A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.

A minha inocência foi esta:


Francisco Sarmento

Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

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Definitivamente há três factos belos na vida: o meu sorriso, o teu sorriso e a nossa lua.

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Era criança, não sabia que era criança nem sabia lidar com uma criança.

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Sei amar como ninguém
por ter estado do lado
de quem nunca foi amado 
por alguém.


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Erram aqueles que não têm consciência do seu erro

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Sou poeta, ou seja, sou mágico. Vês o meu coração ou uma ilusão? Qual de nós é o mais iludido?

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A minha atitude tem mais paleta que as roupas de marca.
Eles exploram as lojas, eu exploro a minha essência.
Eles mudam consoante a moda, eu transformo consoante a vida.
Não te interessa o que escrevi
mas sim o que escreverei
depois do dia em que te conheci.

domingo, 17 de novembro de 2013

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E se escrevo é porque tenho fé nesse algo que eu não sei.

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Para sermos donos dos nossos próprios destinos - a resposta está em nós.

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Quando um homem ergue a sua voz, perde um bocado de si para gente que não merece.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

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A desgraça dos outros acontece simplesmente porque nós assistimos.

Carta Ao Oceano

O que faz de mim homem, hoje, não é o que passei e ultrapassei, mas sim as merdas que, hoje, acontecem só porque algum terceiro as provoca sem sequer saber o meu passado. O que faz de mim um homem, hoje, é encontrar forças para me manter firme e não vacilar, é não pensar que depois das merdas que já vivi ainda tenho de levar com merdinhas destas mas é saber que merdinhas destas não atingem a minha motivação. E essa motivação e firmeza não provém do que já vivi, mas sim da consciência do que sou hoje. Sou muito diferente, só eu sei o que é nascer e ser criado a olhar-me ao espelho com ódio e nojo. O meu brilho, a minha luz, é pura, porque foi nessa escuridão macabra que acendi duas velas para me procurar, não num espelho, mas em mim próprio. Porque no final, eu prometi ser o meu próprio herói.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

terça-feira, 5 de novembro de 2013

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

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Tenho vergonha de mim próprio mas tenho mais vergonha da vossa (in)existência.

domingo, 3 de novembro de 2013

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Há quem ande com um par de cornos porque os pais esqueceram-se de amar.

Quando Me Prometes

Espeta lentamente uma faca no meu coração.
Aposto a minha vida em como não acontecerá nada.

sábado, 2 de novembro de 2013

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Transformo os meus sentimentos em palavras para perceber o que sinto.

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É triste assistir que a única coisa que têm para dar à Humanidade é a reprodução.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

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Sortudos aqueles com quem fizeste sexo mas felizes foram os que fizeram amor contigo.
Porque ela tem amor de cadela e eu com amor de cão.

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Sensível ou instável?

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

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Por favor não vás. Só tenho vinte anos e uma carrada de horas pela frente sem te ver.

Amo-te.

Tal palavra não me satisfaz,

prefiro o silêncio do beijo.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Loucura

Não é que eu não queira saber, ou se tenho razão. Não é não querer ouvir. Simplesmente sou louco e mantenho firmemente esta loucura. Desprezo tudo e todos. Tudo o que não está em mim. Todos os que não acreditam com a mesma intensidade com que eu acredito. A todos digo "está bem" e a tudo eu digo "ok", porque ainda não acabei. Porque entre todas ass negações que me fazem à felicidade, a todas as tentativas que me façam para desfazer aquilo que sou, o que sinto, são meros fracassos. Só tu, tu, podes acabar com isso e dizer-me não. E os teus olhos dizerem-me não. Mas, se disseres sim, acabou-se a minha Poesia. Porque, menina dos meus olhos, quando te vejo, perco as palavras.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

sábado, 26 de outubro de 2013

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(...) no final, a morte é próprio perdão da vida. É uma chapada que, não tendo a mão, tem uma pena.

Nascer Do Sol

A vida é muito mais que a minha poesia.
E eu inspiro profundamente, profundamente feliz.

