A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.

A minha inocência foi esta:


Francisco Sarmento

Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/

quarta-feira, 10 de julho de 2013

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Como nos habituamos à morte? Choramos.
porque fazes parte da minha infância, porque corria os corredores do mercado da ribeira, porque brincava às escondidas no meio da fruta e dos legumes com o meu irmão Francisco Sarmento, porque dançava e ria contigo, porque cantavas me a formiga no carreiro de Zeca Afonso, porque almoçamos cozido à portuguesa, porque oferecias o gelado no verão, ficam estas e outras memórias da minha infância partilhadas ao teu lado..

- Inês Sarmento

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Vai contigo o meu perdão,
como uma chapada que se transforma em asa...

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É humano aquele que perdoa e aquele que quer ser perdoado.

Jorge Jourdan

Arranco as unhas
arranhando estas rudes paredes,
desfazendo a carne
dos meus dedos
em teu sacrifício,
berrando o teu nome
na esperança e na dor
de te ver surgir delas...
as unhas caiem-me
sem se despedirem,
materializando
a dor da tua morte.

Morreste sem nos despedirmos,
morremos ambos em silêncio...

terça-feira, 9 de julho de 2013

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É chato tu existires e eu não poder fazer nada com isso.

As Minhas Flores Do Deserto

Eu segui em frente, porque o mundo segue em frente, o tempo segue em frente. Porque não devemos olhar e assinalar as coisas más da nossa vida como cicatrizes, mas sim cales desimpedidas da frieza. Nunca há falta de amor, teremos sempre alguém que nos abrace, até um desconhecido, se lhe pedirmos. Não existe a certeza de que a vida é um inferno, pois quem afirmasse isso, com máxima certeza, ter-se-ia suicidado. E a morte é uma escolha sem consequências. É o fim da história, da música, do poema. O autor morre. Acabou. Nada mais se acrescenta. Mas vivendo, teremos sempre a hipótese de mudar, não sabemos o futuro, talvez até possamos ver que o "normal" é errado quando a nós o normal não nos assiste. Eu caminhei por um deserto de solidão, onde a sede do amor me provocava fantasias para poder sobreviver, porque sem sonhos finitos, sem histórias criadas na solidão, não haveria esperança, mas apenas o fim, a morte. No deserto que caminhei, sozinho, as pessoas que confiava eram miragens intocáveis, e areia me engolia, esse chão, que muitas vezes significa realidade, me devorava, me sufocava. Ainda assim, tomando a minha vida nestes insignificantes metáforas, plantei flores no deserto. O que não é normal, mas eu consegui, eu fiz, porque eu também não sou normal.
... este, é o sangue que me corre nas veias, que, de tempos a tempos, se revela meu desespero, minha angústia. Mas nunca o meu destino.

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Ando rodeado de pensamentos soltos. Vê-se logo que estou solteiro.

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Ultimamente não tenho usado drogas metafóricas. Reparo nisso agora.

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Se leste um pedaço do meu blog, então pensarás que sou louco mas se leres tudo, verás que sou mais humano do que consegues definir.

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Ando cheio de ideias para escrita. Ainda bem que tenho estupidez em abundância.

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Cabrões dos leitores que aplaudam a minha Poesia. Aplaudirem funerais... sinceramente, e eu é que sou louco.
Um poeta a desprezar a sua Poesia é horrivelmente poético. Ando seco, e não é por falta de inspiração. A minha Poesia está constantemente a sofrer mutações. São fases da minha vida.

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Estou desempregado, sou poeta a tempo inteiro.

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Se sentisse alguma coisa do que tenho escrito ultimamente, não estaria escrito aqui.
Divirto-me a explorar uma parte de mim que mantive abafada durante muitos anos. E escrevo porque não há nada para fazer neste calor. O que neste momento desejaria fazer está fora do meu alcance e temo que nem vá acontecer, vendo o historial de tentativas falhadas diria que o karma anda em dívida para comigo. Mas se o disser, eu ficarei em dívida para com o karma.
A voz que não é voz nenhuma mas sei lá eu o que é. As pancadarias frustradas do meu pai, quando eu era criancinha, ainda continuam a agitar as partículas e células da minha inconsciência. Estou desmaterializado de mim próprio. Vivo "omnitemporal", no passado e no presente ao mesmo tempo. Combato contra isso com a grande ironia de não saber como combater. Aqui parece-me haver resíduos do tal algo que eu não sei o que é.
Só eu me encontro nas minhas palavras. Os outros limitam-se a dizer que escrevo bem ou que sou louco. Acho que sou as duas coisas. Acho que na solidão das palavras acho a minha loucura. Só me lembro de ser normal quando a solidão dissipa-se entre amigos. Na verdade, até os cigarros perderam o seu valor.

