A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.

A minha inocência foi esta:


Francisco Sarmento

Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Adjectivos servem para descrever, não para explicar, nem são válidos num argumento. Ao substituirmos os adjectivos por fundamentos, elevamos a nossa consciência e comunicação - seja para com outros ou, mais importante, para connosco próprios. Os adjectivos limitam a reflexão, são conclusões sem desenvolvimento. Desafio-vos a experimentarem, nas vossas reflexões, a substituírem os adjectivos. A nossa visão torna-se mais concreta.

Eu

À medida que me perdoo, liberto-me, aproximando-me do meu eu, da minha essência, do que realmente sou.

Eu

Este é o meu legado. E para vos provar que são genuínas as minhas palavras, tal como a minha pessoa, não agradará a todos.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

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À pessoa que se sente superior aos outros, é lhe entregue a fatalidade, pela simples matemática do destino, a falibilidade de não se melhorar enquanto ser humano e pessoa.

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À pessoa que se sente superior aos outros, é lhe entregue a fatalidade a falibilidade de não se melhorar enquanto ser humano e pessoa.

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Vai com moral, não vás com expectativa.

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O teu sorriso é o motivo para sorrires
Somos sonhos.

Olho o mar reflectindo o luar das estrelas,
o seu reflexo reflecte-se no meu olhar,
transportando-me para onde só a alma pode chegar.

És tu, tocas-me sem me tocar vibrando em mim o que não se pode agarrar.

Tornas-me nesse mar.
E sou transparente perante a tua existência.

Sonho-te,
o mundo irradia outra beleza.

Absorto, reflicto as tuas constelações,
absorvo e deixo-me absorver,
perdendo-me nas dimensões de ser.

Não existe linha do horizonte
na paisagem da nossa paixão,
céu e mar: somos indistinguíveis.

Sou tu.

E torno-me o céu.
O teu céu.

A beleza que absorves
do céu que te inspira.

Sonhas-me.

E eu sonho-te.

Para lá do físico
- intocáveis,
e não somos reais.

Somos sonhos.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Metamorfose

Alcanço o maior altar
para cear com as estrelas,
enriqueço-me por amar
e sou feliz a sonhar
enquanto estou a  tecê-las.

Hum.

Sim.

Sou metamorfose do sonho.

Os meus olhos brilham
adormecidos e o tempo
retoma o impasse.

Sou drunfo da realidade.

Crio o mundo usando as razões
que são razões para não o fazer.

Mas faço.
Mas crio.

Mas existo.

Se existo sobre uma mentira,
então existirei?

São etiquetas
para agendar
hiperligações
dum local
ilusoriamente
sem opções.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

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Hum. O meu mundo é metáfora, eu sou metamorfose do sonho e os meus pensamentos são mais surreais que a realidade.

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E fiz de ti um homem sem nunca abafar a criança que há em ti.
Não pertenço a nenhum lugar,
sou sonhador: o meu destino é voar.
O perdão não está relacionado com o outro, apenas connosco próprios. Está em perdoar os nossos sentimentos sobre as atitudes ou acções de outrém. É sobretudo, ter consciência que o erro é inacto ao ser humano, mesmo contínuo. É ter a superioridade - evolução e emancipação mental e espiritual - de que esses mesmos actos ou atitudes são pertencentes à condição humana. E que, por se ser humano, estamos ou estaríamos sujeitos às mesmas depravações, nas mesmas condições em que esse outro ser humano está. Apesar da história da evolução humana que nos incutem, nunca nos podemos esquecer que somos animais e portanto, as primeiras necessidades têm de ser equilibradas. E, claro está, o primeiro amor de todos: o amor-próprio.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

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Nascemos na realidade, mas cada cria um mundo de verdades. É a nossa loucura e o fim da liberdade.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

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Diz-me o quanto um homem se define pela quantidade de relações sexuais. Ou o teu pai é uma merda de homem ou é um grande homem e a tua mãe tem um par de cornos daqui até Lua.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