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O meu sorriso. Nele, tenho tudo o que não tenho.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

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Se nos percebêssemos a nós próprios, chegaríamos à conclusão que não somos personagens principais mas sim parte da História em si. Mas o que impede isto de acontecer é que há algo, ou alguém, que pensa por nós.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dêem-me Pena, Já!

Tenho tido problemas de insónias. Durante as tardes viro as costas ao sol e adormeço em sonhos esquisitos que nem me identifico com eles. Não estou perdido mas também não tenho estado em lado algum. É a Poesia. Já não me serve. Os sentimentos são demasiado intensos e fortes... bloqueio depois do primeiro verso. As minhas mãos automaticamente param. O tempo bloqueava, antigamente, agora sou eu que encravo. É isto que me acontece. O meu corpo rejeita, não corresponde. Não considera que escrever seja uma acção. Mas eu não sei fazer nada mais...

sábado, 19 de outubro de 2013

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Perdi-me no teu olhar,
tão perdido estou,
que só me apercebo
ao acordar.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Um Dia Destes (Carta)

Olá, a primeira coisa que deves ficar a saber sobre mim é que não vais gostar de mim, ou que te vais afastar de mim e eu não saberei porquê. Não saberei que mal fiz, ou que possa ter feito. Provavelmente, nem sequer vais-me conhecer minimamente para ter esse discernimento e, a esse respeito, tu julgarás na tua ignorância, seja ela a sapiência da tua vida ou de sermos supostos iguais, serei digno do teu preconceito. Não jogo a vida, nem com a vida dos outros, e tenho dificuldade em esconder emoções. Desculpa, não sei manipular, não sei levar-te a pensar algo sobre mim antes de sequer pensares algo sobre mim, e, não sendo eu familiarizado com as regras de aparências da nossa sociedade, o meu ser impede-me de ser um ser que não seja o meu próprio ser. Não consigo aparentar, não consigo parecer. Não consigo fingir, só sei sonhar. E às vezes cometo o erro de viver um sonho cuja a única parecença com a realidade é ser totalmente diferente. Desculpa-me isso também, é que me perco nos teus olhos. Mas que interessa isso? Tu já sabes! Mas o que não sabes é que, na verdade, não sabes nada.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Desprezo

As minhas refeições
têm sido servidas numa taça,
uma taça cheia de merda,
porque tu cagaste em mim
e eu não sei o que se passa.

Levo à boca uma colherada
cheia de merda, cheia de nada,
com fedor a ilusão e sabor
a chapada sem mão.

É a merda da vida,
proibindo o meu ser
de ser e ter de viver
com as regras
de gente conformista.

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O mundo é uma ilusão barulhenta ou antes, uma realidade silenciosa.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

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A ânsia é um sonho frustrado com tempo e o espaço mal aproveitado.

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Sou um sonho: realiza-me.

No teu olhar, no teu coração,
vagueio, sem forma,
e fermento a tua emoção,
anseio, sem saber a norma
da paixão.

É o que vejo.


sábado, 12 de outubro de 2013

Não há nada para dizer,
não há nada a dizer,
não há nada que seja dito,
apenas sentimentos parasitas,
lágrimas inexistentes, sem motivo
e palavras faladas ao vazio.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Fim Do Mundo

Levei a maior facada da minha vida,
tenho o meu corpo dividido em metade,
a jaula está aberta à raiva reprimida,
seja bem-vinda a verdadeira liberdade.

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Para os reprimidos e os raivosos calados, podem usar o Winzip. O Winzip é de borla, apesar de avisar do contrário, vocês já entraram nessa vida com o tarifário de pré-pagamento.

sábado, 5 de outubro de 2013

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A chuva que cai nessa terra, só a essa terra lavará. As lágrimas vêm a sós.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

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No final desta minha jornada, da minha Vida, se me perguntassem para quê tornar-me esse "humano" se a maior parte da Humanidade parece navegar noutro sentido, eu responderia: ser humano é ser isso mesmo, saber perdoar, porque afinal, eles não sabem o que fazem. E também porque é matemática, karma: o mal consome-se a si próprio.