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Não sou louco, porque já chorei.

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Em toda a minha vida disseram-me amo-te. Foi tal palavra que me levou à loucura. Pois actos não correspondiam ao significado da palavra.
Amo-te, em palavras incomparáveis, em sugestões irrealizáveis. Amo-te, quero-te, desejo-te. Repito infinitamente estas palavras mas continuo frustrado porque não igualam o meu sentimento.

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Normal, significa ser como os outros. E o que são os outros?

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Só não dou termo porque não sei se não encontrei.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

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A melhor parte de ser poeta é que fica sempre a ganhar, até nas suas próprias tragédias!

domingo, 7 de julho de 2013

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A fatalidade não é mais do que a determinação consciente.

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Coitado de mim, que morro tantas vezes, em cada poema que finalizo.

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Mas quem é o arrogante que define a genialidade? O que eu acho é que estamos desviados no nosso pensamento. Ou, por outras palavras... burros.

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Coitada da bela adormecida, que muitos homens beijaram-na (e não só) mas ela continua a dormir. A definição de príncipe também dorme.

Ou Sopas

É fodido, é fodido... é fodido andar estes anos todos arrastado por problemas impalpáveis, estando impotente à sua prórpria desordem. É fodido cometer erros inocentes e ser atirado para a vala dos culpados. É fodido saber não saber porra nenhuma mas saber algo que tenho vergonha em dizer fora do meu silêncio. É fodido acreditar ser uma merda e não acreditar que os outros não sintam esse meu único cheiro, mas outro que me fará chorar o mundo de mentiras. É fodido estar a escrever estas merdas todas e nada mudar. É fodido me expôr assim. A verdade é que estou todo fodido mas também sei foder. Foder com os sonhos que nunca passam disso. E é absurdamente fodido ter tais sonhos. Que supostamente nem se deveriam chamar sonhos. Mas que se foda! Digo eu... que cada vez estou mais fodido. É fodido que algures eu acredito em mim, sorrindo feliz, mas é ainda mais fodido não ter presente factos que comprovem. Estou tão habituado a ser fodido que é-me quase imemorável se alguma vez fodi. A foda disto tudo é que estou a escrever por escrever. Não sentindo quase porra nenhuma do que está aqui escrito. E por isso, fodi-te.
Arranha-te, foda-se!

Sífilis

Que sa foda a Poesia. Que vão para o caralho todos aqueles que só têm a matéria física dos olhos. Morte a eles todos, que desconhecem a masturbação dolorosa da vida. Tou farto das vossas regrinhas merdosas tão praticadas e pregadas, que são sempre inquestionáveis, que no máximo dos máximos, é porque vos faz comichão. À merda com os vossos impedimentos e pipis que não devem dizer asneiras, é nojentozinho. Tenho pena da maior parte desses vossos neurónios que nasceram como eu: mortos. Cambada de filhos-da-puta superficiais, merdas ambulantes que não dizem a asneira "merda" por dar comichão! Pois caralho! Cambada de masturbadores que têm orgasmos mas (atenção!) não lhes sai fluído nenhum porque é demasiado nojento! Ainda me questiono se têm sanitas em casa, porque é nojento defecar e como a merda não pode sair pelo cu, entompe-lhes o crânio sufocando e "conservando" o cérebro! Mas quem são estes filhos-da-puta, que se acham doutorados em alguma coisa que não prostituição, que por lerem livros já pensam saberem definir a vida!? Foda-se! E chamam-nos de porcos selvagens sem educação! Mas que burros com cultura que me saíram, que usam a cultura só para se adaptarem às conversas! Inférteis de merda, nunca criaram porra nenhuma! É fácil a qualquer um inserir-se num restaurante carinho cheio de cheio de objectos para isto e para aquilo para comerem a merda de um bagosinho de arroz com nome francês! Ridículo! Agora esses não se conseguem inserir no meio de nós, no meio daqueles que trabalham a terra e a vida! Aqueles que ritualizam os livros lidos pelos "senhores", aqueles que inspiram filósofos e outros tais! Isto é tão básico, foda-se! Tão básico como a matemática simples! Mas para ler é preciso saber ler, não decorar.
Já continuarei.

sábado, 6 de julho de 2013

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Ir desistindo, até desistir. Acontece, quando não se escolhe viver.