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Se criticas o que é humano em outrem, perpetuas os teus próprios erros.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

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O último representante da Liberdade morreu. Agora, estamos destinados aos paladores, que são paladinos que paleiam a paleta.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

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A mulher é o berço da Vida. Se a Humanidade tivesse girado em torno da mulher, nas nossas páginas não haveria tanto sangue e tantas mortes.

domingo, 8 de dezembro de 2013

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Meu irmão, partilhamos a mesma em dois corpos diferentes. No meu silêncio leste palavras. E também me disseste o quanto brilham os meus olhos com as minhas lágrimas. Sim, sou sonhador.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Intervalo Surreal

Possuo-te e desejo-te,
morre assim o tempo
em traços contínuos
tornando-me imortal.
Para ti e para sempre,
o teu...

!

Sou tudo, e tudo mais  quando te amo.

Intervalo (Parte Dois)

Não sou nem estou,
em lado nenhum
ao lado de ti,
sem amor ou paixão,
não sou apenas mais um
porque estou o que sou:
a fusão dos nossos mundos
é parte de mim.

Não tenho personalidade de pessoa,
nem necessidade de ser humano,
sou abstracção da alma
numa dimensão paralela à realidade.

Somos só nós,
nós os dois em sintonia,
nem preciso de uma voz
porque o nosso silêncio é uma sinfonia.


sábado, 30 de novembro de 2013

E como consegue um único homem - portador da Humanidade - pousar a sua cabeça a prémio, numa almofada, enquanto outros mil dormem com o desejo de o verem aniquilado?

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Atingirei a noite estrelada,
aqui nada me diz nada, - sou tudo.

Metáfora de um mundo absurdo,
sou louco, a minha liberdade 
desafia as leis da gravidade.

Nada me diz nada, sou tudo - um sonho.


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Homem

Estou aqui, hoje, perante vós, porque acredito no amor!

Afirmou perante os descrentes e os maldosos inconscientes,
de consciência tranquila, consciente da certeza que iriam destruí-lo
depois de tudo aquilo. Matam-no cruelmente, por espancamento.
Morre ele, com firmeza e convicção. E passa o tempo.
Na sua sepultura, passam pessoas em busca do perdão
para pôr termo à própria tortura sobre o que fizeram,
pois o que fizeram, não foi pela mesma razão.

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Sou inculto, mas no entanto, sei mais que a minha ignorância.

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Acreditar em alguém que diz, com desprezo, não valer a pena, ou alguém que diz sim, vale a pena, sentindo o que diz, de olhos brilhantes?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sonhar

Acreditar é um sonho,
um sorriso desmascarado,
são olhos genuínos que brilham
com o poder de conseguir ver
para além do que se vê
e sentir mais à frente,
como se a ignorância sobre o futuro
fosse uma conquista assente no presente
e não um tiro no escuro.

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O pior de nos perdermos é não saber que estamos perdidos.

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O mundo será sempre um sonho, Lurdes, e por isso é que todos os dias acordo.

domingo, 24 de novembro de 2013

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Se te disser que te amo, é mentira, essa porra de palavra minúscula não atinge o que sinto por ti.

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Apesar de tudo, gostei de te conhecer. Gosto de ter motivos para sonhar, e, sobretudo, sorrir.

...

Quando paro, paro. Fico parado mas o planeta continua rodando, e eis que viajo, sendo a minha viajem uma circunferência dum paralelo do planeta. E quando o planeta completa a sua volta sobre si próprio, eu também volto a mim mesmo. Chamo-lhe: sonhar.

De Um Amigo Que Não Tive

Nunca é demais sonhar, mesmo que o sonho seja absurdo. Mesmo que a realidade seja contrária, ou impossível. Mesmo que o querer te leve a um pedido de desculpas e a um sem querer, e muitas dessas vezes, mais a ti próprio do que aos outros. Mesmo que os outros te vejam ridículo. Pois haja alguém que acredite, que sorri porque acredita, que experimente pela crença do sonho. E se for desilusão, haja alguém que chore a realidade, haja alguém que caia no real e reaja. E se o sonho te distorça as acções, pede desculpa e diz que é por teres amor à vida e por acreditares nela, no amor dela e que te leva a ser diferente. Haja alguém que acredite genuinamente em nós e que veja em nós o que não vemos nos outros.

