A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.
A minha inocência foi esta:
Francisco Sarmento
Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/
sábado, 29 de outubro de 2011
Eu vi-te, lá nas longes alturas,
lá nesse tempo perdido,
nesse caminho sem fim,
o meu olhar não te alcançava
apesar de te conseguir ver.
Mas havia um de nós que se afastava,
um, que se estava a perder.
Bem te quis, muito te quis,
mas lá, nesse universo desconhecido,
brilhavas tu na imensa escuridão,
fiquei apegado ao teu brilho,
parecias estar à distancia do meu braço
e eu esticava-o mas havia ainda muito espaço.
Oh! Se não te quis! Como te quis!
Apenas exististe quando eu, de olhos fechados,
te via, te sentia até ao dia
em que os meus olhos cegaram, obcecados,
mas nunca mais voltaste, nunca mais te pude ver,
ah! Como te queria... como te queria...
nunca te devia ter sonhado
para conseguir viver...
Bagageira Sem Malas
Conheces só palavras,
nada sabes do que falo.
Imaginas tão desonestamente
tal coisa que pode mas nada tem disso
e nada disso é.
São apenas palavras o que ouves
mas a mágoa é minha.
Para ti não é mais que uma letra
de uma canção sem música,
de uma flor sem cheiro,
de uma vida sem o tempo,
de um lugar sem espaço,
de uma foto sem fundamento,
de uma tela branca...
e um desabafo é um tormento,
um templo em ruínas
onde ganhei lugar,
lapidado pela tua memória
e sem chão onde me enterrar.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Segredos Trancados
Não te disse,
ainda não te disse
mas hei-de dizer
como digo na solidão
e te vejo comparecer.
Falas-me mas não me conheces
porque não te disse.
É um peso que carrego
à espera do momento certo
de um tempo incerto
desconhecido pelo teu ego.
Nem imaginas quantas mentiras
são as minhas reacções quando falas.
Ouço as tuas sábias teorias
desse orgulho de ser superior
e ponho-me a pensar
quantas lágrimas verterias
se eu dissesse a tua dor.
Nem te apercebes do meu silêncio
nessa toda tua avareza
onde te perdes na tua prepotência
esquecendo-te fatalmente da minha existência
e de como pode ela ser a desgraça da tua natureza.
Se soubesses terias medo dos meus olhos,
dos meus mais honestos olhos,
mas eu também tenho medo,
muito medo... porque eu sou tu,
criado por ti e pelo amor...
uma fera enjaulada berra ferozmente,
nesse mundo meu, onde vive um terror.
sábado, 22 de outubro de 2011
Percepção Alucinação
Sou eu que estou errado,
sou eu a escória que foge à razão,
sou uma bela maçã destinada à podridão
crescida nas terras nojentas,
porque cada acto meu
são mil olhos de interrogação.
Entrego o meu mistério de vida
aos julgamentos com pena antecipada,
não interessa a origem
nem se foi bem intencionada.
Juízes não se perguntam,
têm vertigens de onde vim,
não me conhecem
e já têm certezas de eu ser assim.
Que veneram eles que eu não sei,
serão os meus olhos assombrados
que os deixam assustados?
O que lêem eles em mim
que eu não leio?
Talvez sejam as minhas atitudes
mas isso eu não creio.
Se calhar sou um tormento
como uma catástrofe natural,
quando aparece todos fogem à dor
como se considera normal.
Querem que seja o vilão
que alguém tenha os defeitos deles
para se sentirem bem.
Convém julgar com alguém
para se afirmar e confirmar
que eles são o bem.
Não se passa nada,
eu sei quem foi a causa,
já vou na décima oitava vaza
e ainda tenho a alma marcada.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Os olhos desesperados,
desfocados pelas lágrimas,
no sofá, virado para a janela
onde a noite escura enche a solidão do lar.
O sentimento ganha forma no corpo
que se deita abraçado a si próprio
e uma respiração profunda e cansada
inicia os encantos dos sonhos
como os efeitos do ópio.
Adormece...
Acorda numa ressaca
de arrancar com uma faca,
mas algo mudou,
a esperança morreu,
o sol está vivo
já não sinto saudade,
o que morrera,
agora ressuscitou.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Foi Tudo Amor
Das vezes que escrevi sobre ti
escrevia mais sobre mim,
sabes porquê?
Porque somos nós
à distância de um coração.
Num mundo confuso
tu foste a minha razão
porque sempre que te via
assim sentia-me numa confusão.