A Carta, Amor

Tenho medo de não te ser especial. De não ser único para ti. De ser uma pequenina pedrinha despercebida na areia que te amou, que, sem boca para falar nem membros para me mexer, viu a tua beleza gigante passar-lhe ao lado sorrindo a outros caminhos. Como na vida e na morte, espero que uma estrela caia do céu para brilhar o meu coração. Espero, especado, admirado e assustado com a beleza poética da Natureza e de possíveis bons momentos. Tenho medo de te amar... por isso fujo, correndo em corpo imóvel. Tenho medo de não me amares como te amo, de não me desejares como te desejo, pois nesta vontade desumanamente insatisfeita de te querer mais do que a palavra amor pode sustentar, somente tu tens esse poder de me fazer sentir satisfeito, desejando-me com a mesma intensidade. Sou mero humano, condicionado pela minha ignorância de ser humano, tu és... tão indefinível como o que sinto por ti.
Mas estou tranquilo, porque eu também sei voar.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Algo

Estou a tremer.
Estou a tremer.

Será dentro de mim?
Ou fora?
Ou o que sinto ver fora
está, na verdade, dentro de mim?

Quero-me perder sem perder
os meus objectivos
mas estou parado,
estancado, travado,
trancado, quieto,
paralizado, estático,
inactivo, hirto,
detido, inflexibilizado,
fixo, interrompido,
imóvel, inerte,
estagnado,
permanecido,
petrificado,
estacionado,
suspenso...

O meu corpo mexe
e move e alma remexe
e comove...

Há forças maiores
que o pensamento...

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Coitado do vinho. Que ao ser bebido, passa a ser apenas álcool no sangue.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

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O que as pessoas se esquecem é que o sofrimento tem vários conceitos. Principalmente pessoais.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

sábado, 29 de junho de 2013

Ando às voltas e voltas, de um lado para o outro sem parar porque o meu pensamento encravou. Esta é a minha inquietação sobre algo que me ultrapassa.

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Mata-me o sonho e a saudade de não ser um pedaço teu.

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Só aqueles que não conhecem a vida é que choram.
Para quê escrever a beleza se a beleza já existe?
Roubaram-me a poesia, roubaram-me tudo.
Não encontro função para os meus sentidos.
Eu sei os meus erros, eu sei os meus enganos,
eu sei tudo. Mas é como se não soubesse nada.
Desenhei constelações mas perderam o brilho
porque outras brilham mais.
Os meus poemas murcham agora,
agora que outra fragrância invadiu o meu mundo.
As palavras já não encaixam quando escrevo,
sou estrangeiro sem terra de origem.
As minhas mãos apodrecem
quando tento escrever, a alma afogou-se.
Agora vivo como os mortos vivem a paz,
vivendo a vida em tanto me faz.

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Estou definitivamente a perder o controlo do meu blog, está a tornar-se efectivamente igual aos meus cadernos de vontades.

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Já estou a voltar a acender as velas. A única iluminação da infinita escuridão do meu quarto. Duas velas com mais pavio que o cabelo da Rapunzel, e só não acendo o rasto do pavio porque não sei o que será o caminho iluminado por elas. Pode acabar em explosão.

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Mas que merda é essa de ter medo de ser amado!?

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Trouxe a magia das palavras aos animais.

O gato lambia a cauda
em sua solidão harmoniosa.
A cadela olhava-me.
O peixe nadava às voltas no aquário
como se fosse sempre a primeira vez.
As plantas mantinham-se na mesma posição.
Os pássaros continuavam a picotar o chão.
Mas ali estava eu de pé.
Recitando-lhes a minha poesia.
É o que sei partilhar.
Ninguém bateu palmas,
nada haveria mudado.
Depois de ter recitado,
agradeci sem olhar
e o mostrei o meu sorriso
de despedida por ter
acabado o poema.
Lá estava eu,
em plena queda,
de cima para baixo,
da marca das doze horas
directamente para a das seis,
sem passar pelas outras horas
desperdiçando essas oportunidades
para que a vida fosse acontecer.