...

Acho que a primeira pergunta que devemos fazer a nós próprios é: será que esta a pergunta que devo fazer? Porque às vezes olho para as pessoas e vejo-as embrenhadas em perguntas tão limitadas como... enfim, elas próprias o são.

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Às vezes tento olhar para mim de fora e fico a pensar que sou maluco. E depois dou a maior gargalhada da minha vida.
O meu olhar brilha disperso
concentrado em ti, distante do resto,
e expando-me curioso
enquanto absorvo 
cada parte que faz parte de ti.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

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Hoje ia ter a maior lição de vida... mas acabei por fazer a escolha que senti ser mais acertada.

Para Ti

No final, eles vão respeitar-te, mais do que eu - que sou teu amigo -, pelas tuas escolhas, porque a tua atitude não variou, mesmo com poder para levar as coisas até ao fundo, mesmo tendo do teu lado a realidade e a verdade que tu e eles sabem que poderiam prejudicá-los. Escolhes não odiá-los da mesma maneira, recusando tentar magoar propositada e deliberadamente, significando firmeza e honestidade sobre aquilo em que acreditas. Hoje atacam-te como cães raivosos e víboras, alimentando-se da tua vida e mais o que inventam, mas um dia acordam e o ódio deles ter-se-à esgotado, perceberão que não valeu de nada odiar, e não é sobre se te atingiram, mas porque perderam tempo, em vez de usarem-no para serem felizes, preferiram importar-se mais contigo do que com eles próprios. E tu, sairás com o orgulho de te teres mantido leal a ti mesma, continuando a tua vida. Tu enfrentaste. Essa é a dica. Tu pagaste as tuas contas. E a partir daí, se enfrentaram também ou não, tu continuaste na tua. Não ressintas o que não deves porque o ressentimento só serve para preencher a falta de atitude. Não são os outros que impõem se deves ou não, mesmo que o teu nome ecoe nas ruas. És tu mesma, aquilo que tu és, não aquilo que os outros se baseiam. Porque não é o facto de não responderes, é o facto de teres a tua vida e nela coisas e pessoas mais importantes e de maior valor. Por isso, quando te questionares se devias inteirar a realidade comum e magoar quem te magoou, lembra-te daquilo que tu és, não o que os outros querem que tu sejas. As acções demonstram mas as atitudes mostram. Acredita sempre no amor e descredibilizarás o ódio.

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Merda. Não consigo escrever poesia, preciso de drama na minha vida.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

!

Definitivamente há três factos belos na vida: o meu sorriso, o teu sorriso e a nossa lua.

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Era criança, não sabia que era criança nem sabia lidar com uma criança.

.1

Sei amar como ninguém
por ter estado do lado
de quem nunca foi amado 
por alguém.


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Erram aqueles que não têm consciência do seu erro

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Sou poeta, ou seja, sou mágico. Vês o meu coração ou uma ilusão? Qual de nós é o mais iludido?

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A minha atitude tem mais paleta que as roupas de marca.
Eles exploram as lojas, eu exploro a minha essência.
Eles mudam consoante a moda, eu transformo consoante a vida.
Não te interessa o que escrevi
mas sim o que escreverei
depois do dia em que te conheci.

domingo, 17 de novembro de 2013

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E se escrevo é porque tenho fé nesse algo que eu não sei.

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Para sermos donos dos nossos próprios destinos - a resposta está em nós.

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Quando um homem ergue a sua voz, perde um bocado de si para gente que não merece.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

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A desgraça dos outros acontece simplesmente porque nós assistimos.