Achei que fosse um fosso
mas afinal era só o fundo de um poço
e uma dessas vezes que acordei
percebi o quanto é possível
se houvesse mais um bocadinho de esforço.
Porque sei
o quanto me amaste, o quanto me amas
o quanto nos afastámos um do outro.
Porque fui o criador do rio Tejo
através das minhas lágrimas
por estares do outro lado da margem
e já me faltar a coragem.
Sim, tive o medo de me afogar,
o medo de atravessar a ponte da liberdade para te falar,
por isso fiquei aqui a tentar descobrir
na imensa saudade de te ver sorrir.
Quantos peixes, quantas gaivotas vi passar,
eles foram emigrar mas eu fiquei aqui a sonhar,
a olhar para as estrelas, à espera do teu regresso,
a re-viver as nossas memórias
e deitei-me,
aconcheguei-me na relva à espera de novas histórias.
Porque, apesar de distante, tão afastado,
sabes que sempre estive ao teu lado.
Nesta caminhada tropessámos em discussões,
mas sempre nos amámos e ainda o mostrámos
mesmo em alturas de rouquidões,
porque.eu sei, porque tu sabes,
que o nosso amor foi e é a razão das nossas razões.
escrevia mais sobre mim,
sabes porquê?
Porque somos nós
à distância de um coração.
Num mundo confuso
tu foste a minha razão
porque sempre que te via
assim sentia-me numa confusão.
Achei que fosse um fosso
mas afinal era só o fundo de um poço
e uma dessas vezes que acordei
percebi o quanto é possível
se houvesse mais um bocadinho de esforço.
Porque sei
o quanto me amaste, o quanto me amas
o quanto nos afastámos um do outro.
Porque fui o criador do rio Tejo
através das minhas lágrimas
por estares do outro lado da margem
e já me faltar a coragem.
Sim, tive o medo de me afogar,
o medo de atravessar a ponte da liberdade para te falar,
por isso fiquei aqui a tentar descobrir
na imensa saudade de te ver sorrir.
Quantos peixes, quantas gaivotas vi passar,
eles foram emigrar mas eu fiquei aqui a sonhar,
a olhar para as estrelas, à espera do teu regresso,
a re-viver as nossas memórias
e deitei-me,
aconcheguei-me na relva à espera de novas histórias.
Porque, apesar de distante, tão afastado,
sabes que sempre estive ao teu lado.
Nesta caminhada tropessámos em discussões,
mas sempre nos amámos e ainda o mostrámos
mesmo em alturas de rouquidões,
porque.eu sei, porque tu sabes,
que o nosso amor foi e é a razão das nossas razões.
terça-feira, 4 de outubro de 2011
As Chagas Dos Nossos Pés
O mundo está num tal estado
que por onde caminhamos
a hipocrisia está sempre ao nosso lado.
Os nossos direitos foram cosidos com o sofrimento de alguém
e as roupas que tanto desejamos também.
As nossas conversas de revolta e mudança
não passam de falácias de esperança.
Este capitalismo criou um sistema
para que os planetas se encontrem
um de cada vez e de um intervalo de tempo
que nos faz esquecer a essência do problema.
O Universo não esquece o significado da universalidade
e os gananciosos que criaram uma virtual realidade
deparam-se agora com o fim da sua existencialidade,
porque o que é natural nunca deixará de ser natural
se a sua origem não chegar às mãos do mal.
Para concluir:
o meu País, ó economistas sem nome,
foi criado pelo Povo Português e chama-se Portugal.
que por onde caminhamos
a hipocrisia está sempre ao nosso lado.
Os nossos direitos foram cosidos com o sofrimento de alguém
e as roupas que tanto desejamos também.
As nossas conversas de revolta e mudança
não passam de falácias de esperança.
Este capitalismo criou um sistema
para que os planetas se encontrem
um de cada vez e de um intervalo de tempo
que nos faz esquecer a essência do problema.
O Universo não esquece o significado da universalidade
e os gananciosos que criaram uma virtual realidade
deparam-se agora com o fim da sua existencialidade,
porque o que é natural nunca deixará de ser natural
se a sua origem não chegar às mãos do mal.
Para concluir:
o meu País, ó economistas sem nome,
foi criado pelo Povo Português e chama-se Portugal.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
Quarto - Um Mundo
Quando se passa pela porta
entramos num mundo diferente,
como se, de repente,
tudo rodasse à volta deste quarto
e o resto deixasse de existir…
Está escuro,
estamos a ouvir gritos,
parecem ser de raiva,
tentamos falar com essa voz,
ligamos a luz… e o silêncio,
não está aqui ninguém senão nós.