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And at the end of the world,
all i'll need is your eyes
to loose myself and reality,
before reality looses itself.

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A última vez ou é porque desisti ou porque conquistei
E depois de escrever um poema de rajada, cheio de sinceridade, fico parado, sem pensar em nada, a lê-lo, esperando que alguma coisa aconteça e nem sequer sei o quê. Durante, literalmente, horas. Permanecendo a questão: e depois? Surgirá um milagre, um acontecimento que mudará a minha vida? Não. Mas vou tentar pela 959ª vez.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Parábola Sobre Mim

No comboio, sentado,
imaginava o mundo fora,
pela janela,
e suspirava alegremente
ao olhar para a frente,
mas vendo nada de especial,
retornei a inexpressão banal.

Parando nas estações,
pessoas entravam e saiam,
sem que o ambiente 
absorto se alterasse.

Quando as portas fechavam
voltava-me para a janela
e via a paisagem passar,
imaginando-me lá a correr
livre de tudo e de mim mesmo...

Já anoitecia e aos poucos
o reflexo do interior do comboio
roubava lugar à paisagem,
começando eu a ver-me
misturado com luzes de fora
a passarem velozmente.

Suspirei ao ver os meus olhos,
tudo era uma fantasia
de sonhos inconcretizáveis...

O comboio chega à penúltima paragem
e olho para as pessoas entrando e saindo,
sem valor... 

Até que entra uma rapariga,
com uma amiga, sentando-se
mais à frente, de frente para mim,
olhando-me duas vezes,
e eu aprecio-a, suspirando...

Chegamos ao destino final,
ela levanta-se e eu deixo-me ficar,
saio por último e à porta do comboio
tento-a encontrar no meio da multidão,
vejo-a ao longe e logo me apresso
na sua direcção, ao virar a esquina
encontro-a na paragem,
ela olha para mim,
como se eu fosse parte da paisagem...

mas nem sequer sei o meu próprio fim...

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Estou a correr, porque estou a vê-la ao longe e desta vez vou agarrá-la, desta vez não será só um sonho, não será uma fantasia. Vou agarrá-la e não vai ser só com a minha mão espiritual, de poeta, vai ser também com a minha mão física, e com a coragem e confiança para erguê-la. Não serei teu poeta sem saberes, serei teu homem. Farei magia e será com as minhas mãos nuas, com as que realmente tocam no teu corpo. Desta vez, a Poesia será física e terá mais detalhes do que poderei contar. Alcanço-te e atingo-te com a minha sinceridade despida: amo-te e não sei o que fazer.

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Magia é a inexplicável razão que se sente no coração

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A Poesia é tudo e todos somos poetas. Não é necessário escrever para o ser. A Poesia é a magia da vida. Magia, de tão inexplicável que é, da vida, tão indefinível pela sua infinidade de ser. Digo isto porque é mágico, para mim, sentir a Poesia ser liberdade na solidão da escrita, livre da Ciência, da Razão, do impossível. Não é definível o que a Poesia é, apenas se descreve incompletamente o que sentimos através dela. No dia em que se conseguir definir a Poesia então não haverá mais nada para descobrir e não terei motivo para viver.

