Minha Rua
No café da minha rua
estão lá sempre as mesmas pessoas
sempre nos mesmos lugares,
sempre com os mesmos cigarros,
sempre com os mesmos cafés,
sempre às mesmas horas,
sempre a falar das mesmas outras vidas.
Mas hoje, em dezassete anos, mudaram,
não as mesmas pessoas,
nos mesmos lugares,
com os mesmos cigarros,
com os mesmos cafés,
sempre às mesmas horas,
mas sim,
a falar duma nova outra vida.
Só para observação,
tenho um novo vizinho.
estão lá sempre as mesmas pessoas
sempre nos mesmos lugares,
sempre com os mesmos cigarros,
sempre com os mesmos cafés,
sempre às mesmas horas,
sempre a falar das mesmas outras vidas.
Mas hoje, em dezassete anos, mudaram,
não as mesmas pessoas,
nos mesmos lugares,
com os mesmos cigarros,
com os mesmos cafés,
sempre às mesmas horas,
mas sim,
a falar duma nova outra vida.
Só para observação,
tenho um novo vizinho.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Despedida (o Pedido)
Provavelmente quando leres isto já não estarei aqui,
provavelmente fugi, enlouqueci ou talvez morri.
Mas lembra-te: estava sóbrio quando escrevi esta carta,
não me esquecerei daquilo que contigo passei,
daquilo que tu me deste e daquilo que te dei.
Não me despeço. Isso não é comigo
mas assim te peço que lembres-te que fui mais que teu amigo.
Estarei sempre contigo aconteça o que acontecer,
até depois do meu coração deixar de bater.
Sei que terás muitos felizes momentos
e sei que os ventos levam consigo memórias para os esquecimentos.
Não te peço que fiques agarrada a mim
apenas que nunca te esqueças de mim.
Peço-te apenas que me deixes viver
numa pequena parte do teu coração
e numa pequena parte da tua mente.
Não chores que eu não chorei,
não te arrependas que eu também não me arrependi.
provavelmente fugi, enlouqueci ou talvez morri.
Mas lembra-te: estava sóbrio quando escrevi esta carta,
não me esquecerei daquilo que contigo passei,
daquilo que tu me deste e daquilo que te dei.
Não me despeço. Isso não é comigo
mas assim te peço que lembres-te que fui mais que teu amigo.
Estarei sempre contigo aconteça o que acontecer,
até depois do meu coração deixar de bater.
Sei que terás muitos felizes momentos
e sei que os ventos levam consigo memórias para os esquecimentos.
Não te peço que fiques agarrada a mim
apenas que nunca te esqueças de mim.
Peço-te apenas que me deixes viver
numa pequena parte do teu coração
e numa pequena parte da tua mente.
Não chores que eu não chorei,
não te arrependas que eu também não me arrependi.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Facadas Em Terceira Pessoa
Quando te conheci parecias bacano,
mas alguém me avisou, adivinha lá, era um teu mano.
Ajudei-te com os teus amigos,
algo que não tinha nada haver comigo,
mas mesmo assim fiz mais do que faria um amigo.
Foi então que te pedi ajuda,
a pensar que podia contar contigo,
avisaram-me para ter cuidado,
porque estava a andar em campo minado.
Assim fiquei preparado,
mas na esperança que não ias falhar
comecei a andar.
Quase pisei duas minas,
vi-as e tinham a tua assinatura,
pensei que não era tua porque iria ser uma facada muito dura.
Terceira mina, igual à que já me tinham mostrado.
Por isso estou aqui para te dizer:
aconteça o que te acontecer
eu não quero saber.
mas alguém me avisou, adivinha lá, era um teu mano.
Ajudei-te com os teus amigos,
algo que não tinha nada haver comigo,
mas mesmo assim fiz mais do que faria um amigo.
Foi então que te pedi ajuda,
a pensar que podia contar contigo,
avisaram-me para ter cuidado,
porque estava a andar em campo minado.
Assim fiquei preparado,
mas na esperança que não ias falhar
comecei a andar.
Quase pisei duas minas,
vi-as e tinham a tua assinatura,
pensei que não era tua porque iria ser uma facada muito dura.