Prosseguimos com a nossa investigação.
O tecto parece uma televisão,
transporta-nos para outros lugares,
parecem sonhos ou memórias,
uma qualquer outra dimensão.
O roupeiro está cheio,
parecem máscaras de receio,
contudo vazio, porque o que o enche
é o que não é verdadeiro.
Há aqui um espelho
que nos mostra distorcidos,
corruptos e bandidos,
faz-nos ver o que detestamos,
apesar de irreal
através da percepção seria um ideal.
As paredes estão pretas da humidade
pintadas com uma cor fingida
mas que não escapa à verdade.
A cama é gélida como um cadáver
mas está tapada por um cobertor
que se mexe quando se mexe a dor.
A almofada é nervosa,
talvez por estarmos aqui…
fazemos-lhe perguntas
mas a marca da cara permanece imóvel,
com um olhar distante,
apesar de escorrerem lágrimas.
Na secretária há fins inacabados,
fotos distorcidas… sem caras,
palavras caladas em papéis invencíveis.
Um mealheiro com elogios guardados,
uma gaveta misteriosa trancada mas sem fechadura,
os segredos, aqui, são invisíveis
mas sinto-lhes a presença.
Está aqui uma forca das palavras
e uma lista de sentenças…
nota-se rastos de água,
talvez lágrimas de tristeza
ou suor de cansaço.
Na mesinha de cabeceira
está uma caixinha que cabe na minha mão,
não sei porquê, chamou-nos a atenção,
abrimo-la e está lá um apaixonante sol,
pequeno e muito confortável,
com uma temperatura suportável,
que me deixa mole,
como se o meu corpo quisesse ficar,
dá-me esperança… acho que o vou levar.
Já acabámos a investigação, vamos embora.
Mal pomos os pés fora do quarto,
parece que algo ficou por desvendar,
quando olhamos para trás,
o quarto estava diferente,
talvez mais normal,
seja lá o que for que vimos,
nunca mais foi igual.
entramos num mundo diferente,
como se, de repente,
tudo rodasse à volta deste quarto
e o resto deixasse de existir…
Está escuro,
estamos a ouvir gritos,
parecem ser de raiva,
tentamos falar com essa voz,
ligamos a luz… e o silêncio,
não está aqui ninguém senão nós.
Prosseguimos com a nossa investigação.
O tecto parece uma televisão,
transporta-nos para outros lugares,
parecem sonhos ou memórias,
uma qualquer outra dimensão.
O roupeiro está cheio,
parecem máscaras de receio,
contudo vazio, porque o que o enche
é o que não é verdadeiro.
Há aqui um espelho
que nos mostra distorcidos,
corruptos e bandidos,
faz-nos ver o que detestamos,
apesar de irreal
através da percepção seria um ideal.
As paredes estão pretas da humidade
pintadas com uma cor fingida
mas que não escapa à verdade.
A cama é gélida como um cadáver
mas está tapada por um cobertor
que se mexe quando se mexe a dor.
A almofada é nervosa,
talvez por estarmos aqui…
fazemos-lhe perguntas
mas a marca da cara permanece imóvel,
com um olhar distante,
apesar de escorrerem lágrimas.
Na secretária há fins inacabados,
fotos distorcidas… sem caras,
palavras caladas em papéis invencíveis.
Um mealheiro com elogios guardados,
uma gaveta misteriosa trancada mas sem fechadura,
os segredos, aqui, são invisíveis
mas sinto-lhes a presença.
Está aqui uma forca das palavras
e uma lista de sentenças…
nota-se rastos de água,
talvez lágrimas de tristeza
ou suor de cansaço.
Na mesinha de cabeceira
está uma caixinha que cabe na minha mão,
não sei porquê, chamou-nos a atenção,
abrimo-la e está lá um apaixonante sol,
pequeno e muito confortável,
com uma temperatura suportável,
que me deixa mole,
como se o meu corpo quisesse ficar,
dá-me esperança… acho que o vou levar.
Já acabámos a investigação, vamos embora.