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Eu entendo outras realidades, diferentes, incomparáveis, opostas à minha. Afinal, já vivi mil e uma fantasias.
Fico magoado, não por me dizeres que estou longe de ser o melhor poeta do mundo, mas por ter consciência de que há tanta gente como tu, tão longe de entender a essência da Poesia. Ambos, tu e eu, vivemos distantes da realidade e da verdade. Eu, na minha escrita, vagueando pelas palavras, perco-me, desde o ar a entrar no meu peito - que logo se transforma noutra coisa - fazendo-me flutuar para outra dimensão, até aos constantes e contínuos arrepios de emoções à flor da pele, separando-me do mundo exterior, tendo nas minhas mãos a máxima liberdade - um papel em branco - vivendo a minha realidade, a realidade oposta e as outras realidades: fantasias e sonhos. Tu, perpetuado pela inconsciência ignorante ou culta, que nas duas formas de existência não entende que não sou servo do mundo Presente, que sou servo único de mim mesmo e que os meus poemas são partilhados mas não são para serem partilhados. Encontrei-me no papel, ainda eu era criança, e sei porque existo por entre as palavras. Sei quem sou e o que procuro nos olhos das almas vivas, aquilo que nos torna similares, humanos. Toda a minha vida se resume numa aventura em busca de me encontrar, e nela, a Poesia, me encontro entre páginas de um diário que só eu conheço muito bem, vividas por mim, e todas essas páginas são do Passado. O Presente e o Futuro sou eu a aventurar-me na minha primeira prioridade: tornar-me humano. Humano, num modo que sinto ter-se perdido entre nós, que nem sequer sei definir mas vai-se definindo a cada poema escrito, ganhando a sua consistência nesses pedaços da minha alma. São os outros que fazem acontecer esta aventura, apesar de ser, na sua essência, solidão. A mesma solidão que me envolve totalmente na escrita esquecendo a existência de pessoas e talvez seja, essa inocência, que me torna universal.
É aqui que ambos nos despedimos.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

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Acima de nós é o céu, não é um tecto, é a aproximação do infinito.

sábado, 28 de setembro de 2013

Foda-se

Ressuscita-me
estou ardendo por dentro
não consigo controlar-me
esta puta de loucura não me larga
aquieta-me a tua doçura
e um beijo esquizofrénico
acontece simplesmente porque sim
simplesmente porque
vão para a merda
todas as razões e motivos
todas as objecções e adjectivos
todas essas porras pensantes castrando a minha vida
tou farto dessa merda
quero me perder sem consequências
sem previsões do futuro
sem advertências
quero beijar-te
quero que se fodam as regras
que se fodam os preconceitos
e a cultura do pseudo-respeito
quero começar na tua boca
quero consumir-te
sem palavras
possuir-te
e chegar ao fim
sem fim
e sem princípio
atirar-me da merda do precipício
já que ninguém ousa atirar-se
que se foda a merda da queda
a minha vontade impulsiona-me rapidamente
e a satisfação far-me-à voar para lá do consciente
que se foda
eu estou mais fodido que esta merda toda
de regras
de jogos
de intenções sublimares e segredos
do submundo controlado
que se foda tudo
que se fodam todos sem mim!

Menos tu.
Tu fodes comigo.

Quero-te na minha cama.
Limpam o cu com as notas e eu acredito que precisam de muitas
Salva-me, estou perdido em sonhos
e fantasias, escapatórias à realidade
para não ser obrigado a lutar,
sem sofrer, amar.

Enquanto sonho, objectivos ficam por conquistar,
e não consigo não ser eu, eu cresci assim:
não existo, a maior parte de mim
foram sonhos que vivi.



sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Enquanto o mundo desabava à minha volta, eu limitava-me a reflectir, a reflecti-lo. Ou antes essa reflexão tenha gerado mais danos que a realidade.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

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De tanto sonhar, acabei eu por ser parte do meu próprio sonho, deixando de viver a realidade.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

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Sou um gajo de dicas baratas, não tenho culpa que a sociedade falhe no mais básico (e suposto óbvio) da concepção da sua mentalidade
Se disseres duas vezes que só digo merda então já disseste mais merda do que eu

domingo, 22 de setembro de 2013

sábado, 21 de setembro de 2013

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Tu e Eu

Giro-te o disco e toca o mesmo,
o teu timbre ecoando no meu interior
provocando em mim reflexões sobre nada
enquanto os ponteiros roubam-nos pela calada.
E resguardo este momento de amor,
cosido no tecido da almofada
provocando-me insónia
porque és um sonho que estou a viver
e não consigo adormecer nesta história.
E a fatalidade dos teus lábios
são o meu desprezo de eu ser nada
perante a Humanidade

