A inocência é a universalidade dos seres vivos, é nela que está a beleza da ignorância de quem vive acreditando.
A minha inocência foi esta:
Francisco Sarmento
Este blogue encontra-se concluído para que outro aconteça agora: http://poemasdesentir.wordpress.com/
sábado, 29 de junho de 2013
Para quê escrever a beleza se a beleza já existe?
Roubaram-me a poesia, roubaram-me tudo.
Não encontro função para os meus sentidos.
Eu sei os meus erros, eu sei os meus enganos,
eu sei tudo. Mas é como se não soubesse nada.
Desenhei constelações mas perderam o brilho
porque outras brilham mais.
Os meus poemas murcham agora,
agora que outra fragrância invadiu o meu mundo.
As palavras já não encaixam quando escrevo,
sou estrangeiro sem terra de origem.
As minhas mãos apodrecem
quando tento escrever, a alma afogou-se.
Agora vivo como os mortos vivem a paz,
vivendo a vida em tanto me faz.
Roubaram-me a poesia, roubaram-me tudo.
Não encontro função para os meus sentidos.
Eu sei os meus erros, eu sei os meus enganos,
eu sei tudo. Mas é como se não soubesse nada.
Desenhei constelações mas perderam o brilho
porque outras brilham mais.
Os meus poemas murcham agora,
agora que outra fragrância invadiu o meu mundo.
As palavras já não encaixam quando escrevo,
sou estrangeiro sem terra de origem.
As minhas mãos apodrecem
quando tento escrever, a alma afogou-se.
Agora vivo como os mortos vivem a paz,
vivendo a vida em tanto me faz.
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Estou definitivamente a perder o controlo do meu blog, está a tornar-se efectivamente igual aos meus cadernos de vontades.
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Já estou a voltar a acender as velas. A única iluminação da infinita escuridão do meu quarto. Duas velas com mais pavio que o cabelo da Rapunzel, e só não acendo o rasto do pavio porque não sei o que será o caminho iluminado por elas. Pode acabar em explosão.
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Mas que merda é essa de ter medo de ser amado!?
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Mas que merda é essa de ter medo de ser amado!?
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Trouxe a magia das palavras aos animais.
O gato lambia a cauda
em sua solidão harmoniosa.
A cadela olhava-me.
O peixe nadava às voltas no aquário
como se fosse sempre a primeira vez.
As plantas mantinham-se na mesma posição.
Os pássaros continuavam a picotar o chão.
Mas ali estava eu de pé.
Recitando-lhes a minha poesia.
É o que sei partilhar.
Ninguém bateu palmas,
nada haveria mudado.
Depois de ter recitado,
agradeci sem olhar
e o mostrei o meu sorriso
de despedida por ter
acabado o poema.
O gato lambia a cauda
em sua solidão harmoniosa.
A cadela olhava-me.
O peixe nadava às voltas no aquário
como se fosse sempre a primeira vez.
As plantas mantinham-se na mesma posição.
Os pássaros continuavam a picotar o chão.
Mas ali estava eu de pé.
Recitando-lhes a minha poesia.
É o que sei partilhar.
Ninguém bateu palmas,
nada haveria mudado.
Depois de ter recitado,
agradeci sem olhar
e o mostrei o meu sorriso
de despedida por ter
acabado o poema.
Lá estava eu,
em plena queda,
de cima para baixo,
da marca das doze horas
directamente para a das seis,
sem passar pelas outras horas
desperdiçando essas oportunidades
para que a vida fosse acontecer.
Lá estava eu,
outra vez, caindo de costas,
olhando as estrelas do céu sem olhar
deixando-me ir na queda, sem pensar.
A vida passa por mim
mas ambos não existimos.
em plena queda,
de cima para baixo,
da marca das doze horas
directamente para a das seis,
sem passar pelas outras horas
desperdiçando essas oportunidades
para que a vida fosse acontecer.
Lá estava eu,
outra vez, caindo de costas,
olhando as estrelas do céu sem olhar
deixando-me ir na queda, sem pensar.
A vida passa por mim
mas ambos não existimos.
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AGORA TUDO FAZ SENTIDO! Mas estou com sono e quero mesmo mesmo dormir, que se lixe o sentido das coisas, a única razão é a minha cama. Quando dormir tudo e estiver totalmente descansado, cansar-me-ei a retirar o sentido. Mas agora, dormir. Dormir é o que interessa.
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É de manhã, acordei com o despertador pois tenho de acordar. Mas mesmo assim estou com uma insónia.
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Já não consigo aturar mais as minhas palavras. Não tenho paciência nenhuma para isto.
Estou com sono e não sei o que me fez acordar.
Estou com sono e não sei o que me fez acordar.
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No início, cada poema meu era uma tentativa de suicídio, um cartucho de bala usado numa pistola apontada à minha cabeça. São tesouras incapazes de cortar.
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Não se enganem. Toda a minha Poesia não existe. É apenas um momento de silêncio antes de me matar, o silêncio imperceptível que imortaliza o mistério do porquê da minha morte.
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Está tudo muito bem, muito calmo, nada se passa fora do normal, até que de repente, do nada, aparece a Vida e grita: "SURPRISE MOTHER*****!!!!".
É de arrancar o coração com o susto, não é?
É de arrancar o coração com o susto, não é?
Coitado do homem, viajou trezentos quilómetros de autocarro para chegar a esta linda paisagem e suicidar-se. A merda disto tudo é que se esqueceu das balas em casa e agora não tem dinheiro para voltar a casa. Tem de mendigar. Será que as pessoas vão-lhe, muito caridosamente, dar-lhe dinheiro para ele fazer a viagem de ida e volta e matar-se?
Parabéns Sábio! E que a tua sapiência seja saudavelmente louca. Ou, senão conseguires te encaixar neste mundo loucamente normalizado, então grita, porra! Grita loucamente como se num grito te saíssem todas as palavras e sentimentos, e se não ouvirem a tua liberdade, a Natureza te acolherá. Um grande abraço e felicidades.
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