Mal pomos os pés fora do quarto,
parece que algo ficou por desvendar,
quando olhamos para trás,
o quarto estava diferente,
talvez mais normal,
seja lá o que for que vimos,
nunca mais foi igual.
domingo, 28 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
A planta cresce...
entre as chuvas ácidas que a amarguram,
entre os raios de trovoada que a queimam,
entre as inundações que a asfixiam,
entre as abelhas que lhe roubam a essência,
entre os furacões que a assustam,
entre as larvas que lentamente a comem,
não foge por estar presa...
mas quem és tu, ó Natureza?
entre as chuvas ácidas que a amarguram,
entre os raios de trovoada que a queimam,
entre as inundações que a asfixiam,
entre as abelhas que lhe roubam a essência,
entre os furacões que a assustam,
entre as larvas que lentamente a comem,
não foge por estar presa...
mas quem és tu, ó Natureza?
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
O Baralho Do Século XXI
A realidade
é um gigantesco baralho de cartas em queda.
Sempre a cairem em cima de mim (!!!):
Reis a darem ordens, quando na verdade,
são uns mortaizinhos que só provocam desordens!
Os Príncipes! Os Príncipes!
Ah! Os Príncipes! Sempre têm tudo!
Nunca lhes falta nada!
Aliás!, problemas?, com eles!?
Só os de matemática e não são os da vida!
Viva a porra da igualdade, pá!!!
As Damas... ai as Damas!
Não sou Príncipe mas sei tratar duma Princesa!
Damas, tantas Damas! Que beleza!
Mas só me passam ao lado!!!
Sou um romântico frustrado...
Não não, sou mas é um desleixado!
E quem o diz é a porra do Joker!!
Esse então nunca se cala!! Sempre a gozar
sempre a gozar sempre a gozar!!!
Sempre armado em palhaço,
aquele palhaço da merda!
Sempre a falar da minha vida
como se fosse uma novela!!!
Com intrigas e difamações,
senão está a dormir está a falar mal de mim!
Cúmulo da superficialidade!
Como é um anormal e não tem amor próprio,
anda a ver se os outros se desamam!!!
Suicidem-no, porra!!!
A Manilha, a Manilha lá vai!
Aponta o dedo a tudo o que faço!
"Tudo perfeitinho tudo perfeitinho,
não podes falhar!"
Se me desvio por milímetros,
pimbas!! Lá está ele!
"Estás te a desviar! Estás-te a desviar!"
Parece uma sirene, foda-se!
Sempre que o oiço apaixono-me pelo meu despertador!
Burro, pois, eu sou o Burro!
Ando para aqui a falar,
mas quem é que me ouve?
Quem é me entende, hã?
Pois, ninguém responde!
Eu nem sei porque raio me estou a queixar,
nada muda, é sempre a mesma merda!
Esta merda é como a SIDA,
muda de forma com as gerações futuras
mas continua lá, nunca nos larga!
Estou farto de Palha!
A Palha, pá, está sempre a queixar-se!
Se não se queixa da sua vida
queixa-se da vida dos outros!!!
Mas também, sempre a lamuriam-se
mas não fazem nada por isso!!!
Palha... palha é para queimar!!
Contribuem para tudo,
para morrer mais depressa, para dar uma boa queca,
para destruir a Natureza, para os bolsos dos políticos,
só não contribuem é para a evolução da Humanidade!!!
Tanto paleio tanto paleio que o navio encalhou
e, claro, quem é que tem levar com esta merda toda?
Sou eu claro!!! Como é mais que óbvio!!!
Pá, ó Deus! Baralhaste isto muito mal baralhado, pá!
é um gigantesco baralho de cartas em queda.
Sempre a cairem em cima de mim (!!!):
Reis a darem ordens, quando na verdade,
são uns mortaizinhos que só provocam desordens!
Os Príncipes! Os Príncipes!
Ah! Os Príncipes! Sempre têm tudo!
Nunca lhes falta nada!
Aliás!, problemas?, com eles!?
Só os de matemática e não são os da vida!
Viva a porra da igualdade, pá!!!
As Damas... ai as Damas!
Não sou Príncipe mas sei tratar duma Princesa!
Damas, tantas Damas! Que beleza!
Mas só me passam ao lado!!!
Sou um romântico frustrado...
Não não, sou mas é um desleixado!
E quem o diz é a porra do Joker!!
Esse então nunca se cala!! Sempre a gozar
sempre a gozar sempre a gozar!!!
Sempre armado em palhaço,
aquele palhaço da merda!
Sempre a falar da minha vida
como se fosse uma novela!!!
Com intrigas e difamações,
senão está a dormir está a falar mal de mim!
Cúmulo da superficialidade!
Como é um anormal e não tem amor próprio,
anda a ver se os outros se desamam!!!