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

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Espancas-me porque sabes perfeitamente que não consegues atingir a minha alma
Se eu quiser pôr um comboio a andar na estrada, sem carris,
ponho. Aliás, antes de te o dizer, já o fiz.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

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A quem o beijo não tem significado não o tivesse banalizado com gente sem valor
Rasgava o mundo em dois
para te acordar...
acorda por favor,
o que faria por ti
é impossível de fazer,
só em sonhos
tornados em pesadelos
que não me deixam
adormecer.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

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Quando numa parte da nossa infância e adolescência somos castigados sem razão crescemos a desconfiarmos de nós próprios e a crer em motivos errados e irreais sobre coisas que acabamos por não escolher viver por medo.

Reino

Estou a ser desmaterializado pelo teu toque
e sorrio ao encontro da paz e da felicidade.

Porque estou aqui, agora, e contigo,
e não devo a minha atenção a mais nada.

O meu organismo é um movimento
mas as moléculas dançam em êxtase.

Todo eu sou um mar de vibrações
arrepiadas transversais às tuas sensações.

Todo eu sou todo eu
dividido a metade
porque metade
é reacção à provocação
física, intocável,
tirando-me a seriedade
de ser quem sou,
- ou o que sou -
uma brincadeira desmedida
e despreocupada,
inevitável futilidade
de eu ser nada
perante a Humanidade,
porque estou contigo
e o meu sonho
é a minha realidade.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Mesmo Assim

Mesmo que os teus lábios tocassem nos meus,
que diferença faria?
Mesmo que fôssemos felizes,
porque o seria?
Se não é assim
nem nunca aconteceu,
se tivesses apaixonada por mim,
quem seria eu?
Senão outro,
senão tu outra,
para sermos compatíveis
em termos passíveis.
Quem sou eu?
Sou um gajo no canto da mesa do café,
o único sentado num canto,
transformando a mesa quadrada
num losango cujo o vértice
mais próximo de mim se afasta
dos outros até os deixar de ouvir.
E assim, no meu mundo,
recomeço a existir.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Sou um pássaro de barbatanas,
sem asas, mas gosto de voar.

E amo, incondicionalmente, o céu,
sendo eu demasiado inocente,
sorrio na esperança alimentada pelo sonho,
em vez de chorar.

Porque dentro do mar sou veloz,
e com impulso, salto da água
para alcançar o céu,
tal como ele alcança a minha alma.

E sorrio, divertido, entre saltos,
e saltos de satisfação.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

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E há aqueles que não conseguiram/foram impedidos de controlarem as suas vidas e por isso acabaram por controlarem as suas mortes.

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E antes de escrever a primeira letra da primeira palavra do primeiro verso de um poema já estou a mandar o mundo todo para o caralho, só me chateia quando o mundo todo não vai para lá e interrompe-me.

domingo, 1 de setembro de 2013

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Faz-me um broche,
desfaz-me em emoções,
quebra a minha mortalidade,
estilhaça o meu super-ego:
faz sexo comigo.

Controla o meu descontrolo.

Faz-me sorrir o sorriso
em que os cantos da boca
estão no fundo da própria garganta,
gritando em silêncio
a maior alucinação de sempre,
a mais feliz ilusão do mundo.

Separa as minhas partículas,
estende os meus músculos
até ao horizonte,
em natural descanso.

Faz-me existir.

Amo-te descontroladamente.
Faz-me um broche,
e fazes-me sentir gigante,
no céu sem gravidade,
o meu corpo mexe-se
livremente..

Somos nuvens, moldados
pela moleza dos orgasmos,
e a natureza trespassa-nos...