Carta Ao Oceano

O que faz de mim homem, hoje, não é o que passei e ultrapassei, mas sim as merdas que, hoje, acontecem só porque algum terceiro as provoca sem sequer saber o meu passado. O que faz de mim um homem, hoje, é encontrar forças para me manter firme e não vacilar, é não pensar que depois das merdas que já vivi ainda tenho de levar com merdinhas destas mas é saber que merdinhas destas não atingem a minha motivação. E essa motivação e firmeza não provém do que já vivi, mas sim da consciência do que sou hoje. Sou muito diferente, só eu sei o que é nascer e ser criado a olhar-me ao espelho com ódio e nojo. O meu brilho, a minha luz, é pura, porque foi nessa escuridão macabra que acendi duas velas para me procurar, não num espelho, mas em mim próprio. Porque no final, eu prometi ser o meu próprio herói.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

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Tenho vergonha de mim próprio mas tenho mais vergonha da vossa (in)existência.

domingo, 3 de novembro de 2013

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Há quem ande com um par de cornos porque os pais esqueceram-se de amar.

Quando Me Prometes

Espeta lentamente uma faca no meu coração.
Aposto a minha vida em como não acontecerá nada.

sábado, 2 de novembro de 2013

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Transformo os meus sentimentos em palavras para perceber o que sinto.

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É triste assistir que a única coisa que têm para dar à Humanidade é a reprodução.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

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Sortudos aqueles com quem fizeste sexo mas felizes foram os que fizeram amor contigo.
Porque ela tem amor de cadela e eu com amor de cão.

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Sensível ou instável?

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

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Por favor não vás. Só tenho vinte anos e uma carrada de horas pela frente sem te ver.

Amo-te.

Tal palavra não me satisfaz,

prefiro o silêncio do beijo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Loucura

Não é que eu não queira saber, ou se tenho razão. Não é não querer ouvir. Simplesmente sou louco e mantenho firmemente esta loucura. Desprezo tudo e todos. Tudo o que não está em mim. Todos os que não acreditam com a mesma intensidade com que eu acredito. A todos digo "está bem" e a tudo eu digo "ok", porque ainda não acabei. Porque entre todas ass negações que me fazem à felicidade, a todas as tentativas que me façam para desfazer aquilo que sou, o que sinto, são meros fracassos. Só tu, tu, podes acabar com isso e dizer-me não. E os teus olhos dizerem-me não. Mas, se disseres sim, acabou-se a minha Poesia. Porque, menina dos meus olhos, quando te vejo, perco as palavras.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

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(...) no final, a morte é próprio perdão da vida. É uma chapada que, não tendo a mão, tem uma pena.

Nascer Do Sol

A vida é muito mais que a minha poesia.
E eu inspiro profundamente, profundamente feliz.

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O meu sorriso. Nele, tenho tudo o que não tenho.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

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Se nos percebêssemos a nós próprios, chegaríamos à conclusão que não somos personagens principais mas sim parte da História em si. Mas o que impede isto de acontecer é que há algo, ou alguém, que pensa por nós.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dêem-me Pena, Já!

Tenho tido problemas de insónias. Durante as tardes viro as costas ao sol e adormeço em sonhos esquisitos que nem me identifico com eles. Não estou perdido mas também não tenho estado em lado algum. É a Poesia. Já não me serve. Os sentimentos são demasiado intensos e fortes... bloqueio depois do primeiro verso. As minhas mãos automaticamente param. O tempo bloqueava, antigamente, agora sou eu que encravo. É isto que me acontece. O meu corpo rejeita, não corresponde. Não considera que escrever seja uma acção. Mas eu não sei fazer nada mais...

sábado, 19 de outubro de 2013

!