Suicidem-no, porra!!!
A Manilha, a Manilha lá vai!
Aponta o dedo a tudo o que faço!
"Tudo perfeitinho tudo perfeitinho,
não podes falhar!"
Se me desvio por milímetros,
pimbas!! Lá está ele!
"Estás te a desviar! Estás-te a desviar!"
Parece uma sirene, foda-se!
Sempre que o oiço apaixono-me pelo meu despertador!
Burro, pois, eu sou o Burro!
Ando para aqui a falar,
mas quem é que me ouve?
Quem é me entende, hã?
Pois, ninguém responde!
Eu nem sei porque raio me estou a queixar,
nada muda, é sempre a mesma merda!
Esta merda é como a SIDA,
muda de forma com as gerações futuras
mas continua lá, nunca nos larga!
Estou farto de Palha!
A Palha, pá, está sempre a queixar-se!
Se não se queixa da sua vida
queixa-se da vida dos outros!!!
Mas também, sempre a lamuriam-se
mas não fazem nada por isso!!!
Palha... palha é para queimar!!
Contribuem para tudo,
para morrer mais depressa, para dar uma boa queca,
para destruir a Natureza, para os bolsos dos políticos,
só não contribuem é para a evolução da Humanidade!!!
Tanto paleio tanto paleio que o navio encalhou
e, claro, quem é que tem levar com esta merda toda?
Sou eu claro!!! Como é mais que óbvio!!!
Pá, ó Deus! Baralhaste isto muito mal baralhado, pá!
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Purificando A Alma
Pintaste as paredes do meu mundo,
distorceste a minha visão com pesadelos,
fizeste de mim um louco ingénuo.
Operaste os meus inocentes olhos
com visões negras solidificadas com a solidão.
Manipulaste o espelho onde me via,
fechado em casa, enquanto fugia
a esses olhos onde alucinei perseguição
mas o anjo que aclamo Minha Mãe
me fez ver o irreal em que acreditei
ser real, esse pesadelo onde fui rei.
distorceste a minha visão com pesadelos,
fizeste de mim um louco ingénuo.
Operaste os meus inocentes olhos
com visões negras solidificadas com a solidão.
Manipulaste o espelho onde me via,
fechado em casa, enquanto fugia
a esses olhos onde alucinei perseguição
mas o anjo que aclamo Minha Mãe
me fez ver o irreal em que acreditei
ser real, esse pesadelo onde fui rei.
Um Tema Para Os Outros Tempos
Cigarro aceso no cinzeiro,
cama por fazer, quarto por arrumar,
roupa amontoada no chão,
cortinas fechadas, molduras partidas,
versos escritos nos armários,
café intornado, posters rasgados,
papeladas na secretária,
migalhas, luzes apagadas,
quarto desarrumado,
mas a janela está aberta,
o vento entra e fuma o cigarro
até ao filtro, faz a cama,
arruma o quarto,
abre as cortinas,
leva os cactos dos vidros partidos,
como se o tempo voltasse atrás,
põe o café intornado na chávena,
leva os posters, organiza os papeís,
transporta a roupa suja
e a luz do sol entra no quarto.
Entro sem saber o que aconteceu
e apercebo-me do amor da mãe que me concebeu.
cama por fazer, quarto por arrumar,
roupa amontoada no chão,
cortinas fechadas, molduras partidas,
versos escritos nos armários,
café intornado, posters rasgados,
papeladas na secretária,
migalhas, luzes apagadas,
quarto desarrumado,
mas a janela está aberta,
o vento entra e fuma o cigarro
até ao filtro, faz a cama,
arruma o quarto,
abre as cortinas,
leva os cactos dos vidros partidos,
como se o tempo voltasse atrás,
põe o café intornado na chávena,
leva os posters, organiza os papeís,
transporta a roupa suja
e a luz do sol entra no quarto.
Entro sem saber o que aconteceu
e apercebo-me do amor da mãe que me concebeu.
Família
Eu via o espelho do meu mundo desfocado,
achando eu vê-lo real, vivi absurdamente um fardo,
o fardo de ser eu nenhuma parte desse total:
família.
achando eu vê-lo real, vivi absurdamente um fardo,
o fardo de ser eu nenhuma parte desse total:
família.
A Forca Das Palavras
Na forca das palavras ninguém pode esconder-se,
porque elas assassinam em nome da ignorância.