Terceira mina, igual à que já me tinham mostrado.
Por isso estou aqui para te dizer:
aconteça o que te acontecer
eu não quero saber.
domingo, 4 de julho de 2010
Meras Vontades
Tenho fome mas não tenho vontade de comer,
Tenho sede mas não tenho vontade de beber,
Tenho lágrimas mas não tenho vontade de chorar,
Tenho feridas mas não tenho vontade de as curar,
Tenho uma arma mas não tenho vontade de me matar,
Tenho pernas mas não tenho vontade de andar,
Tenho amor mas não tenho vontade de amar,
Tenho cansaço mas não tenho vontade de descansar,
Tenho ouvidos mas não tenho vontade de ouvir,
Tenho amigos mas não tenho vontade de sorrir,
Tenho um poema para finalizar mas não tenho vontade de acabar.
Tenho sede mas não tenho vontade de beber,
Tenho lágrimas mas não tenho vontade de chorar,
Tenho feridas mas não tenho vontade de as curar,
Tenho uma arma mas não tenho vontade de me matar,
Tenho pernas mas não tenho vontade de andar,
Tenho amor mas não tenho vontade de amar,
Tenho cansaço mas não tenho vontade de descansar,
Tenho ouvidos mas não tenho vontade de ouvir,
Tenho amigos mas não tenho vontade de sorrir,
Tenho um poema para finalizar mas não tenho vontade de acabar.
À Conversa Com A Morte E Com A Vida
Quem eu sou?
A Morte diz que já fui lhe fui igual,
a Vida diz que aprendi muito com ela.
Não preciso de dizer mais nada...
A Morte diz que já fui lhe fui igual,
a Vida diz que aprendi muito com ela.
Não preciso de dizer mais nada...
Para Ti, Amor Platónico
Não sei se te amo,
nem se te deva amar.
Vejo-te e nunca te falei,
mas falaram-me e agora já não sei.
Se és ou não,
se crio expectativas e caia na desilusão.
Mas sinto e tenho vontade de apostar,
mas não sei se me hás-de amar.
Ansioso, espero pela tua resposta,
saber se estás desposta.
Quem és? Será que é apenas o amor platónico?
Correspondes ou dás barra?
Mas responde, que é em ti que o meu coração se amarra.
Eu sei, meu amigo,
sei disso, mas prefiro que não o digas,
deixa-me sonhar mais um bocadinho.
Que este é de bom vinho,
e sei, meu amigo, que se beber demais deste fico viciado,
mas repara bem como estou ressacado.
Também sei que esse vinho pode não aparecer ou pode acabar,
mas como é vício, dá-nos felicidade por uns momentos.
E porque o sonho é esperança, a esperança é vida e vivo por uns tempos.
Pode ser que o vinho acabe
ou pode ser que seja eterno
ou pode ser que seja bom,
mas como cá dizem, o que é bom não dura sempre,
e se não durar, então que chore neste caderno
e a esperança assim há-de mudar.
A ressaca é grande e a minha cabeça está cansada,
por isso vou apostar cegamente nesta minha última rodada...
deixa-me sonhar...
deixa-me sonhar...
nem se te deva amar.
Vejo-te e nunca te falei,
mas falaram-me e agora já não sei.
Se és ou não,
se crio expectativas e caia na desilusão.
Mas sinto e tenho vontade de apostar,
mas não sei se me hás-de amar.
Ansioso, espero pela tua resposta,
saber se estás desposta.
Quem és? Será que é apenas o amor platónico?
Correspondes ou dás barra?
Mas responde, que é em ti que o meu coração se amarra.
Eu sei, meu amigo,
sei disso, mas prefiro que não o digas,
deixa-me sonhar mais um bocadinho.
Que este é de bom vinho,
e sei, meu amigo, que se beber demais deste fico viciado,
mas repara bem como estou ressacado.
Também sei que esse vinho pode não aparecer ou pode acabar,
mas como é vício, dá-nos felicidade por uns momentos.
E porque o sonho é esperança, a esperança é vida e vivo por uns tempos.