Perdi-me no teu olhar,
tão perdido estou,
que só me apercebo
ao acordar.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Um Dia Destes (Carta)

Olá, a primeira coisa que deves ficar a saber sobre mim é que não vais gostar de mim, ou que te vais afastar de mim e eu não saberei porquê. Não saberei que mal fiz, ou que possa ter feito. Provavelmente, nem sequer vais-me conhecer minimamente para ter esse discernimento e, a esse respeito, tu julgarás na tua ignorância, seja ela a sapiência da tua vida ou de sermos supostos iguais, serei digno do teu preconceito. Não jogo a vida, nem com a vida dos outros, e tenho dificuldade em esconder emoções. Desculpa, não sei manipular, não sei levar-te a pensar algo sobre mim antes de sequer pensares algo sobre mim, e, não sendo eu familiarizado com as regras de aparências da nossa sociedade, o meu ser impede-me de ser um ser que não seja o meu próprio ser. Não consigo aparentar, não consigo parecer. Não consigo fingir, só sei sonhar. E às vezes cometo o erro de viver um sonho cuja a única parecença com a realidade é ser totalmente diferente. Desculpa-me isso também, é que me perco nos teus olhos. Mas que interessa isso? Tu já sabes! Mas o que não sabes é que, na verdade, não sabes nada.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Desprezo

As minhas refeições
têm sido servidas numa taça,
uma taça cheia de merda,
porque tu cagaste em mim
e eu não sei o que se passa.

Levo à boca uma colherada
cheia de merda, cheia de nada,
com fedor a ilusão e sabor
a chapada sem mão.

É a merda da vida,
proibindo o meu ser
de ser e ter de viver
com as regras
de gente conformista.

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O mundo é uma ilusão barulhenta ou antes, uma realidade silenciosa.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

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A ânsia é um sonho frustrado com tempo e o espaço mal aproveitado.

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Sou um sonho: realiza-me.

No teu olhar, no teu coração,
vagueio, sem forma,
e fermento a tua emoção,
anseio, sem saber a norma
da paixão.

É o que vejo.


sábado, 12 de outubro de 2013

Não há nada para dizer,
não há nada a dizer,
não há nada que seja dito,
apenas sentimentos parasitas,
lágrimas inexistentes, sem motivo
e palavras faladas ao vazio.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fim Do Mundo

Levei a maior facada da minha vida,
tenho o meu corpo dividido em metade,
a jaula está aberta à raiva reprimida,
seja bem-vinda a verdadeira liberdade.

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Para os reprimidos e os raivosos calados, podem usar o Winzip. O Winzip é de borla, apesar de avisar do contrário, vocês já entraram nessa vida com o tarifário de pré-pagamento.

sábado, 5 de outubro de 2013

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A chuva que cai nessa terra, só a essa terra lavará. As lágrimas vêm a sós.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

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No final desta minha jornada, da minha Vida, se me perguntassem para quê tornar-me esse "humano" se a maior parte da Humanidade parece navegar noutro sentido, eu responderia: ser humano é ser isso mesmo, saber perdoar, porque afinal, eles não sabem o que fazem. E também porque é matemática, karma: o mal consome-se a si próprio.

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And at the end of the world,
all i'll need is your eyes
to loose myself and reality,
before reality looses itself.

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A última vez ou é porque desisti ou porque conquistei
E depois de escrever um poema de rajada, cheio de sinceridade, fico parado, sem pensar em nada, a lê-lo, esperando que alguma coisa aconteça e nem sequer sei o quê. Durante, literalmente, horas. Permanecendo a questão: e depois? Surgirá um milagre, um acontecimento que mudará a minha vida? Não. Mas vou tentar pela 959ª vez.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Parábola Sobre Mim

No comboio, sentado,
imaginava o mundo fora,
pela janela,
e suspirava alegremente
ao olhar para a frente,
mas vendo nada de especial,
retornei a inexpressão banal.

Parando nas estações,
pessoas entravam e saiam,
sem que o ambiente 
absorto se alterasse.

Quando as portas fechavam
voltava-me para a janela
e via a paisagem passar,
imaginando-me lá a correr
livre de tudo e de mim mesmo...

Já anoitecia e aos poucos
o reflexo do interior do comboio
roubava lugar à paisagem,
começando eu a ver-me
misturado com luzes de fora
a passarem velozmente.