Lá estava eu,
outra vez, caindo de costas,
olhando as estrelas do céu sem olhar
deixando-me ir na queda, sem pensar.

A vida passa por mim
mas ambos não existimos.

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AGORA TUDO FAZ SENTIDO! Mas estou com sono e quero mesmo mesmo dormir, que se lixe o sentido das coisas, a única razão é a minha cama. Quando dormir tudo e estiver totalmente descansado, cansar-me-ei a retirar o sentido. Mas agora, dormir. Dormir é o que interessa.

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É de manhã, acordei com o despertador pois tenho de acordar. Mas mesmo assim estou com uma insónia.

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Já não consigo aturar mais as minhas palavras. Não tenho paciência nenhuma para isto.
Estou com sono e não sei o que me fez acordar.

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Desconcertei a fatalidade. Assim sou poeta. Mas para lá da alma há um corpo que tenho de lidar.

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No início, cada poema meu era uma tentativa de suicídio, um cartucho de bala usado numa pistola apontada à minha cabeça. São tesouras incapazes de cortar.

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A vida tem das suas ironias e eu tenho certezas falidas.

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Tudo o que eu quero é a vossa compreensão, um pedaço da vossa perfeição.

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Não se enganem. Toda a minha Poesia não existe. É apenas um momento de silêncio antes de me matar, o silêncio imperceptível que imortaliza o mistério do porquê da minha morte.

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Está tudo muito bem, muito calmo, nada se passa fora do normal, até que de repente, do nada, aparece a Vida e grita: "SURPRISE MOTHER*****!!!!".
É de arrancar o coração com o susto, não é?

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Leitores sem alma servem poetas sem mãos.
Coitado do homem, viajou trezentos quilómetros de autocarro para chegar a esta linda paisagem e suicidar-se. A merda disto tudo é que se esqueceu das balas em casa e agora não tem dinheiro para voltar a casa. Tem de mendigar. Será que as pessoas vão-lhe, muito caridosamente, dar-lhe dinheiro para ele fazer a viagem de ida e volta e matar-se?
Parabéns Sábio! E que a tua sapiência seja saudavelmente louca. Ou, senão conseguires te encaixar neste mundo loucamente normalizado, então grita, porra! Grita loucamente como se num grito te saíssem todas as palavras e sentimentos, e se não ouvirem a tua liberdade, a Natureza te acolherá. Um grande abraço e felicidades.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

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A coincidência torna muito mais interessante a nossa existência.

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Esse teu amor ganancioso só nos leva à fatalidade das consequências.

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Nada do que vocês leram aconteceu, foi apenas um momento de silêncio.

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Olhos de ouro, coração de prata e corpo de bronze.

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Tenho consciência mas a minha inconsciência não está consciente, o que me lixa nos momentos de pressão.
Há muitas pessoas que me têm em consideração... não sei porquê. Não sei o que devo ter dito ou feito para tal acontecer. Quando era mais novo, acreditava inconscientemente que quando diziam que gostavam de mim estariam a mentir. Mas entretanto percebi que não. Não tenho nada de especial em mim que provoque essas reacções. Acho que é por não ter muito amor a mim próprio (e isto responde ao facto de as pessoas gostarem de mim e ao não saber porquê). Talvez porque a minha vida seja a busca incessante e constante do meu equilíbrio e da minha harmonia. E não só.
Transformo-te sem tentar
com o verbo copulativo
amar.