Pode ser que o vinho acabe
ou pode ser que seja eterno
ou pode ser que seja bom,
mas como cá dizem, o que é bom não dura sempre,
e se não durar, então que chore neste caderno
e a esperança assim há-de mudar.
A ressaca é grande e a minha cabeça está cansada,
por isso vou apostar cegamente nesta minha última rodada...
deixa-me sonhar...
deixa-me sonhar...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Carta Dentro da Garrafa
Onde começa a minha liberdade é onde acaba a maré.
Onde começa a minha imaginação é onde eu não tenho pé.
Vejo-te, estás perto e longe de mim ao mesmo tempo.
Avanço, sinto algo diferente nos pés,
toda a minha sensibilidade muda quando estou dentro de ti.
Humilde, rastejas a meus pés.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Agora, apensa sinto dos joelhos para baixo,
tudo o resto deixa de existir.
Ouço-te, tu falas sabiamente e ninguém te pode calar.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Dividiste o meu corpo a metade,
a que sente e a que não sente.
Chamam-te nomes: oceano, mar, rio, vapor...
mas ninguém se esquece que és sempre a mesma: a água.
Podes ser verde, transparente, potável, não potável, salgada, doce, grande, pequena,
mas todos sabem que és tu e só tu: água.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Sinto o meu peito, diferente, confortável.
Sinto as tuas carícias, o teu amor, a tua vontade.
Vais em todas as direcções menos na minha
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Entras na minha boca.
Beijas-me, beijas-me sem parar.
Sinto as tuas festinhas.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Estou totalmente dentro de água.
Os meus pulmões pedem ajuda mas eu sinto-me confortável,
sinto silêncio, sinto paz...
O meu coração bate com mais força,
nervoso, com as minhas pernas cansadas,
mas tu reconfortas-me, aqui quero ficar,
dentro de ti, com a morte a vir buscar-me.
Tens tudo aquilo que eu não tenho.
já não avanço mais, sinto-me esquisito...
Onde começa a minha imaginação é onde eu não tenho pé.
Vejo-te, estás perto e longe de mim ao mesmo tempo.
Avanço, sinto algo diferente nos pés,
toda a minha sensibilidade muda quando estou dentro de ti.
Humilde, rastejas a meus pés.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Agora, apensa sinto dos joelhos para baixo,
tudo o resto deixa de existir.
Ouço-te, tu falas sabiamente e ninguém te pode calar.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Dividiste o meu corpo a metade,
a que sente e a que não sente.
Chamam-te nomes: oceano, mar, rio, vapor...
mas ninguém se esquece que és sempre a mesma: a água.
Podes ser verde, transparente, potável, não potável, salgada, doce, grande, pequena,
mas todos sabem que és tu e só tu: água.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Sinto o meu peito, diferente, confortável.
Sinto as tuas carícias, o teu amor, a tua vontade.
Vais em todas as direcções menos na minha
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Entras na minha boca.
Beijas-me, beijas-me sem parar.
Sinto as tuas festinhas.
És tudo aquilo que eu não sou.
Avanço.
Estou totalmente dentro de água.
Os meus pulmões pedem ajuda mas eu sinto-me confortável,
sinto silêncio, sinto paz...
O meu coração bate com mais força,
nervoso, com as minhas pernas cansadas,
mas tu reconfortas-me, aqui quero ficar,
dentro de ti, com a morte a vir buscar-me.
Tens tudo aquilo que eu não tenho.
já não avanço mais, sinto-me esquisito...
sábado, 6 de março de 2010
Rotina Interior Submersa
Falo falo e nunca me calo,
quando me apercebo já eles se foram embora,
eu pergunto porquê,
eles dizem que já está na hora.
Estão sempre a dizer
que eu estou sempre a falar!
Isso é mentira!
Até parece que nunca me vou calar!
Só de pensar nisto fico logo com ira!
Por isso modemos de assunto.
Ontem comi presunto!
Foi num restaurante, ao jantar.
Só havia um problema,
estava lá um chato sempre a falar!
Percebi logo que não se ía calar,
por isso fui-me embora,
ele perguntou porquê
e eu disse que estava na hora.
quando me apercebo já eles se foram embora,
eu pergunto porquê,
eles dizem que já está na hora.