Suspirei ao ver os meus olhos,
tudo era uma fantasia
de sonhos inconcretizáveis...

O comboio chega à penúltima paragem
e olho para as pessoas entrando e saindo,
sem valor... 

Até que entra uma rapariga,
com uma amiga, sentando-se
mais à frente, de frente para mim,
olhando-me duas vezes,
e eu aprecio-a, suspirando...

Chegamos ao destino final,
ela levanta-se e eu deixo-me ficar,
saio por último e à porta do comboio
tento-a encontrar no meio da multidão,
vejo-a ao longe e logo me apresso
na sua direcção, ao virar a esquina
encontro-a na paragem,
ela olha para mim,
como se eu fosse parte da paisagem...

mas nem sequer sei o meu próprio fim...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Estou a correr, porque estou a vê-la ao longe e desta vez vou agarrá-la, desta vez não será só um sonho, não será uma fantasia. Vou agarrá-la e não vai ser só com a minha mão espiritual, de poeta, vai ser também com a minha mão física, e com a coragem e confiança para erguê-la. Não serei teu poeta sem saberes, serei teu homem. Farei magia e será com as minhas mãos nuas, com as que realmente tocam no teu corpo. Desta vez, a Poesia será física e terá mais detalhes do que poderei contar. Alcanço-te e atingo-te com a minha sinceridade despida: amo-te e não sei o que fazer.

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Magia é a inexplicável razão que se sente no coração

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A Poesia é tudo e todos somos poetas. Não é necessário escrever para o ser. A Poesia é a magia da vida. Magia, de tão inexplicável que é, da vida, tão indefinível pela sua infinidade de ser. Digo isto porque é mágico, para mim, sentir a Poesia ser liberdade na solidão da escrita, livre da Ciência, da Razão, do impossível. Não é definível o que a Poesia é, apenas se descreve incompletamente o que sentimos através dela. No dia em que se conseguir definir a Poesia então não haverá mais nada para descobrir e não terei motivo para viver.

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Eu entendo outras realidades, diferentes, incomparáveis, opostas à minha. Afinal, já vivi mil e uma fantasias.
Fico magoado, não por me dizeres que estou longe de ser o melhor poeta do mundo, mas por ter consciência de que há tanta gente como tu, tão longe de entender a essência da Poesia. Ambos, tu e eu, vivemos distantes da realidade e da verdade. Eu, na minha escrita, vagueando pelas palavras, perco-me, desde o ar a entrar no meu peito - que logo se transforma noutra coisa - fazendo-me flutuar para outra dimensão, até aos constantes e contínuos arrepios de emoções à flor da pele, separando-me do mundo exterior, tendo nas minhas mãos a máxima liberdade - um papel em branco - vivendo a minha realidade, a realidade oposta e as outras realidades: fantasias e sonhos. Tu, perpetuado pela inconsciência ignorante ou culta, que nas duas formas de existência não entende que não sou servo do mundo Presente, que sou servo único de mim mesmo e que os meus poemas são partilhados mas não são para serem partilhados. Encontrei-me no papel, ainda eu era criança, e sei porque existo por entre as palavras. Sei quem sou e o que procuro nos olhos das almas vivas, aquilo que nos torna similares, humanos. Toda a minha vida se resume numa aventura em busca de me encontrar, e nela, a Poesia, me encontro entre páginas de um diário que só eu conheço muito bem, vividas por mim, e todas essas páginas são do Passado. O Presente e o Futuro sou eu a aventurar-me na minha primeira prioridade: tornar-me humano. Humano, num modo que sinto ter-se perdido entre nós, que nem sequer sei definir mas vai-se definindo a cada poema escrito, ganhando a sua consistência nesses pedaços da minha alma. São os outros que fazem acontecer esta aventura, apesar de ser, na sua essência, solidão. A mesma solidão que me envolve totalmente na escrita esquecendo a existência de pessoas e talvez seja, essa inocência, que me torna universal.
É aqui que ambos nos despedimos.