terça-feira, 25 de junho de 2013

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Às vezes tenho vergonha de existir. Oxalá não fosse humano e não tivesse que lutar contra os meus sentimentos. Quem me dera poder destruir estes fantasmas da minha cabeça sabendo que eles existem e amaldiçoam as minhas decisões. Nem sabes a tortura que é. Se não ouvir música e dançar o seu ritmo estaria louco com tanto ruído. Provavelmente nem estaria aqui. Como tudo seria simples, senão tivessem ejaculado as frustrações de outrém em cima mim quando era novo. Merda! É tão difícil rejeitar o espelho que me rejeita!... apetece-me chorar, mas se choro vou lembrar-me da minha infância e sentir-me-ei uma aberração... tenho vergonha de existir, o medo que me assola zumbe constantemente o meu cérebro sacudindo de mim a vontade de ser feliz. Quando falo com alguém, a minha sombra goza-me berrando. Merda! Tenho vergonha de existir, não houve quem reparasse na minha existência quando eu era mais novo, e agora sou assombrado por isso. E sei, sei tão bem disso mas não sei lutar contra isso. Posso me abstrair, é verdade, mas vai-se acumulando em mim sem me aperceber e tenho medo de explodir. Tenho forças, mas não sei por onde caminhar... alguém sabe? A pressão que se ergue em mim obriga-me a falhar por impulso. Não quero ser mais assim... estou desesperado. Merda! Conheço os meus feitos, as minhas conquistas, mas não lhes sei sorrir nem tenho orgulho. Porque o meu pai nunca me sorriu às minhas conquistas, e pior, desprezou-as e amaldiçoou-as. Não fiz mal a ninguém, não cometi os erros com intenção. Sou contrário ao meu pai, sou boa pessoa, tenho muitos motivos para me orgulhar de quem sou mas não tenho orgulho. Meu pai, esse reles, consumido pela malvadez, destruiu muita gente, enganou outros e tem orgulho demais. Toda a tristeza só me serviu para escrever este texto. Não estou triste e sei o que quero e como lá chegar.

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Bem, aqui estou eu, a olhar para o nada, sem fazer nada.
Meu amor,
não sei que morte me espera,
mas que morra no teu colo
como uma criança adormecendo
na sua paz inocente,
transportando-se para um sonho.

No dia que eu morrer,
é para acordar deste sonho
sabendo como viver.

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Não escolhemos não sofrer, apenas escolhemos não pensar nisso.

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Palavras sem alma são como peças de roupa sem vida por não terem ser humano.
Gostava de ser pequeno
o suficiente para passear
nos teus lábios e, nos cantos
do teu sorriso, adormecer
e sonhar infinitamente.


Gostava de pôr dois dedos no mar
fazendo ressuscitar montanhas,
desabrochar, assim, flores,
tornando-as receptivas.

Anseio beijar a planície,
criar dilúvios, e provocar
respirações ofegantes ao vento,
eriçando as folhas das árvores.

Descobrir a origem do oceano
na escuridão das suas profundezas,
sentir os seus terramotos
na ravina submersa.


domingo, 23 de junho de 2013

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O preconceito é a ideia que nós temos antes de possuirmos o conceito, ou seja, está entre a burrice total e a realidade.

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Se escrevo poemas com tristeza é porque estou recheado de esperança, caso contrário nem sequer os escreveria, não é?
Há pessoas que não podem ser representadas por artistas quando essas pessoas nem sequer se conhecem a elas próprias. Cujas emoções desfocam as justificações para tais críticas e as nossas partilhas de arte não atingem os corações delas pois vêem em nós, não uma partilha mas um saco espelhado para descarregar.
Ninguém sorriu por mim,
ninguém chorou por mim,
por isso choro por quem
o devia ter feito por mim.

A minha vida
é uma poesia
de versos trocados,
rimas indesejadas
com inversão de significados.
A minha raiva é inocente,
porque é de uma criança triste.

Os meus erros são inocentes,
porque temo tomar decisões.

As fugas na minha vida são inocentes
porque fujo daquele que nunca esteve presente.

O meu sorriso humilde é triste,
porque não chorei abraçado.

Tenho medo de conquistar,
não sei o que está para lá da conquista,
tenho medo...

Sou uma criança ainda,
cujo pai foi seu inimigo.

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Sou o maior ignorante do mundo, pois não sei sorrir às minhas conquistas.
Who will cry for the little boy, lost and all alone?
Who will cry for the little boy, abandoned without his own?
Who will cry for the little boy? He cried himself to sleep.
Who will cry for the little boy? He never had for keeps.
Who will cry for the little boy? He walked the burning sand.
Who will cry for the little boy? The boy inside the man.
Who will cry for the little boy? Who knows well hurt and pain.
Who will cry for the little boy? He died and died again.
Who will cry for the little boy? A good boy he tried to be.
Who will cry for the little boy, who cries inside of me?

Antwone Fisher

quinta-feira, 20 de junho de 2013

domingo, 16 de junho de 2013

Estes olhos brilhantes...