Estão sempre a dizer
que eu estou sempre a falar!
Isso é mentira!
Até parece que nunca me vou calar!
Só de pensar nisto fico logo com ira!
Por isso modemos de assunto.
Ontem comi presunto!
Foi num restaurante, ao jantar.
Só havia um problema,
estava lá um chato sempre a falar!
Percebi logo que não se ía calar,
por isso fui-me embora,
ele perguntou porquê
e eu disse que estava na hora.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A Essência
Todos os dias que a vejo,
vejo-a diferente.
Se calhar porque acordei diferente,
se calhar ela acordou diferente.
Mas há algo que nunca é diferente quando a vejo.
É ela que me deixa assim: diferente.
É assim que gosto de estar,
prefiro não lhe falar,
prefiro ficar aqui a observar.
Prefiro não lhe provar,
prefiro ficar aqui a sonhar.
Li Poetas que Lhe dizem mal,
com todo o repeito, mas agora que o sinto,
não O vejo como tal.
Eles dizem que é sal,
eu digo que é vinho tinto.
Eles dizem que é o Fruto Proibido,
eu digo que, com Ele, me tenho rido.
Eles dizem que não tem remédio,
eu digo que nunca me provocou tédio.
Eles são mais e melhores que eu,
mas Eles morreram e o Amor não morreu.
Nota do autor: a palavra "Amor" começa com letra maiúscula pois é o amor no geral: amizade, família, namoro... assim como quando falamos do ser humano usamos a palavra "Homem" a começar com letra maiúscula.
vejo-a diferente.
Se calhar porque acordei diferente,
se calhar ela acordou diferente.
Mas há algo que nunca é diferente quando a vejo.
É ela que me deixa assim: diferente.
É assim que gosto de estar,
prefiro não lhe falar,
prefiro ficar aqui a observar.
Prefiro não lhe provar,
prefiro ficar aqui a sonhar.
Li Poetas que Lhe dizem mal,
com todo o repeito, mas agora que o sinto,
não O vejo como tal.
Eles dizem que é sal,
eu digo que é vinho tinto.
Eles dizem que é o Fruto Proibido,
eu digo que, com Ele, me tenho rido.
Eles dizem que não tem remédio,
eu digo que nunca me provocou tédio.
Eles são mais e melhores que eu,
mas Eles morreram e o Amor não morreu.
Nota do autor: a palavra "Amor" começa com letra maiúscula pois é o amor no geral: amizade, família, namoro... assim como quando falamos do ser humano usamos a palavra "Homem" a começar com letra maiúscula.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Eu também (ensinamentos de vida)
Eu sou alguém para alguém
quando me diz eu lhe sôo bem,
quando aquele que me diz mal.
Eu sou alguém pois contribuo bem a Portugal.
Sou demasiado quando passo despercebido,
só passo a ser ninguém quando me acho convencido.
Não ouses dar-me por vencido
nem te iludas ao chamar-me vencedor,
não sou ninguém, mas sou lutador.
Sou alguém para alguém que me trata com amor.
Sou alguém quando alguém me dá valor.
Não tenho defenição,
sou inconstante como o tempo,
este, é mais do que Outono ou Verão.
quando me diz eu lhe sôo bem,
quando aquele que me diz mal.
Eu sou alguém pois contribuo bem a Portugal.
Sou demasiado quando passo despercebido,
só passo a ser ninguém quando me acho convencido.
Não ouses dar-me por vencido
nem te iludas ao chamar-me vencedor,
não sou ninguém, mas sou lutador.
Sou alguém para alguém que me trata com amor.
Sou alguém quando alguém me dá valor.
Não tenho defenição,
sou inconstante como o tempo,
este, é mais do que Outono ou Verão.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Definições - Amizade
Definição de amizade
atracção para a traição,
Eu contigo confio
e vejo-me no caminho da solidão.
Tão depressa vejo-te um amigo
e no agora passaste a mais um risco.
sozinho não consigo,
mas em ti me arrisco.
Entrego-te o meu coração
e ferido na morte o confisco.
Como uma criança chora depois de um pesadelo.
choro lágrimas de solidão.