É a crítica e o gozo de quem assiste,
atirando frutas contra ti e sem puderes fugir dali
és humilhada no teu mundo, onde só tu o conheces.
Presa na palavra que tanto desejas mas não vem,
tentas sair constantemente esperançando a salvação.
Na boca de todos, és mastigada vezes sem conta,
torturada por boatos e mentiras,
culpada por coisas que não aconteceram.
Perdes a força para tanta afronta,
deixas-te ficar, à espera do fim.
E quando tudo acaba,
quando todos já se foram embora,
Deus acende a tua alma
ou Jesus aparecer-te-á
dizendo estar já na hora.
domingo, 21 de agosto de 2011
Mulher De Armas
Deixa-me amparar o teu rosto
ó mulher de armas,
que encarregaste e carregaste o mundo
sem descanso, beijaste sempre os teus,
nas suas tristezas e nas suas alegrias
mas quem te beijou sem agradecimento
e com sentido fraterno?
Escorrem lágrimas de suor
sobre as tuas cicatrizes,
limpá-las-ei do teu ninho
e dar-te-ei o amor e o carinho
com que tu deste em troca,
somente, de varizes.
Sem te aperceberes,
lutaste contra o impossível
e tornaste-te invisível,
no entanto, demasiado importante,
pois tu, foste a base
onde bati as asas, tu, foste o carvão
para que eu sentisse o calor da água
e o chão onde dei os primeiros passos.
Eu fui a tua criação,
nascido para te levantar do chão,
mesmo sem quereres, mesmo sem admitires,
criaste-me com amor e nele te cuido com o meu coração.
ó mulher de armas,
que encarregaste e carregaste o mundo
sem descanso, beijaste sempre os teus,
nas suas tristezas e nas suas alegrias
mas quem te beijou sem agradecimento
e com sentido fraterno?
Escorrem lágrimas de suor
sobre as tuas cicatrizes,
limpá-las-ei do teu ninho
e dar-te-ei o amor e o carinho
com que tu deste em troca,
somente, de varizes.
Sem te aperceberes,
lutaste contra o impossível
e tornaste-te invisível,
no entanto, demasiado importante,
pois tu, foste a base
onde bati as asas, tu, foste o carvão
para que eu sentisse o calor da água
e o chão onde dei os primeiros passos.
Eu fui a tua criação,
nascido para te levantar do chão,
mesmo sem quereres, mesmo sem admitires,
criaste-me com amor e nele te cuido com o meu coração.
Em ti, poema, encontrei umas breves calçadas
que me mostraram os horizontes da liberdade,
por ti, poema, nasceu em mim a ansiedade
pela tua expulsão do meu ser,
de ti, poema, arranquei a sujidade
que a minha alma deixara reter,
para ti, poema, esta minha paixão
entrego-te do mais fundo do meu coração.
Porque tu, poema,
és o mundo onde sonhei,
a infecção que curei,
a verdade que revelei,
tu, poema, és o número ímpar
que completa a matemática da minha vida.
que me mostraram os horizontes da liberdade,
por ti, poema, nasceu em mim a ansiedade
pela tua expulsão do meu ser,
de ti, poema, arranquei a sujidade
que a minha alma deixara reter,
para ti, poema, esta minha paixão
entrego-te do mais fundo do meu coração.
Porque tu, poema,
és o mundo onde sonhei,
a infecção que curei,
a verdade que revelei,
tu, poema, és o número ímpar
que completa a matemática da minha vida.
De longe escrevi para ti,
tão perto fora por ter vindo de mim.
Encontrados no mesmo sonho e na mesma esperança,
neste planeta grande que é
mas pequeno no colo de uma criança.
Já me lês, leitor,
com os mesmos olhos com que vi o mundo,
irrigados pelo mesmo sentimento.
Escrevi amor entre palavras abraçadas
às que tu deste carinho, talvez pela felicidade
talvez por almofadas encharcadas.
Somos nós, meu irmão,
iguais à Humanidade,
porque ambos sentimos
a mesma respiração.
tão perto fora por ter vindo de mim.
Encontrados no mesmo sonho e na mesma esperança,
neste planeta grande que é
mas pequeno no colo de uma criança.
Já me lês, leitor,
com os mesmos olhos com que vi o mundo,
irrigados pelo mesmo sentimento.
Escrevi amor entre palavras abraçadas
às que tu deste carinho, talvez pela felicidade
talvez por almofadas encharcadas.
Somos nós, meu irmão,
iguais à Humanidade,
porque ambos sentimos
a mesma respiração.
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