Completamente colados,
eternamente juntos,
tu e eu,
a junção dos dois mundos.
Droga. É a tua boca perto da minha orelha,
a tua respiração ofegante infiltrando-se no meu ouvido, 
e como um cheiro que denuncia, identifico a tua sensação
de perdição total nesse som expirado de quem se deixa levar,
enquanto domino a minha predominância no amor carnal
e me perco loucamente ao ouvir-te respirar.


domingo, 25 de agosto de 2013

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As minhas quedas são sempre a voar e nem o chão é meu limite.
Perfuro o planeta, chegando ao outro lado.
E de uma queda se torna salto.

sábado, 24 de agosto de 2013

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Miúda, com tanta beleza
achas que atinjo o cansaço?
Teu corpo é inspiração interminável
que me torna sexualmente incansável.
O Universo não tem limite,
mas eu quero lá chegar
para atingir a infinidade
dessa beleza
que nunca se há-de desgastar.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Penetro nas barreiras do amor,
e tenho licença para passar.

Porque também faço parte
desse amor que me quer.


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

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Na vida há muitos noobs, ficam estancados muito tempo em "fóruns" para noobs - onde só se ensina o básico "deste jogo".

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Não tenho gosto em falar da vida dos outros. Isso é tema de nível um, básico. Para newbies, noobs, que não fazem ideia o que isto é e para que serve. A vida.

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Como poeta, sou um cabrão arrogantemente ignorante. Porque me ponho a escrever sobre coisas que nunca vivi.

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Se eu quiser escrever um texto cheio de "que's", escrevo. E no final até escrevo: que se foda.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

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Democracia para a ignorância de um povo é tudo o que o político quiser que seja.

Premissas

    Sabia, segundos antes de a porta se abrir, previ tudo... a porta abre-se. Ela procura-me com os olhos e logo me encontra. Não tinha palavras... eu não tinha palavras, ela estava... linda. Parados, ela cora ao ver o reflexo da sua beleza estampada nos meus olhos. Pela escuridão nocturna deles entrava o sentimento de quem vê o reflexo da lua no mar pela primeira vez. Paralisado, arrepiado, a minha alma expandia-se, como se o corpo estivesse dentro da alma e não o contrário. A constelação da beleza de todas as estrelas do céu já não era mistério da imaginação dos homens. Aproximo-me, fixando-a. Lentamente, toco-a na cara, e os desejos sem palavras ganham nome ao sussurrar o nome dela. Um dos cantos da minha boca sorri, porque sabe. Ela sorri também porque também sabe. E envolve os braços no meu pescoço... parecia dança incitando ritmo ao coração. No mesmo momento os meus braços estendem-se atravessando os lados dela completando uma linha sem fim e sem início nas suas costas - a mesma linha que nos liga espiritualmente. Puxo-a para mim pela cintura, quase tornando físico o desejo. O vestido dela deixava-me ver as costas dela ou não me permitia ver para além disso, contudo, já conhecia a geometria das minhas vontades. As nossas testas encontram-se, os nossos narizes também, sentimo-nos encontrados, um num outro - um alívio ao que o mundo não devia ter sido, à incerteza do que há-de ser e à contradição do que é com o que ignorantemente anseia ser. Os lábios tocam-se calmamente, partilhando em silêncio memórias nossas, como uma despedida que não quer existir. O início do ritual é o beijo. O beijo com significados prontos a acontecer, o beijo que é tudo antes de ser e nada é, quando acontece. O beijo, que é muito mais que beijo, ao sentirmos estarmos mais à frente da história. As nossas mãos, com vida própria, começam a diluir-se nos corpos e depressa correspondem às ordens de quem não é dono. A campainha toca. Toca outra vez. Acordo estatelado no sofá com um fio de baba seca desmantelada e um facalhão adormecido, encostado ao meu peito.
    A campainha volta a tocar.

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Quem suspeita torna-se suspeito

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Para haver liberdade de expressão tem de haver liberdade de pensar, ou seja, não se pode ser limitado na forma de pensar.
Amo a puta que me ama,
que todos os homens amam
uma vez na vida, pelo menos
na vez em que a levam para a cama.

sábado, 17 de agosto de 2013