No início anjo da guarda,
No final mal tratado como na rua é um cão.
atracção para a traição,
Eu contigo confio
e vejo-me no caminho da solidão.
Tão depressa vejo-te um amigo
e no agora passaste a mais um risco.
sozinho não consigo,
mas em ti me arrisco.
Entrego-te o meu coração
e ferido na morte o confisco.
Como uma criança chora depois de um pesadelo.
choro lágrimas de solidão.
No início anjo da guarda,
No final mal tratado como na rua é um cão.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Algo Que Eu Não Sei
Não sei como é com os outros, não sei se é igual, não sei se é diferente. Passei por muito, por tanto, que nem sei quem sou, não sei o meu futuro, penso que o que faço é uma porcaria, tenho medo que me apontem o dedo, que me gozem, que me critiquem. Sou um falço moralista, digo filosofias que não as aplico para mim. Estou farta de não saber quem está à frente de Deus. Fico confuso quando vejo sorrisos, porque a minha vida ensinou-me que não existem sorrisos, que não há felicidade. Vi o lado negro da Vida. Ditei a minha Vida a muitos, esses, que disserem para esquecer isso e seguir em frente, outros dizem que sou fraco, outros que foi mesmo mau. Não procuro palavras, procuro alguém que me abrace, alguem que me cale ternuramente. Alguem que me ajude. Ser amado, é algo que eu não sei...
sábado, 25 de julho de 2009
Migalhas de um amor
Num sonho te poderia contar
que mais foram aqueles perdidos
por uma seta e ficaram sentidos
numa sentença mais dolorosa que a morte.
Numa perdição que nem a sorte,
nem o arrependimento, mas sim o tempo
vos livra de qualquer vento,
de qualquer tempestade.
Nunca ninguém me avisou,
uns evitavam, uns gostavam...
outros choravam
durante os meses que passavam.
Uns, diziam que era muito cedo,
se calhar, esses, escondiam o medo
de uma outra vez.
Tu estás possuído,
tu não vês,
vais ouvir o ruído,
que te mói,
vais fazer os teus porquê's,
de um passado que te rói
no presente que te dói.
Não,
faz tudo por essa pessoa,
faz tudo o que há de bom
e vais sentir-te tão bem
que te bem soa.
que mais foram aqueles perdidos
por uma seta e ficaram sentidos
numa sentença mais dolorosa que a morte.
Numa perdição que nem a sorte,
nem o arrependimento, mas sim o tempo
vos livra de qualquer vento,
de qualquer tempestade.
Nunca ninguém me avisou,
uns evitavam, uns gostavam...
outros choravam
durante os meses que passavam.
Uns, diziam que era muito cedo,
se calhar, esses, escondiam o medo
de uma outra vez.
Tu estás possuído,
tu não vês,
vais ouvir o ruído,
que te mói,
vais fazer os teus porquê's,
de um passado que te rói
no presente que te dói.
Não,
faz tudo por essa pessoa,
faz tudo o que há de bom
e vais sentir-te tão bem
que te bem soa.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Alma Vadia
Alma,
que é morte inacabada,
que sabe, mas não entende,
que a solidão lhe invade,
que sofre um ardor quente.
Alma,
que não se responsabiliza,
que não quer nem prefer,
que está parada no nada,
que vive escondida,
que todo o dia
perguntam o que é da sua vida.
Alma,
que finge ser calma,
que mente com medo,
que se sente incompreendida.
que, nas costas, leva um penedo,
de penas e lágrimas
descritas em páginas.
Alma,
que cai e não se levanta,
que só luta por sobrevivência,
oh Morte, que me estás na iminência...
que é morte inacabada,
que sabe, mas não entende,
que a solidão lhe invade,
que sofre um ardor quente.
Alma,
que não se responsabiliza,
que não quer nem prefer,
que está parada no nada,
que vive escondida,
que todo o dia
perguntam o que é da sua vida.
Alma,
que finge ser calma,
que mente com medo,
que se sente incompreendida.
que, nas costas, leva um penedo,
de penas e lágrimas
descritas em páginas.
Alma,
que cai e não se levanta,
que só luta por sobrevivência,
oh Morte, que me estás na iminência...
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