Sonhadores
entre inocência
e ingenuidade.
Olhos sorridentes,
cheios de vontade.

Esta criança é...

a beleza do brilho,
sua essência.
Astro iluminante.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Para sempre asas,
sei que não posso,
não é suposto voar,
mas, menina do meu coração,
levas-me acima das nuvens
sem sair do chão.

Sorrirmos um ao outro
é viajar no nosso interior,
é fazer do corpo 
uma nave espacial,
minha lua, teu sol,
nosso amor especial.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Possuindo Impossível

Há uma catástrofe na minha realidade,
a catástrofe é a única coisa real na minha vida.

As estrelas apagaram-se,
as nuvens transbordam raiva
querendo descarregar mas sem poder.
O chão treme intensamente
mudando a sua orientação constantemente.
Sinto-me perdido,
as lágrimas transformam-me
na criancinha que tinha sido
num passado quase esquecido.
Quanto mais fujo correndo
mais vou ficando criança,
temendo o mundo,
mas, ao mesmo tempo,
parece que estou a morrer,
a dor tira-me o poder de ver
a minha maneira feliz de viver.

A gravidade tornou-me pesado,
estou colado ao chão, esmagado,
com os meus pulmões em pressão
sem conseguirem manter a respiração,
quero chorar, quero gritar, mas não consigo,
estou quase a desistir de lutar
sem saber quem o meu inimigo,
tão cansado, tão exausto,
a minha alma aborta
o meu corpo de consciência morta.
Tão perto do final, mais uma vez,
mas desta vez, o meu olhar brilha
sem esperança, com força,
luto contra mim mesmo,
tentando conquistar o controlo,
tendo certeza que sou eu
o autor da minha realidade,
benefício da minha liberdade,
esforço-me mais um bocado,
sem de contrariar a gravidade
sobre mim exercida,
mas sim controlar essa capacidade
de saber viver a minha vida
pelos meios da felicidade.

Rascunho Sobre Amizade

Amigo,
espero-te aqui,
no lugar da nossa infância.

Esperando a tua lembrança
sobre as nossas recordações,
só me lembro de metade,
a outra metade pertence-te.

Metade da minha vida passada
é tua, confio plenamente em ti,
tu conheces a minha alma nua
por isso não a deixes abandonada.

Vejo-te desvanecer
em fumos inúteis e fúteis,
dançando sobre ilusões
perigosas, feliz Presente.

Guardas promessas
e aguardas que se concretizem,
influenciado com conversas
que experienciem.

Não posso fazer nada,
já conversei contigo,
agora só me resta esperar
magoado para depois me levantar
na tua queda e ser teu amigo.
Tão sincero na escrita
que nem me apetece escrever
exposições de sentimentos.

Há sempre receio,
receio de me expor,
medo de recuperar,
de me abrir e sentir dor.
Em relação à criatividade, dentro do meu crânio está o Universo e no meio um meu olho com 360º de visão.

domingo, 9 de junho de 2013

Nossa Cidade

Nunca deste pela minha presença
por eu estar nos bastidores dos bastidores.

Há tanta gente neste planeta,
tantos gordos, tantos gordos,
não há espaço para todos,
não são humanos, são aberrações,
alimentam-se de bocas
sem fundamentações...

Este mundo é só ruído,
parece que cada um de nós
tem duas bocas, meio ouvido,
e vive sem voz.

Tanta gente morta a ir trabalhar
com os seus sentidos enchidos
de publicidade para comprar
a felicidade temporária.

Gente operária cuja a vida não opera
mas espera espera, às vezes desespera
acabar com esta vida mera,
infértil, só ingira infelicidade que gera.

Onde estão os sonhos da inocência?
Somos mais velhos, somos culpados
por termos consciência e não lutarmos
pelo que nos deixa bem irradiados.

O corpo continuará cansado ao acordar
enquanto a nossa alma não despertar!

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Próximo capítulo: vida incrementada.

sábado, 8 de junho de 2013

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Apresento-me ao serviço da solidão
para descrever um momento de reflexão.

És o maior?
Onde está o diploma
a dizer isso?
Só te pode confirmar
alguém que seja maior que tu.

Notas escolares
geram notas capitais,
é a promessa dos nossos pais.
Promessas são feitas
a quem duvida.
É rotativo o que possuímos
é transformável quem somos.